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Savaşı’nda da koruyacağını düşünmüş

IRAK SAVAŞINDA PETROLÜN ROLÜ

O modelo de desenvolvimento baseado na implantação das indústrias de capital estrangeiro, voltadas a setores fundamentais, como o metalúrgico, automobilístico e de novas tecnologias, impulsionou o crescimento econômico do país, desde o governo de Vargas na década de 1930 até o final do governo João Goulart, em 1945. Tal modelo, denominado de Nacionalismo Desenvolvimentista, baseava-se na implantação de indústrias de transformação de capital internacional

instaladas no Brasil, com vistas a gerar emprego direto de mão de obra da classe trabalhadora, que migrava rapidamente do campo para as principais cidades.

Se, por um lado, a industrialização gerou empregos e possibilidades de ganhos materiais para a classe trabalhadora, por outro, esse desenvolvimento econômico não veio acompanhado de desenvolvimento social (ROMANELLI, 2012). Ainda do ponto de vista econômico, a riqueza gerada não foi investida no Brasil; ao contrário, era remessada para os países de origens das multinacionais, fato que gerou dependência de países secundários, como o Brasil, em relação a nações desenvolvidas, para estimular o crescimento econômico.

Do ponto de vista político, o Governo João Goulart radicaliza no discurso populista, que visava atender a classe baixa, mas não romper com o setor industrial, então carro chefe da economia brasileira. O governo Jango ficou marcado pela estreita ligação com as classes baixas e pelas propostas de Reformas de Base (reforma urbana; reforma agrária; reforma tributária; reforma educacional, etc.). (ROMANELLI, 2012).

Nesse contexto, o mundo atravessava o período da Guerra Fria, que visava dividir os países pelas correntes ideológicas do Capitalismo, apadrinhada pelos EUA, em contrapartida ao Socialismo, pregado pela URSS. Nesse sentido, o Brasil estava atrelado aos EUA, por acordos firmados desde o final da segunda guerra mundial e que, inclusive, proporcionaram a implantação das chamadas indústrias de Bases, como a Companhia Siderúrgica Nacional, e outras indústrias que receberam apoio público ou privado dos EUA.

Paulatinamente, João Goulart acirrava o discurso pelas reformas de base, fato que o colocava de acordo com a opinião pública como simpatizante das correntes do Socialismo e do Comunismo. Esse discurso, no entanto, não agradava a setores conservadores da sociedade brasileira, como: os militares e membros da Igreja, ou a elite empresarial. Os EUA, também, não viam com bons olhos essa aproximação de Jango com a ideologia socialista. Esse contexto conduz as classes descontentes a reagirem. A reação efetiva foi dada pelos militares, no dia 31 de março de 1964, com a tomada do poder e destituição do presidente João Goulart. (ROMANELLI, 2012).

Após o Golpe de 64, como ficou conhecida a ofensiva militar, o Brasil passou por grandes mudanças que orientaram novas leis e, por conseguinte, a formação de

uma nova sociedade pensada pelos militares. Embora o golpe tenha sido dado pelos militares, nem todos compartilhavam da mesma ideologia, a não ser pelo repúdio aos comunistas; dessa forma, havia discordâncias entre os militares, os quais se dividiam em dois grupos.

Por um lado, os Militares democráticos conservadores, denominados de grupo da Sorbonne, uma alusão à Universidade francesa. Estes, de acordo com Hilsdorf (2006), pretendiam afastar o Brasil do comunismo, da anarquia, da corrupção e, em um curto período, devolvê-lo a um governo civil. Além desse segmento, havia outro grupo da chamada Linha Dura, o qual pretendia radicalizar nas ações, a fim de preservar a ordem e o bem-estar nacional. O Grupo que primeiro ascendeu ao poder foi o da Sorbonne, liderado pelo General Castelo Branco, ainda em 1964.

