• Sonuç bulunamadı

3. METOD VE YÖNTEM

3.5. İstatistiksel Analizler

Diante da proposta da pesquisa de investigar as circunstâncias nas quais ocorrem falhas de segurança que envolvem pessoas e entender como lidar com elas, acredita-se que uma das contribuições substanciais desse estudo é deixar um instrumento de coleta de dados validado para que se consiga atingir o objetivo proposto.

Segundo Malhotra (2012) a validade de uma escala é definida como o ponto até onde as diferenças em escores observados na escala refletem as verdadeiras diferenças entre os objetos quanto à característica que está sendo medida, e não erros sistemáticos ou aleatórios. Podem ser avaliadas a validade de conteúdo, a validade de critério ou a validade de construto.

Essa validação propiciará aos interessados efetuar pesquisas que possam concluir se há uma abordagem da segurança informacional da empresa que privilegie de forma equitativa as arenas pessoas, processos e tecnologias ou se existe uma abordagem que seja mais favorável a alguma das arenas, gerando desequilíbrio e, consequentemente, falhas de segurança da informação.

Conforme Malhotra (2012), o processo de validação utilizará as diretrizes de uma escala multi-itens. Esse tipo de escala deve ser avaliada quanto à sua precisão e aplicabilidade, o que envolve uma avaliação da confiabilidade, validade e capacidade de generalização (dimensionalidade) da escala.

Definiu-se que, para essa pesquisa, será utilizada a validade de conteúdo ou validade nomológica. Um dos quesitos para essa validação no questionário é a determinação junto a um especialista da área, no caso da área de segurança da informação, que pode ser um dos pesquisadores ou outra pessoa, se os itens da escala abrangem adequadamente todo o domínio do construto que está sendo medido (MALHOTRA, 2012).

Essa é uma etapa imprescindível no processo de validação de um instrumento de coleta de dados, por isso Hair (2009, p.126), ressalta que no processo de validação nomológica “o pesquisador deve identificar relações teóricas a partir de pesquisa anterior ou de princípios aceitos para avaliar se a escala tem relações correspondentes”. Para a validação, foi utilizada a metodologia de validade de face ou aparente. Esta é uma avaliação subjetiva que verifica a evidência superficial da integridade da medida que o instrumento se propõe a mensurar.

Assim, a validação do instrumento foi realizada por meio de avaliação escrita e objetiva com o pesquisador autor deste trabalho e um pesquisador reconhecido da área.

As variáveis escolhidas para compor o instrumento de coleta de dados foram extraídas do levantamento bibliográfico exploratório que coleciona recortes de vários estudos sobre segurança da informação.

Na sequência, essas variáveis foram agrupadas nas arenas pessoas, processos e tecnologias. Desse agrupamento foram desenvolvidas as questões e cada uma delas foi analisada, e junto com o especialista da área foram extraídas aquelas mais relevantes para compor o instrumento de coleta de dados.

O próximo passo dessa fase foi desenvolver o item confiabilidade através do Alfa de Cronbach (MALHOTRA,2012; HAIR, 2009).

Na sequência foi desenvolvido o quesito confiabilidade e utilizou-se o alfa de Cronbach, que é a medida mais simples de consistência interna, para avaliação da confiabilidade. A confiabilidade de uma medida de refere à capacidade desta ser consistente, ou seja, mostra até que ponto uma escala produz resultados consistentes se as medidas forem tomadas repetidamente. Esta estatística calcula a consistência interna a partir das variâncias dos itens e dos totais do teste por sujeito, através da fórmula:

Onde é o número de itens do instrumento, é a variância do item e é a variância do total dos itens.

O alfa de Cronbach toma valores entre 0 e 1. Segundo Hair et al. (2009), o limite inferior para o alfa de Cronbach geralmente aceito é 0,70, apesar de poder diminuir para 0,60 em pesquisa exploratória. Nota-se que, nesse caso, trata-se de uma pesquisa exploratória.

Utilizando o SPSS2, versão 19, o valor encontrado para as 49 afirmativas, do alfa de Cronbach foi de 0,937. Dessa forma, pode-se considerar que a escala somatória (Likert) utilizada é confiável. Com base nesse dado, pode-se dizer que o primeiro

critério de validação, que é a confiabilidade do instrumento de coleta de dados, está aceito.

Entretanto, ao analisar as considerações de Malhotra (2012), que afirma:

Algumas escalas multi-itens incluem diversos conjuntos de itens planejados para medir diferentes aspectos de um construto multidimensional. Por exemplo, a imagem de loja é um construto miltidimensional que inclui qualidade, variedade, sortimento de mercadorias (...). Assim, uma escala planejada para avaliar a imagem de uma loja deve conter itens que meçam cada uma dessas dimensões. (...) se vários itens forem utilizados para medir cada dimensão, pode-se calcular a confiabilidade da consistência interna para cada dimensão (MALHOTRA, 212, P.230).

Concluiu-se que seria importante analisar o valor do alfa de Cronbach para cada agrupamento – Pessoas, Processos e Tecnologias – do questionário. Malhotra (2012) chama a atenção para o fato de que uma propriedade importante do coeficiente alfa de

Cronbach é que seu valor tende a aumentar com o aumento do número de itens na

escala. Dessa forma, o valor do alfa de Cronbach pode ser artificialmente inflacionado pela inclusão de vários itens redundantes na escala.

A última fase é o desenvolvimento do último item do processo de validação que é a capacidade de generalização – dimensionalidade. Segundo Malhotra (2012, p.232) a capacidade de generalização indica até que ponto um estudo baseado em uma amostra se aplica a um universo de generalizações. Vale esclarecer, segundo o mesmo autor, que essa generalização pode acontecer na proporção de uma amostra de itens para um universo de itens.

As ferramentas que serão utilizadas para proceder com a análise fatorial que mede a capacidade de generalização do questionário serão o teste KMO – Kaiser- Meyer-Olkin – e a matriz de correlação (MALHOTRA,2012; HAIR, 2009).

Benzer Belgeler