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1.2. Ksenobiyotik Mekanizması

1.2.2. II. Faz Reaksiyonları

De acordo com a Carta de Cores DIN 6164 (BIESALSKI, s.d.), os frutos (Tabela 4) variaram da cor amarela a cor vermelha (Figura 5). A cor amarela clara foi característica dos frutos dos acessos B1516, B1526, B1528. Já os acessos B963, B964, B965, B984, B1529 foram classificados na cor amarela. A coloração amarela escura foi atribuída aos acessos B969 e B973, os acessos B983, B967, B980, B982 apresentaram a cor laranja, os acessos B1520, B1537 apresentam a coloração laranja escuro. Por fim, para o acesso B1542 foi atribuída a cor vermelha. Para o mercado de mesa a coloração

36 mais indicada do pseudofruto é a laranja a vermelho claro (EMPARN; SEBRAE, 2013).

Tabela 4: Coloração do pseudofruto de caju do Banco Ativo de Germoplasma de cajueiro, classificado de acordo com BIESALKI, s.d. Pacajus-CE, 2015.

Figura 6:Coloração do pseudofruto de acordo com a tabela de acordo com a classificação de BIELSALKI.

Carta de cores Cor do pseudofruto Acessos % cor

7E (7:7:1,5) Vermelho B1542 5,5 6D (6:5, 5:1,5) Laranja escuro B1520, B1537 11,1 4D (4:5, 5:1,5) Laranja claro B967, B980, B982, B983 22,2 3F (3:7:1) Amarela escura B969, B973 11,1 1,5 E (1, 5:7:1,5) Amarelo B963, B965, B964, B984, B1515, B1529 33,4 1F (1:6:1) Amarelo claro B1516, B1526, B1528 16,7

B 1542-Vermelho B 1520-Laranja escuro B 980-Laranja claro

B 969-Amarelo escuro B 963-Amarelo B 1528-Amarelo claro

C

A B

37

A qualidade do produto é, quase sempre, tão ou mais importante que a quantidade produzida, seja no caso de consumo in natura ou do produto industrializado. Assim o formato é importante para as fruteiras em geral (BARROS e CRISÓSTOMO 1995).

Dentre os acessos avaliados para a característica em estudo (Figura 6), o pseudofruto do acesso B1529 apresentou formato piriforme, ideal para utilização nas embalagens comerciais, por motivo de melhor acomodação dos pedúnculos (PEREIRA et al., 2005). Já os redondos B967, B1520, B1526, B1528, B1542 e obovado B1516, não oferecem boa disposição nas bandejas de comercialização, bem como os acessos B963, B964, B965, B969, B973, B980, B982, B983, B984, B1515, B1537 que possuem o formato cilíndrico (Tabela 5).

Tabela 5: Formato do pseudofrutodo caju coletado do Banco Ativo de Germoplasma de cajueiro. Pacajus-CE, 2015.

Formato do

pesudofruto Acessos % Formato

Redondo B967, B1520, B1526, B1528, B1542 27,8

Piriforme B1529 5,5

Cilíndrico B963, B964, B965, B969, B973, B980, B982, B983, B984, B1515, B1537 61,2

Obovado B1516 5,5

Figura 7: Formato dos pseudofruto classificados quanto ao formato.

38

A respeito das características físicas dos acessos analisados (TABELA 6), os que apresentaram os maiores comprimentos foram: B 969, B 982, B1516, com valores de 75,00mm; 73,60mm e 75,33mm respectivamente e com o desvio padrão 11,90.

Os maiores valoresdo pseudofruto, correspondem aos acessos B 963, B 969, B 982, B 1516 (TABELA 4), sendo que a variação geral foi de 35,37 a 135,18 g, com destaque para o B 1516, pois foi o acesso que apresentou o maior peso 135,18 g.

Segundo Filgueiras et al., (1999), no Brasil a classificação de pedúnculos de caju in natura tem por base o número de cajus por embalagem que é de 550 a 600g, que varia de 4 a 8 unidades. O consumidor tem uma maior preferencia por cajus tipo 4 a 6 unidades, sendo os mais adequados aqueles que pesam no mínimo 100g. Portanto, B 963, B 969, B 982, B 1516, estão incluídos nessa classificação. O B1542 (35,37g) foi o acesso que apresentou o menor peso do pseudofruto.

