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5. DENEYSEL SONUÇLAR VE TARTIġMA

5.3. In Vitro Test Sonuçları

As características reológicas e físicas das pastas e das argamassas são estimadas com base em uma série de ensaios de espalhamento e escoamento, realizados com dispositivos específicos para os ensaios de argamassa.

O molde tronco cônico, mostrado esquematicamente na Figura 2.8 (a), é utilizado para avaliar o espalhamento da argamassa e auxilia na determinação da área relativa de espalhamento da argamassa (Gm) e da pasta (Gp).

A Figura 2.8 (b) mostra a fotografia do dispositivo tronco-cônico, confeccionado em Technyl,5 utilizado nos experimentos desenvolvidos para

caracterizar as pastas e argamassas a serem utilizadas como parâmetros de dosagem do concreto autoadensável.

5 Nome comercial de um polímero com estrutura química baseada na poliamida estruturada com fibras vegetais e/ou sintéticas. Marca registrada da Rhodia (Rhodia Solvay Group, 2015)

FIGURA 2.8 Molde tronco-cônico para argamassa: (a) Dimensões nominais (b) Fotografia

do dispositivo construído em Technyl®

( a ) ( b )

Fonte: Molde tronco-cônico para pastas e argamassas: (a) Dimensões nominais (Gomes e Barros, 2009 (b) Dispositivo confeccionado em Tecnyl (O autor, 2015)

A fluidez da argamassa é avaliada pelo dispositivo identificado por funil–V para argamassa, cujas dimensões são mostradas na Figura 2.9 (a). Por esse dispositivo determina a tempo relativo de escoamento pelo funil–V para argamassas (Rm). A Figura 2.9 (b) mostra a fotografia do dispositivo confeccionado em chapa

metálica utilizado nos experimentos realizados nesta pesquisa.

FIGURA 2.9 Funil–V utilizado nos ensaios de argamassa

( a ) ( b )

Fonte: Funi-V: (a) Dimensões nominais (Gomes e Barros,2009) (b) Equipamento confeccionado em chapa galvanizada (O autor, 2015)

Os ensaios realizados em pastas auxiliam na determinação da composição ideal de finos (cimento + adição mineral). Para cada composição de pasta (cimento + adição mineral + água), elaborada com diferentes relações volume de água/ volume de finos (Vw/Vp), determina-se a área de espalhamento relativo (Gp), calculado por

meio da equação 2.1.

(2.1) Onde:

Gp = área relativa de espalhamento da pasta

d1 e d2 = medidas do diâmetro de espalhamento da pasta

d0 = Medida da base da forma tronco-cônica (d0 = 100 mm)

Okamura, Ozawa e Ouchi (2000) verificaram que um conjunto de pares (Vw/Vp

; Gp) pode ser ajustado a uma reta, cuja configuração é ilustrada na Figura 2.10. Por

meio de uma regressão linear dos dados determina-se a razão de água retida pelos finos (p) e o fator de deformação (Ep). p representa a razão Vw/Vp na qual a

deformação da pasta é zero, e a superfície dos finos e os espaços vazios estão preenchidos de água. Ep é uma medida da sensibilidade da fluidez da pasta para

incrementos no teor de água representado na Figura 2.10, pela inclinação da reta. A composição que apresente maior valor de p exige maior demanda de água para uma

mesma fluidez, medido no ensaio de espalhado da pasta (NUNES 2001, 2008).

FIGURA 2.10 Curva de comportamento de pasta

Fonte: Adaptado de Nunes (2001)

Re

lação

Vw /Vp

Índice de espalhamento da pasta (Gp)





2 0 2 0 2 1

.

d

d

d

d

G

p

dos ensaios de pasta, o próximo passo é determinar a relação Vw/Vp e Sp/p para que

o CAA atinja valores adequados de deformabilidade e viscosidade. Para tanto, são realizados ensaios com argamassa utilizando o molde tronco-cônico e o funil – V para argamassas. Segundo Okamura, Ozawa e Ouchi (2000), estes ensaios auxiliam na avaliação da interação entre os materiais finos, agregado miúdo e o aditivo superplastificante. Por meio destes ensaios são avaliados a deformabilidade e a viscosidade da argamassa por meio dos índices Gm e Rm, calculados pelas equações

