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1. GİRİŞ

1.2. İskeletsel Sınıf III Bozuklukların Teşhisi

5.1.3.1. Localização e dimensões

A Ilha do Bioko é a maior e mais próxima de África (a cerca de 32 km dos Camarões), e possui uma área de 2017 km2 (75 x 25 km). A altitude máxima é de 3010 m. Mais pequenas e mais afastadas estão São Tomé e Príncipe e Annobon.

Em torno das Ilhas de São Tomé e Príncipe encontram-se uma série de ilhéus, dos quais se destacam as Rolas. A ilha de São Tomé com cerca de 850 km2 de área (Naurois, 1994b; Ribeiro et al., 1984) dista cerca de 300 km1 ou 235 km (Ribeiro et al., 1984) do continente mais próximo. A ilha do Príncipe está localizada entre 1º 32’ N – 1º 43’ N e 7º 20’ - 7º 28’ E. A sua área é de cerca de 128 km2 (Juste, 1996), ou 139 km2 (Naurois, 1994b). Dista do continente mais próximo cerca de 250 km2 ou 215 km (Ribeiro et al., 1984) (Figura 18).

A ilha de Annobon é a mais pequena e mais afastada do continente. Está localizada a cerca de 01º 26’ S e 05º 37’ E (Naurois, 1994b). Encontra-se a cerca de 160 km a Sul- Sudoeste de São Tomé e a cerca de 335 km do Gabão (Sunderland & Obama, 1999) ou 350 km1 (Figura 28). A sua área é de aproximadamente 17-18 km2. e possui um único povoado, San Antonio de Palea 3.

5.1.3.2. Geologia e Orografia

As ilhas do Bioko, São Tomé, Príncipe, Annobon e ilhéus circundantes encontram-se sobre uma linha de fractura da crosta terrestre e oceânica, tendo uma origem vulcânica associada ao mesmo acidente geológico (Déruelle et al., 1991). Esta linha de fractura parece incluir a ilha de Santa Helena (Meyers et al., 1998) e é designada por Linha dos Camarões

1 http://www.calacademy.org/research/guinea_islands/ 2 http://www.calacademy.org/research/guinea_islands/ 3 http://www.425dxn.org/dc3mf/ annobon. html

(“Cameroon line”) e estende-se desde o Monte Camarões (África, Camarões) numa extensão de pelo menos 1600 km (Caldeira & Munhá, 2002). A cadeia de ilhas do Golfo da Guiné deverá ter iniciado a sua formação durante meados da Era Terceária (Meyers et al., 1998). No continente temos o sector continental e nas ilhas do Golfo da Guiné temos o sector oceânico. O vulcanismo silicioso neste último sector parece ter ocorrido entre 31 e 5 milhões de anos (Lee et al., 1994; Marzoli et al., 1999).

Figura 18-. Localização relativa das ilhas do Golfo da Guiné.

Das quatro ilhas do Golfo da Guiné, o Bioko é a única que faz parte da plataforma continental e que esteve provavelmente ligada ao continente na última época glacial1.

Em São Tomé, apesar de não se conhecerem erupções vulcânicas em termos históricos, a informação retirada do isótopo Argon indica actividade vulcânica há menos de 100000 anos2. São Tomé é essencialmente constituído por lavas basálticas com menos de 1 milhão de anos. No entanto encontram-se zonas piroclásticas com menos de 0.4 milhões de anos nos extremos Norte e Sul da ilha. Um período vulcânico mais antigo (3-8 milhões de anos) é encontrado na região Sul-Sudeste. Na região Norte\Nordeste da ilha encontra-se uma predominância de lavas basálticas com idades inferiores a 1 milhão de anos (Caldeira &

1 http://www.calacademy.org/research/guinea_islands/

Munhá, 2002). A altitude mais elevada é de 2024 m (Aka et al., 2001; Naurois, 1994b). As rochas mais antigas datam de há mais de 15,7-13 milhões de anos. A idade da ilha será de cerca de 14 milhões de anos (Déruelle et al., 1991; Lee et al., 1994).

A ilha do Príncipe é mais antiga do que Annobon e São Tomé, com cerca de 31 milhões de anos. É uma ilha muito erodida2 (Lee et al., 1994) e a altitude mais elevada é de 948 m no Pico1 (Naurois, 1994b).

A ilha de Annobon a mais afastada das consideradas (Aka et al., 2001; Lee et al., 1994; Marzoli et al., 1999). Nesta ilha são reconhecidos afloramentos basálticos, espalhados pela ilha, com cerca de 4,8 – 4,9 milhões de anos e deverá ser esta a idade da ilha (Lee et al., 1994). Parece ter existido vulcanismo até há menos de 100 000 anos2, mas a exemplo das outras ilhas do Golfo da Guiné, não se conhecem erupções históricas. A maior elevação de Annobon é de cerca de 654 m1. Grande parte da costa é abrupta, essencialmente constituída por arribas. Alguns pequenos ilhéus bordejam esta pequena ilha.

