2. BOYARMADDELER
2.2. Boyarmaddelerin Sınıflandırılması
2.2.6. Kükürt boyarmaddeleri
Na primeira reunião dos grupos, a tutora-pesquisadora iniciou o trabalho se apresentando e expondo seu currículo acadêmico e trajetória docente. A seguir, solicitou a cada um dos participantes que também se apresentasse. A Professora Sandra Nitrini participou da primeira reunião do período matutino e igualmente se apresentou. Ela não esteve presente na reunião do grupo da noite, sendo sua ausência justificada pela tutora-pesquisadora.
Depois disso, foram mostradas aos alunos as principais propostas de trabalho do grupo.
A exposição enfocou a importância de se constituir um grupo de pesquisa e estudo em direito do consumidor e discutiu, de início, qual o perfil de profissional de direito que a sociedade brasileira considerava importante. Aspectos como ética, capacidade de diálogo e busca de soluções que não necessariamente conduzissem ao conflito judicial foram enfatizados pela tutora-pesquisadora.
Foram explicados os aspectos essenciais do paradigma da aprendizagem baseada em problemas, quais os cursos superiores que o utilizavam e o papel de cada um no grupo, tanto dos alunos como da tutora-pesquisadora.
As expressões tutora ou facilitadora foram sugeridas aos alunos participantes como as que preferencialmente deveriam empregar, a fim de diferenciar o papel exercido por ela em sala de aula, já que era professora de alguns alunos dos grupos, e o papel exercido na atividade do grupo. Naturalmente, os alunos optaram por tutora e a empregaram durante todo o período de duração da atividade.
A denominação tutor/tutora é comumente utilizada nas instituições de ensino que adotam o paradigma da aprendizagem baseada em problemas e no caso específico da experiência, foi adotada como forma de distinguir os dois papéis docentes desempenhados pela mesma pessoa.
A apresentação enfocou, ainda, a importância da pesquisa e a forma como deveria ser realizada. Tratou, por fim, das etapas que comporiam o trabalho dos grupos. Foi, ainda, exibido o cronograma de trabalho para um ano de atividade, propondo-se que os grupos encerrassem a experiência com uma atividade externa na qual pudessem aplicar parte do que aprenderam. A sugestão era que a atividade fosse efetivada com crianças de escolas públicas de Bragança Paulista.
Para o grupo da manhã, a apresentação aconteceu na sala de multimeios da faculdade de direito, utilizando um aparelho “data-show” para mostrar o material preparado. Os participantes do grupo receberam uma cópia a fim de acompanhar a apresentação.
Para o grupo da noite, não foi possível o uso da sala que já estava reservada para outro evento da faculdade de direito e, por isso, os participantes
receberam apenas a cópia dos “slides”. A explicação pela tutora-pesquisadora permitiu que a proposta de trabalho com aprendizagem baseada em problemas fosse claramente compreendida pelos participantes.
No princípio, e por natural timidez dos participantes dos grupos, nenhuma manifestação espontânea foi feita sobre a proposta de trabalho. Depois da apresentação, os alunos foram convidados a comentar, mas se limitaram a afirmar que a proposta era diferente e estimulante, ou seja, que tinham vontade de participar sabendo que iriam trabalhar com a prática, com o estudo de problemas concretos.
Na explanação do material ao grupo da noite, a participação em forma de comentários foi mais extensa. Os alunos do grupo discutiram, desde o primeiro momento, como gostariam de encerrar a atividade do grupo. Manifestaram interesse em trabalhar com micro e pequenos empresários e não com crianças, por entenderem que aquele segmento é carente de orientação sobre os aspectos legais das relações de consumo.
Argumentaram que muitas vezes o micro e o pequeno empresário cometem erros com o consumidor porque não sabem como proceder e por isso esclarecê-los era importante para prevenir a ocorrência desses erros.
A partir de sua própria vivência, os alunos estavam invocando o disposto no artigo 4º do Código de Defesa do Consumidor, um artigo programático no qual estão contidos os principais princípios da Política Nacional de Relações de Consumo. No inciso III desse artigo, está disposto que: “harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e
equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores”.E no inciso IV, determina o ordenamento jurídico: “educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo.”
Sem nenhum estudo formal anterior sobre direito do consumidor, os alunos do grupo de pesquisa do período noturno, calcados em suas experiências cotidianas como trabalhadores e, algumas vezes, como filhos de comerciantes ou eles próprios comerciantes, identificavam que uma das razões de desajuste entre consumidores e fornecedores de produtos e serviços residia na falta de informações e de conhecimento.
As primeiras reuniões dos grupos da manhã e da noite foram realizadas em uma pequena sala desocupada, onde havia uma mesa de reuniões com capacidade para oito a dez pessoas. No mês de agosto, por iniciativa da Professora Sandra Nitrini, foi preparada especialmente para o grupo uma sala próxima à biblioteca, bastante ampla, com uma mesa de reuniões para dez a doze pessoas. Além disso, separada por uma divisória, havia uma pequena sala onde se instalou um gabinete para a tutora, com escrivaninha e sofá.
A sala de reuniões tinha ainda uma lousa branca para ser usada com pincel atômico. Mais tarde, os alunos fizeram um quadro mural com as informações obtidas nos jornais ou na rede mundial de computadores sobre assuntos de interesse coletivo.
Foram colocadas na sala duas estantes de madeira e, com o tempo, os alunos organizaram pastas plásticas em que arquivavam o material obtido nas pesquisas.
Na porta da sala, foi fixado um cartaz com os dizeres “GRUPO DE PESQUISA DE RELAÇÕES DE CONSUMO” e com o símbolo da Universidade São
Francisco. O cartaz foi feito pela secretaria do curso de direito, que também se incumbiu de determinar que a sala fosse limpa uma vez por semana pelo pessoal do setor de limpeza.
Esse foi o primeiro sinal de envolvimento direto da instituição com os grupos, possibilitando que eles deixassem de ser tratados como “os grupos da Professora Angélica” e passassem a ser tratados como “os grupos de pesquisa”.
A pedido da tutora-pesquisadora, os grupos elaboraram uma lista com os endereços eletrônicos daqueles que dispunham desse recurso, a fim de facilitar a tarefa de comunicação entre todos.