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Kâğıt Üretimi ve Kâğıt Kurutma Prosesi ile İlgili Yapılan Çalışmalar

1.1 Literatür Özeti

1.1.2 Kâğıt Üretimi ve Kâğıt Kurutma Prosesi ile İlgili Yapılan Çalışmalar

4.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS

Como descrito no capítulo anterior, o principal problema de faltas de alta impedância é a segurança do público e de propriedades. Logo, um cabo partido do circuito primário da RDA energizado e caído ao solo numa área com alta densidade populacional representa um grande risco à vida de pessoas.

Como um cabo partido energizado gera uma “falta de fase” nos circuitos à jusante do ponto de rompimento, haverá um desequilíbrio de tensão entre as fases desses circuitos. Sendo assim, a forma matemática proposta para quantificar esse desequilíbrio de tensão é o cálculo das componentes simétricas em pontos à frente do local de rompimento do(s) condutor(es).

Porém, é importante distinguir uma falta de fase de um desequilíbrio acentuado de carga, o qual pode ser uma situação natural ou anormal no sistema de distribuição.

Dessa forma, neste instante, é conveniente uma leitura dos apêndices A e B, os quais apresentam o desenvolvimento das equações e os cálculos de desequilíbrio de tensão, respectivamente, incluindo os diagramas de seqüência e eventuais comentários, para as seguintes abordagens:

1) desequilíbrio acentuado de carga

2) abertura monopolar do circuito primário de RDA 3) abertura bipolar do circuito primário de RDA

Os resultados e conclusões dos cálculos são apresentados nesse capítulo, assim como os parâmetros definidos para mensurar o grau de desequilíbrio de tensão nas situações acima.

MALAGODI [2] estudou o grau de desequilíbrio de tensão através de dois parâmetros, dados por: 1 2 2 a a V V G = (pu) Eq. (4.1) 1 0 0 a a V V G = (pu) Eq. (4.2) onde,

0

a

V é a tensão de seqüência zero num ponto monitorado do alimentador, em volts Va1 é a tensão de seqüência positiva num ponto monitorado do alimentador, em volts Va2 é a tensão de seqüência negativa num ponto monitorado do alimentador, em volts

Porém, através de suas análises, SENGER e MALAGODI propuseram a detecção do desequilíbrio de tensão através do monitoramento de apenas a componente de seqüência zero. Isto porque em um alimentador, numa abertura bipolar à montante de transformadores ligados em delta no primário, as tensões de seqüência negativa são zero, e dessa forma G2 é zero.

Além disso, GARCIA-SANTANDER et al em [17] propuseram também outra metodologia para detecção do desequilíbrio de tensão, chamada de tensão diferencial relativa, dada como: 0 0 d d d d

V

V

V

V

=

(pu) Eq. (4.3) onde d V

∆ é a tensão diferencial relativa, em pu d

V é a tensão de seqüência positiva num ponto de monitoramento do alimentador depois

do ponto da falta, em volts 0

d

V é a tensão de seqüência positiva num ponto de monitoramento antes do ponto da falta,

em volts

Ambos os métodos acima, propõem a instalação de sensores para detecção do nível de desequilíbrio de tensão em finais de rede, como é ilustrado na Figura 4.1 através dos pontos 10, 11, 19, 21, 23, 26 e 31 e na saída do alimentador na SE.

O método de MALAGODI e SENGER consiste no monitoramento do nível de desequilíbrio de tensão em pontos onde são instalados sensores, utilizando a tensão de seqüência zero, sendo que, no caso de se atingir valores acima de um valor pré-determinado, a falta é detectada. Já o método proposto por GARCIA-SANTANDER et al consiste no monitoramento da diferença entre o nível de equilíbrio de tensão num sensor e outro sensor instalado à montante do primeiro, de modo que, num determinado momento, se compara o grau de equilíbrio de um ponto antes da falta com um ponto após a falta, resultando na detecção da falta. Pode-se observar que os objetivos dos dois métodos são os mesmos, ou

seja, verificar o grau de desequilíbrio de tensão em pontos do alimentador de modo a detectar a falta no alimentador. SE S R Seccionalizador S Religador Transformador Subestação SE Linha de distribuição

Equipamento de proteção ou manobra

Legenda 31 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 19 18 20 21 22 23 25 26 24 27 29 1 R 28 30 Sensor

Figura 4.1: Desenho esquemático de um alimentador típico de distribuição

Dessa forma, neste capítulo são analisados os dois métodos propostos. Para a variável de monitoramento proposta por SENGER e MALAGODI, será utilizado o parâmetro aqui chamado de α0 e será dado como:

NF a V V 0 0 =

α

(pu) Eq. (4.4)

onde VNF é a tensão nominal fase-neutro da fonte, em volts.

