1.1. Dişi Üreme Sistemi ile İlgili Genel Bilgiler
1.5.3. Kök Hücrelerin Sınıflaması
1.5.3.2. Kök Hücrenin Kaynağı Olan Dokuya Göre Sınıflama
As análises histológicas dos indivíduos expostos em amostras de sedimento demonstraram algumas alterações teciduais em relação aos organismos expostos em situação controle, confirmando a degradação ambiental já caracterizada pelas análises físicas e químicas deste compartimento.
Nos cortes dos indivíduos controle, verificou-se condições normais nas estruturas branquiais, com lamelas secundárias bem desenvolvidas e espaços entre elas bem definidos, bem como epitélio estratificado do filamento. Em relação à área não respiratória, foram verificados o desenvolvimento das cartilagens e a presença do seio venoso central (FIGURA 48).
FIGURA 48: Corte longitudinal ao filamento branquial de indivíduos controle de D. rerio.
Observar as lamelas secundárias bem desenvolvidas (LS), os espaços interlamelares bem definidos (X) e o epitélio estratificado do filamento (seta). Detalhes: E; eritrócito;
CP: célula pilar; F: filamento branquial (X) (aumentos: 40x e 63x) (HE, 6,0µm).
Em decorrência da alta mortalidade de P. reticulata nos bioensaios com sedimento, em ambos os períodos de amostragem (julho/03 e janeiro/04), foi realizada análise histológica das brânquias apenas dos organismos-teste da espécie D. rerio.
De uma forma geral, as alterações encontradas nos organismos expostos aos sedimentos de todos os pontos amostrados (em julho/03 e janeiro/04), foram proliferações de células epiteliais entre lamelas secundárias, tendo como conseqüência redução da área respiratória; fusão parcial no topo e ao longo das lamelas secundárias; proliferação de células nas lamelas secundárias e dilatação de capilares sanguíneos, provocando espessamento destas estruturas e difícil distinção das células pilares.
Na maioria dos indivíduos, as alterações foram mais severas em janeiro/04, sendo a exceção observada no ponto Confluência, onde os indivíduos apresentaram alterações com intensidade semelhante nos dois períodos de coleta (FIGURAS 49 e 50).
FIGURA 49: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos de D. rerio
expostos em amostras de sedimento da Confluência do rio Monjolinho em janeiro/04. A Observar proliferação de células entre lamelas secundárias (setas) e nas lamelas secundárias com dilatação de capilares sanguíneos (x); Detalhe: SVC -seio venoso
FIGURA 50: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos de D. rerio
expostos em amostras de sedimento da Confluência do rio Monjolinho em julho/03. B. dilatação de capilares sanguíneos (x) e desarranjo de células pilares. C. Proliferação de células epiteliais entre lamelas secundárias com fusão total de algumas lamelas (seta). Detalhe no suporte cartilaginoso (C). (aumentos: 40x e 63x), respectivamente (HE, 6,0
µm).
As brânquias dos organismos expostos ao sedimento do ponto UFSCar apresentaram proliferação excessiva de célula entre lamelas, com fusão lamelar completa de todas as lamelas secundárias (alteração de segundo estágio) e descaracterização do filamento branquial, bem como dilatação em regiões do seio
venoso central. Em julho/03, foram observadas proliferações de células menos intensas entre lamelas secundárias e dilatação de capilares nas mesmas (FIGURA 51).
FIGURA 51: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos expostos em
amostras de sedimento do ponto UFSCar no rio Monjolinho. A – D. rerio, em julho/03. Observar a pequena proliferação de células entre lamelas secundárias (setas); proliferação de células nas lamelas secundárias e dilatação e congestão sanguínea, (x). B - D. rerio, em janeiro/04. Proliferação de células epiteliais nas lamelas secundárias e dilatação de capilares sanguíneos (x); proliferação de células na área respiratória com fusão completa de todas as lamelas secundárias e descaracterização da brânquia (seta); dilatação em regiões do seio venoso central (D). Detalhe no suporte
Em relação aos tributários Madalena, Tijuco e Água Quente, as proliferações celulares encontradas nos indivíduos foram menos pronunciadas, uma vez que os espaços interlamelares são mais nítidos. No entanto, no córrego Madalena, as brânquias apresentaram congestão sanguínea com tendência à formação de aneurismas (FIGURAS 52 e 53). Também foram caracterizadas dilatações de capilares no ápice das lamelas secundárias.
