4.2.19 TAHİR SAMİ BEY’İN ÖZEL HAYAT
4.3. MUSTAFA KUTLU’NUN HİKÂYELERİNDEKİ KADIN TİPLERİ
4.3.2. KÖYLÜ KADINLAR
Em 1990, Zarb e Schmitt realizaram um estudo clínico longitudinal para avaliar a efetividade dos implantes e das próteses sobre implantes. Quarenta e seis pacientes portadores de próteses sobre implantes foram avaliados em um intervalo de 4 a 9 anos. Os autores descreveram os aspectos clínicos e as complicações encontradas. A fratura do parafuso de ouro foi a falha mais comum. Os autores sugeriram que esse problema ocorria em consequência das sobrecargas ou falta de adaptação passiva da infraestrutura das próteses.
Jemt et al. (1991) realizaram um estudo multicentro, avaliando o posicionamento de 107 implantes que suportavam próteses unitárias, em 92 pacientes. Foram avaliadas todas as falhas ocorridas no período de um ano e a ocorrência mais frequente foi a perda dos parafusos para fixação de pilares, seguido de problemas estéticos, fratura de coroa e necessidade de reparo ou de refazer as coroas. Observaram que, em um total de 87 parafusos na maxila, 19 necessitaram ser reapertados por uma vez e, oito, por mais vezes, enquanto que dos 17 mandibulares, dois necessitaram apenas uma nova fixação (correspondendo a um total de 26% de parafusos que foram reapertados durante o período de observação). Destes, 15 já haviam apresentado problemas na primeira avaliação, uma semana após a instalação das próteses. A frequência de perda dos parafusos para fixação de pilares apresentou uma tendência de diminuição com o decorrer do período de observação. Quanto aos problemas relacionados à osseointegração, após um ano de função clínica apenas três implantes foram perdidos (2,8%).
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Em 1991, Jemt acompanhou um grupo de pacientes que usavam próteses parciais fixas sobre implantes por um ano. Apesar de observar 95,5% de sucesso das 391 peças que faziam parte do estudo, as complicações geralmente encontradas foram: problemas com a fala (31,2%), mordida de bochechas e lábio (6,6%), irritação causada pelo cantilever (3,1%), problemas gengivais (1,7%) e fratura da estrutura metálica (0,8%). Não ocorreu fratura dos componentes e 69,3% das próteses apresentaram os parafusos estáveis no primeiro controle (uma semana após a instalação da prótese). A instabilidade dos parafusos foi maior na maxila, sendo estatisticamente significante quando comparado à mandíbula.
Naert et al. (1992) realizaram um estudo longitudinal de sete anos com próteses implantossuportadas e observaram uma taxa de sucesso de 93% para a maxila e 98,3% para a mandíbula. Relataram que a maior incidência de fraturas após a instalação das próteses ocorreu com o implante terminal (oito, de um total de 12 fraturas). Os pacientes portadores de próteses implantossuportadas em ambos os arcos apresentaram perda óssea marginal 50% maior do que aqueles em que o antagonista era dentição natural ou próteses mucossuportadas.
Shackleton et al. (1992) verificaram a causa e a incidência de problemas com as próteses após a instalação. Foi selecionado para o estudo um grupo de 25 pacientes, tratados com prótese total fixa mandibular com o Sistema Brånemark. Analisou-se a história clínica dos pacientes, para obter informações sobre tratamentos adicionais, e o tempo de acompanhamento foi de 10 a 70 meses. Os problemas mais frequentes foram a fratura de componentes protéticos individuais ou da própria prótese (34,2%); em seguida, o afrouxamento dos parafusos de ouro ou do intermediário (25,5%), problemas dos tecidos moles (9,6%), queixas em relação à fonética (8,2%) e queixas estéticas (6,8%). A análise dos resultados também mostrou que cantilevers de 15 mm ou menos são significativamente melhores que os mais extensos. Os autores concluíram que mais de 50% dos problemas protéticos estavam relacionados aos fatores de estresse que atuam sobre a prótese e também sugeriram que o comprimento do cantilever não deveria exceder 15 mm, para minimizar os problemas mecânicos.
