• Sonuç bulunamadı

Considerando que a execução de rotina de todos os testes mencionados, em todos os casos suspeitos de hepatite viral, e várias vezes em cada paciente, representam um gasto importante para os laboratórios clínicos procuramos verificar, por meio de análises de correlação múltipla se alguns desses testes não podem ser substituídos por outros no diagnóstico e acompanhamento de crianças com hepatite viral aguda pelo VHA. Essa análise permite também verificar associações entre os mecanismos que determinam os níveis séricos desses testes em diferentes momentos de evolução da doença.

O objetivo do trabalho é testar as seguintes hipóteses:

2.1. 1a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de BD e os níveis de um ou mais dos seguintes testes: BT, AST, ALT, FA e γGT, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

2.2. 2a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de BT e os níveis de um ou mais dos seguintes testes: AST, ALT, FA e γGT, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

2.3. 3a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de AST e os níveis de um ou mais dos

seguintes testes: BT, ALT, FA e γGT, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

2.4. 4a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de ALT e os níveis de um ou mais dos seguintes testes: BT, AST, FA e γGT, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

2.5. 5a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de γGT e os níveis de um ou mais dos seguintes testes: BT, AST, ALT e FA, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

3. CASUÍSTICA E MÉTODOS 3.1. Delineamento

3.1.1. 1a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de BD e os níveis de um ou mais dos seguintes testes: BT, AST, ALT, FA e γGT, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

VARIÁVEL DEPENDENTE – BD

VARIÁVEIS INDEPENDENTES - BT, AST, ALT, FA e γGT

3.1.2. 2a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de BT e os níveis de um ou mais dos seguintes testes: AST, ALT, FA e γGT, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

VARIÁVEL DEPENDENTE – BT

VARIÁVEIS INDEPENDENTES - AST, ALT, FA e γGT

3.1.3. 3a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de AST e os níveis de um ou mais dos seguintes testes: BT, ALT, FA e γGT, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação

quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

VARIÁVEL DEPENDENTE – AST

VARIÁVEIS INDEPENDENTES - BT, ALT, FA e γGT

3.1.4. 4a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de ALT e os níveis de um ou mais dos seguintes testes: BT, AST, FA e γGT, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

VARIÁVEL DEPENDENTE – ALT

VARIÁVEIS INDEPENDENTES - BT, AST, FA e γGT

3.1.5. 5a Hipótese

Em crianças, em diferentes momentos da evolução de uma hepatite aguda pelo VHA, os níveis de γGT e os níveis de um ou mais dos seguintes testes: BT, AST, ALT, FA e, considerados em conjunto, podem, por apresentarem correlação significativa, 1) sugerir ao clínico a mesma informação quanto a estarem alterados e 2) ter mecanismos de alteração relacionados entre si ou dependentes de outros fatores comuns.

VARIÁVEL DEPENDENTE – γGT

VARIÁVEIS INDEPENDENTES - BT, AST, ALT e FA

3.2. Casuística

Foram estudadas crianças atendidas no Ambulatório de Hepatologia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu no período de janeiro de 1991 a janeiro de 1998. Todas as crianças eram procedentes da zona urbana.

Destas foram selecionadas 87 crianças (45 meninos e 42 meninas com idades entre 1 ano e 4 meses – 15 anos) distribuídas em 5 grupos, dos quais tínhamos resultados de exames coletados em 5 intervalos de tempo, determinados a partir do início da icterícia: de zero a sete dias (G 0-7); de oito a quatorze dias (G 8-14); de quinze a 30 dias (G 15-30); de 31 a 60 dias (G 31-60) e maior que 60 dias (G >60).

Todas as crianças tiveram comprovação sorológica para hepatite A com positividade da pesquisa de anticorpos para VHA da classe IgM, através do método de Elisa da “ABBOTT LABORATORIES”.

Todas as crianças apresentaram história de icterícia com colúria e acolia fecal.

