• Sonuç bulunamadı

S 2 = Amonyum sülfatın son konsantrasyonu (% )

1.3.3. İyon değişim kromatografis

1.3.3.1. İyon değiştiricinin seçim

Delineamento do estudo

Estudo transversal, descritivo, envolvendo 620 alunos, de ambos os sexos, matriculados em oito escolas municipais de Vitória - ES, na faixa etária de seis a nove anos.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação (SEME), no ano de 2009 haviam 1850 crianças matriculadas em escolas do município de Vitória na faixa etária de seis a nove anos. Foi feito um dimensionamento amostral para estimativas de proporções a partir de intervalos de confiança para população finitas adotando erro absoluto, com grau de confiança de 95%, estimativa da prevalência de excesso de peso em crianças de 7 a 10 anos (p: 0,23 no estudo de Molina et al, 2010)9, sendo utilizado 3,5% de erro absoluto tolerado, chegando ao número de casuística de 540 escolares para o estudo.

O município de Vitória é separado por seis regiões de saúde que são: Centro, Continental, Forte São João, Maruípe, Santo Antônio e São Pedro. Foi definido que em cada região de saúde seria sorteada pelo menos uma escola. Caso a região de saúde possuísse mais de dez escolas, por margem de segurança seria sorteada mais uma escola para participar da pesquisa. Duas regiões de saúde apresentaram mais de 10 escolas representadas por Maruípe e Continental, por isso essas regiões foram contempladas com duas escolas (Quadro 1). Essas regiões estão caracterizadas na Figura 1.

Quadro 1 – Divisão da região de saúde, número de escola, bairro e número de EMEFs sorteadas na cidade de Vitória – ES

Região de Saúde Número de escola

Bairro Nº EMEFs

sorteadas

Centro 6 Centro 1

Continental 11 Maria Ortiz e Jardim da Penha 2

Forte São João 9 Jesus de Nazaré 1

Maruipe 11 Maruipe e Bonfim 2

Santo Antônio 7 Grande Vitória 1

São Pedro 9 São Pedro 1

Assim localizadas no mapa:

Figura 1: Mapa das regionais de saúde da cidade de Vitória - ES Fonte: Secretaria Municipal de Saúde, 2010

Foram incluídos no estudo escolares pertencentes à faixa etária de seis a nove anos de idade, matriculados nas escolas municipais no período matutino, cujos pais ou responsáveis concordaram em assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Foram excluídas as crianças impossibilitadas de serem avaliadas (pesadas e medidas), aquelas com edema de qualquer etiologia ou mediante recusa do TCLE pelos pais ou responsáveis legais pela criança.

A pesquisa aconteceu de acordo com as seguintes fases:

Anuência da Secretaria Municipal de Educação de Vitória-ES; submissão e aprovação do protocolo de pesquisa ao Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória e da Universidade Federal de Minas Gerais.

Seleção aleatória das escolas; reunião com diretores, pedagogas, pais e crianças, para apresentação do projeto e solicitação de assinatura do TCLE e coleta dos dados.

Avaliação Antropométrica

Foram realizadas avaliações do estado nutricional, da adiposidade abdominal e da pressão arterial. Fazendo parte de um projeto maior intitulado: “Excesso de Peso, Fatores de Risco Cardiovascular e Síndrome Metabólica em Crianças”. Todas as medidas foram tomadas por dois avaliados treinados e depois de procedida a leitura da medida o dado era imediatamente registrado.

Peso

O peso das crianças foi aferido em balança TANITA® portátil, digital, com capacidade para 136 Kg e divisão de 100g, com certificação do INMETRO, obedecendo aos procedimentos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde10. A criança estava descalça, uniformizada, e foi adequadamente posicionada sobre a balança, para que, posteriormente, a leitura do peso fosse feita e registrada.

