• Sonuç bulunamadı

2. GEREÇ VE YÖNTEM

3.2. Histolojik Sonuçlar

3.2.2 İmmunohistokimyasal Bulgular

Como dissemos anteriormente, a escolha de um viés metodológico implica que o pesquisador reconheça qual o objetivo a que se propõe o seu trabalho, percebendo que as

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diferenças existentes entre as estratégias dos métodos se relacionam com as questões e os propósitos do estudo.

A pesquisa qualitativa está presente nas mais diversas disciplinas, tendo como característica um número variado de instrumentos metodológicos e de coleta de dados, o que resulta na riqueza de interpretações e na construção de sentidos e análise do objeto estudado. Apesar das críticas voltadas à subjetividade54 que a pesquisa qualitativa encerra e à questão da generalização55, as características presentes na metodologia qualitativa nos fornecem a possibilidade de realizar pesquisas mais profundas sob o fenômeno em questão (DENZIN e LINCOLN, 2000).

De acordo com Godoy (1995), a pesquisa qualitativa possui características básicas, a saber: a pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental; a pesquisa qualitativa é descritiva; o significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida é a preocupação essencial do investigador e os pesquisadores utilizam o enfoque indutivo na análise de seus dados. A partir destes tópicos fomos delineando o campo a ser estudado.

A escolha metodológica pelo viés qualitativo, assim como a realizada por Stefani (2015), Santos (2006) e Pereira (2014), deu-se pela necessidade de realizar uma análise mais detalhada sobre o estudo de caso, que concebeu uma visão mais próxima ao campo sobre as capacidades de governo na esfera participativa da urbanização do PAC Alvarenga e Conjunto Habitacional Três Marias. Além disso, o caráter do objeto estudado, a necessidade de trazer a fala dos entrevistados e suas interpretações sobre a intervenção à tona demandaram a escolha pelo viés qualitativo.

O viés teórico seguido pela autora também corroborou para a escolha do método qualitativo, uma vez há um preceito de originalidade ao observar a dimensão da participação em uma intervenção de urbanização integrada, que segue diretrizes do governo federal e se implementa no governo municipal, sob a ótica da administração pública, especificamente, o estudo sobre a capacidade de governo.

O trabalho desenvolvido é uma pesquisa qualitativa exploratória seguindo as características citadas por Godoy (1995), cujos meios de análise foram a revisão bibliográfica

54 A proximidade entre o sujeito e o campo pode comprometer o trabalho a ser realizado, caso este não tenha

rigor na realização da pesquisa.

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e o estudo de caso. Acrescentamos que a abordagem metodológica deste trabalho é indutiva, uma vez que os dados obtidos no campo, nas análises documentais e no levantamento bibliográfico nos conduziram à construção de nossas conclusões.

Este estudo foi delineado como uma análise interpretativista. Para Rodrigues (2004) o interpretativismo busca o conhecimento através dos fundamentos e das finalidades atreladas às ações dos indivíduos, na medida em que estes constroem a realidade social, ou seja, “o estudo interpretativista consiste, portanto, em desenvolver a compreensão da realidade social que os sujeitos experimentam” (RODRIGUES, 2004, p. 86). Dessa forma, o estudo de caso analisado requer que o pesquisador apreenda os comportamentos e acontecimentos, para tanto requer que ele se familiarize com o ambiente a ser estudado. A observação direta foi uma técnica que possibilitou a inserção da pesquisadora no campo.

Como dissemos acima, a escolha por um tipo de metodologia inicia-se quando o pesquisador reconhece quais são os objetivos e o propósito de seu estudo. Nesta dissertação, como expressado anteriormente, o objetivo é analisar quais são as capacidades de governo demandadas pelo processo participativo nos projetos de urbanização. Para este fim, seguimos a escolha de estudar um caso, a fim de obter maior densidade na análise, conforme analisa Rodrigues (2004):

Ao estudar um caso, temos uma experiência de aprofundamento em questões relevantes sobre o fenômeno ou sobre o comportamento das variáveis que se mostraram relevantes na formulação da questão de pesquisa e na revisão bibliográfica para composição do quadro teórico. (RODRIGUES, 2004, p. 130).

A partir dessa escolha, buscamos, através de ferramentas de pesquisa semiestruturadas, encontrar os dados referentes à questão que norteia esse trabalho. Escolhemos um caso único, devido às especificidades citadas na introdução e por seguir as características que Patton (2002) coloca ao diferenciar a análise qualitativa da quantitativa. Para o autor, a análise quantitativa busca diversas amostras e a maior abrangência possível, com o intuito de tornar seus dados válidos estatisticamente. Já a análise qualitativa volta-se a um número menor de amostras, objetivando conhecer e apreender questões centrais para o desenvolvimento do projeto.

O estudo de caso tem como característica explorar um sistema limitado ou um caso em profundidade, através de da coleta dos dados que se dá por diversas fontes de informação em

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um contexto determinado. Quando falamos em um sistema limitado nos referimos à esfera temporal e espacial em que se insere o objeto a ser estudado.

A opção por um caso único está fundamentada, também, na distinção feita por Stake (2000). De acordo com o autor, o estudo de caso caracteriza-se por seu interesse no caso individual e não pela forma como se estabelecem os métodos investigativos, os quais podem ser tanto qualitativos quanto quantitativos. O autor distingue três tipos de estudos de caso, que se relacionam à sua finalidade: o intrínseco, o instrumental e o coletivo. Concebemos esta pesquisa como o tipo instrumental, no qual o interesse no caso está em acreditar que ele pode ajudar na compreensão de uma teoria, ao conceder insights sobre o assunto ou para contestar uma determinada visão em voga. De uma forma geral, no estudo de caso instrumental, o pesquisador não possui interesse específico no caso, mas acredita que dele advirão dados e análises que serão úteis para seus objetivos.

Zanni et al (2011) salientam que a validade do conhecimento produzido pelo estudo de caso tem sido contestada, principalmente no que concerne à sua representatividade e generalização. Os autores evidenciam que há diversas formas de se realizar a generalização:

Casos únicos podem oferecer diferentes possibilidades de generalização, que não a empírica. Inicialmente, tem-se que a generalização pode ser feita pelo próprio leitor. Por meio da experiência vicária, permitida pela descrição densa, o leitor pode extrair as suas próprias generalizações, dentro do seu contexto e experiência pessoal. Na literatura, encontramos diferentes nomenclaturas para este argumento: generalização naturalística, generalização inferencial, generalização heurística ou transferibilidade. Outra valiosa contribuição dos casos únicos está ligada à possibilidade de generalização para a teoria. Isto significa que, por meio de um processo indutivo, é possível gerar ou transformar teorias. Este processo ocorre quando o caso permite articulações entre o contexto e os construtos, possibilitando novas construções teóricas. (ZANNI et al., 2011, p. 12).

Neste estudo de caso, o objetivo está voltado à contribuição de generalizações, tanto no que concerne à possibilidade de o leitor apropriar-se dos resultados obtidos e confrontá-los com sua realidade, uma vez que como já mencionado não temos pretensão de esgotar o tema nesta dissertação, quanto para realizar generalizações para a teoria, a partir de um viés indutivo, podendo formar novas contribuições teóricas.

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Benzer Belgeler