Em cada grupo, todas as crianças tinham a dosagem de bilirrubina total, aminotransferases (ALT e AST), FA e γGT, sendo que apenas para os grupos de 0-7 e 8-14 foram consideradas também a dosagem de BD, já que a partir desse período os valores de BD eram muito baixos e portanto imprecisos, em função do método utilizado para sua dosagem.

O G 0-7 correspondia a 18 crianças, sendo 9 do sexo masculino e 9 do sexo feminino, com média de idade de 5 anos e 11meses; desvio padrão = 2 anos e 6 meses; mediana = 5 anos 5 meses; valor máximo = 11 anos 5 meses e mínimo = 2 anos e 8 meses.

O G 8-14 correspondia a 15 crianças, sendo 7 do sexo masculino e 8 do sexo feminino com média de idade de 5 anos e 9 meses; desvio padrão = 2 anos e 3 meses; mediana = 5 anos e 6 meses; valor máximo = 10 anos ; valor mínimo = 1 e 11 meses.

O G 15-30 correspondia a 18 crianças, sendo 6 do sexo masculino e 12 do sexo feminino com média 8 anos e 1 mês; desvio padrão =3 anos e 3 meses; mediana = 9 anos e 1 mês; máximo = 11 anos e 1 mês e mínimo = 2 anos e 8 meses.

O G 31-60 correspondia a 18 crianças , sendo 13 do sexo masculino e 5 do sexo feminino com média de idade de 6 anos 9 meses; desvio

padrão = 3 anos 6 meses;mediana = 6 anos 6 meses; máximo = 15 anos e mínimo = 1 ano 4 meses.

O G >60 correspondia a 18 crianças, sendo 10 do sexo masculino e 8 do sexo feminino com média de idade de 6 anos e 7 meses; desvio padrão = 2 anos e 8 meses; mediana = 6 anos e 3 meses; máximo = 12 anos e mínimo = 2 anos e 3 meses.

3.3. Métodos Bioquímicos

As análises bioquímicas realizadas pelo Laboratório Clínico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu utilizam o aparelho “Autoanalizer – Technicon - XT” com os “kits” especificados a seguir:

3.3.1. Bilirrubina Direta

O método para dosagem da concentração da bilirrubina direta no soro utiliza o Sera Pak® da Bayer que pode ser obtido em duas apresentações de reagentes cujos códigos são 6686 com quatro frascos de 30 ml e 6654 com dois frascos de 125 ml.

a) Princípio do método: a bilirrubina direta (conjugada) reage em meio ácido com o ácido sulfanílico diazotizado formando um azocomposto de coloração azul. b) Amostra: Soro ou plasma.

c) Reativos:1. Nitrito sódico

1 A. Ácido sulfanílico/ HCl

d) Preparação da solução de trabalho: Para o “kit” 6686 adiciona-se 30 ml de Ácido sulfanílico/ HCl a um frasco de nitrito sódico até atingir a marca indicada no frasco, mistura-se bem até que estejam completamente dissolvidos. Para o “kit” 6654 procede-se da mesma forma com o respectivo volume.

e) Armazenamento e Estabilidade: A solução permanece estável se armazenada entre 2 a 8ºC, conforme o prazo de validade indicado, ou seja, por 4 semanas, desde que permaneça no recipiente original e protegida da luz. Entre 15 a 25ºC esse tempo se reduz para uma semana.

f) Procedimento: Prepara-se a solução para comparação adicionando-se 0,2 ml de amostra de soro ou plasma a 3,0 ml da solução 1 A (Ácido sulfanílico/ Ácido Clorídrico). Em outro frasco adiciona-se mais 0,2 ml do soro a solução de trabalho. Antes que se proceda a mistura das soluções com o soro, as mesmas devem estar em temperatura ambiente. Após misturadas, permanecem em repouso por 5 minutos, se a temperatura ambiente não exceder 37ºC e então procede-se a leitura comparando a absorbância da luz ao comprimento de onda de 570 nm entre os frascos com as soluções padrão e testada. Após a leitura utiliza-se a fórmula a seguir para obtermos a concentração sérica da bilirrubina direta:

Cálculo:

BD (μmol/L) = A (570 nm)x 248 sendo 17 μmol/L = 1 mg/dL

A= absorbância

Alguns cuidados adicionais devem ser tomados: as amostras devem ser recentes; protegidas da luz e de preferência não devem ter sofrido hemólise.

