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C- İDAREYE İLİŞKİN BİLGİLER

4- İnsan Kaynakları

No Brasil, a produção de fertilizantes simples, produtos intermediários e matérias-primas foi iniciada na década de 1950, quando a indústria era capaz de suprir 8% da demanda nacional, sendo o restante atendido pelas importações. Na década de 1960, a produção brasileira foi ampliada com a implantação de várias empresas, mas o País ainda possuía forte dependência externa. As importações representavam um pouco mais de um terço da demanda por fosfatados e todo o consumo de potássicos (GAZETA MERCANTIL, 1998).

A forte intervenção do Estado, a partir de 1974, determinou o surgimento de uma nova fase para o setor de fertilizantes. O governo criou o Plano Nacional para a Difusão dos Fertilizantes e Calcário Agrícola (PNFCA), com o objetivo de aumentar a oferta interna do produto e, conseqüentemente, a auto-suficiência do País. O consumo havia aumentado significativamente entre os anos 1950 e 1970 e, razão da escassez do produto no mercado interno, as importações também foram alavancadas, intensificando os problemas na balança de pagamentos. A política de substituição de importações no setor encontrou conjuntura favorável e assim a indústria passou a ter tratamento diferenciado, com elevados níveis de proteção até o fim da década de 1980. Esta política era visivelmente protecionista e seguia no caminho da influência Cepalina, que preconizava a necessidade de se proteger as indústrias nacionais na América Latina. Seus resultados tiveram aspectos positivos e outros nem tanto. Os financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foram essenciais para viabilizar as metas do PNFCA (GAZETA MERCANTIL,1998).

Após a etapa do protecionismo, o setor dos fertilizantes que dispunha de considerável parque industrial instalado, passou por nova fase. Em primeiro lugar, a ruptura do sistema de crédito rural, em meados dos anos 1980, exauriu o principal motor de incentivo à demanda, baseada em crédito seletivo e subsidiado. A elasticidade crédito da demanda era uma variável sempre importante nos modelos estudados, tal como exemplifica Soares (1981), implicando que, na ponta do consumo, importantes mudanças seriam necessárias. A falta de crédito levou as empresas do setor a substituir o sistema financeiro, promovendo adiantamentos e

utilizando crédito de financiamento de exportações para facilitar a aquisição do insumo pelos agricultores. Certamente novo fator de risco foi introduzido.

De acordo com Zylberstajn et al (2002), no começo da década de 1980, a indústria já estava consolidada no País. O Governo havia assumido o controle acionário de empresas privadas, como a Ultrafértil, em 1974. A Petrobrás Fertilizantes (Petrofértil) foi criada em 1976 e passou a atuar como holding, controlando empresas como: Ultrafértil, Fosfértil, Nitrofértil, Arafértil, Goiásfertil e ICC. A conjuntura desfavorável, entretanto, no início da década de 1980, as dificuldades financeiras e a própria política de teor agrícola determinaram a redução da produção de fertilizantes e o aumento do índice de ociosidade. No final da década de 1980, iniciou-se a liberalização da economia com o fim das restrições quantitativas nas importações de todos os produtos e redução das alíquotas de importação. Os preços anteriormente sujeitos ao controle interministerial de preços também foram liberados.

Na década de 1990, a abertura econômica, com a queda das alíquotas de importação e as privatizações, contribuíram para a reestruturação do setor. As alíquotas de importação atingem, no máximo 6% (RIBEIRO, 2000). Outra mudança institucional importante recaiu sobre a tributação, pois, com a Constituição de 1988, os insumos minerais passaram a ser tributados pelo ICMS e passou a haver também a chamada compensação financeira pela exploração de recursos minerais (CFEM). A solubilidade dos nutrientes e a composição química dos diversos produtos comercializados foram regulamentadas por legislação específica.

No que se refere ao meio ambiente, acredita-se que, a exemplo do que já vem ocorrendo nos países centrais, haja aumento das restrições ambientais. Na União Européia, estabeleceu-se a proibição de deposição, em território europeu, de qualquer rejeito de fosfogesso (KULAIF, 1999).

Após as privatizações, foi desencadeado um processo de fusões e aquisições que determinou o aumento da integração vertical no setor, a entrada de grandes

tradings de grãos e a concentração da indústria. No início da referida década, havia

elevada presença estatal na produção de matéria-prima e fertilizantes básicos, sendo que, após a privatização, o controle das duas principais empresas do setor, Fosfértil e Ultrafértil, passou para as mãos da Fertifós que, no ato de sua criação, era um consórcio formado por sete empresas. Em 2002, pode-se observar que, em razão do intenso processo de fusões e aquisições, houve reconfiguração da

participação acionária no consórcio Ferfifós, permanecendo como acionistas apenas três grupos econômicos. Assim, houve internacionalização de capital, uma vez que dois dos três grupos econômicos mencionados são multinacionais e, além disso, aumentou-se o grau de concentração e integração vertical no setor (ZYLBERSTAJN

et al, 2002).

