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4.4. IPARD

4.4.5. IPARD Programı Hedef Alanları ve Uygulama Đllerinin Seçimi

4.4.5.1. IPARD Programı Hedef Alanları

Não se deve esquecer que as estradas de acesso, recentemente construídas ou já existentes, são responsáveis pelo maior potencial de movimento de solo do que qualquer outra atividade de manejo florestal. É necessário um planejamento adequado para minimizar o gradiente, ou declividade da estrada, e a localização mais apropriada para cada uma. As taxas de erosão são diretamente relacionadas com o comprimento total das estradas em uma bacia (FAO, 1989 apud ESTRAVIZ RODRIGUES, 2002), que segundo Fulton et al. (2002), pode causar impactos negativos sobre o ecossistema florestal, como a erosão que passa a ser a maior preocupação também no manejo das estradas.

Fransen et al. (2001) analisaram a importância de ocasionais movimentos de massas induzidos por tempestades e mostraram que 6 anos depois da construção de estradas, movimentos de massas induzidos por tempestades contribuíram com 90% do total da produção de sedimentos de um período de 30 anos.

O Sierra Nevada Ecosystems Project (SNEP) concluiu que as estradas

florestais são a maior ameaça à qualidade da água devido à sedimentação em redes de rios causada pela erosão (KATTELMANN, 1997 apud CLARK; CATTON, 2002).

Segundo Egan (1999), especialistas florestais concordam que o maior desafio na construção de estradas florestais é o manejo da água.

A literatura internacional sobre estradas florestais mostra que 90% dos problemas causados pela construção de estradas florestais estão correlacionados com a água e o solo. O distúrbio causado ao solo foi considerado o mais significativo em 75% dos casos e a erosão a principal conseqüência, em 70% dos casos. Além disso, esses impactos são agravados nas áreas montanhosas (MACHADO; SILVA, 2001).

De acordo com Grace III (2000), estradas, geralmente, expõem solo descoberto para a erosiva influência das chuvas, resultando num movimento morro abaixo de sedimentos com as chuvas. A intensidade e a duração da chuva são fortes fatores na produção de sedimentos em quaisquer rampas e, em geral, estradas aceleram a erosão pelo aumento dos declives e interrupção dos normais padrões de drenagem, o que concentra sobre a superfície do solo o fluxo de água em regos e canais.

De fato, segundo Dadalto et al. (1990), a construção de estradas promove a retirada da cobertura vegetal, a movimentação do solo e a compactação de seu leito, tornando tais vias muito vulneráveis à erosão causada pela chuva.

Quanto aos cortes e aterros das estradas, segundo Christopher (2002), pode-se dizer que são construídos quando a topografia da paisagem não permite um acesso direto para pontos mais baixos. Dessa forma, na construção da estrada, a porção elevação denominada corte da rampa, é removida e lançada para baixo para servir como aterro.

Grace III (2000) comenta que, em terrenos declivosos, as laterais das estradas florestais têm o maior potencial para erosão do solo sendo que vários estudos mostram que as laterais das estradas florestais são responsáveis por cerca de 70 a 90% do total de perda de solo de uma área com estradas alteradas pela erosão. Maiores impactos da sedimentação ocorrem durante a construção e continuam vários anos depois que estas atividades tenham se encerrado, até os cortes e aterros se estabilizarem. Em terrenos declivosos, os lados das rampas das estradas florestais têm o maior potencial para a erosão do solo.

Garcia et al. (2003) menciona, em suas pesquisas, que o índice de erosão antes da abertura de uma estrada florestal é de 30 Kg/ha/ano.

Estudos mostram que cortes e aterros contribuem para maiores taxas iniciais de erosão, se comparadas à erosão de superfícies de estradas e uso intenso de estradas florestais por caminhões. Isso pode acrescentar consideráveis quantidades de sedimentos (FRANSEN et al., 2001).

No que se refere à compactação, pode-se dizer que a erosão sobre a superfície da estrada é maior quando o solo passa por um processo de compactação como resultado da intensa movimentação de máquinas e veículos e “um solo é considerado compactado quando a porosidade total (em particular, a porosidade preenchida com ar) é tão baixa que restringe a aeração, assim como quando o solo está tão comprimido, e os seus poros são tão pequenos, que impedem a penetração das raízes, bem como a infiltração e drenagem” (HILLEL, 1998).

Crhistopher (2002) diz que a perda de solo é maior durante e imediatamente após a construção de estradas devido à sua instabilidade e aos distúrbios causados pela passagem de caminhões pesados e equipamentos.

A construção de estradas e o tráfego de equipamentos pesados desarranjam e compactam a superfície do solo e suas camadas superiores, as quais favorecem a formação de enxurradas e dificultam a infiltração no solo. Se não conduzida adequadamente, esta enxurrada pode persistir depois que a colheita é terminada, removendo ainda mais solo que no início da construção (GRACE III, 2000).

Hildebrand (2001) diz que a infiltração em trilhos é mais baixa que em solos vizinhos devido às deformações e compactação do solo. Eles são freqüentes pontos de ataque da erosão do solo, a partir do momento que promovem a formação de enxurradas de água, em adição à formação de correntezas devido à sua morfologia.

O tráfego de veículos pesados também pode causar poças, atoleiros, que são o resultado da perda da estrutura do solo resultante da compressão e movimentação do solo úmido com os pneus ou trilhas de equipamentos pesados. Poças freqüentemente acontecem em estradas com água parada (WISCONSIN DEPARTMENT OF NATURAL RESOURCES, 2003).

Regos de água muito profundos ou largos promovem erosão por maximizar o volume e a velocidade do fluxo de água. Contudo, quando os regos são apropriadamente construídos e mantidos, eles podem oferecer uma importante função na manutenção das estradas florestais pelo favorecimento de uma adequada drenagem da água (ILLINOIS DEPARTAMENT OF NATURAL RESOURCES et al., 2000).

Grace III (2000), diz que a colheita de madeira isoladamente, sem a construção de estradas, tem pouco impacto sobre os níveis de sedimentação, mas ela é, em estradas desfavoravelmente locadas e construídas, ao longo de atividades em volta de canais de rios, responsável por até 90 % do total de sedimentos produzidos.

Benzer Belgeler