• Sonuç bulunamadı

B- Enzim Olmayanlar 1.Lipid Fazda Bulunanlar

II- Gıda antioksidanları Butile Hidroksitoluen

2. GEREÇ VE YÖNTEM 1 Çalışma Grupları

2.5. İstatistiksel Analiz

Höfling, Silva e Tosqui (2006) alertam que o crescente intercâmbio entre as nações, tanto no nível tecnológico quanto comercial, principalmente com a globalização, criou esta nova exigência do mercado: o domínio de uma ou mais línguas estrangeiras tornou-se uma obrigação profissional ligada à prática de atividades variadas. A língua se configura como a primeira barreira a ser transposta e, conseqüentemente, hoje em dia há uma demanda muito expressiva por cursos e aulas particulares para fins específicos. Essa realidade pode ser atestada facilmente pela quantidade de anúncios de empregos que exigem desde bons conhecimentos de inglês até inglês “fluente” como pré-requisito para permitir que o candidato participe de uma entrevista no processo seletivo.

Como afirmamos acima, o ensino de uma língua estrangeira para um fim específico apresenta distinções fundamentais em relação ao ensino da língua geral. É preciso identificar as necessidades lingüísticas e comunicativas do futuro profissional e moldar a disciplina a fim de atendê-las, levando-se em conta limitações como a reduzida carga horária e a grande divergência no nível de conhecimento dos estudantes da língua em estudo.

As características lingüísticas e funcionais que diferenciam um curso de língua geral de um curso de língua com fins específicos fazem com que, muitas vezes, o professor tenha dificuldade na elaboração das atividades. Segundo Sagnier (2004), dado o público notadamente heterogêneo, o professor de cursos para fins específicos muitas

vezes se vê obrigado a criar ou a complementar seu próprio material, de modo a explorá-lo numa seqüência coerente para atender às necessidades e ao ritmo de aprendizagem do público, sem perder de vista a infraestrutura oferecida pela instituição. Os métodos e manuais em inglês disponíveis hoje no mercado tentam suprir essa lacuna, fornecendo ao professor um material mais completo e eficiente.

No caso dos Cursos de Turismo, por exemplo, a variedade de elementos a serem trabalhados engloba uma heterogeneidade de serviços e funções que podem ser desempenhados por um profissional da área. Frente a essa variedade, um curso que trabalhe apenas a leitura de textos da área, usando técnicas tradicionalmente adotadas em cursos “instrumentais”, como skimming, scanning, simples identificação de cognatos e “falsos cognatos”, entre outras, não consegue satisfazer a todas as necessidades comunicativas e expressivas que o aprendiz deve apresentar. Como verificou Sagnier (2004), encontram-se no mercado hoje vários materiais didáticos para estudantes e profissionais embasados na abordagem comunicativa e que procuram desenvolver todas as habilidades descritas acima. Em outro capítulo, analisaremos alguns desses materiais didáticos que selecionamos como fontes de dados lexicais e ontológicos desta pesquisa.

Segundo Vian Jr. (2003), com as novas mudanças do mercado, cada vez mais globalizado, a necessidade de ensino de língua instrumental chegou às empresas, pois os funcionários vêem-se na iminência de aprender o idioma para poder estabelecer uma comunicação não só com falantes nativos de inglês, mas com o mundo como um todo, pelo fato de o inglês ser indiscutivelmente uma língua franca. Nesse cenário, segundo o autor, o mundo dos negócios começou a buscar apoio junto aos meios acadêmicos para a solução deste problema: a impossibilidade do funcionário freqüentar um curso de longa duração, como os oferecidos pelas escolas de idiomas em geral. Esse problema decorre da necessidade de comunicação imediata, uma vez que o funcionário tem que

receber estrangeiros, falar ao telefone, receber e enviar e-mails e realizar diversas outras tarefas que dependem do uso da língua. Essas necessidades são ainda maiores se pensarmos em empresas prestadoras de serviços relacionados aos diversos locus em que o turismo se realiza, como, por exemplo, hotéis, restaurantes, agências de viagem, locadoras de automóveis, companhias de transporte, entre vários outros, que exigem de diferentes profissionais o domínio de diferentes habilidades comunicativas e do vocabulário específico, além dos conhecimentos lexical e cultural adequados a cada situação e grau de exigência profissional. Esse público diferenciado precisa atingir seus objetivos comunicativos de maneira rápida e eficiente.

Já no âmbito acadêmico, dentre as diferentes razões para o estudante universitário buscar um aprendizado rápido e concentrado, voltado para necessidades práticas, podemos destacar: preparar-se para uma prova de proficiência em seleções de pós-graduação; ler e interpretar textos para cursar disciplinas de graduação e pós- graduação; preparar-se para entrevistas para fins profissionais; desenvolver habilidades de comunicação em ambiente profissional e de negócios; comunicar-se com clientes, hóspedes ou turistas; aprender expressões gerais de situações comunicativas para fazer uma viagem ao exterior; explorar adequadamente a Internet e seus recursos.

A necessidade de se obterem conhecimentos em outra língua voltados para o desempenho de atividades relacionadas a uma profissão específica pode ser comprovada pelo aumento do número de cursos de nível superior que têm em sua grade, como disciplina obrigatória, a língua inglesa focada nas suas necessidades profissionais. Cursos como Turismo, Hotelaria e Secretariado Executivo Bilíngüe têm, como exigência do MEC, o domínio de uma língua estrangeira no mínimo e, em geral, costumam oferecer inglês e espanhol. Outros cursos, como Ciências da Computação,

Processamento de Dados, Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Desenho Industrial também costumam oferecer inglês em sua grade.

A maioria dos aprendizes quer satisfazer principalmente às necessidades já apresentadas como leitura para prestar exames de proficiência para os cursos de mestrado e doutorado; leitura para compreensão de textos disponibilizados na Internet; leitura de obras originais para pesquisa; leitura e escrita de mensagens eletrônicas para fins particulares ou profissionais; comunicação nas relações comerciais entre empresas; comunicação (tradução e interpretação) em congressos; redação de resumos para publicação em tese ou periódico, entre outras.

Esse direcionamento das aulas de língua está gerando a necessidade de se realizarem mais pesquisas que analisem e explorem essa tendência. Não vamos aprofundar a discussão sobre as possibilidades de elaboração de cursos para fins específicos, tampouco sobre abordagens e metodologias de ensino de línguas estrangeiras. Nosso objetivo é focar um item essencial para o desempenho das atividades acima mencionadas: o estudo do vocabulário específico, como veremos na próxima subseção.

Considerando especialmente Cursos de Turismo, o levantamento do vocabulário específico é de suma importância, pois deverá fornecer os subsídios lexicais para a proposição de uma terminologia específica desse setor e também para a coleta de unidades lexicais de outras áreas como a das artes, a da história, a dos esportes, a do meio ambiente, a da economia e a da administração. Assim, ao mesmo tempo em que é preciso oferecer ao estudante o vocabulário e as estruturas necessárias para que ele possa comunicar-se satisfatoriamente em situações profissionais, deve-se cuidar para não se perder o foco na comunicação elementar e se dispersar por vários caminhos que,

ao invés de auxiliar o estudante, podem confundi-lo com listas de vocabulários descontextualizados e provenientes de áreas do conhecimento diversas.

Benzer Belgeler