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8. ÖLÇME, ANALİZ VE İYİLEŞTİRME

8.5 İyileştirme

POLÍTICOS E ECONÔMICOS.

O “sonho de liberdade” do norte de Goiás surgiu, a partir do século XIX (1821-1823), com o primeiro movimento em defesa da divisão do norte goiano, em razão do descontentamento da sociedade com a pobreza da região norte, causada

pelo desgoverno, “uma vez que os recursos provenientes dos impostos ali arrecadados eram enviados para o centro-sul” (PINHO, 2007, p. 52). Este fato mostra que a criação do Estado percorreu uma longa trajetória de lutas da população, que se perpetuou até o século XX.

De acordo com Micholeto, Maia e Zainko (2006), em 21 de abril de 1987, a Comissão de Estudos dos Problemas do Norte Goiano - Conorte23 encaminhou ao Congresso Constituinte uma proposta de emenda criando o Estado do Tocantins. As autoras continuam explicando que o projeto de criação do Estado foi aprovado pelo Congresso Nacional, porém, foi vetado pelo presidente da época, José Sarney. Por fim, o “sonho” de emancipação só veio a acontecer com a promulgação da Constituição em 05 de outubro de 1988. Em 1º de janeiro de 1989, seu primeiro Governador, José Wilson Siqueira Campos, tomou posse na cidade de Miracema, cidade escolhida como capital provisória do novo estado, até que fosse construída a cidade de Palmas que se tornou capital definitiva do Estado, em 1º. de janeiro de 1990.

O Tocantins limita-se, ano norte, com o Estado do Maranhão, ao sul, com o Estado de Goiás, a oeste, com os Estado do Mato Grosso e Pará e a leste, com os Estado do Maranhão, Piauí e Bahia, conforme pode ser observado na figura abaixo.

De acordo com dados do IBGE24 o censo demográfico realizado, em 1991, após dois anos de criação do Estado, mostra que o Estado contava com 919.863 pessoas e, o último, em 2009, aponta para 1.316 milhões de habitantes, deste total, 699.790 milhões são homens e 646.288 milhões são mulheres.

23 O Conorte era um movimento conhecido como autonomista, defendia a autogestão política e

econômica da região norte de Goiás. (PINHO, 2007).

24 Disponível em <http://www.ibge.gov.br/estadosat/servidor_arquivos_est>. Acesso em 10 out.

Figura 1 – Mapa do Tocantins

Fonte: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/mapas/imagens/to_mapa_gde.gif

Nascimento (2009) esclarece que a partir da criação do Estado em 1988, ocorreu à migração de pessoas de outras regiões brasileiras. Neste sentido, afirma que a população tocantinense é constituída, principalmente, por pessoas provenientes dos Estados da Bahia, Minas Gerais, Pará, Piauí, Goiás e Maranhão. O autor ressalta ainda, que a população indígena no Tocantins é constituída por sete etnias reconhecidas e uma aguardando reconhecimento e demarcação de terras. Já os quilombolas, contam com 15 comunidades reconhecidas no Estado.

Cunha (2009, p. 6) em estudo dos dados do IBGE de 1991 a 2000, analisa que o Tocantins foi um dos Estados brasileiros que mais reduziu a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 18 a 24 anos, “em 1991 era de 16,28%, nove anos depois, era de 6,27%. Queda de 61,44% na taxa de analfabetismo nessa faixa etária.” No ensino superior, o número de estudantes nessa faixa etária cresceu

320% de 1991 a 2000, “o Tocantins foi um dos Estados que registrou o maior crescimento, percentual maior que o nacional, que foi de 69,39%”.

O autor analisa ainda, que o resultado desses dados pode ser observado no Índice de Desenvolvimento Humano do Tocantins, “que evoluiu de 0,611 para 0,71. A área que mais contribuiu para esse crescimento foi a Educação, que cresceu de 0,6655 para 0,826”. O Produto Interno Bruto do Estado foi apontado pelo autor como um indicador que também acompanhou essa evolução, pois de 2002 a 2007, o setor de atividades que mais cresceu foi o de serviços, “passando de R$ 2 bilhões para quase R$ 5 bilhões. Cunha (2009) finaliza que,

De todos os indicadores que evoluíram junto a educação, a Balança Comercial é a que mais surpreendeu já que deixou o negativo valor de US$ 15 milhões para a surpreendente marca de US$ 153 milhões positivos. A mudança foi registrada em 11 anos, e não pode deixar de ser atribuída também aos investimentos em educação. (CUNHA, 2009, p. 06).

