Para que uma pesquisa possua rigor científico é necessário que a mesma se enquadre em categorias científicas. Essas classificações variam conforme a visão de cada autor.
Oliveira (2001, p.118) comprova a afirmativa acima ao definir que “pesquisar significa planejar cuidadosamente uma investigação de acordo com as normas da Metodologia Científica, tanto em termos de forma como de conteúdo.” Acrescenta também que “nas pesquisas, em geral, nunca se utilizam apenas um método e uma técnica e nem somente aqueles que se conhecem, mas todos os que forem necessários ou apropriados para determinado caso.”
O planejamento de uma pesquisa depende tanto do problema a ser estudado, da sua natureza e situação espaço-temporal em que se encontra, quanto da natureza e nível de conhecimento do pesquisador (KÖCHE, 1988, p. 78).
Quanto aos objetivos, Santos (1999) classifica a pesquisa em exploratória, descritiva e explicativa.
Triviños (1995, p. 110) define a pesquisa descritiva como aquela usada para descrever as características de um fenômeno.
Andrade (2004) complementa que na pesquisa descritiva os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira sobre eles. Portanto, os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não manipulados pelo pesquisador.
Koche (1988) reforça, afirmando que a pesquisa descritiva estuda a relação entre duas ou mais variáveis de um dado fenômeno, sem manipulá-las, tentando identificar situações existentes, espontâneas, no ambiente em que acontecem, constatando e avaliando os tipos de relações existentes
pois se busca analisar as funções da controladoria no processo de gestão das entidades operadoras de plano de assistência à saúde classificadas como cooperativas, sem a manipulação ou interferência do autor sobre as informações obtidas através do levantamento feito nas referidas entidades.
Oliveira (2001) classifica as pesquisas quanto à sua natureza em qualitativas e quantitativas.
Richardson et al (2008) destaca dois critérios que devem ser seguidos pela pesquisa quantitativa são eles: a confiabilidade, referindo-se à capacidade dos instrumentos de produzir medições constantes quando aplicados a um mesmo fenômeno; e a validade, representando a capacidade do instrumento de produzir medições adequadas e precisas para se chegar a conclusões corretas.
Para Richardson et al (2008), o uso da pesquisa quantitativa representa em princípio a intenção de garantir a precisão dos resultados, através da correlação entre variáveis.
Roesch (2006) enfatiza que a pesquisa quantitativa se utiliza de dados padronizados que permitem ao pesquisador elaborar sumários, comparações e generalizações, utilizando-se da estatística na análise de dados.
As pesquisas quantitativas são mais adequadas para apurar opiniões e atitudes explícitas e conscientes dos entrevistados, pois utilizam instrumentos padronizados (questionários). São utilizadas quando se sabe exatamente o que deve ser perguntado para atingir os objetivos da pesquisa. Permitem que se realizem projeções para a população representada. Elas testam, de forma precisa, as hipóteses levantadas para a pesquisa e fornecem índices que podem ser comparados com outros.
O presente estudo caracteriza-se como pesquisa quantitativa, pois utiliza a quantificação no tratamento dos dados coletados sobre as funções da controladoria que são praticadas nas operadoras de plano de assistência à saúde e a influência da controladoria no processo de gestão, segundo os gestores do negócio ou do próprio gestor de controladoria da operadora, por meio de um instrumento padronizado (o questionário).
Utilizando-se o procedimento bibliográfico, foram consultados artigos de periódicos e de eventos na área de controladoria, ambos no âmbito nacional e internacional. Muitos autores também têm participação através de citações de seus livros, dissertações de mestrado e teses de doutorado.
Na pesquisa documental a fonte de coleta de dados está restrita a documentos, escritos ou não, que ainda não receberam tratamento analítico ou que podem ser elaborados. Para a pesquisa documental as informações foram obtidas nos documentos internos da entidade analisada, assim como documentos de âmbito geral, como legislações, pesquisas e relatórios sobre assuntos relacionados ao tema deste trabalho.
O delineamento ou estratégia de pesquisa adotada é o estudo de caso. Para Yin (2005, p. 32), um estudo de caso é “uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos”.
Roesch (2006) destaca para o estudo de caso duas características principais: permite o estudo de fenômenos em profundidade dentro de seu contexto; e é especialmente adequado ao estudo de processos, explorando fenômenos com base em vários ângulos.
Para a presente investigação, foi adotado o estudo de caso, pois se buscou identificar em profundidade as funções da controladoria presentes no processo de gestão do Sistema Unimed e a influência da controladoria no processo de gestão da entidade. Assim, o fenômeno é analisado no ambiente do Sistema Unimed e na realidade o qual se encontra.
Ressalta-se que um estudo de caso requer um rigoroso planejamento, sob pena de pôr em risco todo o trabalho de pesquisa (MARTINS, 2006). O protocolo de pesquisa é um instrumento orientador e regulador da condução da estratégia de pesquisa, constituindo forte elemento para mostrar a confiabilidade de uma pesquisa (MARTINS, 2006). Yin (2005) acrescenta ser essencial a sua utilização em qualquer circunstância, porque aumenta a confiabilidade do estudo.
Assim, atendendo às orientações de Martins (2006) e Yin (2005), elaborou-se um protocolo de pesquisa (Apêndice A), o qual consiste em um documento contendo uma visão geral do projeto, os procedimentos de campo e as questões de estudo, além de um guia para o relatório do estudo de caso.
A seguir apresenta-se a unidade de análise do estudo, a forma de coleta e análise dos dados da pesquisa.