2.6. Küresel Cep Telefonu Pazarı
2.6.5. Küresel Cep Telefonu Pazarında Lider Üreticiler
Apesar de sua aceitação universal, o combate às práticas fiscais concorrenciais
internacionais pode ser objeto de questionamento quanto a sua essência e a sua intenção. O
Prof. Maarten Ellis
135analisa a efetiva necessidade de medidas para combater a competição
tributária prejudicial. A interpretação extraída do seu artigo indica que a idéia de banir a
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133 “...O agente econômico não se vê sem alternativas; ao contrário, recebe ele estímulos e desestímulos que,
atuando no campo de sua formação de vontade, levam-no a se decidir pelo caminho proposto pelo legislador. Este, por sua vez, sempre deve contar com a possibilidade de seus incentivos/desincentivos não serem suficientes para a tomada da decisão pelo agente econômico, a quem, assim, é assegurada a possibilidade de adotar comportamento diverso, sem que por isso recaia no ilícito. O Estado abre mão do seu poder de dar ordens, substituindo-o por seu poder econômico, com efeito equivalente”. SCHOUERI, Luís Eduardo. Segurança na Ordem Tributária Nacional e Internacional: Tributação do Comércio Exterior. In: Segurança Jurídica na
Tributação e Estado de Direito. II Congresso Nacional de Estudos Tributários, presidido por Paulo de Barros
Carvalho e coordenado por Eurico Marcos Diniz de Santi, São Paulo: Noeses, 2005, p. 379.
134 “Menciona um texto de um volume coordenado pelo Professor Adriano di Pietro, em que, Bártolo
Salsoferrato, glosador que viveu de 1310 a 1360, relata em seu Concilium 135 o seguinte fato: havia uma determinada comuna que tinha criado uma taxa pelo uso do solo onde se instalava a feira para a venda dos produtos e das peles de animais que tinham sido caçados. Relata que determinados caçadores chegavam àquela praça local e, ao invés de colocarem aquelas peças no chão, carregavam-nas nos braços, dizendo: “se não estou ocupando o terreno da praça do mercado, em termos atuais, não estou praticando fato gerador, estou evitando a sua ocorrência, portanto não devo pagar a taxa pelo uso da praça da comuna onde se realizava a feira. Conclui, o glosador, que a taxa era devida invocando a sua finalidade que era atingir a mercancia daqueles bens (interpretação econômica desse glosador versus a interpretação legal dos caçadores).” GRECO, Marco Aurélio. Elisão Tributária e seu contexto In: Anais do Seminário Internacional sobre Elisão Fiscal. Seminário realizado pela Escola de Administração Fazendária – ESAF, em Brasília, no período de 06 a 08 de agosto de 2001 – Brasília, ESAF, 2002, p.19-20.
135 ELLIS, MAARTEN. Are Measures to Curb Harmful Tax Competition Necessary? International Bureau
of Fiscal Documentation. 1999. Disponível em: <http://www.ibfd.org/portal/app? bookmarkablePage=home>. Acesso em: 12 jun. 2005.
competição prejudicial por um esforço global apesar de correta, não é muito realista. Atribui a
ocorrência de práticas da espécie à desigualdade econômica dos Estados e diz que o combate
proposto se dá no interesse de países pertencentes a um círculo restrito, ao qual atribui maior
potencial danoso do que a existência de reduções tributárias propriamente ditas.