Em 1994, Ekfeldt et al. avaliaram 93 implantes Brånemark instalados em 77 pacientes que haviam substituído apenas elementos unitários. Em três anos de acompanhamento apenas dois implantes foram perdidos (um durante a fase de
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reabertura e outro após o primeiro ano de uso da prótese). O maior problema observado foi o destorque dos parafusos dos abutments: 43% dos parafusos tiveram de ser apertados no período da pesquisa. Nove coroas cimentadas foram refeitas, pois seus parafusos perderam o torque e elas tiveram de ser cortadas para remoção da peça. Setenta e cinco por cento desses implantes e coroas foram realizados na região anterior da maxila, na área dos incisivos superiores, e por isso não tinham contato em cêntrica. Observaram gengivite em 26% das coroas e foi possível visualizar em 13% das coroas. Dois implantes apresentaram recessão gengival e 13 munhões personalizados apresentaram complicações estéticas.
Kallus e Bessing (1994) realizaram um estudo para avaliar as possíveis causas de perda, tanto de parafusos protéticos de ouro quanto de parafusos para fixação de pilares, ao fixarem próteses de arcada completa implantossuportadas. Participaram desse trabalho os 50 primeiros pacientes de um total de 236 que responderam ao convite para participar do estudo, com um total de 278 implantes. Os pacientes foram acompanhados por cinco anos e observou-se que, em 26 pacientes, os parafusos de ouro necessitavam ser reapertados. Quanto aos parafusos para fixação de pilares, 286 foram classificados como satisfatórios e 10 como não satisfatórios. A falha dos parafusos protéticos de ouro foi associada a problemas na adaptação da prótese. Os autores recomendaram que todas as próteses implantossuportadas parafusadas devem ser reapertadas após 5 anos e afirmaram que a perda dos parafusos protéticos de ouro, assim como a dos parafusos para fixação de pilares, pode levar a complicações, como acúmulo de tecido de granulação entre implante e pilar, podendo resultar em fístula, além de depósitos de placa entre a prótese e os pilares. Os parafusos para fixação de pilares permaneceram estáveis por mais tempo que os parafusos protéticos de ouro e nenhuma dependência entre um e outro foi observada.
Cummings e Arbree (1995) realizaram um estudo clínico com 24 pacientes, os quais receberam 71 implantes do tipo IMZ e observaram, mediante um controle de quatro anos, que 70% dos implantes apresentavam inflamação gengival e 13% dos implantes apresentavam perda óssea marginal maior que dois milímetros. Entre os principais problemas protéticos encontrados, observaram quebra de parafusos (12,5%), fratura da porcelana de cobertura (8,33%) e desgastes dos elementos intramóveis (37,5%).
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Bahat (2000) avaliou a colocação de 660 implantes da marca comercial Brånemark (Nobel Biocare, Suécia), em 202 pacientes, na região posterior da maxila, seguidos por um acompanhamento de 12 anos, todos restaurados com próteses fixas de metalocerâmica. Observou que 13 implantes falharam no período entre a colocação e o início das cargas oclusais, 12 foram perdidos entre o início das cargas e antes do primeiro ano e 10 falharam após esse período. A taxa de sucesso foi de 94,4% no período de 5 a 6 anos e de 93,4% após 10 anos. Concluiu que a qualidade e quantidade óssea não são fatores tão importantes para o sucesso da osseointegração quanto uma correta técnica cirúrgica em implantes posicionados na porção posterior da maxila.
Zitzmann e Marinello (2000) avaliaram dois grupos de pacientes: Grupo 1, formado por 10 pacientes tratados com próteses fixas sobre implantes e Grupo 2, formado por 10 pacientes tratados com próteses removíveis tipo overdentures. Os controles dos pacientes foram realizados semestralmente, durante 39 meses, para o Grupo 1, e durante 27 meses para o Grupo 2. Nos controles eram avaliados: índice de placa, índice gengival, nível de inserção, altura óssea dos implantes; complicações biológicas e mecânicas também foram avaliadas. A taxa de sobrevivência dos implantes foi de 97,6% e 94,4% para o Grupo 1 e Grupo 2, respectivamente. Os grupos não apresentaram diferenças significativas quando comparado as variáveis clínicas. As complicações mecânicas foram resolvidas no momento dos controles. Os autores concluíram que as complicações biológicas e mecânicas podem ser evitadas, mantendo-se um controle periódico dos pacientes.
