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4.4. Türkiye ve Irak Coğrafya Öğretim Programlarındaki Problemler

4.4.2. Irak ’ta Genel Problemler

DE: Espíritas Católicos Evangélicos Sem religião

Reunião na comunidade para discutir assuntos de interesse comum

9,8% 14,2% 10,7% 20,5%

Assinar um manifesto (abaixo assinado)

1% 11,3% 9,3% 5,7%

Campanha para arrecadar

dinheiro para uma causa 15,7% 19,9% 16,3% 16,1%

Boicote (ex., deixar de comprar um produto como forma de protesto)

15,7% 40,5% 46,7% 31,5%

Manifestações ou passeatas 21,6% 43% 41,2% 33%

Greve 21,6% 53,4% 60,6% 40,2%

Ocupação de prédios, fábricas, lotes, escolas

78,4% 89,9% 89,3% 80,7%

Na categoria “nunca faria” evangélicos e católicos dividem a liderança com exceção da participação em reunião da comunidade para discutir questões de interesse comum, na qual os sem religião lideram.

Comparando as pesquisas de 2002 e 2005 nas questões V4 e P17, respectivamente, podemos constatar em primeiro lugar que: os percentuais de atuação efetiva nos tipos de ação política não-convencional dos espíritas são altos nos dois anos, mas em 2005 já não há mais tanta proximidade das porcentagens dos espíritas com as que apresentam os sem religião; 2) Na disposição para fazer os tipos de ação determinados em cada questionário os espíritas lideram no ranking geral em 2002, mas isso já não ocorre em 2005, quando a maior porcentagem dos espíritas permanece apenas para participação em greves; 3) Na indisposição total ou na categoria “nunca faria” temos tanto em 2002 quanto em 2005 a liderança é dividida entre católicos e evangélicos, com exceção em 2002 para participação em boicote, com os sem religião apresentando maior porcentagem e em 2005 com exceção de participar em reunião da comunidade para discutir interesse comum, novamente com maior porcentagem dos sem religião.

Logo, os dois anos de pesquisa tornam mais consistente a hipótese de que o Espiritismo Kardecista é uma religião com maior número de características modernas e pós-modernas, sendo, portanto, favorável à formação de uma cultura política democrática. A efetiva participação junto à disposição para participar de ações políticas não- convencionais ou fora da esfera política formal também confirma e complementa informação a nova tendência em curso da definição de política dos espíritas ofertada por Emerson Giumbelli (1998), demonstrando que os espíritas não têm disposição para a inserção de suas instituições em disputas partidárias, mas têm para inserção nas novas formas de participação como nos conselhos de políticas públicas e em ações diretas ou no que recentemente (mais ou menos duas décadas) tem sido denominado terceiro setor.

2.6 Participação na sociedade civil

Quando procuramos testar nossa hipótese de que os espíritas não participam somente das atividades assistenciais dos centros espíritas, mas também de associações laicas, fomos ao banco de dados da Pesquisa da Região Metropolitana de Belo Horizonte de 2002 e relacionamos as perguntas do “Módulo Religião” com as perguntas do “Módulo Associativismo e Participação política”.

No “Módulo Religião” utilizamos somente uma pergunta: “Vou ler agora uma lista de religiões e gostaria de saber a qual delas você pertence. Você é... 1.Espírita; 2. Evangélico; 3. Católico(a); Católico(a) não praticante; 5. Da religião dos Orixás; 6. Ou não tem religião?”88.

No “Módulo Associativismo e Participação Política” existe uma parte dedicada às associações das quais o entrevistado participa e outra sobre as associações das quais ele

participou nos últimos cinco anos, utilizamos somente a primeira (participação no momento da entrevista). Nela temos diversos tipos de associação: beneficente ou de caridade, recreativa ou esportiva, ligada à defesa dos direitos humanos (mulheres, criança e adolescente, idosos, deficientes, negros, homossexuais ou outro tipo), ligada à defesa dos consumidores, associação religiosa (grupo de casais, de fé e política, grupo de jovens), associação comunitária, partido político, associações para questões específicas como saúde, educação, meio ambiente ou cultura, empresariais ou patronais, estudantis, de auto-ajuda, sindicato de trabalhadores ou ainda, associação profissional.