Contudo, o grupo da Sorbonne não se sustentou no poder, e, em 1968, assumiu o General Arthur da Costa e Silva, representante da Linha Dura. Dentre as ações postas pela Linha Dura, o Brasil vai passar por uma série de Atos Institucionais que, aos poucos, colocará fim à democracia no país.

Na dimensão educativa no período do populismo, havia crescido no Brasil educadores ligados à Pedagogia Popular, de Paulo Freire. A Pedagogia Popular visava desanalfabetizar as classes baixas, libertar o povo pobre da opressão e da marginalização. Com o Golpe Militar, Paulo Freire foi exilado, e a Pedagogia Popular foi cedendo espaço para a Pedagogia Tecnicista. (GHIRALDELLI JR, 1991).

A Pedagogia Tecnicista da década de 60-70 esforçou-se para tirar o foco de atuação da escola nas questões sociais, deslocando-o para problemas de aprendizagens, métodos e técnicas de ensinar. Enquanto isso, o governo da Ditadura Militar preparava um corpo legal para substituir a LDB 4.024, de caráter democrático, até então vigente. A resposta da Ditadura foi apresentada na forma da Lei nº 5.540 de 28 de novembro de 1968 e da Lei nº 5.692 de 11 de agosto de 1971. O arcabouço legal visava dispor sobre a educação brasileira, a fim de alterar o currículo, retirando disciplinas consideradas sem importância pelos militares, como: História, Filosofia, Latim, Francês e Sociologia. No lugar dessas, foram inseridas na grade curriculares das escolas: Educação Moral e Cívica – EMC, Organização Social Política Brasileira – OSPB, Estudo dos Problemas Brasileiros – EPB, esta no caso

do ensino superior, que passava ser denominado como terceiro grau. (SAVIANI, 2006b).

A Reforma Universitária, como ficou conhecida a Lei nº 5.540 de 28 de novembro de 1968, propôs alterações significativas no ensino superior brasileiro, tais como: o fim da cátedra; o isolamento do movimento estudantil; a criação de universidades Federais e Estaduais em locais afastados dos centros urbanos; a divisão das áreas de conhecimentos por centros e departamentos; a ratificação da função universitária em ensino, pesquisa e extensão; a contratação de docentes por concurso público e mérito acadêmico, dentre outras. Essas medidas visavam maior produtividade da universidade a menores custos; também estava no escopo das mudanças o controle social das carreiras e do movimento estudantil.

Com a lei nº 5.692 de 11 de agosto de 1971, o Estado da Ditadura Militar dispõe sobre a educação básica através da regulamentação do ensino de 1º e 2º graus. Fixando o primeiro nível em 8 anos e o segundo em 3 anos. Com isso, o ensino médio que antes vinha sendo ofertado desde o ginásio, por volta dos 11 anos de idade, é incorporado pelo 1° grau, enquanto o ensino de 2º grau é ofertado mais adiante, por volta dos 15 anos de idade.

A finalidade do ensino de 1º grau era fornecer subsídios para a vida dos sujeitos, noções de língua portuguesa, matemática, estudos sociais, ciências. Em contrapartida, o ensino de 2º grau assumia nesse momento um caráter técnico, podendo ser voltado para o trabalho em algumas modalidades, tais como: ensino comercial, ensino técnico agrícola, ensino normal magistério (para atuação nos 4 anos do ensino primário). Ou, ainda, podendo ser ofertado 2º grau propedêutico, voltado para quem buscava a universidade. (ROMANELLI, 2012).

Para Romanelli (2012, p. 227), as alterações políticas da educação visavam formar a nova sociedade dentro da ótica militar, suprimir o movimento estudantil, afastar a ideologia comunista e dinamizar a formação de professores por meio de cursos de curta duração, com caráter prático, impulsionados pela lógica tecnocrática. Ou, ainda, nas palavras da autora, propor o “desenvolvimentismo, eficiência, produtividade, de um lado e repressão, do outro”.