Kronström et al. (2001) realizaram um estudo retrospectivo e avaliaram aspectos clínicos e imunológicos em 80 pacientes. Compararam 40 pacientes em que não se obteve a osseointegração no primeiro estágio cirúrgico com 40 pacientes (Grupo Controle) em que a osseointegração ocorreu com sucesso. Os autores relacionaram o sucesso dos implantes com uma boa estabilidade inicial e citaram alguns fatores como essenciais para o insucesso na implantodontia: qualidade óssea pobre, volume ósseo insuficiente e sobrecarga sobre os implantes. Para estes autores, entretanto, nenhum fator foi mais importante para o insucesso dos implantes quanto a presença de anticorpos para as bactérias Bacteroides forsythus e Staphylococcus aureus, salientando a importância de fatores imunológicos.
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Carlson et al. (2001) realizaram um estudo em pacientes que haviam recebido próteses fixas sobre implantes, sendo elas totais ou parciais instaladas sobre intermediários cônicos. Após um ano de instalação, os pacientes foram avaliados e os problemas relacionados com as próteses foram verificados. Os autores observaram que, após esse período, apenas dois parafusos dos intermediários haviam se quebrado e que o restante permanecia com o torque da pré-carga. As próteses que apresentaram fratura dos parafusos tinham mobilidade. Foi observado também, que 91% dos pacientes apresentavam o tecido gengival saudável enquanto 9% apresentaram edema ou eritema, porém, não foi identificado peri-implantite.
Goodacre et al. (2003) realizaram uma revisão de literatura sobre estudos clínicos, com intuito de apontar os principais problemas encontrados em tratamentos reabilitadores que utilizam próteses implantossuportadas e concluíram que a perda e/ou fratura do mecanismo de retenção das overdentures, a perda de implantes e a necessidade de reembasamento de overdentures foram os problemas mais comuns encontrados nos artigos. Porém, não foi possível calcular a incidência global de complicações, pois a maioria dos estudos não avaliava os problemas das próteses sobre implantes de uma forma simultânea. Ressaltaram que, embora os dados fossem recolhidos a partir de diferentes estudos, existia uma tendência para uma maior incidência de complicações com próteses sobre implantes unitárias e próteses parciais.
Laine et al. (2005) avaliaram as principais causas de perda dos implantes em dois centros de reabilitação finlandeses, com dezessete pacientes que haviam perdido 30 implantes. Para a avaliação das causas das falhas, foram realizados exames clínicos, radiográficos e microbiológicos. Os resultados mostram que nenhum paciente relatou algum sintoma que indicasse a falha. Estas somente eram notadas quando o implante ou a prótese apresentavam algum tipo de movimento. A radiolucidez em torno dos implantes foi o achado mais comum nos exames radiográficos: notou-se que 20% dos implantes perdidos estavam instalados em áreas de osso insuficiente. A avaliação microbiológica mostrou que 97% dos implantes perdidos tinham colonizações bacterianas e entre as principais bactérias encontradas estavam o Streptococcus Milleri e a Fusobacterium nucleatum. Os autores concluíram que: os implantes devem ser instalados em regiões nas quais
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exista um bom aporte ósseo; a instalação de implantes de menor diâmetro, em regiões de enxerto ósseo, pode levar a falha na osseointegração. Outro aspecto observado pelos autores nas conclusões foi que o perfil das bactérias que sitiam a região peri-implantar pode mudar de acordo com a fase de cicatrização: imediatamente após a inserção dos implantes, as bactérias são similares àquelas que acometem uma infecção odontogênica e, após a osseointegração, as bactérias são similares àquelas encontradas na doença periodontal crônica.
Grant et al. (2009) executaram um estudo retrospectivo que avaliou a taxa de sucesso de implantes curtos (8 mm) em pacientes parcialmente (n=112) ou completamente edêntulos (n=12), que haviam recebido um total de 335 implantes curtos e foram acompanhados por dois anos. Dos 112 pacientes que eram parcialmente edêntulos, 32 apresentavam falta de apenas um elemento dental. Todos os implantes receberam próteses fixas, de modo que 75 eram do tipo unitárias e 245 esplintadas. Houve perda de quatro implantes e atribuiu-se os insucessos à qualidade óssea da região onde os implantes foram instalados e à fratura das próteses ou dos implantes. Em dois anos de acompanhamento, 99% dos pacientes tiveram sucesso nos tratamentos. Os autores concluíram que a instalação de implantes dentais curtos é um método de tratamento previsível para pacientes que apresentam pouca estrutura óssea remanescente.
