GEREÇ VE YÖNTEM
3.4. İstatistiksel Analiz
(…) a aprendizagem é um produto da experiência, que se concretiza numa mudança adquirida de comportamentos, em que estão em jogo condições internas e externas, inerentes ao indivíduo e ao seu envolvimento (…) (Fonseca, 2014, p.201).
Os problemas de comportamento estão intimamente ligados às dificuldades de aprendizagem. Quando os alunos têm comportamentos inadequados dificultam a sua aprendizagem, a aprendizagem dos seus colegas e consequentemente o desempenho do professor.
Nesta perspetiva, Fonseca (2014) menciona que:
A relação causa-efeito dos problemas escolares, com os problemas emocionais, merece ser aprofundada, através de mais estudos dinâmicos, de forma a controlar os factores psicoemocionais que possam prejudicar a realização plena do potencial de aprendizagem, pois só com tais estudos se poderá diminuir a incidência das dificuldades de aprendizagem nas populações em risco (p.191).
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É de ressaltar que, dificuldades de aprendizagem nem sempre é sinónimo de problemas de comportamento. Existem muitos outros fatores que podem fazer com as crianças tenham dificuldades, como por exemplo a nível cognitivo.
Fonseca (2014) indica que uma dificuldade de aprendizagem pode ser entendida como uma disfunção cerebral ou então como um problema de comportamento, pois esta comporta dois problemas, um de comportamento e outro neurobiológico.
Não podemos esquecer que a motivação também é algo fundamental no processo de aprendizagem. Estanqueiro (2010) consigna que a motivação conduz ao sucesso, e este, por sua vez, reforça ainda mais a motivação. Torna-se, portanto, um ciclo, onde um fomenta ainda mais o outro.
A motivação é o que nos faz ter desejo por atingir determinados objetivos, sonhos, metas. Isto torna qualquer processo muito mais rápido e fácil, em vez de ser penoso. “A noção de motivação está também intimamente ligada à noção de aprendizagem. A estimulação e a actividade em si não garantem que a aprendizagem se opere. Para aprender é necessário estar-se motivado e interessado” (Fonseca, 2014, p.182).
Tal como refere Estanqueiro (2010) “ A desmotivação dos alunos, fonte de indisciplina e insucesso, é um dos maiores desafios para os professores. Ensinar a quem não quer aprender é como lançar sementes em terreno pedregoso. Não dá frutos” (p.11).
4.4. Síntese do Capítulo
Atualmente, o controlo da disciplina é um dos maiores obstáculos que os professores enfrentam. Principalmente crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, tendem a resistir às indicações que lhes damos. No entanto, é crucial que o professor tente perceber o porquê de comportamentos desadequados, pois por vezes é a maneira que as crianças têm de lidar com problemas que vivenciam, por vezes problemas graves, assim como o contexto em que este ocorreu. Por outro lado, existem comportamentos desadequados que nem sempre têm uma causa específica, pois, segundo especialistas em desenvolvimento infantil, quando nascemos já trazemos
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connosco tendências comportamentais. Note-se que essas tendências podem ser manipuladas de acordo com as pessoas com quem se convive.
A indisciplina pode ser também significado do mal-estar dos alunos devido à organização da escola, pois nem sempre vão ao encontro das necessidades e interesses das crianças. Para além de distúrbios comportamentais, o professor tem também de lidar muitas vezes com a agressividade dos alunos. É necessário que o professor consiga canalizar esses impulsos agressivos para ações construtivas e ajudar os seus alunos no autocontrolo e a lidar com os problemas que possa vivenciar. Caso isto não aconteça, os problemas vão continuar e possivelmente agravar-se, fazendo com que as “nossas” crianças se tornem adultos difíceis.
O encorajamento é a forma mais eficaz de mudar comportamentos desadequados. Para além da repreensão, estas crianças necessitam de ouvir palavras carinhosas, de motivação, para que as façam sentir vontade em mudar esses comportamentos. É de realçar que os problemas emocionais estão intimamente ligados aos maus comportamentos. Estas crianças normalmente têm baixa auto-estima, poucos objetivos de vida e que apresentam dificuldades a vários níveis. É então importante que lhes demonstremos que elas são importantes para nós, pois muitas vezes não têm reforços positivos em casa. Este ciclo de maus comportamentos, punições, desencorajamento, desmotivação, baixa auto-estima tem de ser quebrado, para que esses alunos se tornem adultos de sucesso e não de delinquência.
Posso dizer que na minha prática pedagógica do 1º ciclo senti realmente que a maioria das crianças que tinham problemas graves de comportamento era devido a problemas emocionais. Por vezes, ao falar com os alunos, relatavam algumas situações críticas a que estavam sujeitas. Considero que este é também um grande desafio para os professores, pois nem sempre sabemos qual a melhor forma de lidar com os problemas que as crianças vivenciam. O controlo das emoções perante o desespero e a dor emocional das crianças, foi para mim, uma das maiores dificuldades que enfrentei no estágio.
Os problemas comportamentos estão também interligados com as dificuldades de aprendizagem, pois esses comportamentos dificultam as aprendizagens dos alunos e o quotidiano da sala. Contudo, nem sempre as dificuldades de aprendizagem estão ligadas aos maus comportamentos, estas podem ocorrer devido a outros fatores.
A motivação é fundamental no processo de aprendizagem, pois faz com que os alunos tenham objetivos, queiram atingir certas metas e alcancem o sucesso. Ao sentir
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que estão a obter resultados positivos, motivam-se ainda mais para continuar a obtê-los, originando assim um ciclo favorável ao seu desenvolvimento e às suas aprendizagens. Este é um enorme desafio para os professores, pois quando os alunos não querem mesmo aprender “(…)é como lançar sementes em terreno pedregoso. Não dá frutos” (Estanqueiro, 2011, p.11).
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