5.1.3.3. Clima

No geral, o clima caracteriza-se por uma uniformidade nomeadamente na temperatura devida à reduzida variação anual do ângulo de incidência do sol e da duração do dia. A precipitação é elevada mas com variações entre as ilhas, com Annobon mais seco e intra ilhas com o Sul de São Tomé mais chuvoso do que o Norte1. A humidade atmosférica é elevada. O clima das duas ilhas, de São Tomé e Princípe é semelhante. Em São Tomé e Príncipe existem basicamente duas estações. A estação mais chuvosa decorre entre o Outono ao início de Maio, e a estação mais seca, conhecida localmente por “gravana” entre Junho, Julho e Agosto. Existe também uma curta estação seca entre meados de Dezembro e meados de Janeiro, conhecida localmente por “gravanito” (Naurois, 1994b).

É provável que no passado, a exemplo do que aconteceu na região ocidental dos Camarões, o clima fosse mais frio árido e seco há cerca de 20000 anos até há 10000 anos, predominando a vegetação herbácea e áreas abertas. Entre 13000 e 12000 anos atrás houve um aquecimento e aumento da precipitação, e entre 11500 e 10400 anos terá havido uma diminuição da precipitação, aumento da sazonalidade e manutenção da temperatura elevada tal como é sugerido através de análises paleobotânicas (Maley & Brenac, 1998).

5.1.3.4. Fauna e Flora

Apenas a Ilha do Bioko deverá ter estado ligada ao continente por via sub-aérea ao contrário do Príncipe, São Tomé e Annobon. Este facto reflecte-se na flora e fauna que encontramos no Bioko. Por exemplo existem mais de 30 espécies de cobras e muitas famílias de lagartos como escincídeos, geconídeos, varanídeos, agamídeos, lacertídeos e camaleonídeos. Nas outras ilhas mais afastadas não se encontram as quatro últimas famílias, e o número de cobras é mais reduzido. Só uma pequena proporção de espécies é endémica do Bioko (2 ou 3 espécies) ao contrário do que acontece nas outras ilhas com elevadas percentagens de endemismos1 (Drewes 2002). As ilhas do Golfo da Guiné apresentam assim uma elevada taxa de endemismos quer da flora quer da fauna2 (Drewes & Wilkinson, 2004; Juste, 1996).

A flora das ilhas do Golfo da Guiné é muito rica. Segundo Exell (1973), o número de espécies conhecidas nas ilhas, incluindo as introduzidas são: 314 para o Príncipe; 601 para São Tomé e 208 para Annobon e 1105 para o Bioko. As percentagens de endemismos de plantas exclusivos de cada ilha, obtidas por Exell (1973) é de 9,9 % para o Príncipe, 15,4% para São Tomé, 7,7% para Annobon e 3,6 % para o Bioko. A percentagem dos endemismos exclusivos mais a percentagem dos endemismos que aparecem em pelo menos uma das outras ilhas do Golfo da Guiné é de 13,7% para o Príncipe; 17,8 % para São Tomé, 11,0% para Annobon e 3,8 % para o Bioko.

É reconhecido por muitos cientistas que decorridos cinco séculos de exploração da madeira e de culturas diversas, quase não resta mais floresta primária (sensu stricto) em São Tomé e Príncipe (Naurois, 1994b). As formações primárias estão restritas, essencialmente ás grandes altitudes (2024 m no Pico de São Tomé), e constituem o “Obó microtérmico” e nalgumas áreas perto do mar (Lains e Silva, 1958). No Pico de São Tomé e acima dos 1930 m não existe propriamente uma floresta mas sim um mato espesso de cerca de 2 a 3m de altura.

As formações primárias secundarizadas seguem-se às primárias, localizando-se geralmente até aos 1000 m e nalguns locais até aos 500 m. Nas áreas onde são encontradas, a temperatura é quente e a humidade elevada (“Obó mesotérmico”) (Lains e Silva, 1958).

As formações secundárias são constituídas por matos, brenhas, matagais e pradarias. (Lains e Silva, 1958) e estendem-se da costa até aos 1200 m de altitude (Lains e Silva, 1958).

As formações artificiais incluem sobretudo as plantações (Lains e Silva, 1958).

Quanto à fauna, não são muitos os levantamentos efectuados nestas ilhas. Os primeiros contributos deverão ter sido fornecidos por C. Weiss em 1847, Greef em 1884, Moller em 1885, Francisco Quintas , Francisco Newton, Ch. Gravier e A. Chevalier1.

No que respeita a répteis marinhos, estas ilhas têm importância como local de nidificação de tartarugas como acontece em São Tomé com Chelonia mydas, Caretta caretta,

Lepidochelys olivaceae, Dermochelys coriaceae e Erethmochelys imbricata. No entanto ao contrário do

que acontece noutras latitudes o homem é nestas ilhas a principal ameaça destes répteis (Graff, 1996), quer através da extracção de areias onde são efectuadas as posturas, mas também através da sua acção predatória directa sobre os ovos e tartarugas.

A ilha de Annobon tem sido muito pouco visitada por ser de difícil acesso. O que se sabe é muito antigo, ou é informação oriunda de relatos ocasionais ou esporádicos 2. Pouco se sabe sobre a sua fauna de vertebrados, nomeadamente de répteis.

Benzer Belgeler