Kim et al. (2009) realizaram um estudo retrospectivo de cinco anos, no qual foram avaliados 108 pacientes que receberam 339 implantes. Nos exames clínicos avaliou-se a quantidade de mucosa queratinizada, o índice de cálculo, o índice de inflamação gengival, o índice de placa e de reabsorção do osso marginal (peri-implantar). Os resultados mostraram que a média de reabsorção da crista marginal peri-implantar foi de 0,43 mm; a média dos índices de placa, inflamação gengival e cálculo foi de 0,73 mm, 0,37 mm e 0,17 mm, respectivamente. A média de mucosa queratinizada em torno dos implantes foi de 2,43 mm. Os autores concluíram que em curto ou em médio prazo, o tratamento com implantes osseointegráveis apresenta um alto índice de sucesso, pois observaram que 95,1% dos implantes avaliados não apresentavam mobilidade, peri-implantite e/ou perda óssea maior que 0,2 mm por ano.
Kinsel e Lin (2009), em um estudo clínico, avaliaram quais os principais fatores que levam à fratura da porcelana em coroas unitárias ou próteses parciais
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fixas sobre implante. Foram acompanhados 152 pacientes, num período de seis meses. O total de coroas avaliadas foi de 998, das quais 390 eram coroas unitárias e 94 eram próteses parciais suportadas por 729 implantes. Noventa e quatro coroas apresentaram fratura em sua porcelana. Os autores concluíram que as fraturas estavam correlacionadas com o material restaurador do dente ou prótese antagonista, bruxismo e com a falta do uso do aparelho de proteção oclusal (placa).
Montero et al. (2012) em estudo clínico, relataram a incidência de complicações em próteses sobre implante, confeccionadas com elementos UCLA. Os pesquisadores avaliaram 71 pacientes parcialmente edêntulos reabilitados e 93 coroas unitárias sobre implante (hexágono externo). As variáveis estudadas foram: Grupo 1 – características sociodemográficas dos pacientes (gênero, idade e hábitos); Grupo 2 – características anatômicas (tipo de osso, estrutura óssea remanescente, cantilever mesial e distal, tipo de antagonista e intensidade do contato oclusal); Grupo 3 – parâmetros clínicos relativos ao implante (localização no arco, tempo de osseointegração, período de função e marca comercial); e, Grupo 4 – características das restaurações (tipo de retenção, torque dos parafusos, número de vezes que os parafusos de retenção receberam retorque e outras complicações). Num período de controle de cinco anos, 10% dos pacientes foram excluídos da pesquisa, por não comparecerem aos retornos. De acordo com as variáveis clínicas, os pesquisadores observaram que: 90,3% dos implantes foram inseridos em áreas já cicatrizadas e 9,3% foram instalados após a extração; a média do comprimento das faces oclusais era de 9,7mm; a média do cantilever mesiodistal era de 5,8mm; 75% das coroas tinham como antagonistas dentes naturais; a maior parte das restaurações (95,7%) apresentava contatos oclusais adequados, 3% apresentavam contatos oclusais parciais e uma coroa estava em infraoclusão; 80% dos implantes estavam localizados nas regiões de molares inferiores (45%) e pré-molares superiores (22,5%); 81% dos implantes eram de plataforma regular e 63% tinham comprimento menor que 13mm; 98% dos implantes tiveram média de cinco meses para a osseointegração. Os pesquisadores também observaram que dois implantes foram perdidos durante o primeiro ano após a instalação da coroa. Onze coroas tiveram problemas como: destorque dos parafusos e fratura da cobertura de porcelana. Houve também uma diferença significativa entre as marcas comerciais dos implantes e a quantidade de incidentes. O número de falhas foi mais alto na
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região posterior mandibular, nas coroas que ocluíam com dentes naturais. Pacientes fumantes apresentaram mais complicações das coroas, quando comparado a pacientes não fumantes. Outro dado que chamou a atenção foi a idade dos pacientes: aqueles que tinham mais de 45 anos tiveram mais problemas em suas próteses, quando comparado aos pacientes mais jovens. No entanto, os autores observaram um alto índice de sobrevivência das coroas no período de 26 meses e concluíram que o uso de componentes UCLA para a confecção de próteses sobre implante pode ser recomendados como uma opção adequada de tratamento.