O método é linear até valores de bilirrubina direta de 15 mg/dL (256 μmol/L). Para valores mais altos as soluções deverão ser diluídas ao meio com solução fisiológica e o resultado obtido deverá ser multiplicado por 2.

Se as leituras não puderem ser realizadas a um comprimento de onda de 570 nm, deverão ser feitas calibrações ou uso de fatores de conversão.

O aparecimento de coloração amarelada na solução de trabalho não afeta os resultados.

3.3.2. Bilirrubina Total

A dosagem da concentração no soro da bilirrubina total também utiliza o jogo de reagentes Sera Pak® da Bayer com especificações 6685 para conjuntos de quatro frascos de 30 ml e 6653 para dois frascos de 125 ml. a) Princípios do Método: A bilirrubina total (conjugada e não conjugada) reage em meio ácido com o ácido sulfanílico diazotizado na presença de aceleradores, formando um azocomposto de cor azul.

b) Amostra: Soro ou plasma c) Reagentes: 1. Nitrito Sódico

1 A. Ácido sulfanílico/ HCl/ aceleradores

d) Preparação da solução de trabalho: Os reagentes são preparados da mesma forma como explicado para a bilirrubina direta, diferindo pela presença do acelerador .

e) Armazenamento e Estabilidade: A solução de trabalho tem a mesma estabilidade que a da BD entre as temperaturas de 2 a 8ºC, mas cai para três dias apenas quando em temperaturas entre 15 a 25ºC.

f) Procedimento: É o mesmo já explicado para BD utilizando os respectivos reagentes.

Cálculo:

BT (μmol/L) = A (570 nm) x 248

As observações já feitas para BD, também são válidas para BT sendo que quando seu valor ultrapassar 30 mg/dL (513 μmol/L) será necessária a diluição ao meio e conseqüente multiplicação do resultado por 2.

Após o tempo de reação sugerido (5 minutos) a cor permanece estável por pelo menos 5 horas.

Como o reagente contém uréia deve se levar em conta os potenciais problemas de contaminação em sistemas de multianálises seletivas caso a uréia seja dosada após a bilirrubina.

3.3.3. Fosfatase Alcalina

Para determinação da atividade sérica da FA é utilizado o conjunto de reagentes da marca Sera Pak® Fosfatase Alcalina Segun SCE da Bayer com “kits” com um frasco de 110 ml e 3 ou 9 frascos de 120 ml e tabletes do substrato. a) Princípio do Método: Trata-se de um método colorimétrico que mede a atividade de FA no soro, através de reação esquematizada a seguir:

p – nitrofenilfosfato FA p – nitrofenol + fosfato b) Amostra: Soro ou plasma

1 A. Substrato

d) Preparação das soluções de trabalho:

Solução 1: Conteúdo do frasco único (tampão) que está pronto para ser utilizado Solução 2: Corresponde a mistura de um tablete de substrato com 2 ml de tampão triturando-se com uma haste de vidro e misturando bem até sua completa dissolução.

e) Armazenamento e Estabilidade: A solução 2 é estável durante 1 mês se entre 2 e 8ºC e por apenas 2 dias entre 15 e 25ºC, se protegida da luz direta.

f)Procedimento: A solução 1 deve atingir a temperatura ambiente antes do uso e a solução 2 deve atingir 37ºC.

