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I- GENEL BİLGİLER

4. İnsan Kaynakları

A previsão de recalques em fundações profundas é um problema complexo, influenciado por uma série de fatores, principalmente por: características geométricas das estacas, características de resistência e deformabilidade do solo circundante e da estaca, mecanismos de transferência de carga, dentre outros.

Tomando por base o trabalho de Silveira (2014), foram utilizadas as seguintes variáveis de entrada do modelo:

 T = tipo de estaca;

 L = comprimento da estaca (m);  D = diâmetro da estaca (m);

 NF = número representativo dos valores de NSPT ao longo do fuste da estaca

(golpes/30cm);

 NP = NSPT na ponta da estaca (golpes/30cm);

 d = profundidade da camada de influência da carga em relação a ponta da estaca (m);

 Arg = fator representativo das camadas de solo argiloso ao longo do comprimento da estaca (m/m);

 Sil = fator representativo das camadas de solo siltoso ao longo do comprimento da estaca (m/m);

 Ar = fator representativo das camadas de solo arenoso ao longo do comprimento da estaca (m/m);

 P = carga aplicada na estaca (kN).

Nesta pesquisa foram estudadas quatro formas diferentes de consideração dos resultados do ensaio SPT ao longo do fuste da estaca. A variável denominada NF foi calculada como a soma, a média aritmética, a soma ponderada e a média ponderada dos valores de NSPT

ao longo do fuste da estaca.

Com as variáveis de entrada apresentadas foram trabalhados modelos onde a variável de saída fosse o recalque da fundação profunda ().

Conforme indicado na Tabela 3.6, para o desenvolvimento dos modelos, as variáveis de entrada T, L, D e P foram obtidas nas provas de carga estáticas, e as variáveis NF, NP, d, Arg, Sil e Ar foram obtidas através de sondagens à percussão SPT, e a variável de saída nas provas de carga estáticas.

Tabela 3.6 – Aquisição dos dados utilizados no modelo

Variável Tipo Aquisição

T

Entrada

Prova de Carga Estática

L Prova de Carga Estática

D Prova de Carga Estática

NF Sondagem à Percussão

NP Sondagem à Percussão

d Sondagem à Percussão

Arg Sondagem à Percussão

Sil Sondagem à Percussão

Ar Sondagem à Percussão

P Prova de Carga Estática

 Saída Prova de Carga Estática Fonte: Araújo, 2015

A variável tipo da estaca (T) foi escolhida, pois, cada tipo de estaca apresenta mecanismos de transferência de carga entre o solo e o elemento estrutural diferentes, os quais são função do processo executivo da estaca, do seu material constituinte e de sua interação com o solo circundante. Na Tabela 3.7 são apresentados os valores que representam cada tipo de estaca na modelagem.

Tabela 3.7 – Valores para a variável tipo de estaca (T)

Fonte: Araújo, 2015

As variáveis comprimento (L) e diâmetro (D) da estaca representam a inércia do elemento estrutural, além levar em conta o mecanismo de transferência de carga ao longo fuste e na ponta da estaca. Para as estacas cravadas metálicas que não possuíam seção circular, foi calculado o diâmetro equivalente segundo a Equação 3.1:

(3.1) Onde:

D= diâmetro equivalente;

A e B = dimensões da seção do perfil (Figura 3.25)

Tipo de estaca (T) Valor

Hélice contínua 1 Cravada metálica 2 Escavada 3  B A D  4 .

Figura 3.25 – Seção transversal para estacas cravadas metálicas

Fonte: Araújo, 2015

As variáveis NF e NP foram introduzidas por serem uma forma de representar a resistência a deformabilidade do solo. O índice de resistência penetração (NSPT) obtido através

da sondagem a percussão é utilizado para definir NF e NP, e leva em consideração a compacidade/consistência do solo, que influenciam diretamente os recalques sofridos pelo solo quando submetido a uma carga.

Para a variável NF foram estudadas quatro formas diferentes de cálculo, apresentadas a seguir:

 Somatório de NSPT ao longo do fuste: método de cálculo adotado por Silveira

(2014), apresentada na Equação 3.2.

(3.2) Onde:

NSPT = índice de resistência à penetração ao longo fuste, em golpes/30 cm;

NP = valor de NSPT na ponta estaca (Figura 3.26).

 Média aritmética simples do NSPT ao longo do fuste: conforme apresentada na

Equação 3.3.

(3.3)

Onde:

n = quantidade total de NSPT ao longo do comprimento da estaca.

 Soma ponderada do NSPT ao longo do fuste: A transferência da carga aplicada na

estaca para o solo é não uniforme ao longo do fuste. Conforme apresentado no

  N NP NF SPT 1   

n NP N NF SPT

trabalho de Murthy (2002), maior parte da carga é transferida através do atrito lateral no topo da estaca. Por isto, foram adotados pesos para os NSPT ao longo

do fuste da estaca, conforme indicados na Equação 3.4 e na Figura 3.26. Cada um dos NSPT da primeira metade do comprimento da estaca receberam pesos de

0,6, os NSPT correspondentes a 25% do comprimento da estaca consecutivos ao

anterior receberam pesos de 0,3, e os NSPT consecutivos ao anterior e

desconsiderando NP, receberam pesos de 0,1.

