• Sonuç bulunamadı

V. TEMEL KAVRAMLAR

3. Harflerin Mahrecleri ve Sıfatları

1.1. Lafız-Mânâ İlişkisi

1.1.1. Köken Bakımından Lafız-Mânâ İlişkisi

O amendoim forrageiro Arachis Pintoi (Krap. & Greg.) é utilizado como forragem para alimentação animal e cobertura de solo. A espécie pertence à família das Fabaceaes, sua origem é de clima tropical e de ocorrência natural na América do Sul e, no Brasil, e há ainda ocorrências naturais dessa planta no estado do Mato Grosso de Sul. A maior difusão está na região norte e centro oeste, na região sul vem se destacando a cultivar Alqueire-1, desenvolvida para resistir ao frio (NASCIMENTO, 2006; ASSIS et al., 2010; KERRDGE; HARDY,1994).

A planta é herbácea, rasteira, estolonífera e perene de porte baixo atingindo de 20 a 60 centímetros de altura e lança seus estolões em várias direções e fixa-se ao solo por meio de raízes muito abundantes (MIRANDA; SAGGIN JÚNIOR; SILVA, 2008). Além disso, o

amendoim forrageiro caracteriza-se pela baixa dispersão por sementes e adapta-se bem em solos com drenagem deficiente e com sombreamento. É, portanto, uma planta rústica de fácil multiplicação, tanto pela forma assexuada, quanto sexuada, ou seja, tanto por mudas enraizadas e estolões quanto por semeadura.

O amendoim forrageiro desenvolve-se melhor em regiões de precipitação anual acima de 1200 mm, tem alta tolerância à seca e a geadas em regiões subtropicais e, também, suporta áreas com sombreamento (ANDRADE et al., 2004; ARGEL, 1994). Essa característica é que a recomenda como planta de cobertura de solo em frutíferas e espécies florestais.

A vantagem da implantação de amendoim forrageiro é a possibilidade de sua implantação ser realizada uma única vez, pois, além de se desenvolver perfeitamente por estolões, realiza a produção de sementes que garante a ressemeadura natural da planta (NASCIMENTO, 2006). As características reprodutivas da espécie são únicas com desenvolvimento do fruto abaixo da superfície do solo, e isso contribui para a regeneração e a longevidade da espécie.

Em relação à produção de cobertura vegetal e à proteção do solo, conforme Miranda, Saggin Júnior e Silva (2008), o amendoim forrageiro se destaca pela densa produção vegetal de massa seca e amplo sistema radicular, podendo chegar a mais de 10 t.ha-1 de matéria seca, após 18 meses de implantação. Apresenta, também, produção em torno de 8-10 t/ha/ano de forragem (MS) com alto valor nutritivo, com 23% de proteína bruta (NASCIMENTO, 2006).

Em relação à proteção do solo e à fixação de nitrogênio, o amendoim se mostrou muito eficiente, conforme investigação de Guerra e Teixeira (2007); Perin, Guerra e Teixeira (2003) para os quais essa planta de cobertura possui um importante aporte de nitrogênio, via fixação biológica de nitrogênio (FBN). O amendoim forrageiro destaca-se, então, pelo alto potencial como cobertura viva, representando uma estratégia para a autossuficiência em nitrogênio na nutrição de frutíferas e, também, por minimizar ou dispensar a utilização da adubação nitrogenada com fertilizantes sintéticos ou de outras fontes.

Além disso, Miranda, Vieira e Cadisch (2003), ao determinarem a fixação de N2 como técnica da abundância natural do isótopo 15N, concluíram que o amendoim forrageiro poderá produzir 4,2 t.ha-1 de matéria seca e conteúdos totais de nitrogênio ao solo chegando a 100 kg.ha-1. No mesmo sentido, Castillo (2003) afirmou que, além do grande aporte de N ao solo, uma grande quantidade de carbono é fixado ao sistema, trazendo benefícios à planta de interesse comercial.

Em pesquisa semelhante, Gama-Rodrigues, Gama-Rodrigues e Brito (2007) afirmam que o uso de plantas de cobertura, especialmente, as leguminosas constituem uma estratégia

para aumentar a sustentabilidade, trazer benefícios para o solo, para o ambiente e para as culturas de interesse comercial. Nesse sentido, Espindola et al. (2005) afirmam que o amendoim forrageiro, comparado com as demais leguminosas herbáceas perenes, possui maior velocidade de decomposição e por isso disponibiliza mais rapidamente o nitrogênio para a planta consorciada.

Perin, Guerra e Teixeira (2003) também confirmam que as leguminosas perenes competem com as espécies de ocorrência espontâneas interferindo em seu ciclo reprodutivo, havendo, dessa forma, uma diminuição no banco de sementes no solo e, consequentemente, a redução de mão-de- obra para controle das ervas indesejadas e de custos com herbicidas para o controle.

Há fatores limitantes para implantação do amendoim forrageiro que se relacionam à dificuldade de obtenção de sementes e ao preço elevado. Outra dificuldade que se apresenta é a mão de obra para efetuar o plantio por estolões ou mudas enraizadas, pois, no plantio, há a necessidade de se realizar um bom preparo inicial do solo para o rápido estabelecimento e fechamento completo do solo, condições favoráveis exigidas pela planta no início de seu desenvolvimento.

O amendoim forrageiro caracteriza-se por ser uma planta de crescimento rasteiro, e como potencial fixadora de nitrogênio (ANDRADE, 2004; MIRANDA; SAGGIN JÚNIOR; SILVA, 2008) e também pela capacidade de recuperar áreas degradadas. Embora a maioria das pesquisas voltem-se para o uso como forrageira para alimentação animal, solteira ou consorciada com gramíneas, diversas pesquisas têm sido realizadas em cobertura do solo como rotação de cultura ou como cultura intercalar com espécies perenes como citros, café, bananeiras, mamão papaia e espécies florestais (VALLES; CASTILLO, 2006).

Em experimento com o cultivo de bananeiras, Espindola et al. (2006) aponta que o uso de cobertura com amendoim forrageiro trouxe um aumento de produtividade em relação às parcelas com o uso de adubação nitrogenada e vegetação espontânea. Da mesma forma Santos et al. (2011), ao utilizar o amendoim forrageiro nas entrelinhas da cultura do café, a leguminosa não influenciou no crescimento e na produtividade do cafeeiro. Além disso, a consorciação de leguminosas herbáceas provocou uma redução na infestação de plantas daninhas do café.

Essas pesquisas com o uso de amendoim forrageiro consorciadas com culturas de interesse econômico, principalmente, as espécies perenes de frutíferas constituem uma alternativa para proteger o solo, reduzir os gastos com adubos químicos nitrogenados e uso de

herbicidas nos pomares, sendo portanto, importante a investigação sobre sua utilização na cultura da videira.

Benzer Belgeler