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İRAN’DA DİN PSİKOLOJİSİ ÇALIŞMALARI 3 1 Din Psikolojisinin Gelişim

A entrevista é uma técnica de investigação que pode ser concebida como um processo de interação social, verbal e não verbal, que ocorre entre duas pessoas, face a face, sendo um pesquisador, com um propósito previamente definido, e um, outro, entrevistado que, supostamente, possui a informação que possibilita estudar o fenômeno em pauta, e cuja mediação acontece, principalmente, por meio da linguagem.

Gil (2011, p. 109), descrevendo sobre a entrevista, refere-se a ela como “[...] bastante adequada para a obtenção de informações acerca do que as pessoas sabem, creem, esperam, sentem ou desejam, pretendem fazer, fazem ou fizeram, bem como acerca das suas explicações ou razões a respeito das coisas precedentes”. Assim, a entrevista é uma oportunidade de desenvolvimento de uma relação de confiança e espontaneidade, como também de fazer com que o entrevistado ocupe o lugar central no momento da entrevista, evitando condicionar as suas respostas, dado que ela está a relatar as suas experiências ou vivências ao longo da vida.

Optamos pela entrevistasemiestruturada por esta ser de aspecto focalizado, uma vez que desejamos esclarecer um problema específico relativo ao currículo do PROEJA, e que apresenta um formato dialógico assimétrico e não rígido, com uma estrutura bastante flexível, buscando colher informações dos sujeitos atores sociais, de modo individual, sendo sua principal finalidade permitira escuta das vozes dos estudantes do PROEJA do Curso Técnico em Manutenção e Suporte em Informática, do IFRN-SC. Não queríamos examinar opiniões frequentes, nem fazer uma representação estatística da mesma e sim, deixá-los falar e falar... falar daquilo que não se ouve explícito no cotidiano da escola.

Nosso propósito com a entrevista foi oportunizar ao estudante do PROEJA o poder de voz, uma vez que nenhuma pessoa é mais adequada que ela própria, para avaliar seu pleito, pois o vivencia cotidianamente. Segundo Britzman (1989 apud LEAL, 2010), existem três diferentes significados para o termo ‘voz’ na literatura: o primeiro é o significado exato, quando mencionamos a forma que a fala e as perspectivas do pregador são concebidas. O segundo é o metafórico, que representa o modo e as qualidades das palavras que são pronunciadas. O terceiro e último dos significados é o político, que se refere ao direito de ser escutado e representado na sociedade. Este último é o significado que mais se aproxima da

discussão apresentada em nossa pesquisa, dado que a voz do estudante é empregada no tocante ao direito de ser escutado e representado.

Para a execução das entrevistas criamos um roteiro de questões (Apêndice III), estruturado em tópicos ordenados, guardando certa relação entre si e derivadas do protocolo do estudo de caso (YIN, 2010). Esse objetivava a apreensão das narrativas de histórias de vida acadêmicas dos atores sociais que estiveram envolvidos na investigação, contendo questões que foram contempladas ao longo da ação, se caracterizando, assim, como um guia.

Em nossa pesquisa o roteiro abordou os vários indicadores considerados essenciais e suficientes por meio de tópicos que contemplaram a abrangência das informações esperadas. Tais tópicos funcionaram apenas como orientadores, sendo, na medida do possível, memorizados quando se está em campo, como nos explica Minayo (2010, p.191):

Servindo de orientação e guia para o andamento da interlocução, o roteiro deve ser construído de forma que permita flexibilidade nas conversas e a absorver novos temas e questões trazidas pelo interlocutor como sendo de sua estrutura de relevância.

Desse modo, o roteiro de entrevista pretendeu ser flexível e simples, capaz de ser modificado durante o percurso da investigação, quando estávamos em interatividade com os sujeitos entrevistados. Havendo temas relevantes que iam acontecendo durante a ação, inseríamos novos tópicos no roteiro, quando necessário.

Focamos nossas ações de pesquisa com base na necessidade de preservarmos certa espontaneidade no processo, pois foi importante estarmos atentos aos relatos dos estudantes, que aconteceram a partir de suas próprias leituras de mundo, e aos movimentos que foram expressados no momento da entrevista. Também foi fundamental estarmos atentos à escuta sensível que, definido por Barbier (1998, p.188), aponta como um processo de escuta próprio do pesquisador no qual

[...] procura compreender por “empatia”, no sentido rogeriano, o “excedente” de sentido que existe na prática ou na situação educativa. Ela aceita deixar-se surpreender pelo desconhecido que sem cessar anima a vida. [...] é como a arte de quem esculpe na pedra que, para fazer surgir a forma, deve primeiro passar o trabalho no vazio, desbastando o que há a mais.

Nesse sentido, a escuta sensível se apoia na empatia e no reconhecimento incondicional do outro, em um processo no qualé fundamental que o pesquisador observe os

elementos relativos a cognição, afetividade e a imaginação do outro para poder compreender seus comportamentos, atitudes, valores e idéias, pois

Escutar as histórias dos educandos é uma possibilidade muito rica na perspectiva de ampliar nosso repertório de informações sobre a forma como as pessoas buscam entender o mundo em que vivem, bem como para nos aproximar do sentido que essas pessoas atribuem ao que lhes acontecem. (BARCELOS, 2012, p.56)

Também foi essencial tentarmos romper a hierarquia entre pesquisador e entrevistado, embora fosse necessário estarmos sempre atentos à pauta do roteiro, pois a entrevista proporcionou ao próprio sujeito uma reflexão sobre suas experiências e vivências ocorridas em sua vida acadêmica, especialmente, sobre o currículo do PROEJA. Outro compromisso assumido foi a de instruímos os entrevistados com clareza, estimulando respostas completas, para darmos continuidade à manutenção do foco da investigação.

