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3.3.1.5 İnternette isimler ve adresler

Acidentes de escorregamento em aterros sanitários, embora incomuns, ocorrem em uma base regular em países ao redor do mundo (DIJON e JONES, 2005, p. 206). No Brasil, alguns casos são registrados na literatura como o escorregamento do Aterro Controlado de Salvador - BA (OLIVEIRA, 2002) e o escorregamento do Aterro Sanitário Bandeirantes, localizado no município de São Paulo (BENVENUTO e CUNHA, 1991, apud CARVALHO, 1999, p. 51).

Na concepção de SCHULER (2010, p. 78) as principais causas dos escorregamentos em aterros de resíduos sólidos são a redução da resistência interna dos materiais e/ou um acréscimo das solicitações externas, geralmente causadas por mudança nas condições geométricas ou sobrecargas.

A permeabilidade interfere diretamente na estabilidade dos aterros sanitários, pois, quanto maior for o acúmulo de líquidos e gases na massa de resíduos, maiores serão os valores das poropressões geradas e menor será a resistência do material (MARTINS, 2006, p. 19).

As poropressões diminuem à tensão normal em um plano potencial de escorregamento, de forma que a resistência ao cisalhamento sofre uma redução devido à diminuição da tensão normal.

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Quanto maior a ação das poropressões, maior será a parte do peso total do material que será suportado pela água. Quando a poropressão igualar-se à tensão normal, a resistência ao cisalhamento fica totalmente comprometida causando instabilidade no maciço (BORGATTO, 2006, p. 52 - 53).

Altos valores de teor de umidade acarretam no desenvolvimento de poropressões na pilha de resíduos (MARTINS, 2006, p. 16), diminuindo a resistência do material. Nas análises de estabilidade em aterros sanitários, o ideal seria dispor e considerar valores de poropressões em diversas profundidades (BENVENUTO e CIPRIANO, 2010, p. 45).

DIJON e JONES (2005, p. 206), ressaltam que, apesar dos vários pontos positivos, o uso de membranas geossintéticas pode contribuir na instabilidade de um maciço de resíduos sólidos visto que as mesmas constituem potenciais planos ruptura.

Para BORGATTO (2006, p. 62), entre os principais fatores que influenciam a estabilidade de aterros sanitários destacam-se:

• Parâmetros geotécnicos dos resíduos; • Geometria do aterro;

• Altura e inclinação dos taludes; • Poropressões na base do aterro;

• Sistema hidrogeológico do local do aterro;

• Interface das forças de cisalhamento entre os materiais geossintéticos; • Interface das forças de cisalhamento entre geossintéticos e solo; e • Controle, operação e monitoramento do aterro.

No mesmo âmbito, CALE (2007, p. 38) destaca entre os fatores que influenciam a estabilidade de aterros sanitários:

• Nível de chorume e flutuação no interior do aterro; • Parâmetros geotécnicos dos solos de fundação; e

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O tempo também é um elemento importante na estabilidade dos taludes, visto que a resistência ao cisalhamento dos resíduos sólidos é altamente influenciada pelo estado de alteração e composição dos resíduos, além do comportamento mecânico individual de cada componente (CARVALHO, 1999, p. 50). Materiais que adquirem texturas fibrosas como plásticos e tecidos podem influenciar fortemente nos valores de resistência (NASCIMENTO, 2007, p. 66).

Além disso, aterros sanitários apresentam geração de biogás ao longo do tempo, resultando no aumento das pressões internas, na medida em que haja aprisionamento ou dificuldade do mesmo ser drenado (BENVENUTO e CIPRIANO, 2010, p. 43). Entre os efeitos causados pelo tempo em aterros sanitários, BORGATTO (2006, p. 63) destaca:

• Alteração da composição dos RSU devido à característica de degradabilidade de alguns componentes (matéria orgânica) e por processos de reciclagem (plásticos, metais, papel, etc.);

• Aumento do nível do lençol freático causado por falha do sistema de impermeabilização;

• Aumento do nível de chorume dentro da massa de resíduo causado por falha no sistema de drenagem; e

• Aumento da pressão interna de gases causada pela ruptura do sistema de drenagem de gases.

Para KOERNER e SOONG (2000, p. 199 - 200) há dois tipos fundamentais ruptura em aterros sanitários: falhas rotacionais e falhas translacionais.

As falhas rotacionais são geralmente circulares, mas, dependendo do tipo de resíduos e a sua colocação, podem ter forma em espiral. Segundo o autor estas falhas podem ocorrer: superficialmente, na face dos resíduos; podem atingir inteiramente os resíduos tangenciando uma ou mais “camadas" do maciço; ou podem ocorrer na base do aterro.

As falhas translacionais são lineares ao longo de um único plano ou podem consistir de vários segmentos lineares. Neste último caso o rompimento se dá pelo contato entre “camadas” do maciço, podendo estar associado à presença de mantas geossintéticas.

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Para BORGATTO (2006, p. 59 – 63) as rupturas em aterros de resíduos sólidos podem ocorrer das seguintes formas:

a) Escorregamento pelo Sistema de Drenagem de Base, que ocorre na porção inferior do sistema de drenagem de base, quando a inclinação do talude é muito íngreme ou o comprimento muito extenso.

b) Escorregamento pelo sistema de cobertura final dos resíduos, que ocorre na base do sistema de cobertura, quando a inclinação do talude é muito íngreme ou o comprimento muito extenso.

c) Escorregamento rotacional pela parede ou base do talude, que ocorre na massa de solo abaixo dos resíduos depositados, apresentando movimento rotacional que pode emergir ao longo da superfície do talude, pelo pé do talude ou pela sua fundação.

d) Escorregamento rotacional pela fundação, que ocorre na fundação de aterros, geralmente com fundações em solos moles, atravessando o sistema de tratamento de base e a massa de resíduo. Apresenta movimento rotacional passando pela fundação do aterro após o pé do talude;

e) Escorregamento rotacional pela massa de resíduo, que ocorre pela massa de resíduo, devido a taludes muito íngremes, altos níveis de chorume no corpo do aterro ou problemas no controle operacional;

f) Escorregamento translacional ao longo do sistema de tratamento de base e laterais do aterro, que ocorre no contato da massa de resíduo com o sistema de impermeabilização, começando pelo pé do talude e propagando-se pela massa de resíduo até o sistema de impermeabilização das paredes laterais e fundação.

A Figura 7 foi adaptada de QIAN et. al. (2002 apud BORGATTO, 2006, p. 59 – 63) e ilustra as principais formas de rompimento em aterros sanitários.

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Figura 7 - Principais formas de rompimento em aterros sanitários (adaptado de QIAN et. al., 2002,

apud BORGATTO, 2006, p. 59 – 63)

a) b)

c) d)

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Benzer Belgeler