3.6. HİDROJENİN ELDE EDİLME YÖNTEMLERİ
3.6.1. Isıl Yöntemler
sido reconstituída por diversos pesquisadores com base principalmente nas evidências obtidas em investigações na planície costeira e em poucos levantamentos marinhos. Os indicadores utilizados na região litorânea são os registros sedimentares e geomorfológicos (terraços arenosos, arenitos de praia e depósitos lagunares) e os registros fósseis (recifes de corais e de algas coralígenas, incrustações de vermetídeos, etc.) dos episódios de transgressão e regressão.
As curvas de variação relativa do nível do mar foram elaboradas para vários trechos da costa sul, leste e nordeste brasileira, mas poucas evidências submarinas foram utilizadas na elaboração destas curvas, apesar de existirem diversas feições morfo-sedimentares preservadas no fundo submarino. Estes registros sedimentares presentes na plataforma
continental fornecem informações sobre os ciclos transgressivos-regressivos do Quaternário. Por exemplo, os estudos desenvolvidos em diferentes trechos da plataforma continental brasileira levaram ao reconhecimento de vários testemunhos de períodos de estabilização da linha de costa durante a subida ou descida do nível do mar no último ciclo, entre o Pleistoceno Tardio e o Holoceno, entre 18.000 anos e 4.000 anos AP.
As variações do nível do mar na costa brasileira durante o Quaternário foram estudadas com base nos indicadores obtidos na área litorânea emersa. Os estudos foram iniciados na década de 60 com os trabalhos de Van Andel e Laborel (1964), Delibrias e Laborel (1969) e Fairbridge (1976). Desde então, foram elaboradas numerosas reconstruções de antigas posições do nível do mar relativo, mas com foco apenas nos últimos 7.000 anos e das suas influências na conformação da costa leste e nordeste brasileira, entre elas, as de Suguio e Martin (1978), Martin et al. (1979, 1980, 1981,1986 e 2003), Bittencourt et al. (1979, 1982 e 1983), Suguio et al. (1980 e 1985), Dominguez et al. (1990), Ângulo e Lessa (1997), Ângulo et al. (2006), Bezerra et al (2003) e Caldas et al. (2006). As curvas de mudanças do nível do mar relativo derivadas destas reconstruções são semelhantes entre si, porém apresentam diferenças nas amplitudes verticais e de incluírem, a existência ou não de pequenas flutuações, durante os últimos 5.000 anos, em uma tendência geral regressiva.
Os indicadores utilizados na planície costeira para determinar as mudanças no nível do mar são os registros sedimentares e geomorfológicos (escarpas esculpidas na linha de costa, terraços marinhos, relações de truncamento na planície costeira, arenitos de praia e depósitos lagunares) e os registros fósseis (recifes de corais e de algas coralígenas, incrustações de vermetídeos, etc).
Várias curvas de variação relativa do nível do mar durante o Quaternário foram elaboradas para a costa leste brasileira com base essencialmente nas evidências obtidas nos estudos das planícies costeiras. Estas curvas se detiveram essencialmente no detalhamento dos últimos 7.000 anos, nos vários trechos da costa sul, leste e nordeste brasileiro.
A abrangência da curva de Salvador (SUGUIO et al., 1985) tem sido extrapolada para a região de Sergipe e Alagoas (BITTENCOURT et al., 1979), com base nas similaridades existentes entre as regiões. Na curva de Salvador (Fig. 58), o nível do mar ultrapassou o nível atual em torno de 7.000 anos AP e atingiu seu nível máximo em 5 metros acima do nível atual, há aproximadamente 5.100 anos AP, idade posteriormente calibrada para 5.660 anos
AP (MARTIN et al, 2003). O desenvolvimento do modelo básico de evolução paleogeográfica costeira durante o Quaternário é condicionado por este episódio transgressivo seguindo da regressão atual.
