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İncebarsak histopatolojik hasar skoru (Chiu skoru)

3 Subepiteliyal ayrılmaların büyük oranda gözlenmesi, villus boyunca mukozal epitelin yoğun olarak yukarı doğru itildiği villus uçlarında deformasyonlar

4.3 İncebarsak histopatolojik hasar skoru (Chiu skoru)

O primeiro aspecto a ser considerado na definição da metodologia de qualquer pesquisa científica é a perspectiva filosófica que sustenta a abordagem epistemológica utilizada. Historicamente, as pesquisas no campo da ciência da informação e em sistemas e tecnologias da informação, entre as quais se insere o tema de e-governo, foram dominadas por uma perspectiva epistemológica positivista com foco em métodos quantitativos (WALSHAM,

1995). O mesmo autor destaca que a visão positivista é marcada pela clara separação entre fatos e valores, com foco na visão de que o conhecimento científico se restringe ao levantamento e estudo dos fatos. Há uma clara separação entre o sujeito (pesquisador) e o objeto (sistemas de informação).

Contudo, em anos recentes, há um crescente debate na comunidade científica sobre a aplicabilidade e completude dos métodos positivistas para o estudo das ciências sociais (MINGERS, 2001). A área da ciência da informação não foge a essa realidade e tem sido alvo de discussões sobre os métodos mais apropriados para a realização de pesquisas. A tecnologia não estabelece apenas impactos técnicos, possui reflexos sociais nos contextos em que é aplicada. De acordo com Walsham (1995) e Mingers (2001), é possível observar uma mudança nas políticas editoriais de jornais e revistas de tecnologia da informação. Eles passaram progressivamente a focar tanto as vertentes positivistas como abordagens interpretativistas baseadas em estudos qualitativos. A perspectiva interpretativista parte do pressuposto que a realidade é socialmente construída pelos atores nela envolvidos e, dessa forma, é impossível a separação completa entre fatos e valores, como no paradigma positivista (WALSHAM, 1995).

A abordagem epistemológica interpretativista assume como pressuposto o fato de os indivíduos possuírem liberdade para interpretar fatos e valores observados no campo de pesquisa. Dessa forma, suas conclusões devem ser vistas como leituras ou percepções do contexto, e não como uma verdade plenamente objetiva levantada pelo pesquisador. Para Gephart (2004), a abordagem interpretativista possibilita a compreensão da interação dos atores sociais com os diversos artefatos tecnológicos em dado contexto a partir da interpretação adotada pelo pesquisador. Em trabalho de referência, Orlikowski e Baroudi (1991) consideram que o uso de uma perspectiva filosófica interpretativista é ideal nos casos em que o pesquisador deseja aprofundar seu entendimento sobre dado fenômeno no contexto em que ele ocorre. O foco está tanto na frequência com que os fenômenos acontecem quanto em regularidades estatísticas e num recorte aprofundado do objeto de estudo.

Para Mingers (2001), a motivação dos pesquisadores para diversificarem posturas epistemológicas no estudo de sistemas e tecnologias da informação explica-se porque o estudo de TIC é muito mais que o desenvolvimento e a análise de sistemas e componentes informatizados. A tecnologia da informação se tornou componente vital das sociedades modernas. Dessa forma, não se restringe a um conjunto de artefatos tecnológicos, mas provoca impactos na vida, em organizações e na própria sociedade. Tome-se como exemplo a

nova economia baseada no conhecimento e a nova sociabilidade fomentada pelas comunidades virtuais na internet (EISENBERG e CEPIK, 2002). É fato que as TIC passaram a ser objeto de estudo interdisciplinar, envolvendo áreas de conhecimento como a ciência da informação, a tecnologia da informação, economia, sociologia, matemática, linguística e semiótica, entre outras, que possuem tradições de pesquisa diferenciadas. Para Walsham (1995), as abordagens interpretativistas são importantes para auxiliar a compreensão do complexo contexto que envolve a implementação de tecnologias da informação e comunicação, envolvendo políticas, gestores, usuários, profissionais de tecnologia e outros aspectos que ultrapassam a dimensão estritamente técnica das TIC. Tal fato coloca os estudos de tecnologia da informação e comunicação em posição similar aos estudos de outras áreas em teoria das organizações também caracterizadas pela pluralidade de paradigmas epistemológicos. Vale ressaltar que o desenvolvimento de uma postura epistemológica interpretativista para os sistemas de informação não é livre de controvérsias, e existe contínua discussão entre o seu mérito em oposição à lógica positivista (WALSHAM, 1995).

Uma coisa é certa: os paradigmas positivistas e interpretativistas se encontram em pólos opostos. Entretanto, Mingers (2001) advoga a necessidade de rompimento com essa polarização ou esse divórcio de paradigmas epistemológicos nos estudos de sistemas e tecnologia da informação. A esse respeito, Walsham (1995) afirma que, embora haja diferenças epistemológicas e ontológicas entre as duas abordagens, há muitos pontos de concordância entre diversos estudos que utilizam as duas tradições científicas. Ao invés de pensar no isolacionismo, Mingers (2001) propõe a utilização de uma abordagem conjugada, pois a utilização de diferentes abordagens filosóficas e métodos permitem

(...) o foco em diferentes aspectos da realidade e dessa forma o entendimento mais rico sobre os tópicos da pesquisa combinando diversos métodos em uma única pesquisa ou programa de pesquisa. Essa posição é utilizada em diversos estudos de sistemas e tecnologias da informação de um amplo conjunto de autores (....) (MINGERS, 2001: 241).

Para Mingers (2001), alguns pontos são fundamentais e justificam a utilização de perspectivas epistemológicas conjugadas no campo dos sistemas e das tecnologias da informação:

a) é desejável e possível conjugar métodos de pesquisa diferenciados para promover a riqueza e a confiabilidade dos resultados;

b) acreditar que o mundo deve se conformar a apenas um paradigma é uma falácia epistemológica, pois limita as coisas à forma e maneira com as quais o conhecimento é construído em tal paradigma (MINGERS, 2001). Dessa forma, a conjugação de perspectivas filosóficas é importante, já que abre espaços para o dissenso e o consenso ao mesmo tempo. Por meio de uma abordagem conjugada, é possível reunir o que há de melhor em filosofias de pesquisa distintas;

c) é possível utilizar métodos de pesquisa desconectados de seus paradigmas epistemológicos e utilizá-los de forma crítica e construtiva num novo contexto. Exemplo disso é que o uso de métodos quantitativos não precisa necessariamente estar associado a uma visão positivista do mundo;

d) diferentes paradigmas epistemológicos usados conjuntamente são capazes de promover distintas perspectivas ou insights sobre a realidade.

Diante da realidade exposta sobre a importância de métodos do uso de abordagem quantitativas e qualitativas de forma contemplar afirma que o presente trabalho adotou uma perspectiva epistemológica conjugada. Dessa forma, espera-se apreender com maior precisão a complexidade do fenômeno do governo eletrônico. Como agenda ainda recente de pesquisa, ele demanda abordagens metodológicas mais robustas.

Apresentar-se-á o detalhamento do método, das técnicas de coleta e análise dos dados nos itens restantes da Parte III.

Benzer Belgeler