O mesmo foi observado nos indivíduos expostos aos sedimentos (julho/03) da Nascente, Ponte Caída e USP, entretanto, em janeiro/04 as alterações teciduais nas brânquias destes organismos foram mais acentuadas (FIGURAS 54, 55 e 56).
FIGURA 52: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos de D. rerio
expostos em amostras de sedimento do córrego Madalena (julho/03). Observar proliferação de células nas lamelas secundárias e dilatação de capilares sanguíneos (x) com tendência à congestão sanguínea. Detalhe: C – Cartilagem. (aumento: 63x).
FIGURA 53: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos de D. rerio
expostos em amostras de sedimento de tributários do rio Monjolinho. A. Córrego Tijuco Preto (julho/03). Notar proliferação de células epiteliais nas lamelas secundárias e dilatação de capilares sanguíneos (x); proliferação de células entre as lamelas secundárias (seta) e fusão total de algumas lamelas. B. Água Quente, julho/03 - pequena proliferação de células entre as lamelas secundárias (seta). Detalhe: seio
FIGURA 54: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos de D. rerio
expostos em amostras de sedimento da Nascente no rio Monjolinho. A – Julho/03. Observar proliferação menos intensa de células entre lamelas secundárias (seta) e dilatação no ápice das lamelas secundárias (x). B – Janeiro/04. Notar intensa proliferação de células epiteliais na região respiratória e fusão total de lamelas secundárias (setas); dilatação de capilares nas lamelas secundárias (x). Detalhes: cartilagem (C); seio venoso central (SVC). Aumentos: 40x e 63x, respectivamente. (HE,
FIGURA 55: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos de D. rerio
expostos em amostras de sedimento de Ponte Caída no rio Monjolinho. A – Julho/03. Observar dilatação de capilares nas lamelas secundárias e proliferação de células epiteliais (x). B – Janeiro/04. Notar intensa proliferação de células epiteliais na região respiratória e fusão total de várias de lamelas secundárias (setas); dilatação de vasos sanguíneos em lamelas secundárias (x). Detalhe: cartilagem (C); (aumento: 63x). (HE,
FIGURA 56: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos de D. rerio
expostos em amostras de sedimento de USP no rio Monjolinho. A – Julho/03. Notar proliferação de células e fusão total em algumas lamelas da região da área respiratória (setas); dilatação de capilares sanguíneos (x). B – Janeiro/04. Observar acentuada proliferação de células epiteliais em quase toda extensão da área respiratória e conseqüente diminuição dos espaços interlamelares (setas), proliferação de células nas lamelas secundárias com dilatação de capilares sanguíneos (x) e deslocamento do
A análise histológica dos organismos expostos ao sedimento dos córregos Água Fria e Cancã demonstraram resultados mais pronunciados que os demais tributários, dentre os quais, verificou-se a existência de proliferações de células epiteliais na região respiratória mais acentuadas (FIGURA 57).
FIGURA 57: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos de D. rerio
expostos em amostras de sedimento tributários do rio Monjolinho no período seco. A – Água Fria. Notar proliferação de células e de muco (seta maior) em algumas regiões da área respiratória (setas). B – Cancã. Observar proliferação acentuada de células entre lamelas secundárias (setas), proliferação de células nas lamelas secundárias
No ponto Usina, nos organismos submetidos ao teste com sedimentos (julho/03) verificaram-se proliferações acentuadas de células epiteliais nas lamelas secundárias e dilatação dos capilares sanguíneos, bem como tendência à formação de aneurismas. Entretanto, a proliferação de células epiteliais nos espaços interlamelares foi menos pronunciada. Em janeiro/04, pôde-se observar proliferação de células entre lamelas secundárias seguida da fusão dos ápices. Além disso, observou-se dilatação de regiões no seio venoso central e dos capilares das lamelas secundárias (FIGURA 58).
FIGURA 58: Corte longitudinal ao filamento branquial dos indivíduos de D. rerio
expostos em amostras de sedimento do ponto Usina no rio Monjolinho. A – Julho/03. Dilatação e congestão de capilares e tendência à formação de aneurismas (x). B – Janeiro/04. Fusão no ápice de lamelas secundárias, decorrentes de proliferações de células epiteliais (setas), dilatação de capilares sanguíneos (x); dilatação em regiões