Sobre a variável diâmetro basal a média geral foi de 48,01, onde a variação foi de 37,00 a 56, 20mm. Os maiores diâmetros encontrados para essa variável foram para os pedúnculos dos acessos B 963 (53,00mm), B 969(55,33mm), B 982 (56,20mm), B 1529(54,33mm). Já o pedúnculo do acesso B1542(37,00mm), apresentou o menor diâmetro basal.

Para a variável do diametro apical, observou-se que entre os acessos estudados, o maior diâmetro foi do acesso B 982 (43,80mm), seguido do B 984 (42,50mm), com uma amplitude de variação de 33,25 a 43,80mm,o menor valor obtido

39 para diametro apical foi para o acesso B 1542, B 963, B 964, com valores de 35,00mm; 34,00mm; e 33,25mm.

Tabela 6: Comprimento (Comp), peso do pedúnculo (PP), diâmetro basal (ØBA), diâmetro apical (ØAP) do pseudofruto, coletados do Banco Ativo de Germoplasma de cajueiro. Pacajus- CE, 2015. Características Avaliadas Acessos COMP (mm) PP (g) Ø BA (mm) Ø AP (mm) B 963 62,50 109,20 53,00 35,00 B 964 52,50 60,03 41,50 34,00 B 965 56,33 87,91 46,66 39,00 B967 40,20 43,67 40,80 34,60 B 969 75,00 117,95 55,33 41,00 B 973 60,40 83,16 46,40 38,00 B 980 53,50 76,11 47,50 39,50 B 982 73,60 116,19 56,20 43,80 B 983 61,00 94,84 51,00 39,75 B 984 58,75 89,28 50,25 42,50 B 1515 59,66 89,11 48,33 37,33 B1516 75,33 135,18 52,00 40,66 B 1520 41,25 56,77 44,75 33,00 B 1526 61,33 84,88 46,33 38,00 B1528 41,50 50,58 42,25 36,25 B 1529 61,00 92,70 54,33 40,33 B 1537 56,60 85,95 50,60 38,40 B 1542 33,25 35,37 37,00 33,25 Média 56,87 83,82 48,01 38,02 Desvio 11,90 26,79 5,36 3,16

Já para os resultados médios e seus respectivos desvios padrão físico- químicas constatou-se grande variação entre os acessos avaliados referentes a vitamina C, sólidos solúveis, acidez, relação sólidos solúveis / acidez.

Com relação ao teor de vitamina C observou-se uma variação de 92,33 a 370, 58mg/100g, (TABELA 7), com destaque para o acesso B 1515, que apresentou o maior teor de vitamina C (370,58mg/100g) e o desvio padrão 72,19. Segundo Brasil (2000), o teor de ácido ascórbico pode ser utilizado como índice de qualidade dos alimentos, por isso é nutricionalmente importante, principalmente se tratando de matéria – prima para a indústria de sucos da polpa de caju devendo ter no mínimo 80 mg/100g de amostra in natura. Os acessos B964 (296,22mg/100g), B1516 (223,73mg/100g), B1520 (284,31mg/100g), B1529 (235,15mg/100g), também apresentaram alto teor vitamina C.

No que diz respeito à característica sólidos solúveis, houve variação de 8,97 a 18,16 ºBrix (TABELA 5). Os acessos que apresentaram os maiores teores de sólidos solúveis foram: B 967, B 969, B1515, B1516, B1520, com resultados de 14, 94; 14, 30;

40 18, 16; 15, 56; 15,92 ºBrix respectivamente. Dentre todos os acessos, o B1515 foi o que mais se destacou por apresentar o maior valor de sólidos solúveis entre os acessos. Vale salientar que as árvores avaliadas no Banco de Germoplasma, não recebem manejo de poda, adubação contínua, controle de fitopatógenos como um pomar comercial. Plantas com incidência de doenças podem produzir frutos com características físico-químicas alteradas em função da resposta fisiológica dessas plantas a presença do patógeno, incluindo frutos maior teor de sólidos solúveis.