Nascimento (2009), com base em dados mais recente do IBGE (2006), apresenta indicadores menos otimistas em relação à situação educacional no Tocantins, pois, observa que o Estado ocupa a 17ª posição no ranking dos estados brasileiros, com o índice 14,94% de analfabetismo - quantidade de pessoas com mais de 15 anos ou mais de idade que não frequentaram no mínino três anos de atividades escolares, ocupando a mesma posição no ranking, em relação ao analfabetismo funcional - pessoas que possuem menos de quatro anos de estudos completos, com um indicador de 29,5%, sendo que no Brasil o índice é de 22,2%.

Guerra (2009, p.29) em estudo sobre o desenvolvimento do Estado do Tocantins, ainda com base em dados do IBGE de 2006, aponta que o Tocantins se encontra em 24º. lugar no hanking nacional, na frente apenas dos Estados do Amapá, Acre, e Roraima, “o que é absolutamente incompatível com o tamanho de suas riquezas naturais inexploradas”. O autor afirma que tanto o salto quantitativo e qualitativo já deveria ter ocorrido no Tocantins, desde o início dessa década, caso os governos do Estado tivessem priorizado as obras de infraestrutura, “como o Corredor Centro-Norte de Exportação, que só agora começa a ser viabilizado com a

construção da Ferrovia Norte-Sul e a implantação da Hidrovia do Rio Tocantins; e as de infraestrutura hídrica, para o aumento da produção agropecuária”.

Assim, o economista sugere um modelo de desenvolvimento com aumento da renda per capita do tocantinense, mediante o crescimento econômico sustentável – com a geração de emprego, inclusão social e preservação do meio ambiente.

Palmas, capital do Tocantins, teve sua pedra fundamental lançada em 20 de maio de 1989 e foi instalada oficialmente em 1º de janeiro de 1990, época em aconteceu a maior conferência sobre o meio ambiente, a Rio 92, “o que fez com que a cidade fosse planejada com um olhar diferenciado, totalmente adaptada à uma estética funcional, onde as áreas de moradias, denominadas quadras, fossem rodeadas de áreas verdes com praças e bosques ao centro” (NASCIMENTO, 2009, p. 104) . O autor afirma que o “sonho” de construir a cidade de Palmas nasceu antes da criação do Estado, pois,

(...) os movimentos de vanguarda na década de 1980 para a emancipação política sempre colocavam a construção de uma cidade planejada para ser a capital como prioridade; preferencialmente os líderes apontavam a margem direita do rio Tocantins, região que vivia isolada” (NASCIMENTO, 2009, p.105).

De acordo com primeiro censo demográfico de 199125, a cidade de Palmas contava com 24.334 habitantes e conforme estimativa do IBGE para 2009 a cidade contará com uma população próxima de 200.00026 habitantes.

A mais nova capital de Estado do Brasil, com apenas 21 anos de existência, embora seja uma cidade planejada, não se difere das demais cidades brasileiras e enfrenta problemas de desigualdades e segregações sociais, conforme observam Carvalhêdo e Lira em seu estudo de caso referente a segregação sócio- espacial da cidade de Palmas-To.

25 Disponível em <http://www.ibge.gov.br/home/ >. Acesso em 05 out. 2010.

(...) a construção de Palmas, enquanto cidade planejada resultou no planejamento para uma parcela da população (elite, burocratas e políticos). Enquanto as demais foram adaptando-se as necessidades de um governo segregacionista, homogeneizador e hegemônico: segregacionista, quando segrega das centralidades às comunidades migrantes das diversas regiões do país, principalmente nordestina desprovidas de capital; homogeneizador, quando objetiva as diferenciações categóricas entre ricos e pobres, verificadas nas superquadras; e hegemônico, quando ao manter ou pelo menos não amenizar as questões que englobam os vazios de gente, expressam um controle neo-coronelista sobre toda a malha urbana da capital e sua população (CARVALHÊDO e LIRA, 2007, p. 3).

Contribuindo para a análise sobre a segregação sócio espacial da cidade, Kran e Ferreira (2006) reforçam a tese da urbanização excludente, cujo os efeitos repercutem na cidade com o surgimento de áreas, onde a população pobre busca alternativas para o enfrentamento das dificuldades de acesso à moradia, “invadindo” terrenos e prédios, fazendo ligações “clandestinas”, enfim, abrindo “brechas” para resolver suas carências face à omissão e à demora do poder público.

Evidencia-se no próximo tópico o processo de criação da Universidade Federal do Tocantins – UFT, considerando os diversos atores envolvidos nesse momento histórico. Destaca-se também as transformações sofridas pela universidade durante a sua implantação até a sua efetiva consolidação, a fim de perceber as reais implicações desse processo com a implantação da Política Pública a ser avaliada no tópico mais adiante.

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