2.4. YOLSUZLUK NEDENLERİ
2.7.11. İncelenen Kamu Kurumunun Ödenek Kodlandırma Sistemi
Os resultados de caracterização dos materiais de partida indicaram que estes apresentam excelentes característica para serem utilizados como aditivos em grautes de cimento com diversas finalidades sem a necessidade de muito tratamento prévio.
Com relação à análise granulométrica, esta mostrou que todos os materiais estudados apresentam os diâmetros das partículas inferiores às apresentadas pelo cimento, conferindo aos materiais um bom efeito filler quando misturados ao cimento.
A reação pozolânica do cimento com os materiais de partida não ficou bem caracterizada através dos ensaios de difração de raios X, pois nas primeiras idades, essa reação não fica bem evidenciada.
O efeito filler dos materiais foi corroborada através dos ensaios de resistência das pastas contendo adições desses materiais, submetidas a 27 ºC durante o tempo de 24h, 48h e 7dias, que mostraram que a resistência à compressão aumentou em relação a pasta de referência.
O aumento da resistência mecânica à compressão pode ser explicado pelo preenchimento de vazios capilares (Efeito filler) que está relacionado com a redução da porosidade, fatores que influenciam de forma significativa na melhoria de desempenho das propriedades mecânicas da pasta de cimento.
Foi estudado a adição de cloreto de cálcio (CaCl2) ao graute, nas porcentagens
de 1%, 2%, 3% e 4%. O estudo mostra que a adição cloreto de cálcio funciona como um acelerador de pega até uma porcentagem de 3%, a partir desse valor, o cloreto de cálcio perde a função de acelerador de pega.
Quanto à nanossílica, pode-se observar que a adição de 0,10 gpc de nanossílica ao graute, apresentou um acréscimo de resistência mecânica de 23,05 psi, correspondente a 10,2% em relação ao graute sem a adição de nanossílica.
Quanto ao dispersante, pode-se observar que a adição de 0,02 gpc de dispersante (GLENIUM 51P) ao graute, apresentou um acréscimo de resistência mecânica de 45,45 psi, correspondente a 18,3% em relação ao graute sem a adição de dispersante. Isso
pode ser explicado devido a uma melhor hidratação das partículas de cimento, uma vez que a dispersão ocasiona um afastamento entre as partículas envolvidas na mistura.
De acordo com os resultados obtidos no Graute Offshore Piloto, observa-se que o teor de água livre é zero. Esse fato pode ser explicado em virtude da considerável área superficial do resíduo cerâmico de porcelanato e da sílica ativa, que absorve parte da água em excesso no processo de homogeneização.
O ensaio de ultra-som mostra que com 24 horas o graute apresenta uma resistência de 400 psi. O ensaio mostra, também, que o graute começa a ganhar resistência com 3 horas de ensaio, tempo suficiente para que a mesma seja bombeada em um poço
offshore, até uma profundidade de 400 metros.
O ensaio de resistência mecânica à compressão do graute offshore comprovou que os valores obtidos, comparados com os apresentados pelo ensaio de ultra-som são bem próximos, o que garante a confiabilidade quanto ao tempo em que o graute começou a apresentar resistência mecânica.
O resultado obtido com 24h de cura mostra que o graute apresenta uma resistência de 294,70 psi, bem próximo aos 300 psi, indicado para a liberação do poço para nova perfuração.
A técnica de difratometria de raios X se mostrou adequada para acompanhar qualitativamente a evolução das fases durante a hidratação dos grautes.
Com relação à portlandita (hidróxido de cálcio), os resultados obtidos mostraram que houve um crescimento na intensidade dos picos em relação à idade ensaiada.
Com relação à Gismondina, os resultados obtidos mostram que a intensidade do pico permaneceu constante, em relação à idade ensaiada.
Com relação ao C-S-H, os resultados mostraram a presença de duas fases amorfas entre 2θ entre 30 e 40º, no qual houve uma redução na intensidade dos picos e duas fases cristalinas, 2θ entre 45 e 50º, no qual houve um crescimento na intensidade dos picos, em relação à idade ensaiada.
Essa intensidade no pico do C-S-H com 24 h, em torno de 400 e 500 cps pode ser explicado devido a formação de uma membrana semipermeável que se forma após o contato do cimento com a água, através da dissolução do gesso e o início precoce da hidratação dos silicatos de cálcio.
Por serem os íons de silicatos pouco móveis, o crescimento do C-S-H fica limitado às vizinhanças do envelope inicial dos grãos anidros. Durante essa fase, ocorrem alguns mecanismos complementares, no qual há a formação da portlandita, o que explica o aumento na intensidade desses picos.
O uso da sílica ativa e do resíduo cerâmico de porcelanato mostraram-se muito eficientes, quando utilizadas nas quantidades estudadas, resultando numa melhora significativa em relação à resistência mecânica.
O Graute Offshore piloto composto com 7% de sílica ativa, 7% de resíduo cerâmico de porcelanato, 3% de CaCl2, 0,10 gpc de nanossílica e 0,02 gpc de dispersante, foi
o graute que apresentou melhor desempenho quanto à resistência mecânica com 24 horas de cura a 4ºC. O mesmo apresentou uma resistência mecânica de aproximadamente 300 psi, resistência essa suficiente para a liberação do poço para uma nova perfuração, podendo este ser utilizado para a cimentação primária inicial de poços de petróleo em lâminas d’água superior a 500 m.
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