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5.3. Deneysel İşlem Basamakları

5.3.1. Isıl işlem basamakları …

1. Conclusão

Os objetivos deste trabalho de pesquisa consistiram em verificar a existência e, em caso positivo, classificar a motivação para o estudo de inglês apresentada por alunos de escola pública no momento de ingresso na quinta série do ensino fundamental e analisar como as atividades desenvolvidas em sala de aula, compiladas no que chamamos de material didático, interferem na motivação trazida pelos mesmos.

Com o intuito de alcançarmos os objetivos propostos, formulamos duas perguntas de pesquisa que nortearam esta investigação, as quais retomamos nesta conclusão. São elas:

1. Os alunos ingressantes na quinta série do ensino fundamental da escola pública trazem alguma motivação para o aprendizado da língua inglesa? Em caso positivo, como ela poderia ser classificada?

2. De que forma as atividades realizadas na sala de aula de língua inglesa, representadas pelo material didático, se relacionam com a manutenção, potencialização ou minimização da motivação para o aprendizado?

170 Para respondermos a primeira questão de pesquisa, consideramos, primordialmente, as entrevistas concedidas pelos participantes no início do primeiro semestre letivo de 2006.

Analisando as respostas dadas pelos alunos à questão Você tem vontade de

estudar (continuar estudando) inglês? Por quê?, verificamos que, tanto na TEP1 quanto na

TEP2, a maioria dos alunos se mostrou motivada para o estudo de inglês.

Baseando-nos na dicotomia defendida por Dörnyei (2001) e partindo das razões apontadas pelos participantes para quererem estudar inglês, procedemos então à classificação da motivação dos alunos em intrínseca e/ou extrínseca.

A motivação intrínseca, ou seja, aquela caracterizada pelo engajamento no aprendizado enquanto uma experiência prazerosa que gera satisfação, foi a predominante nas turmas pesquisadas, como pode ser visto nos gráficos apresentados no item 3.1.1 da análise de dados.

Todavia, a partir das observações de aulas feitas pela pesquisadora, verificamos que, embora os participantes tenham declarado estar intrinsecamente motivados, seu comportamento em sala revelou que os estímulos externos como notas, pontos e provas têm grande influência na adesão às tarefas propostas, isto é, a motivação extrínseca se mostrou acentuada.

Durante a pesquisa, houve a manutenção do procedimento de valorização de notas na TEP1 enquanto na TEP2 foi feita uma conscientização para o aprendizado, demonstrando a significativa influência da sala de aula na orientação motivacional dos aprendizes.

Tendo estudado o perfil de ingresso dos alunos, pudemos analisar com maior acuidade a influência do material didático na disposição motivacional dos mesmos, nossa segunda questão de pesquisa.

171 Para obtermos, junto aos participantes, os dados necessários, realizamos nova entrevista no final do semestre, na qual lhes questionamos: Qual(is) atividade(s) você mais

gostou de fazer? Por quê? e Qual(is) atividade(s) você menos gostou de fazer? Por quê?.

Partindo dos apontamentos feitos e nos fundamentando em autores como Stipek (2002), Dörnyei (2001), Guimarães, (2001b), Peacock (1997), Pintrich e Schunk (1996), Krashen e Terrell (1983), entre outros, compilamos algumas características que parecem potencializar o efeito motivacional do MD.

Ao adotar ou ao produzir um material para o ensino da língua inglesa, é importante que o professor considere: a utilização de diversos recursos e atividades para o desenvolvimento do conteúdo; o emprego de materiais autênticos, buscando através deles a aproximação cultural e a contextualização da língua; a adequação do conteúdo ao nível do aluno, às suas expectativas e interesses (relevância) e à sua realidade (significância); a utilização do conhecimento adquirido para o seu aperfeiçoamento e, ainda, a sua particip(ação) no processo de aprendizado.

Tendo observado, na TEP1, um MD proposto sob a abordagem tradicional e, na TEP2, um MD proposto sob a abordagem comunicativa de ensino de língua, foi possível concluir que no segundo caso é mais fácil disponibilizar um material adequado à manutenção da motivação do aluno.

Para comprovar tal afirmação, consideremos os critérios que definem uma tarefa comunicativa, de acordo com Barbirato (2005:76): priorização do sentido, da comunicação de significados e da criatividade; ênfase no uso espontâneo e natural da língua; organização por eixos temáticos (disciplina, filme, livro, projeto, assunto); centralização no aluno e no aprender; o professor atua no gerenciamento do desenvolvimento das tarefas, na orientação e na avaliação; estímulo ao pensar; participação ativa dos alunos; oportunidade para retomar, negociar e pensar; oportunidade de interação na LA; natureza significativa e

172 relevante das tarefas; apresentação de um resultado e similaridade com situações extra- escolares.

Ao consideramos tais critérios e as características reveladas em nossa análise, verificamos inúmeras coincidências, demonstrando o grande potencial, em termos motivacionais, de um MD comunicativo. Por outro lado, tal semelhança não é tão evidente quando consideramos um MD tradicional.

Contudo, na TEP1, na qual a PEP adotou a abordagem tradicional de ensino, a motivação dos alunos não foi prejudicada. Acreditamos que tal fato tenha ocorrido em função de a professora ter, em alguns momentos e de alguma forma, correspondido às expectativas dos alunos de falar inglês, utilizado atividades diversificadas e buscado aproximar os conteúdos aos interesses e à realidade dos alunos; como pode ser observado nos exemplos da Tabela 7. Isso posto, podemos afirmar que as alterações que acabam por contemplar as características investigadas melhoram o potencial motivacional do MD tradicional.

A PEP, apesar de ter sido ensinada com métodos tradicionais, de acreditar que eles funcionam e de reproduzi-los, demonstrou ter uma preocupação em aprimorar a sua prática, incorporando nela os conhecimentos adquiridos tanto na sua formação pré-serviço quanto nos cursos de formação continuada que freqüenta.

Ao finalizarmos, gostaríamos de destacar que, de acordo com as declarações dos alunos nas entrevistas finais, houve a manutenção da motivação nas turmas pesquisadas, comprovando nossas conclusões a respeito dos materiais didáticos analisados. O predomínio, segundo os participantes, foi da motivação intrínseca.

Ah, porque eu achei que é legal, cê se distrai, se diverte aprendeno. (AEP7) Pra mim sabê mais, sabe, aprendê mais inglês, quem sabe eu até posso me torná uma professora de inglês. (AEP10)

Ah, porque, assim, eu queria, eu tenho que aprendê muito mais ainda do que eu aprendi. (AEP44)

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2. Possibilidades de pesquisas futuras

Nossa pesquisa investigou a influência do material didático na motivação de alunos, no decorrer de um semestre de estudos do inglês, na quinta série do ensino fundamental. Acreditamos que o acompanhamento mais prolongado de um grupo poderia trazer novas contribuições para a compreensão do processo de desmotivação verificado entre alunos da escola pública.

Ao empreendemos o estudo do MD, outras variáveis motivacionais foram desconsideradas, as quais merecem ser investigadas em outras pesquisas. Dentre tais variáveis, uma que nos pareceu muito instigante foi a motivação do professor, como ela interfere na escolha do material didático adotado e em como este é aplicado em sala de aula.

Gostaríamos de registrar aqui, que, durante a realização desta pesquisa, dividimos os resultados obtidos com professores da rede estadual de ensino, oportunidades que foram muito enriquecedoras para o trabalho e que comprovaram o grande interesse que o assunto desperta entre os docentes, posto que a motivação é uma busca diária.

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Benzer Belgeler