(3.4) Onde:

S1 = somatório dos NSPT correspondentes a primeira metade do comprimento da

estaca;

S2 = somatório dos NSPT correspondentes a 25% do comprimento da estaca,

sendo estes consecutivos ao anterior;

S3 = somatório dos NSPT restantes consecutivos ao anterior, desconsiderando NP.

Figura 3.26 – Determinação da variável NP e cálculo da variável NF

Araújo, 2015

 Média ponderada do NSPT ao longo do fuste: conforme apresentada na Equação

3.5 e na Figura 3.26. 1, 0 . 3 , 0 . 6 , 0 . 2 3 1 S S S NF   

(3.5)

Onde:

n1 = quantidade dos NSPT correspondente ao peso de 0,6;

n2 = quantidade dos NSPT correspondente ao peso de 0,3;

n3 = quantidade dos NSPT correspondente ao peso de 0,1.

A variável d foi escolhida por influenciar na deformabilidade do solo. Silveira (2014) adotou d como a distância entre a ponta da estaca e a camada incompressível, e para casos onde não houve progressão do ensaio SPT até a camada incompressível, a variável d foi adotada como o dobro do diâmetro da estaca (2.D).

A adoção de d = 2.D apenas para casos que não se sabe a distância até a camada incompressível, pode acarretar na adoção de diferentes valores de d para uma mesma estaca, que dependerão do prosseguimento do ensaio SPT. Isto ocorre para estacas onde a camada incompressível esteja a uma distância maior que 2.D da ponta da estaca, pois, caso o ensaio SPT prossiga até a camada incompressível o valor adotado será um d > 2D, já caso o ensaio encerre antes de atingir-se esta camada, o valor adotado será um d=2.D.

Neste trabalho, para sondagens à percussão que não progrediram até a camada incompressível, e quando esta encontra-se a uma distância da ponta da estaca maior que duas vezes o diâmetro da estaca, a variável d foi adotada como o dobro do diâmetro da estaca, conforme indicado na Figura 3.27. Desta forma (Equação 3.6):

(3.6)

A escolha de adotar d igual a duas vezes o diâmetro da estaca, quando não for atingida a camada incompressível no ensaio SPT, ou quando esta estiver a uma distância maior que duas vezes o diâmetro da estaca, foi feita com base no conceito de bulbo de tensões. Segundo Niyama et. al (1998), o bulbo de pressões, ou de tensões, é a denominação dada à região abaixo da base da fundação, dentro do qual os valores significativos de tensões são induzidos ao subsolo. Tensões inferiores a 10% da aplicada pela fundação são geralmente desconsideradas para os problemas práticos. O bulbo de tensões atinge profundidades da ordem de 1,5 a 2,5 vezes a largura da área carregada, dependendo da geometria do elemento de fundação. Para esta pesquisa foi adotado o valor de 2,0.

1, 0 . 3 , 0 . 6 , 0 . 1, 0 . 3 , 0 . 6 , 0 . 3 2 1 3 2 1 n n n S S S NF      D d se adota D d Se d d se adota D d Se . 2 . 2 . 2        

A camada incompressível foi definida como a camada onde NSPT foi igual a 40,

sabendo que em todas as sondagens foi adotado para o parâmetro NSPT o valor máximo igual a

40 golpes/30 cm. Para a previsão dos recalques das estacas utilizando o modelo deste trabalho, nos casos em que NSPT for maior que 40 golpes/30 cm, este valor deve ser adotado.

É importante ressaltar que, algumas vezes, pode ocorrer nos resultados do ensaio de sondagem à percussão SPT, que em um metro consecutivo a ponta da estaca, a sondagem apresente NSPT maior que 40 e nos metros seguintes os valores de NSPT sejam menores que este

valor. Neste caso, não foi atingida a camada incompressível no ensaio, devendo-se observar com cuidado os valores adotados para a variável d.

Figura 3.27 – Definição da variável d

Fonte: Araújo, 2015

O recalque em estacas também é influenciado pelos diferentes tipos de material que constituem o solo (argila, silte e areia). Utilizar as variáveis Arg, Sil e Ar é uma forma de considerar o comportamento de cada tipo de solo quando submetido a um carregamento e a influência da estratigrafia no mecanismo de transferência de carga.

Os valores das variáveis Arg, Sil e Ar foram determinados analisando os relatórios de sondagem à percussão e verificando a estratigrafia do solo ao longo do fuste da estaca (Figura 3.28), utilizando as Equações 3.7, 3.8 e 3.9.

Para camadas constituídas por mais de um tipo de solo, como por exemplo argila arenosa, foi utilizado para definição da variável o solo predominante, neste caso a argila.

Figura 3.28 – Estratigrafia do solo

Fonte: Araújo, 2015

(3.7)

(3.8)

(3.9)

Onde:

∑ Largila = somatório das espessuras das camadas de solo argiloso em contato com

fuste da estaca;

∑ Lsilte = somatório das espessuras das camadas de solo siltoso em contato com fuste

da estaca;

∑ Lareia = somatório das espessuras das camadas de solo arenoso em contato com

fuste da estaca.

L L Arg

argila

L L Sil

silte L L Ar

areia

As variáveis carga aplicada P e o recalque medido () foram diretamente obtidas nos relatórios dos ensaios de provas de carga estática. Acrescentar a carga aplicada como uma variável de entrada permite ao modelo proposto calcular recalques para quaisquer valores, assim como conhecer o comportamento da curva carga x recalque.

Benzer Belgeler