Pepita-se na cubeta de leitura 0,02 ml da amostra e 2 ml da solução 1, mistura-se e deixa-se a 37ºC durante 10-15 minutos. Adiciona-se 0,2 ml da solução 2, mistura-se mantendo-se a temperatura em 37ºC, faz-se a leitura da absorbância e acionando o cronômetro para repeti-la a intervalos iguais.

g) Cálculo: Calcula-se o valor médio entre as mudanças de absorbância por minuto (ΔA/min) sobre a região linear da curva e obtem-se a atividade da FA da amostra a partir dos valores, aplicando-os à fórmula:

FA (UI/L) = ΔA (405 nm/min) X 5968

h) Observações: Alguns cuidados devem ser tomados e em relação a temperatura também pode ser controlada em 30ºC com poucas modificações nas características da reação. Deve-se desprezar amostras hemolisadas. Para leituras realizadas a intervalos de 3 minutos se ΔA/min for maior que 0,250 (1492 UI/L) deve-se repetir o procedimento diluindo a amostra para 10 (0,1 ml de amostra + 0,9 ml de solução salina fisiológica) e depois multiplica-se o resultado por 10.

Todo material de vidro deve ser perfeitamente lavado para evitar qualquer traço de detergente que possa interferir com a atividade de enzima.

3.3.4. Alaninoaminotransferase (ALT)

Para determinação da atividade da ALT é utilizado o “kit” da Boehringer Mannhein ® disponível segundo as especificações:

MPR 2 – 1442520: 9 x 50 ml Baseado na recomendação do IFCC

a) Princípio do Método: O método baseia-se na reação representada a seguir: α-oxoglutarato + L-alanina L-glutamato + piruvato piruvato + NADH + H+ lactato + NAD+

b) Amostra: Soro e plasma, heparinizado ou plasma EDTA

c) Reagentes: 1. Tampão/Substrato (MPR1 30x2ml ou MPR2 – 9x50ml ) 1a. Enzima/coenzima (1x30 ou 1x45 tabletes de α-oxoglutarato) d) Preparo da solução de trabalho:

MPR 1: Dissolver um tablete em 2 ml do tampão. MPR 2: Dissolver cinco tabletes em 50 ml do tampão.

Após retirar os tabletes do respectivo frasco, tampá-lo firmemente.

e) Estabilidade: Após o preparo, a solução permanece estável por cinco dias se mantida entre 2 e 8ºC ou por 32 horas entre 15 e 25ºC.

f) Procedimento:

Pipeta-se 2 ml da solução preparada a temperatura de 30 ou 37ºC. Mistura-se 0,2 ml da amostra a ser verificada e despeja-se em um cubeta e em 1 minuto aciona-se o cronômetro fazendo-se a leitura da extinção (E) nesse instante e após 1, 2 e 3 minutos.

Faz-se a média da variação dessas leituras (ΔE/min) e aplica-se a fórmula conforme o comprimento de onda:

ALT (UI/L) = 3235 x ΔE (365nm/min) ALT (UI/L) = 1746 x ΔE (340nm/min) ALT (UI/L) = 1780 x ΔE (334nm/min)

g) Observações: Este método não se aplica para sistemas IBM/Hitachi nem para outros analizadores automáticos e os valores de referência mudam com o uso de PF para ativação do soro ou plasma.

Hemólise interfere com o teste .

A atividade no soro diminui 10% ao fim de 3 dias com temperaturas de 4ºC ou 17% com temperaturas de 20 a 25ºC.

ALT LDH

3.3.5. Aspartatoaminotransferase (AST)

Para a determinação da atividade da AST- Método UV otimizado (IFCC), sem PF, somente para uso “in vitro” da marca CELM.

a)Fundamento do método: Baseado no seguinte esquema reacional:

1-aspartato + α oxoglutarato oxalacetato + 1-glutamato Oxalaacetato + NADH + H+ malato + NAD+

O consumo de NADH, medido ao comprimento de onda de 340 nm, é proporcional a atividade de AST presente na amostra.

b) Amostra: Soro. A amostra e estável por até 3 dias entre 2-8oC. Hemólise discreta não interfere com o método.

c) Reativos fornecidos

1. Tampão: 01 frasco contendo 120 ml de tampão TRIS-HCI, pH 7,8. 2. NADH: 01 frasco contendo 2,5 ml de solução estabilizada de NADH. 3. MDH/LDH: 01 frasco contendo 2,5 ml de solução estabilizada de Malato

desidrogenase e Lactato desidrogenase em glicerol 50% (v/v).