Estatura

A estatura das crianças foi aferida em estadiômetro ALTURAEXATA® com extensão de 214 cm e subdivisões de 1 mm, com certificação do INMETRO, obedecendo aos procedimentos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde10. A criança foi colocada de pé, sem curvar os joelhos, braços ao longo do corpo com os calcanhares e ombros eretos e olhando para frente. No caso das meninas, o exame foi feito com cabelo solto e sem enfeites de cabeça, para não prejudicar a tomada da medida. A equipe que fazia a coleta dos dados antropométricos deslizava a haste metálica do estadiômetro até encostar-se à cabeça da criança, com pressão suficiente apenas para comprimir os cabelos, mantendo-a firme.

A partir das medidas de peso e estatura, foi calculado o índice de Massa Corporal (IMC) aplicando-se a fórmula Peso (Kg)/Estatura (m)². O estado nutricional das crianças foi classificado de acordo com o preconizado pela Organização Mundial da Saúde, utilizando-se o índice IMC/I em escore-z. Foram consideradas eutróficas as crianças que apresentaram escore-z ≥ -2 entre ≤ +1 do desvio padrão, sobrepeso quando for entre >+1 do desvio padrão e Obesidade > +2 do desvio padrão, e magreza < -2 do desvio padrão e magreza < -3 do desvio padrão11.

Adiposidade abdominal

A circunferência abdominal foi aferida com fita métrica inelástica, com extensão de 150 cm e subdivisões de 1 mm, com certificação do INMETRO. A medida da circunferência abdominal foi realizada por dois avaliadores treinados para esse fim, sendo que um mantinha erguida a camisa da criança enquanto o outro procedia a aferição que foi obtida durante expiração normal tendo como ponto de referência o ponto médio entre margem da última costela e a crista ilíaca. O ponto de corte adotado para a classificação foi a proposta de Freedman et al., (1999)12, proposto a partir das alterações nos níveis de LDL- C, HDL – C, triglicerídeos e insulina.

Dobra Cutânea Tricipital

Para aferição da dobra cutânea tricipital, foi utilizado o adipômetro Lange Skinfold Caliper®, com escala de 0 até 60 mm e precisão de ± 1mm, o qual exerce uma pressão constante de (~10 g/mm2) que não varia com a sua abertura, de acordo com as técnicas preconizadas por Heyward et al., (2000)13. A dobra foi medida no ponto médio do braço, entre o ponto acromial da escápula e o olecrano da ulna. Foram feitas duas medidas, para o cálculo da média, caso a diferença das duas medidas fosse maior ou igual a dois mm, era realizada a terceira medida. A média foi calculada com os valores das duas medidas mais próximas, sendo considerada obesidade quando a medida acima do percentil 85, de acordo com as recomendações de Seletezer et al., (1965)14.

Análise dos dados

As informações coletadas foram organizadas no software Excel®, versão 2010. Depois foi feita análise no software SPSS, versão 8.5. Foram adotadas estatísticas descritivas (média, desvio-padrão, mediana, intervalo de confiança) e inferenciais (teste t para a comparação de médias, Mann-Whitney para comparação de medianas e o teste de qui-quadrado de Pearson para as comparações ou associações). O nível de rejeição para a hipótese de nulidade, para todos os testes aplicados, foi de 0,05.

Aspectos éticos

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, protocolo 25/2010 (Anexo1) e Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, protocolo CAAE – 0302.0.203.000-11 (Anexo 2). Todos os sujeitos da pesquisa foram devidamente esclarecidos sobre os objetivos e riscos da pesquisa, sendo garantido o sigilo, e a coleta dos dados foi realizada somente depois da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo3), em consonância com a Resolução 196/96.

As crianças que foram detectadas com sobrepeso e obesidade foram encaminhadas para o ambulatório de endocrinologia pediátrica do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (ES).

Financiamento

Esse trabalho faz parte de um projeto maior intitulado: “Excesso de peso, Fatores de Risco Cardiovascular e Síndrome Metabólica em Crianças”, o qual foi financiado pelo Fundo de Apoio à Ciência e Tecnologia do Município de Vitória (Facitec), processo: 032009.

