3. Yöntem ve Gereçler
4.2. Çalışma Grubunun Değerlendirilmesi
4.2.11. İnfluenza aşısı yaptırma oranları
A legitimidade – ou ilegitimidade – das respostas do sistema político às demandas configuradas como inputs e withinputs nos remete à necessidade de identificação dos atores políticos envolvidos nesse processo. Rua (1997) relaciona uma diversidade de atores, públicos e privados. Dentre os atores públicos, se diferenciam, por sua vez, os políticos e os burocratas. Os atores políticos o são por força de mandatos eletivos o que faz com que sejam condicionados pelo jogo eleitoral e pelo pertencimento a partidos políticos. Os burocratas se definem pela ocupação de cargos na máquina estatal, controlando insumos de autoridade, de capacidade técnica e de informação. Em função de possuírem clientelas setoriais e de fomentarem projetos políticos pessoais ou institucionais, é comum a disputa, não só entre políticos e burocratas, mas, também, entre burocracias de diferentes setores do governo.
Os empresários se destacam entre os atores privados por motivos óbvios: afetam diretamente a economia do país pela influência que podem exercer sobre as atividades produtivas e, em decorrência, sobre a oferta de empregos. Daí o grande poder de influírem sobre a definição de políticas públicas, ainda mais quando se constituem como atores coletivos. Se são capazes de articular ação organizada ou dependendo ainda da importância estratégica dos setores onde atuam, os trabalhadores também se convertem em importantes atores sociais.
Outro ator de relevância nos processos políticos são os organismos internacionais que podem ser os agentes financeiros como o FMI e o Banco Mundial, ou organizações internacionais localizadas em países com os quais se
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estabelece importantes relações de troca14. Há de se considerar também a atuação, em escala global, dos chamados atores transnacionalizados, que concentram grande parcela de poder, particularmente no mercado financeiro e de telecomunicações, mas também no mercado criminoso de armas ou do narcotráfico.
E finalmente, Rua vai elencar o importante papel da mídia como agente formador de opinião e por isso com poder de mobilizar a ação dos demais atores.
Nós acrescentaríamos à análise de Rua o incipiente papel das organizações e associações da sociedade civil, manifesto concretamente pelo poder de colocar em disputa diferentes projetos de ação social. Por mais polêmica que seja a ação de associações desse tipo (Santos (1995), bem como Montaño (2002) alertam para o papel de ocultação dos défices da ação estatal, quando não do puro oportunismo financista, desempenhado por ONGs e outras associações da sociedade civil), nós defendemos aqui que o pertencimento a associações voluntárias pode vir a engrossar o que Schimidt (2004)) denomina cultura “pró-democrática”, determinante para a diferenciação qualitativa da relação entre a sociedade civil e o Estado.
A identificação dos diversos atores envolvidos no processo político serve para reforçar o que Fábio Wanderley Reis considera como “mercado político” e para a reavaliação da idéia de “interesse”, definido, genericamente, como a “afirmação de si”, em sentido habermasiano:
Assim entendida, a idéia de interesse se articula diretamente com as idéias de interação estratégica e de poder – e a categoria do mercado, tomado como o locus do jogo dos interesses, não tem porque restringir-se à esfera econômica. Na verdade, a referência a “interesses”, “estratégia” e “poder”, e às afinidades entre eles, redunda em fornecer o critério fundamental para uma definição analítica da própria política como tal, que teria a ver com a ocorrência da interação estratégica e da busca da “afirmação de si” ou do poder entre indivíduos e coletividades em qualquer contexto institucional ou
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Exemplos de ações decisivas de agentes internacionais podem ser comprovados pelo papel desempenhado pelo FMI na definição de políticas públicas de educação ou pela atuação da Anistia Internacional na questão dos desaparecidos políticos, ou ainda pela operações lideradas por organizações ecológicas internacionais na gestão de conflitos relacionados à preservação da Amazônia.
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social concreto e independentemente do conteúdo específico dos fins que possam ser objeto de conflito ou cooperação em uma outra esfera de interação (Reis, 1993:4 – grifo do autor)
No sentido proposto por Reis, a atividade política se consubstanciaria em arena das relações estratégicas ou de poder, não possuindo conteúdo próprio mas perpassando as relações sociais, refletindo, em primeiro lugar, a “base social” dos conflitos de qualquer natureza, mas também os centros potenciais ou efetivos de solidariedade mobilizáveis para a resolução de tais conflitos, além de instituir a forma organizacional em que conflitos e solidariedades se manifestam no nível a que se convencionou referir como “político - institucional”.
O autor vai demarcar sua posição denominando de “utopia realista” a idéia desse “mercado político” que, sendo fundado no princípio igualitário, ao menos de forma latente, “não deixa de ser o espaço de busca, mais ou menos áspera, dos interesses”, da “afirmação de si”, traduzida na interação entre indivíduos e coletividades, em qualquer contexto institucional ou social concreto.
Tendo como referência, portanto, essa idéia de política como estratégia de poder onde estão em jogo interesses conflitantes, e aceitando, como ponto de partida, a porção virtuosa dessa concepção, pode-se perguntar: de que forma esses interesses se materializam como “problemas políticos”, adentrando a agenda governamental para se transformar,efetivamente, em políticas públicas?
Rua (1997) considera ser necessário, para isso, que pelo menos uma das seguintes condições esteja presente:
1. capacidade de mobilização de ação política, seja em função das
proporções da ação coletiva formada por grandes grupos, seja em função da ação de pequenos grupos dotados de fortes recursos de poder, seja ainda pela ação de atores individuais estrategicamente situados;
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2. constituição de uma situação de crise, no limite, uma catástrofe ou
calamidade, onde o ônus de não se resolver o problema seja maior do que o de resolvê-lo;
3. quando um problema se configura como uma oportunidade, antevista
como vantajosa por algum ator relevante, de forma que o tratamento do problema represente ganhos de qualquer natureza.
A partir do momento em que deixa o “estado de coisas” para se transformar em problema político, com presença garantida na pauta de discussão dos governantes, é iniciada a formulação de alternativas, momento crucial do processo decisório uma vez que é aí que se manifestam, de forma mais ou menos explícita, os interesses e preferências dos atores, e instala-se o conflito. Preferência e alternativa de solução são, assim, pareadas segundo um cálculo de custo/benefício, isto é, das vantagens e desvantagens que podem ser auferidas pelos atores em relação a cada uma das alternativas propostas para solução do problema.
Tendo em vista as preferências e as expectativas de resultados, os atores se aliam ou acirram as disputas, numa dinâmica que pode seguir três padrões, segundo Rua: lutas, jogos e debates. O padrão ou estilo de interação tem a ver com o tipo de arena política formada, que por sua vez, se refere ao modelo de política pública que está em jogo. Cabe aqui, portanto, uma classificação das políticas públicas, segundo uma determinada tipologia, de maneira a que possamos pensar as formas com que as políticas públicas determinam estilos de interação correspondentes.
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