Nesse contexto de mudanças, o Brasil não estava só. As correntes ideológicas que sustentavam tal visão eram embasadas pela Teoria do Capital Humano, visão teórica que pregava a educação não como um gasto, mas sim como

investimento com retorno garantido. Diante dessa concepção, caberia aos Estados nacionais gerir a máquina pública aos moldes das empresas privadas, visando produtividade e baixos custos operacionais, a fim de atender a maior demanda possível. As finalidades da educação também deveriam ser alteradas, para formar uma sociedade produtiva. (SAVIANI, 2006b).

Nesse período, o governo brasileiro firmou os chamados acordos MEC- Usaid, acordos firmados entre o Ministério da Educação Brasileiro e a United States Agency for International Development, Agência Norte-Americana de Desenvolvimento Educacional, com atuação na América Latina e outros países do então terceiro mundo, destinada a modernizar a estrutura e funcionamento da educação nesses países. Na prática, esses acordos foram estabelecidos, no Brasil, por decretos, que já vinham sendo utilizados como dispositivos legais desde início da Ditadura Militar, com a finalidade de modernizar o sistema educacional brasileiro, a formação de professores e propor um sistema eficiente. (ROMANELLI, 2012).

Para estimular a carreira docente, a Ditadura Militar implantou, já em 1964, a Lei nº 4.440 de 27 de outubro de 1964, que instituiu o salário educação. Este dispositivo visava arrecadar uma contribuição compulsória na forma de impostos de empresas públicas e privadas vinculadas à remuneração do trabalho e destinava os recursos recolhidos em contas do Banco do Brasil, que eram divididas entre estados e a união, com intuito de pagar as despesas do ensino primário, o que na prática significou privatização de parte desta modalidade educativa.

Sobre a preparação e atuação docente, havia preocupação em atender toda a demanda dos estados. Considerando que o número de professores e os níveis de capacitação eram variáveis, a legislação estabeleceu certa flexibilização das exigências para o oficio, visando-se assim atender a demanda de salas de aula sem professores com formação adequada, como ressalta Tanuri (2000, p. 81):

Em tais circunstâncias, a Lei determinava como formação mínima para o exercício do magistério: a) no ensino de 1º grau, da 1ª à 4ª séries, habilitação específica de 2º grau, realizada no mínimo em três séries; b) no ensino de 1º grau, da 1ª à 8ª séries, habilitação específica de grau superior, representada por licenciatura de curta duração; c) em todo o ensino de 1º e 2º graus, habilitação específica de nível superior, correspondente à licenciatura plena. Estudos adicionais de um ano, realizados em instituições de ensino superior, poderiam qualificar os habilitados em 2º grau ao exercício do magistério até a 6ª série. Da mesma forma, os portadores de licenciatura curta, mediante estudos adicionais, poderiam exercer o magistério até a 2ª série do segundo grau (art. 30). Admitiam-se ainda, em

caráter suplementar e a título precário, outras possibilidades para se atender às necessidades de professores legalmente habilitados.

Entende-se que o governo, diante das dificuldades de suprir as demandas de profissionais da educação, diminuiu as exigências legais relativas à preparação para atuação docente. Assim, consegue atingir as demandas fixadas pela legislação e também pelos acordos estabelecidos. Nesse cenário, a formação continuada é entendida como uma forma de capacitação em serviço, com vistas a superar as demandas pessoais e profissionais dos docentes da educação básica.

O modelo de gestão da educação pública difundido durante o Governo Militar, apoiado nas bases da modernização, controle e eficiência, sustentou-se até o final da década de 1970, quando o cenário de crise mundial refletia nas ações políticas internas do Brasil, como se observa na sequência, quando a educação se complexifica até a contemporaneidade. Esse contexto fez com que a formação de professores continuasse a reboque das reformas educativas, embora nunca tivesse saído da pauta idealizada de suas prioridades. Isto é, o discurso pedagógico continuou não se confirmando plenamente na prática.

Benzer Belgeler