A acidez variou de 0,18 a 0,70% (Tabela 7) para os diferentes acessos. Verificou-se que o B 1515 obteve a maior média (0,70%) e o B 1542 apresentou a menor média de 0, 18%. Price et al., (1975) encontraram os valores médios de acidez titulável (% de ácido málico) de 0,48, 0,30 e 0,58para pseudofruto de suco doce, ácido e adstringente,respectivamente. O acesso que mais se destacou se comparado a percentagem do ácido málico são os acessos B964, B967 e o B1520.

Segundo Brasil (2000), os padrões de identidade e qualidade fixados para polpa de fruta de caju deverá obedecer às características e composição com relação acidez total expressa em ácido cítrico (g/100g) de no mínimo 0,30. Analisando e refazendo os cálculos para ácido cítrico avaliando essa característica, o acesso B967com 0,32 seria o mais adequado.

De acordo com a relação SS/ATT, observou-se que houve diferença para entre os acessos estudados (Tabela 7), variando de 25,13 a 71,42. Os pedúnculos dos acessos B967, B 973, B 983, B 984, B1516, B 1526, B1528, B 1542, apresentaram os maiores teores de relação SS/AC, 50,05; 54,95; 55,73; 63,34; 68,35; 52,50; 50,54; 71,42, respectivamente. Obteve-se o maior grau de doçura com 71,42 (B1542) de relação SS/AC, influenciado por um dos mais altos teores de SS (12,72 °Brix) e uma baixa acidez (0,18%).

41 Tabela 7: Vitamina (VC), sólidos solúveis (SS), acidez titulável total (ATT), SS/ATT, textura, pH,

coletadas do Banco Ativo de Germoplasma de cajueiro. Pacajus-CE,2015.

Acessos Características avaliadas VC (mg/100g) SS (ºBrix) Acidez (%) SS/ATT Textura (N) pH B 963 92,33 12,25 0,27 46,34 6.45 4,68 B 964 269,22 12,25 0,49 25,13 14.02 4,08 B 965 179,60 12,83 0,28 45,34 8.24 4,42 B967 214,79 14,94 0,32 50,05 9.53 4,65 B 969 166,43 14,30 0,47 30,84 8.32 3,98 B 973 118,30 11,44 0,21 54,95 6.65 5,70 B 980 162,87 12,15 0,25 49,67 8.25 4,64 B 982 161,18 11,18 0,24 46,41 7.55 4,34 B 983 127,10 8,97 0,22 55,73 11.53 4,78 B 984 139,38 13,32 0,22 63,34 10.06 4,82 B 1515 370,58 18,16 0,70 25,72 10.01 4,19 B1516 223,73 15,56 0,23 68,35 7.58 4,48 B 1520 284,31 15,92 0,39 41,54 7.23 4,32 B 1526 113,19 13,56 0,27 52,50 9.44 4,47 B1528 165,12 13,30 0,28 50,54 6.92 4,50 B 1529 235,15 10,43 0,38 28,53 10.62 4,31 B 1537 202,95 11,00 0,28 39,35 10.79 4,39 B 1542 104,31 12,72 0,18 71,42 14.40 4,92 Média 185 13,0013,01,3101 0,31 46,98 9,31 4,53 Desvio 72,19 2,20 0,13 13,60 2,33 0,38

42 5 CONCLUSÕES

1. Os acessos do Banco Ativo de Germoplasma de cajueiro,oriundos das coletadas realizadas em Pacajus e Maranguape-CE, mostraram-se promissores para posteriores usos pela comunidade científica.

2.Os pseudofrutos avaliados demonstraram boas características físico-químicas, destacando-se os acesso B1515 para vitamina C e B1542 para relação SS/ATT.

3. O acesso B1537 apresentou excelente fonte de resistência ao oídio e os acessos B1516, B1531, B1533, B1541, B967, B971, B972, B977, B978, B981, B983, mostraram-se assintomáticas para antracnose, podendo ser clonados e avaliados para programas futuros de melhoramento.

43 6 REFERÊNCIAS

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