Investigações sobre a história do nível do mar durante o Holoceno, desenvolvidos no litoral do Rio Grande do Norte por Bezerra et al. (2003) e Caldas et al. (2006) também permitiram a construção de curvas, com base nas datações por radiocarbono realizadas em conchas de moluscos, madeira, recifes de coral, vermitídios incrustados em “beachrocks”, sedimentos lagunares e de planície de marés (Fig. 58). Experimentos numéricos de Mitrovica e Milne (2002) sugerem uma atual descida do nível do mar na costa do nordeste do Brasil, entre 0,2 e 0,3 mm/ano.
Figura 58. Curvas de variação do nível do mar para os últimos 7.000 anos propostas para a costa brasileira.
Acima: curva de Salvador. Fonte: Martin et al. (1983); (A) curva de variação do nível do mar no Rio Grande do Norte e relações com as curvas elaboradas para costa do Brasil central (Bittencourt et al. 1979; Suguio et al 1985); e (B) de predição da glacio-isostasia (PELTIER, 1998). Fonte: Bezerra et al. 2003.
De acordo com a curva de Caldas et. al. (2006), a transgressão ultrapassou a posição do moderno nível médio do mar em 6.700 anos cal AP e atingiu seu máximo aproximadamente 5.900-6.000 anos cal AP. Neste sentido não existem diferenças substanciais entre esta e as outras curvas brasileiras de variação do nível do mar, mas todas diferem da curva de Salvador em relação à regressão subsequente: assumem uma queda constante do nível do mar enquanto a curva de Salvador inclui duas oscilações negativa e abruptas, em 4.200-3.700 e 2.600-2.200 anal cal AP. A curva de Ângulo e Lessa (1997), baseada na datação de vermitídeos da costa sul brasileira, também assume um decaimento suave do nível do mar, sem a ocorrência de oscilações secundarias (Fig. 58). A discussão em torno de como se deu o declínio do nível do mar após atingir seu máximo ainda persiste nos dias atuais.
Dominguez (2009) sintetiza que os estudos do registro sedimentar da planície costeira leste brasileira permitiram reconhecer cinco (5) episódios principais de mudanças do nível do mar alto durante os últimos 420.000 anos, que são relacionados com os períodos interglaciais OIS 1,5, 7, 9 e 11 (HERTY, 1998): três níveis antes de 120.000 anos AP (Pleistoceno); um nível em 120.000 anos BP (Pleistoceno) e um nível em 5.600 anos BP (Holoceno), os quais são descritos a seguir:
Níveis do mar alto antes de 120.000 anos AP. Dois níveis de mar elevado foram reconhecidos no registro sedimentar das planícies costeiras do sul-sudeste do Brasil por Villwocket et al. (1986) e Martin et al. (1988) e interpretados como mais velhos do que 120.000 anos, com base nas relações de truncamento e outros critérios geomorfológicos e um nível foi identificado em depósitos costeiros no nordeste brasileiro por Barreto et al. (2002) correlacionado ao OIS 7c e datado em 206-220ka por termo luminescência.
Nível do Mar alto em 120.000 anos AP. Os registros deste nível do mar alto são preservados como terraços marinhos pleistocênicos de composição essencialmente arenosa, ocorrendo de forma continua entre as latitudes de 5º a 35ºS e indicam um nível de mar relativo situado 8 +-2 m acima do nível atual. Datação de amostras de coral obtidas em terraços no Estado da Bahia, pelo método Io/Th, forneceram valores médios de 123.500 +- 5.700 anos AP (BERNAT et al, 1983 in DOMINGUEZ, op. cit.), coincidindo com um bem definido nível de mar alto (OIS 5e) registrado em várias regiões do mundo No Rio Grande do Norte datações por luminescência em
depósitos arenosos correlacionados forneceram valores de 117.000-110.000 anos AP (BARRETO et al, 2002).
Nível do mar alto em 5.600 anos AP. Este nível representa a máximo da transgressão marinha pós-glacial, quando o nível do mar atingiu 2 a 5 m acima do nível médio atual. Após esta última transgressão do quaternário, o nível do mar começou a baixar e deu início a uma nova fase regressiva, durante a qual se formou a maior parte das planícies costeiras atuais.
3.12.5 Mudanças recentes do nível do mar registradas na plataforma continental SEAL