Ainda segundo esses autores, as privatizações no setor de fertilizantes iniciaram em 1992 conforme se pode observar na Tabela 7. A primeira empresa a ser leiloada foi a INDAG, em janeiro de 1992, passando a IAP a ser sua maior acionista, com 35% do capital. Em agosto do mesmo ano, foi privatizada a Fosfértil. Esta foi adquirida pelo consórcio Fertifós, formado inicialmente por empresas importantes do setor como: Solorrico, Manah, Iap, Fertiza, Fertibrás, Takenaka e outras com pequena participação no capital social, como: Fertipar (1,37%), Campos Gerais (0,37%), Heringer (0,08%) e Triângulo (0,07%). Em julho de 1993, a Ultrafértil foi comprada pela Fosfértil e a Goiásfertil teve 90% de seu capital assumido pelo consórcio Fertifós, em outubro de 1992. A Arafértil foi privatizada em abril de 1994, sendo adquirida pela Serrana. Em 1990, o Governo Federal decidiu pela liquidação das operações da Indústria Carboquímica Catarinense (ICC) pelo fato de a comissão que presidia o Programa Nacional de Desestatização (PND) ter chegado à conclusão de que a firma não teria condições de operar em termos estritamente econômicos. A Nitrofértil foi incorporada à Petrobrás e ficou fora do processo de privatização.

Tabela 7- Privatizações no setor de fertilizantes

Data Empresas Adquirente

Janeiro de 1992 Indag IAP

Agosto de 1992 Fosfértil Consócio Fertifós Outubro de 1992 Goiásfertil Fosfértil

Junho de 1993 Ultrafértil Fosfértil Abril de 1994 Arafértil Serrana Fonte: Taglialegna et al. (2001).

Depois do processo de privatização, o número de fusões e aquisições intensificou-se no setor, determinando grandes mudanças societárias, principalmente dentro do consórcio Fertifós, que havia adquirido a Fosfértil e, por meio desta, a Ultrafértil (TAGLIALEGNA et al, 2001). No Gráfico 04, pode-se observar a concentração do capital social da Fertifós com as empresas Bunge e Cargill.

Gráfico 04- Evolução da participação dos grupos econômicos no capital social da Fertifós. Fonte: Zylbersztajn et al. (2002).

Quando o consórcio Fertifós foi formado, era composto pelas seguintes empresas com suas respectivas participações: IAP (23,07%), Manah (23,07%, Solorrico (23,07%), Fertibrás (12,76%), Fertiza (10%), Takenaka (6,17%) e outras (1,89%). Com a aquisição pelo Grupo Bunge da IAP e Manah e pela Cargill da Solorrico e Fertiza, a Bunge passa a deter 52,3% da Fertifós, a Cargill 33, 07%, a Fertibrás 12,76% e outras 1,89% (TAGLIALEGNA et al, 2001).

Ainda segundo esses autores, a composição societária da Fosfértil não se alterou após o processo de privatização. A Fertifós continua sendo a maior acionista da Fosfértil, com 69,88% do capital social, seguidas pela Companhia Vale do Rio Doce, com 10,96%, pelo Banco Sul América com 4,36%, pela Fertibrás com 4,30%, pela Benzenex S/A Adubos, com 2,86%, e por outros acionistas pequenos, que juntos totalizam 7,64% de participação. No que se refere à Ultrafértil, 100% das ações desta pertencem à Fosfértil.

Além das aquisições que provocaram alterações no controle societário da Fertifós, houve outras, como a aquisição da Fertisul e da Elequeiróz Fertilizantes, respectivamente, em 1997 e em 1998, pela Serrana. Em 2000, a Trevo foi adquirida pela Norsk Hydro e a área de fertilizantes da Basf pela empresa K+S.

No que se refere ao ambiente tecnológico, à tecnologia de extração de matérias-primas e elaboração de produtos intermediários, de fertilizantes básicos e misturas foi amplamente difundida. Assim, há vários anos, pode-se perceber que não há inovações, principalmente em produtos no setor. Apesar disso, as fases de prospecção e pesquisa geológica e tecnológica que antecedem a extração mineral

de uma jazida são importantes, pois cada depósito é único e apresenta uma série de especificidades (KULAIF, 1999). Ainda segundo esse autor, as empresas do setor implementaram mudanças tecnológicas após as privatizações, visando a melhorar o aproveitamento das jazidas.

Com relação ao ambiente organizacional, há várias organizações de interesse privado (OIP) representando os diversos segmentos da cadeia produtiva de fertilizantes. Entre elas, podem-se mencionar a ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos), AMA (Associação dos Misturadores de Adubo), SIACESP (Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas do Estado de São Paulo), SIMPRIFERT (Sindicato de Matérias-Primas para Fertilizantes), entre outros sindicatos estaduais. Estas OIP atuam como provedores de informações e representam os seus segmentos, buscando promover mudanças institucionais, como, por exemplo, em relação ao sistema brasileiro de defesa da concorrência (ZYLBERSTAJN et al., 2002).

Com base nesses autores, os produtores rurais são representados por associações mais generalistas que defendem os interesses da agricultura em geral. Existem os sindicatos ligados ao MT, as federações que reúnem os sindicatos e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Outras entidades, como a Sociedade Rural Brasileira, também representam à agricultura como um todo.

Benzer Belgeler