Além desse financiamento, foram concedidas mais duas bolsas de estudos, para alunos de graduação da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, sendo: uma bolsa concedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (FAPES) e outra pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

3.1.6 Resultados

Foram avaliadas as medidas antropométricas no período de 27/10/2010 a 24/10/2011. Das 620 crianças avaliadas, 293 (47,25%) eram do sexo masculino e 327 (52,75%) do sexo feminino. De acordo com a cor da pele foram identificados 109 (17,6%) brancos, 162 (26,1%) pretos, 348 (56,1%) pardos e 1 (0,2%) amarelo. A localização das crianças de acordo com a Unidade Educacional está descrita na Tabela 1, não havendo diferença estatística quanto a distribuição por sexo (p=0,064).

Tabela 1 – Distribuição das 620 crianças de seis a nove anos, matriculadas na rede municipal de ensino em Vitória-ES, de acordo com a Unidade Educacional

Unidade Educacional Sexo Total

Masculino Feminino 1 34 33 67 2 16 41 57 3 54 54 108 4 55 45 100 5 17 17 34 6 50 48 98 7 23 32 55 8 44 57 101

As variáveis relacionadas a idade, estatura, peso, índice de massa corporal, circunferência abdominal, porcentagem de gordura corporal (CGT), circunferência do braço, dobra cutânea tricipital, dobra cutânea subescapular estão descritas na Tabela 2.

Tabela 2 – Variáveis antropométricas em 620 crianças matriculadas na rede municipal de ensino, na cidade de Vitória – ES

Variável Média±Desvio padrão Mínimo Máximo Idade (Meses) 101,28±11,34 75,0 119,0 Estatura (cm) 131,26±7,96 108,5 160,3 Peso (Kg) 30,03±8,20 15,8 86,8

Índice de massa corporal (kg/m2) 17,24±3,40 11,80 49,0 Circunferência abdominal (cm) 60,67±9,13 43,5 106,0

CGT 21,54±8,82 6,7 41,0

Circunferência do braço 20,31±3,28 13,0 34,7

Dobra cutânea tricipital 12,29±5,61 3,5 36,5

O estado nutricional de acordo com o Índice de massa corporal (IMC) por idade foi classificado de acordo com as curvas da OMS (2007)11 em magreza (14 – 2,3%), eutrofia (370 – 59,7%), sobrepeso (80 – 12,9%) e obesidade (156 – 25,2%).

A classificação do IMC, da circunferência abdominal e da dobra cutânea tricipital, por sexo dos avaliados está descrita na Tabela 3. A circunferência abdominal foi classificada em normal em 525 (84,7%) e alterada em 95 (15,3%). A dobra cutânea tricipital foi definida como normal em 472 (76,1%) e alterada em 148 (23,9%).

Observou-se associação significante entre os maiores índices de massa corporal e circunferência abdominal (p=0,000) e a dobra cutânea tricipital (p=0,000). Nas escolas localizadas em regiões onde a população tem maior poder aquisitivo foi observada maior ocorrência de aumento do índice de massa corporal (p=0,004), da circunferência abdominal (p=0,038) e das dobras cutâneas tricipital (p=0,000).

Tabela 3 – Classificação do IMC, circunferência abdominal e da dobra cutânea tricipital de 620 crianças de seis a nove anos da rede pública municipal da Cidade de Vitória – ES

Variável Masculino

n (%)

Feminino n (%)

p-Valor

Índice de Massa Corporal Magreza Eutrofia Sobrepeso Obesidade TOTAL 7 (1,13) 177 (28,55) 38 (6,12) 71 (11,45) 293 (47,25) 7 (1,13) 193 (31,13) 42 (6,78) 85 (13,71) 327 (52,75) 0,963 Circunferência Abdominal Normal Risco elevado TOTAL 254 (40,97) 39 (6,29) 293 (47,26) 271 (43,71) 56 (9,03) 327(52,74) 0,219

Dobra Cutânea Tricipital Normal Elevado TOTAL 228 (36,77) 65 (10,49) 293 (47,26) 244 (39,36) 83(13,39) 327 (52,75) 0,351 OMS, 2007 11

3.1.7 Discussão

O aumento expressivo do excesso de peso (sobrepeso e obesidade) observado nas últimas décadas no Brasil, também foi constatado na população estudada, sendo encontrado percentual de 38,1%, estando, portanto em consonância com vários estudos nacionais, para a faixa etária estudada ou em idades próximas15, 16, 17, 18, 19,20.

