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3. GEREÇ VE YÖNTEM

3.2.1. EKG incelemesi

Considerando a demarcação metodológica adotada e o espaço hospitalar como local de coleta de dados e de aprofundamento das dimensões construídas no referencial teórico, a escolha dos casos a serem estudados – isto é, dos hospitais que atendem ao SUS – deu-se de forma intencional, procurando identificar aqueles com práticas e políticas de recursos humanos bem estruturadas, reconhecidas e claramente associadas ao modelo de assistência.

Optou-se inicialmente por procurar estudar hospitais localizados no estado de São Paulo, pelas seguintes razões: a) as instituições hospitalares em São Paulo têm merecido destaque em vários estudos; b) a delimitação territorial do estado possibilitaria trabalhar realidades mais próximas, em face daquelas encontradas em nível nacional; e c) o estado de São Paulo possui modelos de gestão próprios, que poderiam fazer parte dos casos estudados.

Para Malik (2001), os hospitais paulistas, independente da natureza jurídica, destacam-se pelo grande interesse no aprimoramento de seu quadro de pessoal, com base na promoção de cursos e seminários, observando-se grande concentração de recursos financeiros, materiais e tecnológicos em sua área de Recursos Humanos.

Segundo o site do CNES (2010), a rede hospitalar de São Paulo é composta por 756 hospitais gerais e 188 hospitais especializados, totalizando 944 instituições hospitalares. Neste universo, buscou-se compor os grupos de análise. Para essa escolha, três critérios foram utilizados: a qualidade reconhecida da assistência prestada; o grande porte; e a natureza jurídica da instituição (relacionada ao modelo organizacional adotado).

Foram inicialmente selecionados sete hospitais para fazer parte do estudo. Entre 21 de junho e 23 de julho de 2010, foram feitos contatos com as instituições para convidá-las a participar do estudo e em caso de aceite, agendar visita para a coleta de dados. No entanto, este processo não se efetivou em nenhuma das sete instituições convidadas. O Quadro 5 descreve o resultado do contato a cada uma das instituições:

Instituições Resultado do Contato

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto

O trâmite burocrático para o aceite de participar da pesquisa inviabilizou a inclusão do hospital na amostra. Hospital das Clínicas da Unicamp Não aceitou participar da pesquisa.

Hospital das Clínicas de Botucatu

O trâmite burocrático para o aceite de participar da pesquisa inviabilizou a inclusão do hospital na amostra.

Instituto do Coração Não houve resposta até a referida data.

Hospital Estadual de Bauru

Aceitaram participar da pesquisa, mas não tinham disponibilidade de receber a visita de coleta de dados em tempo hábil.

Hospital Estadual Mario Covas Não aceitaram participar da pesquisa em tempo hábil.

Hospital Estadual de Diadema

Aceitaram participar da pesquisa e agendaram a visita de coleta de dados. No entanto, no momento da visita foi informado que não seria possível a coleta de dados tal como agendado.

Quadro 5 - Proposta inicial de coleta de dados

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O resultado dos contatos realizados foram, como demonstra o Quadro 5, insatisfatórios para o prosseguimento do estudo dos casos inicialmente selecionados. O que se constatou na maioria das instituições foi a imposição de complexos trâmites administrativos ou a indisponibilidade para o fornecimento dos dados necessários à pesquisa.

Em função da recusa e de não se obter o número desejado de hospitais para o estudo no primeiro momento, foi necessário alterar a delimitação territorial. Para tanto, os mesmos critérios inicialmente destacados como relevantes foram utilizados: localização comum, qualidade reconhecida da assistência e natureza jurídica da instituição.1 Essa mudança não comprometeu o rigor metodológico da coleta de dados. Os procedimentos de pesquisa inicialmente delimitados foram rigorosamente aplicados, buscando assegurar a qualidade dos dados colhidos.

A delimitação territorial passou a ser a cidade de Belo Horizonte. A cidade conta com uma rede de saúde articulada, na qual existem esforços integrados para que as ações de saúde potencializem o cuidado aos pacientes. Desde a década de 1990 a Secretaria Municipal já havia assumido toda a gestão dos serviços de saúde no seu território (MAGALHÃES JÚNIOR, 2010).

Segundo Magalhães Júnior (2010), a experiência de estruturação a rede de saúde de Belo Horizonte é reconhecida por diversos estudos científicos como a maior e mais densa experiência moderna brasileira de atenção primária com base em todo o sistema municipal de saúde. A organização do sistema municipal de saúde passou ao longo dos últimos anos pela reorganização da atenção primária e das redes de suporte e por ações articuladas de saúde coletiva.

1 A intencionalidade procurou assegurar a existência de pelo menos dois hospitais administrados

segundo as regras do direito publico e do direto privado, visando à possibilidade de comparação prévia entre as duas instituições que possuem modelos similares (comparação no mesmo grupo), antes que fosse realizada a comparação entre dois grupos distintos. Para os objetivos deste estudo, não se acredita ser essencial a representação de cada um dos modelos de gestão uma vez que alguns deles são pouco representativos em termos globais. Segundo La Forgia e Couttolenc (2008), por exemplo, apenas seis hospitais em todo Brasil são administrados sob a forma de Serviços Sociais Autônomos. Dessa forma, os grupos de comparação serão formados de acordo com a natureza jurídica da instituição, que é, em última instância, o fator determinante da forma de contratação de funcionários e, por esta razão, influenciador da definição de políticas e das práticas de recursos humanos.

O município de Belo Horizonte conta, desde o advento da gestão plena em 1994, com uma série de instrumentos para a gestão do sistema municipal de saúde, regulando todos os serviços públicos e privados contratados pelo SUS. Com isso, foi possível reorganizar o sistema, a partir do desenvolvimento de controles e avaliações, objetivando a coibição de fraudes, o redimensionamento de recursos do teto financeiro municipal de um setor para o outro, o investimento vigoroso na rede própria de serviços, o investimento em tecnologias, a implantação de novas modalidades assistenciais e a participação da população na gestão do sistema (MAGALHÃES JÚNIOR, 2010).

O alto grau de desenvolvimento da rede de saúde municipal torna-se um atrativo para a realização do estudo no município de Belo Horizonte. No que diz respeito às instituições hospitalares, o município conta 89 hospitais (públicos e privados), sendo destes 37 hospitais gerais, 39 hospitais especializados, 1 pronto-socorro geral e 2 pronto-socorros especializados. (CNES, 2011)

A lista dos hospitais a serem convidados a participar do estudo foi definida após consulta à Subsecretária de Saúde do Município. Dos cinco hospitais convidados a participar do estudo, quatro responderam afirmativamente em menos de uma semana. Os casos estudados se resumem da seguinte forma: dois hospitais administrados segundo as regras do direito público (uma autarquia federal e uma autarquia municipal) e dois hospitais administrados segundo as regras do direito privado (uma fundação privada e um contrato de gestão entre o estado de Minas Gerais e uma fundação privada).

A partir desse reordenamento da escolha dos locais de coleta de dados, esta ocorreu entre 29 de julho e 01 de setembro de 2010. Foram realizadas de uma a quatro visitas a cada um dos locais, segundo a necessidade em obter dados para o estudo.

Benzer Belgeler