Modificamos então todas as variáveis (questões) preparando-as para aplicação de um método quantitativo denominado Correlação de Spearman.

[...] a correlação de Spearman “mede a intensidade da relação entre variáveis ordinais. Utiliza os valores de ordem das observações em vez do seu valor observado” (Id., ibid.), usada aqui para correlações entre variáveis denominadas dummy, nas quais o ordenamento 0 e 1 indica a presença ou ausência de características teoricamente importantes no estudo. Esta correlação é também denominada teste não-paramétrico, por não contabilizar assimetrias e casos raros na distribuição, quebrando o pressuposto da normalidade.

As correlações não expressam relações de causalidade, revelam se o fenômeno mensurado por uma variável ocorre juntamente ao fenômeno mensurado por outra e no grau em que há influência recíproca da variação de uma sobre a variação da outra. Tanto a correlação de Pearson quanto à correlação de Spearman variam entre -1 e 1, o que significa que, quanto mais próxima dos extremos, maior é a associação. (Ferreira, 2005: 56)

Das vinte e três (23) correlações realizadas da participação (ou não participação) nos tipos de associação relatados com os grupos de espíritas, evangélicos, católicos ou católicos não praticantes e sem religião os espíritas foram o grupo com maior número de correlações positivas (total de 12)89. Ou seja, os espíritas participam de associações beneficentes ou de

89

Católicos –2 correlações positivas e 3 negativas. Ao que as correlações indicam os católicos participam de entidades de caridade ou beneficentes, mas não freqüentam igrejas (lembre-se que incluímos também os não praticantes, em número menor que os praticantes) e assistem com freqüência noticiário na TV (sem ser especificamente sobre política, mas sabemos que em geral todos os noticiários de TV falam um pouco sobre política). E, por fim, têm aversão ao tipo de ação política pautada na ocupação de prédios, fábricas, lotes e

caridade, participam de associações ligadas a defesa de direitos humanos, participam de atividades nos centros espíritas, participam de associações comunitárias, participam de grupos de auto-ajuda, participam de associações profissionais, participam ou têm disposição para participar de boicotes, participam ou têm disposição para participar de manifestações ou passeatas, participam ou têm disposição para participar de greves e participam ou têm disposição para ocupar prédios, fábricas, lotes ou escolas e lêem com freqüência sobre política nos jornais. Nossa hipótese se confirma quanto ao engajamento dos espíritas em associações beneficentes e se confirma também no fato de que os espíritas não participam apenas de associações da religião a que pertencem, participam também de associações laicas, o que indica a contribuição desta religião para a democratização, incentivando seus fiéis direta ou indiretamente a participar de ações sociais voltadas para o bem público.

escolas. Evangélicos –3 correlações positivas e 7 negativas. Os evangélicos não participam de entidades beneficentes ou de caridade, não participam de partido político, não participam de associações ligadas a questões culturais, não participam de associações profissionais, não possuem disposição nem participam de greves, não assistem noticiário na TV, nem lêem sobre política nos jornais. Os evangélicos participam provavelmente dos cultos (ou de outras atividades) em suas igrejas e de grupos de jovens. Sem religião- 4 correlações positivas e 2 negativas. O único grupo que teve correlação significativa e positiva com participação em partido político foi o grupo dos que se declaram sem religião. Este também foi o único que apresentou correlação positiva com participação em entidade empresarial ou patronal, bem como correlação positiva e significativa com participação em associação ligada a questões do meio ambiente. Como o esperado os sem religião apresentam correlações significativas e negativas com as variáveis de participação em

CAPÍTULO IV

Benzer Belgeler