A pesquisa de campo ocorreu no semestre letivo de 2013.2 abrangendo 13 (treze) participantes de duas turmas do curso ora pesquisado, sendo 09 (nove) estudantes do 4º (quarto) período e 04 (quatro) estudantes do 6º (sexto) período do Curso Técnico de Nível Médio em Manutenção e Suporte em Informática do PROEJA no IFRN-SC.

Para a escolha dos sujeitos pesquisados propusemos o critério de seleção realizado por Campelo (2001, p.42), quanto a amostra representativa, uma vez que poderíamos considerar todas as características do público referido e contemplado pelos atributos evidenciadas na aplicação dos questionários. Observamos que, embora aqueles estudantes guardassem entre si uma unidade - a matricula no PROEJA - eles se diferenciavam sob vários aspectos, dentre os quais destacamos seis tópicos, listados a seguir, que consideramos pertinentes para influenciar os pontos de vistas elencados na entrevista:

- Quanto ao sexo: feminino e masculino

- Quanto à faixa etária: 19 – 21 anos; 22 a 29 anos e 30 a 37 anos - Quanto ao estado civil: solteiro e casado

- Quanto à procedência escolar: escola pública e escola particular - Quanto à atividade ocupacional: estudante e trabalhador

- Quanto à vivência escolar anterior ao ensino médio integrado: escola de ensino fundamental e escola de ensino médio.

Em termos quantitativos, os sujeitos escolhidos representaram, aproximadamente, 30% (trinta por cento) do total de estudantes, entre as duas turmas do curso investigado, assim sendo, dentre os 40 (quarenta) participantes, 13 (treze) compartilharam suas narrativas oportunizando um universo capaz de se fazer representativo como todo. O Quadro 3, a seguir, apresenta os estudantes em seus respectivos critérios:

Quadro 3: Caracterização dos sujeitos da pesquisa - período letivo de 2013.2 NOME IDADE SEXO TURMA ESTADO CIVIL

CIDADE EM QUE MORA

OCUPAÇÃO

PRINCIPAL ANTERIOR AO PROEJA VIVÊNCIA ESCOLAR

EST-1 anos 22 M MANU – 4N Solteiro Santa Cruz Estudante Já havia estudado o ensino médio anteriormente.

EST-2 anos 30 F MANU – 4N Casada Santa Cruz Estudante

Estudou o ensino fundamental em escola pública. Parou de estudar por sete anos por motivo do nascimento do filho.

EST-3 anos 30 M MANU – 6N Casado Santa cruz Terceirizado como ASG

Sempre estudou em escola particular e no último ano do ensino médio fez o supletivo para adiantar os estudos. Havia onze anos que não estudava. Já tem o técnico em enfermagem.

EST-4 anos 40 M MANU – 4N Solteiro Santa Cruz

Funcionário público estadual,

policial militar

Estudou o ensino médio em escola pública, fazendo o magistério. Estava parado, sem estudar,

aproximadamente treze anos.

EST-5 anos 22 F MANU – 4N Solteira Santa Cruz Estudante Estudou o primeiro ano do ensino médio em escola pública.

EST-6 anos 31 F MANU – 4N Solteira Pintadas Lajes administrativo Auxiliar

Estudou o ensino médio em uma escola pública. Já fazia dez anos que havia parado de estudar.

EST-7 anos 30 M MANU – 6N Solteiro Santa Cruz Frentista de posto de combustível.

Fez o ensino fundamental em escola pública. Não havia concluído o ensino médio. Há vários anos que não estudava. Trabalhava ora em Natal, ora em Santa Cruz.

EST-8 anos 31 M MANU – 4N Solteiro Pintadas, Lajes zona rural Vendedor em loja de material de construção

Estudou o ensino médio em escola pública. Há dez anos que havia parado de estudar.

EST-9 anos 26 M MANU – 6N Solteiro

Santa Cruz, família de Caicó Estudante Concluiu o ensino médio. Estudava em uma Universidade na cidade de Santa Cruz.

EST-10 anos 30 F MANU – 4N Solteira Pintadas, Lajes zona rural

Estudante

Estudou até o quinto ano na zona rural. Fez o ensino médio em escola pública. Fazia onze anos que não estudava.

EST-11 anos 22 M MANU – 6N Solteiro São Paulo do

Potengi Eletricista

Já havia feito o ensino médio.

EST-12 anos 19 M MANU – 4N Solteiro Santa Cruz Estudante Já havia estudado o ensino médio em escola pública.

EST-13 anos 36 M MANU – 6N Solteiro Santa Cruz Estudante

Estudou em escola pública. Fez o ensino médio por duas vezes: magistério e científico. Há 15 anos havia parado de estudar.

Fonte: Elaboração da própria pesquisadora.

Após a escolha dos participantes, agendamos as entrevistas com os estudantes, observando a concordância de horários e datas conforme suas disponibilidades e a conveniências entre os dias previstos para as entrevistas. Os sujeitos foram entrevistados na própria instituição, em uma sala reservada para esse fim, mediante a utilização do roteiro de entrevista, no qual apresentamos-lhes os temas e eles conduziam a narrativa em seus próprios ritmos. Pontuamos as questões que consideramos relevantes e solicitamos-lhes que explanassem sobre o tema em questão.

Nesse ínterim foram realizadas entre duas a quatro entrevistas semiestruturadas, por turno, com duração média de vinte minutos cada. Todos as narrativas foram gravadas em meio digital, com equipamento do tipo gravador portátil Sony e aparelho celular Samsung MiniS3. Após o processo de recolha dos dados, as entrevistas foram ouvidas e transcritas para realizarmos as análises do material pesquisado.

2.3 A CONSTRUÇÃO E A ANÁLISE DOS DADOS

Benzer Belgeler