3. GEREÇ VE YÖNTEM
3.1. İstatiksel Analiz
A utilização inicial do arco proposto por WILSON 127, WILSON; WILSON128, 129 foi relatada por MUSE et al.97, em 1993. O aparelho caracteriza-se pela presença de um arco de distalização bimétrico superior adaptado passivamente ao aparelho ortodôntico fixo convencional. O arco distalizador possui uma secção anterior confeccionada com fio de aço inoxidável de 0.020” e outra posterior, com fio 0.045” que se insere no tubo molar do AEB. A mola aberta de 0.045” x 0.010”, com comprimento de 5mm, encontra-se entre o tubo molar e um ômega inserido no arco acima descrito, por anterior. Há um stop por mesial do ômega. A ativação inicial se dá pelo fechamento do ômega, de maneira a comprimir a mola e estacionar o stop no arco. As ativações seguintes são feitas pela abertura do ômega, comprimindo a mola aberta. Incorpora-se um gancho na altura dos caninos para o uso integral de elásticos de Classe II. No arco dentário inferior, WILSON127, WILSON; WILSON128, 129 recomendaram o uso de um arco lingual para ancoragem, diminuindo o efeito protrusivo decorrente dos elásticos de Classe II. A amostra constituiu-se de 19 pacientes com idade média de 13 anos, possuindo Classe II dentária bilateral. Após a ativação inicial de 3mm da mola aberta, indicou-se o uso de elásticos de Classe II de ¼” por 23h/dia. As reativações da mola foram mensais. A correção da relação molar se deu em 16 semanas ou menos nos pacientes
colaboradores. O primeiro molar superior inclinou para distal em todos os casos, em média 7,8º. Quanto maior a distalização, maior a inclinação observada. Devido a essa inclinação, a estabilidade dos casos tornou-se questionável. Uma significante proporção da correção da Classe II ocorreu pela mesialização do primeiro molar inferior, sendo quantificada em 39,8% da correção (1,38mm) e 50,7% em decorrência da distalização dos molares superiores (2,16mm). A presença ou não do segundo molar superior irrompido não influenciou na distalização obtida. A proporção de distalização compreendeu 0,56mm/mês. A quantidade de distalização correlacionou-se com a posição dos incisivos e ao uso dos elásticos de Classe II, ou seja, quanto maior a cooperação, tanto maior a distalização.
HARNICK66, em 1998, reportou o tratamento de uma paciente por meio da distalização dos molares superiores com o arco de Wilson. Devido à idade da paciente (13 anos e 4 meses, em fase pós-menarca), optou-se pela extração dos segundos molares superiores, o que facilitaria a distalização dos primeiros molares. A paciente apresentava Classe II completa, de natureza esquelética (ANB = 10º e Witts = 10mm). A terapia com o arco de Wilson foi realizada convencionalmente com o uso de elásticos de Classe II integrais, ancorados pelo arco dentário inferior com fio retangular. O tratamento finalizou-se com sucesso num período de 22 meses, com melhora do perfil facial, oclusão em relação molar e canino normais, selamento labial e primeiros molares superiores verticalizados. Os molares superiores distalizaram aproximadamente 4mm, sem extruir significantemente. O ponto A moveu-se distal e inferiormente, em conseqüência do movimento para distal dos incisivos superiores e a AFAI aumentou em 3mm. O autor concluiu que, quando bem indicado, atentando para os detalhes que surgem durante o tratamento, o arco de Wilson demonstra ótima eficiência na correção da Classe II dentária e esquelética.
2.4.4 - Outros distalizadores dependentes da cooperação do paciente:
Outras formas de distalização baseadas na cooperação dos pacientes surgiram na literatura. RITTO112, em 1995, propôs a utilização de uma placa confeccionada com “Biocryl” em máquina a vácuo. A placa estende-se de segundo pré-molar a segundo pré-molar superior, possuindo 2 grampos internos para retenção e uma mola de secção aberta de níquel- titânio em uma extensão de fio de aço inoxidável entre a placa e o tubo do molar, de maneira a distalizar os molares superiores com força aproximada de 220g. As molas eram reativadas, quando necessário. Uma das maiores vantagens desse aparelho compreende a desoclusão dos dentes posteriores de 1 a 2mm, facilitando a distalização dos molares superiores. Os molares inicialmente distalizaram aproximadamente 1,5 a 2mm. A inclinação dos molares observada questiona a estabilidade da movimentação. Devido a isso, a melhor indicação para esse sistema compreende os casos em que os molares superiores encontram-se inclinados para mesial. Deve-se esperar melhor colaboração do paciente no uso desse aparelho, pois esse possui um tamanho bem menor comparado aos aparelhos removíveis convencionais, é mais confortável e estético.
Já, GHOSH; NANDA51 , em 1996, apresentaram uma terapia
distalizadora baseada no uso integral do AEB combinado a um arco segmentado de aço 0.016” entre o primeiro molar e o segundo pré-molar, em que uma mola aberta de níquel-titânio produzia uma força para distal de 150g. A ancoragem consistia em um botão de Nance ligado às bandas dos segundos pré-molares superiores. Uma paciente, em fase pré-menarca, com 11 anos e 1 mês, ½ Classe II, protrusão acentuada dos incisivos superiores e sobremordida bem profunda, submeteu-se a essa terapia. Uma Classe I sobrecorrigida foi obtida decorridos 4 meses. Houve perda de ancoragem representada pela mesialização dos segundos pré-molares de 2mm. Em seguida, os segundos e os primeiros pré-molares foram distalizados com o apoio da ancoragem do AEB. A paciente mostrou-se muito cooperadora e o tratamento finalizou-se após 36 meses. Os autores consideraram fatores
importantes para o sucesso da terapia a presença de crescimento favorável, o estágio de irrupção dos segundos molares superiores e a cooperação da paciente.
Outra alternativa para a distalização dos molares superiores foi sugerida por SEGURA; FULL119, em 1997, por meio da fabricação de um cursor a partir da confecção de dois pequenos helicóides nos extremos entre o primeiro molar/segundo pré-molar superiores e canino/incisivo lateral superiores em um fio de aço inoxidável de calibre 0.028”, para a posterior inserção no arco principal superior. Um gancho na região do canino estabelece o uso de elásticos de Classe II. As principais indicações consistem: distalização unilateral, bom posicionamento maxilar e falta de cooperação do paciente no uso do AEB. Uma paciente do gênero feminino utilizou o método proposto. A queixa principal consistia nos caninos superiores apinhados e vestibularizados, em decorrência de uma deficiência de espaço superior de 8mm. Ao exame clínico, a paciente apresentava uma Classe II dentária e cefalometricamente revelou uma Classe I esquelética. A discrepância de modelo inferior era de 2mm. O aparelho ortodôntico fixo foi instalado. Com um fio 0.028” de aço inoxidável, confeccionou-se o sistema distalizador associado ao uso de elásticos de Classe II em período integral, por 6 semanas. Após esse período, houve correção da relação molar e espaço para o alinhamento e nivelamento de todos os dentes. A principal vantagem desse aparelho representa a possibilidade da sua confecção pelo próprio ortodontista durante a consulta sem grande consumo de tempo. Contudo, a cooperação é fundamental.