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İTTİHAD-I İSLÂM VE ŞEMSEDDİN SAMİ BEY FRASHERİ

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Podemos nos perguntar por que estamos aqui e quem desejou que nos transformássemos em pessoas, em seres humanos que poderiam ser ou não ser em uma sociedade que tende a padronizar ou classificar cada um, por aquilo que se convencionou julgar certo.

Alguém ousou SSOONNHHAAR, e neste ato, deu vida a um ser que iria R

construir uma aventura para se tornar humano. Os pedaços destes sonhos foram se unindo e buscando uma unidade, uma sintonia, uma inteireza de si com os sonhos dos outros seres.

A busca por um projeto de felicidade levou muitas pessoas a se defrontarem com os capítulos iniciais de suas histórias de vida e, não o bastante, provocaram uma viagem interior para os recantos mais secretos do seu ser, ou seja, um encontro com sua subjetividade.

Nesse encontro, as respostas eram poucas e as interrogações incessantes, pois não nos constituímos pelas afirmações, mas por tudo aquilo que desconhecemos e nos leva a nos desacomodarmos de nossas certezas. O processo desencadeante do reinventar-se passa pela negação, pelo caos, pela ebulição das emoções e dos sentimentos, pela própria auto-transcendência.

Para compreender esse processo que se instala no ser humano em buscar sua humanização, sua inteireza, nos defrontamos com os conhecimentos produzidos ao longo da história, pelos cientistas e estudiosos, que muitas vezes procuraram descrever minuciosamente a sua evolução e preconizar a caracterização do que se sentia e/ou se pensava.

Percebemos que caminhar no sentido contrário destas concepções nos leva a assumir um compromisso significativo e repleto de desafios, pois se queremos desvelar a subjetividade do humano, temos que abrir espaços para essas revelações, para o tornar-se e para a reinvenção do que cada um não deseja vir a ser.

Provavelmente estaremos começando a enfrentar concepções e paradigmas estruturados, comprovados e testados. Com isto, não estamos afirmando que os mesmos não tenham servido a um propósito e a aos avanços científicos. Evidentemente há uma contribuição intensa, sustentações teóricas e cientificas que demonstram os caminhos percorridos para o homem se apropriar de sua condição intelectual e social, entretanto não podemos pensar somente a partir dessas dimensões, há muito ainda para compreender, principalmente as dimensões emocionais e espirituais. Esses aspectos formativos talvez no momento atual tenham em si, a possibilidade de redesenhar o humano, valorizando o conhecimento construído, mas potencializando a abertura de novos horizontes e perspectivas.

E neste contexto, reencontramos o SSOONNHHO, o mote para a O

desestabilização do que vivemos e, consequentemente, o principio para buscarmos outro olhar, outra ação para o viver e para nos tornarmos felizes.

Não podemos nos sentir devedores dos princípios que foram instituídos, necessitamos abrir os horizontes e perspectivar a mudança e o estado de felicidade que o ser humano anseia.

Seligman (2004) aponta que quando as pessoas sentem-se felizes, elas pensam menos em si e percebem gostar mais dos outros, desejando partilhar o que se tem de bom, ainda que seja com estranhos.

O bem-estar é condição sine qua non para ser e desejar que o outro também seja. O que faremos para encontrar esse bem-estar está interconectado com a viagem ao centro do nosso eu, da nossa subjetividade. Em um primeiro momento, solitária, contudo necessitando do apoio e da parceria do outro, para refletir o espectro das transformações.

Aristóteles afirmava que a finalidade da ação humana é a felicidade, e se formos analisar ou aprofundar qual o projeto de felicidade que cada pessoa possui, esse está sustentado nesse bem-estar.