Estudo semelhante conduzido na cidade de Vitória, em 2008, em escolas públicas e privadas, utilizando a classificação de excesso de peso, de acordo com Cole et al., (2000)21, encontrou prevalência de 23,2% quanto ao excesso de peso9. O resultado sugere a necessidade imediata de intervenção, tendo em vista a rapidez com que o excesso de peso vem se instalando na região estudada.

Há grande preocupação na constatação do aumento da prevalência da obesidade, além dos riscos cardiovasculares e das doenças crônico-degenerativas, endócrinas e ortopédicas5. Existem evidências da ocorrência de transtornos psicossociais, pela dificuldade na sociabilidade e baixa autoestima da criança, além de distúrbios relacionados ao sono e transtornos de humor 20.

Resultado semelhante foi encontrado no estudo realizado em Feira de Santana – BA 22, que não detectou diferença significante entre o sexo e a faixa etária da criança, mas o grupo étnico branco e com maior poder aquisitivo, apresentou associação significante quanto ao aumento de sobrepeso.

Observou-se associação significante entre os maiores índices de massa corporal e circunferência abdominal (p=0,000) e dobra cutânea tricipital (p=0,000). Estudo recente utilizando ressonância nuclear magnética, indicou a possibilidade da associação encontrada neste estudo23. No entanto, em adolescentes pode não haver sensibilidade adequada entre essas variáveis devido a mudanças hormonais expressivas nesse grupo24.

A circunferência abdominal apresentou risco elevado em 49,94% dos avaliados, sendo mais prevalente no sexo masculino (40,91%) e naqueles com sobrepeso e obesidade. Estes dados estão de acordo com a literatura25. A preocupação com as alterações na circunferência abdominal está no fato de que escolares nessa condição possuem maior probabilidade de risco

para doenças cardiovasculares quando comparados com aqueles considerados eutróficos26 e quase três vezes mais chances de elevação dos níveis pressóricos27. Ressalta-se a importância da avaliação da circunferência abdominal como rotina na consulta pediátrica, visto que a população infantil vem apresentando crescente aumento de peso3.

Corroborando dados de outros estudos28, 29, em regiões onde a população tem maior poder aquisitivo foi observado maior ocorrência de aumento do índice de massa corporal (p=0,004), da circunferência abdominal (p=0,038) e das dobras cutâneas tricipital (p=0,000). Garcia et al, (2004)30 demonstraram uma forte associação entre indivíduos que apresentaram um alto índice de qualidade de vida urbana, com excesso de peso, aumento da circunferência abdominal e níveis de pressão arterial elevados. Parece que a condição econômica favorável, proporciona uma alimentação farta, com ambientes e estilos de vida diferentes, o que pode contribuir para esse tipo de associação26.

3.1.8 Conclusões

Das 620 crianças avaliadas neste estudo, o diagnóstico de sobrepeso e a obesidade foi identificado, respectivamente, em 12,9% e 25,2%. Não foi observada diferença entre a ocorrência do excesso de peso e o gênero. A circunferência abdominal foi classificada como de risco elevado em 40,91% das crianças do sexo masculino e em 9,03% no sexo feminino, e a dobra cutânea tricipital estava alterada em 23,9%, sendo 13,39% no sexo feminino. Observou-se associação significante entre os maiores índices de massa corporal e circunferência abdominal e a dobra cutânea tricipital. Considerando os riscos imediatos e tardios vividos por essa população, é preciso programar ações práticas e imediatas de políticas públicas de saúde para controle da obesidade.

3.1.9 Referências

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Benzer Belgeler