2.2 e 2.3, respectivamente:

(2.2)

(2.3) Onde:

Gm = área relativa de espalhamento da argamassa

Rm = tempo de escoamento relativo da argamassa

t = tempo para um volume V de argamassa fluir pelo dispositivo do funil–V para argamassa, em segundos

d1 e d2 = medidasdo diâmetro de espalhamento da argamassa

d0 = Medida da base da forma tronco-cônica (d0 = 100 mm)

Okamura, Ozawa e Ouchi (2000) verificaram que valores da relação Vw/Vp

adequados somente podem ser alcançados quando Gm é igual a 5,0 e Rm é igual a

1,0, simultaneamente. Desta forma, por meio de um processo iterativo, elabora-se argamassas com porcentagem de areia fixado em 40%, variando-se a dosagem do superplastificante (Sp/p) e a relação Vw/Vp.

Conhecidos os valores dos pares (Sp/p ; Gm/Rm), determina-se, por meio de

uma reta (ajuste linear), o teor de superplastificante (Sp/p) que atenda a condição Gm/Rm igual a 5,0 (NUNES, 2001).

A determinação da relação Vw/Vp é feita com base em novos ensaios com

argamassas confeccionadas com o teor de aditivo superplastificante estimado





2 0 2 0 2 1

.

d

d

d

d

G

m

t

R

m

10

anteriormente, mantido constante, variando-se a relação Vw/Vp. Tendo os pares de

resultados (Vw/Vp ; Rm/Gm^0,4), ajusta-se os pontos a uma reta e estima-se o valor

procurado de Vw/Vp correspondente à equação 2.4 (OKAMURA; OZAWA; OUCHI,

2000).

(2.4)

Finalmente, a última etapa da metodologia. Neste ponto, são produzidos concretos considerando os parâmetros determinados nos ensaios de pasta e argamassa. Pequenos ajustes no teor aditivo Sp/p e ensaios no concreto no estado fresco tais como o Slump flow, tubo-U e funil-V são sugeridos por Okamura, Ozawa e Ouchi (2000) para avaliar as propriedades de autoadensabilidade da mistura. No Brasil são utilizados os ensaios previstos na norma ABNT NBR 15823 (2010). O memorial de cálculo da aplicação da metodologia de Okamura, Ozawa e Ouchi (2000) para a definição do CAAREF pode ser visto no ANEXO 2 deste trabalho.

2.1.3.2 Dosagens típicas do concreto autoadensável

Os concretos autoadensáveis podem ser dosados com agregados normais com dimensão máxima característica de até 25 mm, aditivos superplastificante e modificadores de viscosidade e adições minerais. A Tabela 2.4 apresenta alguns valores sugeridos pelas Diretrizes Europeias para o concreto autoadensável que podem ser utilizados como parâmetros iniciais na dosagem CAA.

TABELA 2.4 Composição típica do concreto autoadensável

MATERIAIS CONSTITUÍNTES VALORES TÍPICOS, EM MASSA (kg/m³) VALORES TÍPICOS, EM VOLUME (kg/m³) Finos 380 - 600 - Pasta - 300 - 380 Agregado miúdo

O teor de agregado miúdo complementa o volume unitário dos outros componentes. Tipicamente corresponde a 48% - 55% da massa total dos agregados da mistura.

Agregado graúdo 750 - 1000 270 - 360

Água 150 - 210 150 - 210

Relação água / Materiais finos - 0,85 - 1,10 Fonte: Traduzida e adaptada de EFNARC (2005)

525 , 0 4 , 0   m m p w G R V V

são dosados com grandes quantidades de finos (cimento + adições minerais superiores a 400 kg/m³) e aditivos modificadores de viscosidade a fim de combater os efeitos da exsudação ou a segregação, respectivamente. A Tabela 2.5 relaciona algumas dosagens que segundo Mehta e Monteiro (2008) apresentam uma configuração típica de composição.

TABELA 2.5 Concreto autoadensável: exemplos de composições e características

físicas e mecânicas das misturas

Benzer Belgeler