BÖLÜM 1: BELAGAT İLMİNDE HABER VE İNŞÂ
1.2. İnşâ Üslûbu
1.2.1. İnşâ-i Talebî
As estimativas de emissão de HCNM e NOx em Araraquara estão sintetizadas na Tabela 9. Esses resultados representam as principais fontes de emissão urbana e da atividade canavieira em 2011 e durante a safra de cana-de-açúcar (2011/12), respectivamente.
As estimativas de emissões de HCNM e NOx da atividade canavieira se mostraram coerentes em comparação aos dados de inventários de poluição atmosférica da CETESB (CETESB, 2012), onde HCNM tem contribuição menor do que NOx.
A combustão da palha apresentou a maior contribuição para as emissões de NOx em relação às fontes da cana-de-açúcar. Esse processo é significativo na queima dos canaviais, porém está sob controle, no estado de São Paulo segundo Lei 11.241/02, onde, até 2031, toda queima em canaviais será eliminada.
As queimadas urbanas apresentaram as menores emissões de HCNM e NOx, fato que está diretamente relacionado ao pequeno volume desse combustível em relação aos demais, segundo Tabela 10.
Em Araraquara, as queimadas urbanas predominaram em 2011 nos meses de junho, agosto e setembro, com máximas em agosto, como pode- se observar na Figura 57. E espacialmente, elas ocorreram com maior frequência nas periferias da cidade e foram mais intensas na região norte. As máximas de ozônio, por sua vez, ocorreram em 2011 no mês de
setembro com maiores concentrações no Norte do município.
As emissões atmosféricas urbanas superaram as emissões da atividade canavieira onde a frota veicular apresentou a maior contribuição para as emissões de precursores de ozônio, sendo ligeiramente maiores para as emissões de HCNM. Porém, em termos de proporção, a atividade canavieira mostrou-se com grande potencial para as emissões dessas substâncias.
Essa afirmação está mais evidente na Figura 58 onde observa-se, em relação às emissões de HCNM, que a estimativa tanto da combustão da palha quanto das emissões urbanas são equivalentes. Essa configuração é distinta quando trata-se das emissões de NOx, onde as emissões de veículos pesados, da indústria de sucocítrico e da queima do bagaço e da palha apresentam contribuição significativa para as emissões de NOx.
Tabela 9: Estimativa de emissão atmosférica de fontes da atividade canavieira e urbanas de Araraquara, SP, em 2012.
Fonte de Emissão Emissão 1000 t safra-1 (2011- 2012)
Combustão: HCNM NOx Emissões da atividade canavieira Veículos pesados* 0,020 0,317 Bagaço 0,011 0,473 Palha 0,466 0,535 Subtotal 0,497 1,325 Emissão 1000 t ano-1 (2011) Emissões Urbanas HCNM NOx Queimadas urbana 0,003 0,003 Frota veicular ** 0,560 3,220
Sucocitrico Cutrale Ltda*** <0,01 0,365
Subtotal 0,563 3,588
TOTAL 1,060 4,913
*Correspondem aos veículos à óleo diesel utilizados na agroindústria canavieira **Segundo CETESB (2012)
**Corresponde a média das estimativas dos relatórios de qualidade do ar da CETESB de 2008 e 2009 (CETESB, 2008, 2009). Nos relatórios de 2010 e 2011 essa estimativa está agregada às cinco fontes fixas da cidade, portanto não foi possível conhecer sua participação individual.
Figura 57: Área de queimadas urbanas por mês no ano de 2011 em Araraquara.
Tabela 10: Fator de emissão e quantidade de combustível na atividade canavieira e queimadas urbanas em Araraquara, SP em 2011.
Fator de Emissão (g kg-1) Fontes de emissão Quantidade de
Combustível 106 kg HCNM NOx Óleo diesel 5,30 0,73 – 3,02 21,23 – 47,56 Bagaço 788 0,60 0,06 Palha 137 3,40 1,50 Queimadas urbanas 1,33 3,40 3,90
4.5.1.2 Avaliação das incertezas de emissão
Incertezas são intrínsecas à estimativa de emissão e devem ser minizadas para garantir credibilidade dos resultados. Por isso, identificou- se como principais fontes de incertezas na estimativa apresentada anteriormente: fatores de emissão, frota de veículos e mudança de metodologia do inventário da CETESB. Como não foi possível atenuar as imprecissões da estimava de emissões desta pesquisa, recomenda-se a minização dessas incertezas em possível reprodução dessa estimativa.
