• Sonuç bulunamadı

D- Dimer seviyeleri EDTA’lı tüpe alınan kandan Biosite Triage Meter Plus (San Diego U.S.A) adlı cihazla acil servisde çalışıldı Cut-off değer 500 ng/ml

2.4. İstatistiksel analiz

Categorização linguística é um processo mental que se consagra como um dos grandes temas da Linguística Cognitiva e se processa, essencialmente, por meio da seleção de protótipos ou, grosso modo, de exemplos mais representativos dentro de um grupo de seres.

Abreu (2010) afirma que a habilidade natural do ser humano de reconhecer similaridades entre duas ou mais entidades e de colocá-las dentro de um mesmo

grupo foi crucial para a sobrevivência da nossa espécie. E menciona como exemplo:

Imagine um grupo de homens das cavernas explorando seu território em busca de comida. De repente, surge um tigre de cor negra, ataca um deles e o devora enquanto os outros fogem. Dias depois, os que sobreviveram voltam a procurar comida. Num certo momento, aparece um outro tigre, desta vez de cor marrom clara, que, embora tenha visto aqueles homens, absolutamente não se interessa por eles. Mesmo assim, todos fogem apavorados, pois projetaram a forma do tigre anterior no atual, criando uma categoria: a de animal predador. O mesmo procedimento acontece a todo o momento com todos eles, diante da aparição de animais e plantas que possam servir de alimento e também, é claro, diante da aparição de novos animais que possam representar perigo. Criam-se, assim, inúmeras categorias, orientando a comunidade sobre o comportamento a seguir, para maximizar a possibilidade de viver e passar adiante os seus genes. (ABREU, 2010, p. 21)

Ocorre que, em geral, as propriedades de uma dada categoria exibem graus de saliência, de modo que algumas delas são mais (ou são menos) prototípicas de uma espécie.

Sustentadas tais noções, desenvolveu-se a Teoria dos Protótipos que, segundo Silva (1997), teve origem na investigação psicolinguística de Eleanor Rosch e seus discípulos em trabalhos sobre a categorização das cores, das aves, dos frutos e de outras classes de entidades. Posteriormente, desenvolvida no âmbito da Psicologia, visou à elaboração de modelos formais da memória conceptual humana, de interesse também para a Inteligência Artificial; e no campo da Linguística, em particular, no da Semântica Lexical.

O autor ressalta que a teoria dos protótipos opõe-se à concepção "clássica" ou "lógica" da categorização, segundo a qual as categorias se formam e se definem em termos de "condições necessárias e suficientes" (propriedades individualmente necessárias e conjuntamente suficientes). Nessa visão, os elementos de uma categoria teriam o mesmo estatuto, e não haveria, portanto, graus de representatividade. Além do mais, considerar-se-iam nítidos os limites entre si e entre diferentes categorias.

Para a abordagem cognitivista, não é o caso. Ao problema de haver seres que, mesmo apresentando algumas propriedades comuns, não se encaixam

adequadamente em uma mesma categoria, Abreu (2010) cita a solução de Rosch (1975) que propõe a existência de representantes prototípicos dentro de cada categoria. Nesse caso, esses representantes são os que possuem um grande número de atributos comuns à maioria dos membros da categoria.

Esmiuçando esse princípio: bem-te-vi, gavião e gaivota são representantes prototípicos da categoria dos pássaros, pois são bípedes, possuem asas e voam. A galinha, embora também seja bípede e possua asas, seria um representante não prototípico, uma vez que voa mal. Logo, inclui-se a galinha como representante prototípico apenas na categoria das aves. Por sua vez, o pinguim seria um representante não prototípico de ave.

Prosseguindo nessa linha, é imperativo demonstrar a importância da teoria dos protótipos para os estudos linguísticos na descrição de uma série de fatos gramaticais. Exemplificação em frases do português: “Ele tinha os documentos, mas não conseguiu o visto” e “Ele tinha os documentos, contudo, não conseguiu o visto” (ABREU, 2010, p. 24).

