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Kültür Sermayesi ve İstanbul’da Kültür Sermayesinin Oluşumu

AV S 1957; A S 1973; A VS 1975; A VS 1975b; além de uma fot ografia cuja data é estim ada entre as décadas de 1960 e 70.

201 AS 1973; AVS 1975; A VS 1975b; VS 1979; VS 1980; A VS 1981; A S 1983; além de um a fotografia

de 1987.

202

Entrevista com Ant ônio M arcílio da Silva (Antônio de N hô), 26/11/2008

203

VS 1979

204 VS 1979 [?]; A S 1983; AV S 1988; AV S 1995; AV S 1995b. Há também uma fot ografia de 1987, em

aprender s im. T enho certec a que cê vai apr ender. [...] Eu ia lá na beir a daquela serra pra ele me ens inar a tocar. D om ingo à tarde, à noite. [...] E o tr abaio pra contr olar meus dedo! – um é ass im, menino. Es s e aqui vem pr a aqui, vem pra aqui, aquela confus ão toda, e aí eu ficava nervoso.205

FIGU RA 36 – M arujada do Serro, com J adir Canela. Ele é o segundo, da esquerda p ara direita, na fileira de baixo. Revista “O Cruz eiro” de 4/8/1970, p. 69. Foto: Jos é N icolau.

Em 1988, com a vaga aberta no grupo, Joaquim Gordura convida Canela para integrar a Caixa de Assovio, ocasião da qual há registro audiovisual.206 No entanto , dentro de três anos, Gordura é obrigado a deixar o grupo e passa a responsabilidade da chefia a Canela, que permanece na função de chefe até os dias atuais. É ele mesmo quem nos relata sobre este momento:

: Oh, C anela, eu tô m eio adoentado, eu num tô agüentando – ele já tinha sofrido derrame – agor a num guento tocar flauta, eu vou te entr egar a Caixa de Assobio. Foi ele e o Efigênio [da irmandade]. Aí disse. a época, ele

[Joaquim Gordura] falou com igo que a Caixa num era de ninguém. E na

m esm a época, o Efigênio me convidou pr a ass umir ess e com promisso. Ainda falei com ele: Ah, Seu Efigênio, mas pra mim é uma honr a m uito grande e a coragem do sr. tam bém tá muita. O sr . acha que eu tenho condições pr a iss o? : T em . E ainda falou: : O que cê ficé, Canela, tá bem feito. U m dia eu ainda falei com ele. O Joaquim é muito lento. um vou dic er que a turm a acos tum ou com ele. Eu num tenho tanta paciência que o Joaquim tem, não. – Já falei com ’cê. O que cê fic é, tá bem feito. Aí no outr o dia, cham ei os três companheiro, expliquei pr a eles tudo dir itinho.207

205

Entrevista com J adir Canela em 1º/7/2006.

206 AV S 1988

Profissionalmente, Jadir Canela se dedica à marcenaria e artesanato, fabricando desde varas de pesca e móveis, até objetos ligados à festa, como arcos dos caboclos. Suas habilidades manuais também o levaram a suceder, há 25 anos, Geraldo P acheco, na organização do boi de balaio, boneco tradicional no cortejo da bandeira. Jadir Canela aparece na Caixa de Assovio em todos os registros desde 1988, além de outros, anteriores, na época em que atuava na marujada.208

No mesmo ano em que Jadir Canela ingressou na Caixa de Assovio, 1988, entrou também um dos filhos de Sebastião Nazário, Rogério Ferreira Mota, que relata a ocasião:

a época que eu entrei, eu entrei no lugar de meu pai. Como eu num sabia tocar a flauta, o Joaquim m e colocou na caixa. E o Jadir entrou na flauta. [...] Tinha uns 12 ou 13 ano, num lem br o bem. Assim que meu pai m or reu, eu entr ei, né? Eu tav a com 12 ano. Em s eguida o Joaquim m e chamou, eu fui.

[...] Inclusiv e na época quando eu entr ei, em 88, eu num tava agüentando nem

carregar a caixa. A caixa grande, né? Saía ar ras tando a caixa pra rua afora.209

Depois de cerca de nove anos, ele deixou o grupo retornando, intermitentemente, nos anos posteriores. Há presença de Rogério nos registros dos anos 1988, 1995, 1997[?], 2002, 2004 e 2008.210

Robson Ferreira Mota (Rubinho) é o segundo filho de Sebastião Nazário a entrar para o grupo, embora seja mais velho do que Rogério. Ele substituiu Joaquim Gordura, em 1991, e praticamente não tinha ainda contato com a flauta, a não ser pela presença do pai, que marcara sua infância.

Peguei por tr adição né, s eguindo m eu avô, m eu pai. Por conv ite do seu Jadir, que eu não s abia tocar nada. Só sabia s opr ar a flauta. Seu Jadir que foi lá em casa, né s eu Jadir, m e ensinando.211

208

Na marujada: A S 1973; AV S 1975; AV S 1975b; e 8 fotografias dos anos 1970. N a Caixa de Ass ovio: AV S 1988; AV S 1995; AV S 1995b; A S 1997; A S 2000; AVS 2002; A VS 2004; A VT B 2004; A S 2005; A S 2006; AVS 2006; A VS 2007; A S 2007; AVBH 2007; A S 2008. Há ainda 3 fotografias de 2003.

209

Entrevista com Rogério Ferreira M ota (26/11/2008)

210 AV S 1988; AV S 1995; AV S 1995b; A S 1997 (no CD não há referência ao nome dos tocadores. A

Rubinho tem sido, desde então, o fiel parceiro de Jadir Canela na flauta, até os dias atuais. A partir de 1995, todos os documentos registram sua atuação.212

Outros dois irmãos de Rubinho e Rogério têm participado do grupo, como caixeiros. Ronei Ferreira Mota entrou em substituição a Antonio de Nhô e, desde então, tem quase sempre tomado parte no grupo.213 Ultimamente, Ronei começou a se interessar pela confecção e execução da flauta. Claudinei Ferreira Mota, que entrou no lugar de R ogério, no final dos anos 1990, permanecendo, dois ou três anos, voltou a participar do grupo, na festa de 2007.214

Finalmente, os irmãos Davi Jesus S ilva e ‘Dadá’, filhos de Jadir Canela, também participaram do grupo, como caixeiros.215

6.5 Instrume ntos

Das antigas flautas do Serro, localizamos três exemplares, todos fabricados por Geraldo Nazário. Jadir Canela possui uma delas, presenteada pelo fabricante. É de plástico e foi utilizada por muitos anos na Caixa de Assovio, até que se adquiriu a atual parelha. As outras duas foram presenteadas por Geraldo Nazário a José Luís Rocha, ex flautista da marujada. São de ferro, de mesmo comprimento e disposição dos orifícios, porém uma de diâmetro menor que a outra. A partir destas flautas, José L uís fabricou, ele próprio, duas réplicas em P VC.

Benzer Belgeler