Entretanto, para melhoria das análises do desequilíbrio de tensão, também será analisado o parâmetro α2, dado como:

F N a V V 2 2 = α (pu) Eq. (4.5)

Além disso, também será analisado o parâmetro ∆ , proposto em [17], com o detalhe de Vd

que neste trabalho, Vd0 é a tensão de seqüência positiva da fonte. Como nos cálculos as

tensões da fonte são consideradas equilibradas, Vd0 será igual ao módulo da tensão fase- neutro nominal da fonte. Além disso, Vd será a tensão de seqüência positiva em qualquer

ponto do alimentador. Desse modo, o cálculo desse parâmetro não irá comparar as tensões de seqüência positiva entre dois pontos quaisquer do alimentador e sim a tensão de seqüência positiva de um ponto do alimentador com a da fonte, sendo essa última considerada como referência.

Os cálculos de α0, α2 e ∆Vd foram realizados no MatLab® para as seguintes situações: • carga localizada no final de um alimentador, cabo 4 AWG CA, com 15 km de

extensão;

• carga localizada no final de um alimentador, variando sua extensão de 0 a 20 km, para cinco tipos de cabos considerados, os quais são muito utilizados em alimentadores da CEMIG que atendem áreas urbanas:

9 cabo 336 MCM CA

9 cabo 4/0 AWG CA

9 cabo 1/0 AWG CA

9 cabo 2 AWG CA

9 cabo 4 AWG CA

Simulações no ATP® [19] com auxílio da ferramenta gráfica ATP-Draw® (versão 3.9) também foram realizadas de modo a confirmar os cálculos efetuados. Posteriormente, para verificar a defasagem entre os fasores, foram estimados fasores no MatLab® (versão 6.5) para os casos simulados no ATP®.

Além disso, ainda foram avaliadas aberturas monofásicas e bifásicas no alimentador representado na Figura 4.1.

Para o desequilíbrio acentuado de carga no circuito primário de RDA, foram analisadas quatro situações:

a. carga ligada entre duas fases

b. carga ligada entre uma fase e neutro c. carga ligada entre duas fases e neutro d. carga desequilibrada ligada em triângulo

Para a abertura monopolar no circuito primário de RDA, foram analisadas quatro situações:

a) Modo analítico: representação de carga desequilibrada ligada em triângulo conectada no final de um alimentador trifásico com extensão de 2 km, sem condutor tocando o solo e sem banco de capacitores, para os cinco tipos de cabos descritos anteriormente.

b) Através de simulações no ATP® e cálculo de fasores no MatLab® através da representação do alimentador da Figura 4.1 com as seguintes situações:

9 abertura da fase “a” sem cabo tocando o solo, com e sem banco de capacitores.

9 abertura da fase “a” com cabo tocando o solo no lado fonte com resistência de contato com a terra de 80 e 8000 Ω *, com e sem banco de capacitores.

9 abertura da fase “a” com cabo tocando o solo no lado carga com resistência de contato com a terra de 80 e 8000 Ω , com e sem banco de capacitores.

Para a abertura bipolar no circuito primário de RDA, foram analisadas as mesmas situações da abertura monopolar, porém com abertura bipolar nas fases a e b.

4.2. RESUMO DA ANÁLISE DE DESEQUILÍBRIO DE TENSÃO

Visando uma compreensão sintetizada dos casos citados anteriormente e apresentados no apêndice B sobre os níveis de desequilíbrio de tensão devido ao desequilíbrio acentuado de carga e aberturas monopolar e bipolar, é apresentada a Tabela 4.1 com os valores máximos de

0

α , α2 e ∆Vd , visando uma melhor comparação e avaliação entre os casos.

* Os valores 8.000 e 80 Ω foram utilizados baseando-se na faixa típica de corrente de faltas de alta impedância num sistema com tensão fase-neutro de 7967 V, ou seja, 1 a 100 A.

Ressalta-se que nos casos de abertura monopolar e bipolar, α0, α2 e foram calculados do lado carga, onde ficariam instalados os sensores.

d V

Nos casos de desequilíbrio acentuado de carga, onde as tensões de fase apresentam valores muito baixos, α0, α2 e ∆ atingiram seus valores máximos de 13%, 7% e 14%, Vd

respectivamente. Já no caso de abertura monopolar, os menores valores desses parâmetros foram de 40%, 40% e 42%, respectivamente. Na abertura bipolar, os parâmetros atingiram 44%, 0 e 73%, respectivamente. Dessa forma, verifica-se que o parâmetro α2 não serve para distinguir um desequilíbrio de tensão entre uma abertura bipolar e um desequilíbrio acentuado de carga no alimentador, sendo por isso descartada a hipótese de sua utilização como grandeza de monitoramento de desequilíbrio de tensão para o propósito deste trabalho. Dessa forma, pode-se definir um limiar de 0,3 pu, com uma boa margem de segurança, para a sensibilização de um sensor quanto à detecção de falta de fase no alimentador, de modo a não operar para um desequilíbrio acentuado de carga.

Tabela 4.1 – Valores máximos de α0, α2 e ∆ resultantes Vd

dos cálculos de desequilíbrio de tensão

Benzer Belgeler