4. α-oxoglutarato: 01 frasco contendo 2,5 ml de solução de α-oxoglutarato Os reativos são estáveis até a data de validade indicada na embalagem quando conservados 2-8oC

d) Procedimento

I- Preparação do reativo de trabalho pré-misturado: De acordo com o volume de trabalho, misturar os reativos 1, 2, 3 e 4 segundo as proporções estabelecidas a seguir:

Quantidade de reativos utilizados no preparo da solução de trabalho para 12 determinações:

Reativo 1 –12 ml Reativo 2 – 0,2 ml

Reativo 3 – 0,2 ml Reativo 4 – 0,2 ml

Homogeneizar por inversão suave. O reativo é estável por 15 dias conservado entre 2-8 0C e ao abrigo da luz.

AST MDH

-Procedimento a 30°C (37oC)

Em uma cubeta mantida e 30 (37oC), colocar 1,0 ml de reativo de trabalho, incubar 3 a 4 minutos e adicionar 100μl de amostra. Misturar imediatamente, disparando simultaneamente o cronômetro. Registrar as absorbância após 1, 2, 3, e 4 minutos. Determinar a variação de absorbância/min (ΔA/min), subtraindo cada leitura da anterior e calcular e média dos valores. -Procedimento a 25o C

Proceder da mesma forma como no item anterior, mantendo a cubeta a 250C e adicionando 200 μl de amostra.

II-Procedimento com reativos separados: -Procedimento a 30o C (37o C)

Em uma cubeta mantida a 30 (37o C). colocar: Reativo 1 - 3,0 ml

Reativo 2 - 50 μl Reativo 3 - 50 μl Amostra - 300 μl

Misturar e incubar 5 minutos. Adicionar 50 μl do reativo 4, misturar imediatamente, disparando simultaneamente o cronômetro. Registrar as absorbâncias após 1, 2, 3 e 4 minutos, determinar a variação da absorbância/min (ΔA/min), subtraindo cada leitura da anterior e calcular a média dos valores. -Procedimento a 25o C

Proceder da mesma forma como no item anterior, mantendo a cubeta a 25o C e adicionando 500 μl de amostra.

e) Cálculos - Com reativo pré-misturado:

a 30 ou 37oC: AST (UI/L) = ΔA/min x 1746 a 25oC: AST (UI/L) = ΔA/min x 952

Com reativos separados:

a 30 ou 37oC: AST (UI/L) = ΔA/min x 1825 a 25oC: AST (UI/L) = ΔA/min x 1159

f) Observações: A reação é linear até valores de 0,2000 de ΔA/min. Para valores superiores repetir o ensaio com amostra diluída 1/5 ou 1/10 com solução fisiológica, multiplicando o resultado por 5 ou 10, respectivamente.

Não usar reativo de trabalho passados os 15 dias a partir de sua preparação ou quando a absorbância do mesmo levando o espectrofotômetro a zero com água inferior a 0,800 A (a 340 nm)

Absorbância inicial baixa: quando a absorbância for inferior a 0,800 A após a adição da amostra, estando o reativo de trabalho em condições de uso, pode indicar uma amostra com atividade alta de AST, ou como uma concentração de cetoácidos endógenos particularmente elevada. Neste caso, repetir o ensaio com amostra diluída.