Rios (2001) amplia nossa reflexão, ao unir este projeto de felicidade à cidadania, gerando a Felicidadania, no qual o exercício da cidadania possibilita a experiência da felicidade. Argumenta ainda:

[...] falar em felicidade como algo que se experimenta em companhia não significa dizer que não há experiência individual da felicidade. Cada sujeito, na sua vivência pessoal e intransferível, tem a sua maneira de conduzir-se à felicidade. Ela é como um prisma, com múltiplas faces, que reflete a mesma claridade de maneira diferenciada, no espaço em que se coloca. (p. 120)

O exercício da cidadania, só pode ser levado a efeito, se compartilhada com o outro, e neste contexto, a dimensão da alteridade é fundamental, nos construímos na medida em que percebemos nossas contradições e reconhecemos a reciprocidade de cada experiência vivida. Entretanto, temos princípios que conduzem a reflexão ética que está em todos os momentos da

existência, tais como o respeito mútuo, a justiça, o diálogo e a solidariedade. Eles apontam para um núcleo, que Rios (2001), chama de relação intersubjetiva que se pauta pela ética, ou seja, o reconhecimento do outro.

A relação social que se estrutura acontece sempre entre sujeitos (eu e outro) e se não reconheço a presença do outro, acabo gerando um conflito, que impede a construção deste projeto de felicidade.

Rios (2001) postula que não podemos dizer quem somos, se não somos reconhecidos pelo outro e se não reconhecemos o outro como alguém que nem nós [grifo nosso]. “Não alguém idêntico a mim –

impossível! -, mas alguém diferente e igual. O contrário de igual não é diferente – é desigual, e tem uma conotação social e política. A afirmação da identidade se dá na possibilidade da existência da diferença e na luta pela superação da desigualdade.” (p.121)

Percebemos que cidadania e felicidade, conforme a autora são complementares e ganham o seu sentido em um espaço que priorize a democracia e esteja sustentada em princípios éticos. No momento que as pessoas envolvidas conseguem reconhecer a si e ao outro e por meio do respeito conseguem coexistir com o autoconhecimento, pois se estabelece uma relação dialética, “ao voltar-me para mim mesmo, encontro o outro, e para

voltar-me para ele é necessário que eu me volte sobre mim mesmo, na medida em que na relação intersubjetiva não há possibilidade de conhecimento sem que sejam afetados os dois pólos. (p. 124)

Provavelmente o que sentimos e o que pensamos tende a ser captado pelo espectro da consciência15, uma vez que os seus níveis irão potencializar a expansão espiritual e psicológica que o ser humano precisa para se redimensionar.

Wilber (2000a) refere-se à Teoria do Tudo que agrega um trabalho árduo de vários estudiosos, entre eles, Clare Graves, Abraham Maslow, Deirdre Kramer, Jan Sinnott, Jürgen Habermas, Cheryl Armon, Kurt Fischer, Jenny Wade, Robert Kegan, Sussanne Cook-Greuter, sobre a evolução da consciência. Cada um aprofunda aspectos significativos, mas que não podem

15 Espectro da Consciência – Envolve as estruturas básicas, os estágios de transição e o

sistema self, conforme teoria de Wilber ( WILBER, Ken. Transformações da Consciência: o espectro do desenvolvimento humano. São Paulo: Cultrix, 1986 ).

ser analisados sob uma ótica linear, pois as teorias da atualidade procuram analisar ou considerar as contribuições, partindo então desses estudos, alternativas e novos olhares. Nesse sentido, pontuaremos o recorte voltado a Dinâmica da Espiral, inicialmente proposto por Graves e aperfeiçoado por Beck e Cowan e revisitada por Wilber ao associar as suas pesquisas sobre o Projeto da Consciência Humana (mapeamento intercultural de todos os estados, estruturas, memes, tipos, níveis, estágios e ondas da consciência humana).

Ao considerar as dimensões física, biológica, psicológica e espiritual, temos condições de compreender os possíveis obstáculos que impedem a pessoa de construir uma visão integral de suas próprias possibilidades. Não é possível avançar na reflexão sobre a inteireza do ser humano, sem destacar de onde parte nosso olhar e as reflexões que o sustentam.

Quadrantes do Desenvolvimento Humano WILBER, 2000a

Ao longo da trajetória profissional, inúmeros processos reflexivos foram sendo desencadeados, talvez a partir do SSOONNHHO, no qual, não podemos estar O

e ficar no mesmo espaço temporal de origem, percebendo a necessidade de mudança e transformação, a ousadia é o que sempre me moveu, procurando compreender qual o sentido para a vida do homem. Fato pelo qual, instigou-me

SUPERIOR