Fatores de emissão: os fatores de emissão publicados pela US EPA, AP-42 Compilation of Air Pollutant Emission Factors, não apresentam intervalo de incerteza ou desvio-padrão, mas são avaliados de acordo com sua qualidade e representatividade da fonte (US EPA, 1995). A avaliação da qualidade está relacionada com a confiabilidade dos dados básicos de emissão que compõem o fator e a avaliação da representatividade da fonte com a reprodução do fator com base na qualidade de testes ou informação da fonte e na qualidade do fator em representar a fonte de emissão (US EPA, 1995). A classificação das avaliações dos fatores de emissão da AP-42 são apresentadas a seguir:
Avaliação da qualidade dos dados: A: suficientes para validação
B: deficientes para validação
C: deficientes na quantidade de informação prévia
Avaliação da representatividade da fonte dos dados: A: excelente B: acima da média C: médio D: abaixo da média E: “pobre”
Os fatores de emissão utilizados nesta pesquisa segundo AP-42 foram avaliados em função da representatividade da fonte, o fator de emissão do NOx na queima do bagaço é “C” e o fator de emissão da madeira, para estimativa de emissão dos COV da queima do bagaço, é “D”.
Os demais fatores de emissão foram utilizados segundo ANDREAE e MERLET (2001) e MMA (2010).
ANDREAE e MERLET (2001) apresentaram fatores de emissão para larga variedade de espécies químicas emitidas por meio da queima de biomassa com base na análise de 130 publicações. Os fatores de emissão foram estimados considerando a média de três ou mais valores, de referências distintas, e calculando seu desvio-padrão. Para valores com apenas uma mensuração, assumiram que a incerteza não é menor que um fator de 3 (ANDREAE e MERELET, 2001).
A estimativa de emissão da queima da palha da cana e vegetação urbana foram estimados segundo ANDREAE e MERLET (2001), onde HCNM e NOx apresentam fatores de emissão com desvios-padrão relativo de 29,4% e 61,5% respectivamente.
Fatores de emissão, segundo MMA(2010,) foram utilizados para estimativa de emissão de veículos à óleo diesel. Esses fatores foram determinados em ensaios de homologação segundo os ciclos estabelecidos nas normas técnicas ABNT - NBR 14489 e ABNT - NBR 15634 e estão publicados no relatório de qualidade do ar da CETESB em 2009 (CETESB, 2010). Segundo MMA (2010), consideraram-se as seguintes condicionantes para geração dos fatores de emissão: porte e tipo de veículo, tecnologia e equipamentos de controle de emissão empregados e tipo e características do combustível utilizado. Porém, apontam alguns pontos importantes para melhoria da qualidade dos fatores que não são considerados na formulação desses dados: condições de operação e condução, de manuntenção, climáticas e meteorológicas, ou seja, as condições de determinação dos fatores devem considerar condições reais de uso.
Frota de veículos: a estimativa de emissão da frota veicular de Araraquara tem como referência o relatório de qualidade do ar da CETESB 2011 (CETESB, 2012), segundo metodologia de MMA (2010), utilizando a frota veicular de 2010 como referência. Essa frota foi estimada com base em curvas de sucateamento teóricas considerando informações da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) e do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (SINDIPEÇAS) em substituição ao registro da frota informada pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), considerada superestimada em virtude do não cancelamento do registro de veículos
que deixaram de circular. MMA (2010) também apontam limitação das curvas de sucateamento na estimativa da frota circulante, pois consideram ideal a comparação entre a frota registrada e novos veículos licenciados pelo DENATRAN, mas descartam essa possibilidade em função da defasagem das informações da frota registrada por essa instituição. Portanto, se antes a estimativa da frota veicular estava superestimada agora, provavelmente, deve estar subestimada.
Mudança de metodologia do inventário da CETESB: a nova metodologia provocou a subestimação do inventário de emissão atmosférica em relação às publicações anteriores. Por exemplo, em 2008 e 2009 as estimativas de fontes móveis em Araraquara foram de 4,68 e 4,70 1000t/ano para HC e de 6,22 e 6,05 1000 t/ano para NOx; respectivamente. Nas publicações de 2010 e 2011, as estimativas foram de 0,56 1000 t/ano para HC e 3,22 1000 t/ano para NOx. A diminuição da estimativa de emissão alcançou cerca de 8 vezes para os HC e de 2 vezes para os NOx . Provavelmente, essa diferença deve estar relacionada à estimativa da frota veicular, pois as informações do registro de frota de veículos do DENATRAN foram substituídas por curvas de sucateamento teóricas baseadas em informações da ANFAVEA e SINDIPEÇAS.
Certamente ainda há outros pontos para diminuição das incertezas das emissões, apontamos apenas os mais relevantes e reforçamos a importância de aprimorar os dados para geração de estimativas.