A IFCC sugere pré-incubar com PF durante 10 minutos antes de adicionar o 2-oxoglutarato, de maneira que sua concentração final na reação seja de 100 μmol/l. A fim de evitar a possível deficiência desta coenzima (sobretudo em hemodialisados ou hipovitaminoses) o IFCC sugere colocar por cada ml de mistura reacional 20 μl de solução de PF 5 mmol/l (13,3 mg de PF em 10 ml de água destilada).

3.3.6. γ-glutamiltransferase (γGT)

Método cinético (γ-glutamil-p-nitroanilida) para determinação da atividade da γ-glutamil transferase no soro, somente para uso “in vitro” da marca CELM.

a) Fundamento do método: A enzima γ-glutamil transterase (γGT) é uma carboxipeptidase que cataliza a transferência do grupo γ-glutamil desde a γ- glutamil-paranitroanilida (Substrato) à molécula de glicilglicina (Aceptor), liberando p-nitroanilina em quantidades equimoleculares, de acordo com a seguinte equação:

γ-glutamil-p-nitroanilida + glicilglicina (γGT) γ-glutamil-glicilglicina + p- nitroanilida

Nas condições da reação, a velocidade de formação de p- nitroanilina liberada, medida a 405 nm, é diretamente proporcional a atividade da

γGT do soro.

b) Amostra: Usar soro ou plasma colhido com EDTA. Citrato, fluoreto ou oxalato produzem uma leve inibição da ação enzimática. A amostra pode ser conservada até 2 semanas entre 2-8oC ou 6 meses a –20oC.

c) Reativos fornecidos:

1. Tampão: frasco com 60 ml de solução de glicilglicina 60 mmol/L, pH 8,4. 2. Substrato: 30 comprimidos contendo cada um, 8 μmoles de γ-Glutamil-p-

nitroanilida, 3 mM de Nitrito de Sódio e estabilizantes.

Os reativos fornecidos são estáveis até a data de validade indicada na embalagem, se conservados entre 2-8 C.

d) Preparação do reativo de trabalho: Dissolver um comprimido de substrato 2 com 2 ml de tampão 1. Para facilitar a dissolução do mesmo, colocar o tubo de ensaio em banho-maria entre 50o e 60oC, no máximo por 10 minutos. Estável até 3 horas após dissolvido.

e) Procedimento:

Acertar o comprimento de onda e zerar o equipamento com água destilada. Em uma cubeta mantida a 25°C, colocar 10 ml de reativo de trabalho, incubar 3 a 4 minutos, adicionar 50 μl de amostra, misturar imediatamente, disparando simultaneamente o cronômetro. Registrar as absorbâncias após intervalos de 1, 2, 3 e 4 minutos. Determinar a variação de absorbância/ min. (ΔA/min), subtraindo cada leitura da anterior e calcular a média dos valores. f) Cálculos:

γGT (UI/L) = ΔA/min x 2077

g) Observações: A reação é linear até 250 UI/L. Se ΔA/min for superior a 0,120 repetir a reação com amostra diluída 1/5 ou 1/10 com solução fisiológica, multiplicando o resultado obtido por 5 ou 10, respectivamente.

3.4. Métodos Estatísticos

3.4.1. Métodos descritivos

Foram calculados medidas de tendência central (médias e medianas) e medidas de dispersão (desvios-padrão, coeficientes de variação, amplitudes de variação, valores máximos e mínimos) das variáveis estudadas – BD nos grupos: G 0-7 e G 8-14; BT, AST, ALT, FA e γGT, nos grupos : G 0–7, G 8–14, G 15–30, G 31–60, G > 60 dias de evolução da hepatite aguda pelo VHA.

3.4.2. Métodos inferenciais

As hipóteses apresentadas acima foram testadas por meio da análise de correlação múltipla ( COHEN & COHEN, 1983). Esta análise consiste no cálculo dos coeficientes de correlação (R) e seu quadrado (R2), obtidos por programa computacional, entre as variáveis dependentes e cada uma das variáveis

Benzer Belgeler