Embora mas e contudo sejam conjunções adversativas, ocorre que apenas

contudo pode assumir qualquer lugar da oração: “Ele tinha os documentos, não

conseguiu, contudo, o visto” ou “Ele tinha os documentos, não conseguiu o visto, contudo”. Com o mas é impossível essa operação de permuta.

Conclui-se que, se mas é a única conjunção fixa em sua posição, então detém a propriedade inerente às conjunções: liga uma oração à outra. Contudo, por sua vez, aparecendo livremente em qualquer outra posição, não detém essa propriedade. Logo, mas é uma conjunção prototípica, enquanto as conjunções

contudo, porém, todavia, entretanto, por exemplo, que podem ocupar qualquer

posição na oração, assumem-se como não prototípicas.

Adensando ainda mais a discussão, no que concerne à influência da cultura sobre a categorização, encontramos em Abreu (2010) um quadro com ilustração de diversos tipos de animais e a proposta de organizar a categoria dos animais comestíveis. Alguns deles como a vaca e o porco encaixam-se na categoria dos

animais comestíveis em países como Brasil e Estados Unidos. Enquanto se incluem, na França, o cavalo e a rã. Na Coréia, os cães. Em países árabes e em Israel, teria de se eliminar o porco e, na Índia, a vaca. Finalmente, na China, incluem-se também os gatos e as lagartixas.

Migrando para o contexto gramatical, o autor lembra que algumas línguas têm a categoria do neutro, como o latim, e outras não – inclusive neolatinas, como o português (a ressalva é nossa). Uma palavra como sangue é feminina em espanhol (la sangre) e masculina em português (o sangue). Do mesmo modo, planeta é feminina em francês (la planète) e masculina em português (o planeta).

A par dessas ideias, buscamos em Deutscher (2011) um recorte desse estudo. Senão vejamos. Na década de 90, psicólogos compararam as associações entre falantes de alemão e espanhol. Por exemplo, no alemão, uma ponte (die

brücke) é feminino e masculino em espanhol (el puente). O mesmo vale para

relógios, apartamentos, garfos, jornais, bolsos, ombros, selos, ingressos, violinos, o sol, o mundo e o amor.

Em compensação, segundo o autor, uma maçã é masculina para os alemães, mas é feminina para os espanhóis. O mesmo se diz de cadeiras, vassouras, estrelas, mesas, guerras, chuva e lixo.

Convidados a classificar os objetos de acordo com características diversas, os espanhóis definiram pontes, relógios e violinos como portadores de mais “propriedades másculas”, como a força. Em contraposição, os alemães definiram esses mesmos objetos como mais esguios ou elegantes.

Em outro experimento, chamaram-se falantes do espanhol e francês a associar vozes humanas a diversos objetos de um desenho animado. Os franceses atribuíam uma voz feminina para a imagem de um garfo (la fourchette). Enquanto os espanhóis, para os quais el tenedor é masculino, conferiam-lhe voz masculina e rouca.

Obviamente, o autor reconhece que isso não equivale a dizer que os falantes de espanhol, alemão ou francês desconhecem que objetos não possuem sexo biológico. Mas sugere: conotações de gênero impressas em mentes ainda jovens farão com que “falantes de idiomas dotados de gênero vejam o mundo inanimado por lentes coloridas de associações emocionais que os anglófonos – aprisionados em seu monocromático deserto de its – ignoram completamente” (DEUTSCHER, 2011, p. 4).

Concluindo, é digno de reflexão o seguinte questionamento:

- Será que gêneros opostos de “ponte” em alemão e espanhol teriam alguma influência nos projetos de pontes na Alemanha e Espanha?

- Será que os mapas emocionais impostos pelo sistema de gêneros gramaticais de uma língua teriam maiores consequências comportamentais na vida cotidiana das pessoas?

- Esses mapas poderão, por assim dizer, influenciar preferências, modas e hábitos? No estado atual de conhecimento sobre o cérebro humano, por certo não se trata de algo que se mensura num laboratório de psicologia. O que seria surpreendente, contudo, é que não se confirmasse nenhuma influência. A conferir...

Benzer Belgeler