A concorrência fiscal internacional resulta, no sentir de Costa, da circunstância
de “os Estados passarem a considerar nas suas decisões a necessidade de adequar os impostos
ao bem-estar social, ao investimento e ao progresso científico, visando atrair investimentos
ou, pelo menos, não os deslocalizar”
136cuja conseqüência pode trazer prejuízos ou ao
contrário, pode ser benéfica ao proporcionar a racionalização dos sistemas fiscais. A autora
faz a seguinte síntese do problema sob a ótica do reconhecimento de que a concorrência fiscal
prejudicial é conseqüência e não causa do problema:
“Também a concorrência directa, a nível fiscal, é em regra legitima. Com a liberdade dos factores de produção cada vez maior entre os Estados passa a haver o afluimento do trabalho, do capital e da técnica às zonas mais desenvolvidas. Para compensar este esvaziamento da periferia a favor do centro, das regiões mais pobres a favor das regiões mais ricas — fenómeno que se verifica também muito claramente dentro de Portugal — terá de se conceder ajuda às regiões mais pobres. E estas ajudas podem ser de muita ordem, entre as quais as ajudas financeiras dos paises mais ricos, transformando os paises mais pobres, durante um período indeterminado, em entidades “sustentadas”. Pode também aumentar-se a sua competitividade em relação aos paises do centro através de outros factores, nomeadamente o factor fiscal. Este factor pode ser imprescindível para que haja uma real equiparação das condições de concorrência entre os diversos Estados. Em igualdade de carga fiscal, é natural que os investimentos se dirijam para as zonas de mais avançada tecnologia, de maior concentração de população, de maior riqueza, O factor fiscal poderá corrigir esta tendência. Portanto, a concorrência fiscal também tem as suas vantagens, pois, dentro de certos limites, ela poderá pressionar os Estados para que tenham mais rigor e cuidado na cobrança e na gestão dos seus impostos, poderá impedir que os níveis de fiscalidade assumam proporções negativas para a actividade económica, conduzirá a uma gestão mais criteriosa da despesa pública e melhorará outros factores de competitividade. São os paises de alta tributação, aqueles que poderão ser afectados com a concorrência fiscal.” 137
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136 COSTA, Elisabete Mansa Pinto da. Concorrência Fiscal Internacional: Um desafio à escala mundial. Tese
de Pós-Graduação em Direito Fiscal na Faculdade de Direito da Universidade do Porto Ano 2004/2005, p. 10. Disponível em: <http://www.direito.up.pt/cije_web/Site/documentos/trabalhos/ Costa_Elisabete.pdf>. Acesso em: 07 set. 2006.
137 COSTA, Elisabete Mansa Pinto da. Concorrência Fiscal Internacional: Um desafio à escala mundial.
Tese de Pós-Graduação em Direito Fiscal na Faculdade de Direito da Universidade do Porto Ano 2004/2005, p. 12. Disponível em: <http://www.direito.up.pt/cije_web/Site/documentos/trabalhos/Costa_Elisabete.pdf>. Acesso em: 07 set. 2006.
Sobre esse tema, Tanzi observa que um importante ponto e um dos que são
mais frequentemente mal compreendidos é que “não é a existência de paraísos fiscais que
tende a derrubar o nível de tributação, mas sim o tratamento das rendas obtidas em outros
lugares e que são canalizadas para os paraísos fiscais”
138. De alguma forma o autor quer se
referir ao modelo tributário adotado para a tributação, com elementos de conexão alternados
entre o critério da fonte da receita ou o critério da residência do contribuinte, de tal sorte que o
princípio da residência propiciaria uma redução significativa na evasão tributária para
paraísos fiscais, dado não importar o local da obtenção da receita para que o contribuinte seja
sempre tributado em seu país de residência
139.
Todavia, mesmo a adoção do princípio da residência pelos países em geral
poderia não ser suficiente dado que dessa forma poderiam os indivíduos e as empresas
constituir residência e domicílio nesses paraísos fiscais. Outro problema diz respeito às
exceções encontradas nos sistemas tributários, o exemplo norte-americano propicia que
bilhões de dólares provenientes da América Latina, depositados em bancos abertos nos
Estados Unidos deixem de ser tributados, primeiro porque os depósitos de não residentes não
são tributados naquele país e, segundo, porque as administrações tributárias dos países de
origem não possuem informações que permitam a sua tributação
140.
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138 “A very important point and one that is often misunderstood is that it is nor the existence of the tax havens
that tends to lower the world tax rate on capital income, but the tax treatment of incomes earned elsewhere and channeled to the tax havens”. TANZI, Vito. Taxation in an Integrating World. Washington, D.C.: The Brookings Institution.1994, p. 80.
139 TANZI, Vito. Taxation in an Integrating World. Washington, D.C.: The Brookings Institution.1994, p. 74. 140 “Incidentally, in terms of loopholes available to international investors to avoid paying taxes in their own
countries, the American tax treatment of the saving deposits opened in American Banks by “no resident aliens” must rate among the most important. This application of the residence principle by the United States has proved very costly in terms of tax revenue to many Latin American Countries. In the 1970s and early 1980s, tens billions of flight capital left Latin America to be invested in these accounts in banks in New York, Miami, Washington, and other places. Over the years, these deposits earned billions of dollars that were not taxed by the U.S. government and were not taxed by the governments of the countries where the owners of these accounts resided because their tax administration did not have the information to tax them.” Vito. Taxation in an