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İmal edilen yedinci dereceden ÇGB BGF

BÖLÜM V SONUÇ VE ÖNERİLER

Fotoğraf 5.4. İmal edilen yedinci dereceden ÇGB BGF

SIGNIFICATIVA

Desinência verbal

Fatores Nulo Total %

distintiva exclusiva 862 1507 57%

subjuntivo-singular 5 12 42%

Tipo de discurso

Fatores Nulo Total %

narrativo 108 223 48% descritivo 90 135 67% argumentativo 221 342 65% procedimentos 7 15 53% dialogo 90 135 67% Forma verbal

Fatores Nulo Total %

Simples 541 984 66%

Complexa 326 535 61%

Fatores Nulo Total %

CP vazio 693 1188 58%

Especificador preenchido 36 73 49%

Núcleo preenchido 138 258 53%

Tabela 4i: Grupos de fatores com variação percentual pouco significativa

4.3.1 Desinência verbal

Confirmando nossa hipótese, as desinências de subjuntivo levaram a um favorecimento do preenchimento do sujeito (58%), como em (44), possivelmente devido a sua ambigüidade entre as pessoas do singular, inversamente à tendência apresentada pelo indicativo, que, privilegiado por seu paradigma mais completo e distintivo, favoreceu o apagamento do sujeito pronominal (57%). Foram encontrados, no indicativo, quatro tempos verbais predominantes: presente (45), passato prossimo (46), imperfetto (47) e futuro (48). Os demais tiveram ocorrência insignificante nos dados.

(44) [perché anche se ... io insegnassi portoghese fuori dell’università] (5, 47) (45) [pro ascolto moltissimo le canzone ... canzone italiane] (3,30)

(46) [ pro ho cominciato a studiare e sono veramente innamorata della lingua] (7,79)

(47) [ pro non aspettavo che la professoressa era dietro a me], ascoltanto tutto che avevo parlato di lei. (7,73)

(48) [Dopo 40 minuto pro potrai mangiare la torta]. (8,80)

4.3.2 Tipos de discurso

Nossa hipótese previa que para o tipo narrativo, devido ao envolvimento do enunciador, houvesse um favorecimento ao preenchimento do sujeito (52%), o que se confirmou nos dados coletados. Já para os outros tipos de discurso, prevaleceu a tendência geral para uma língua de sujeito nulo, tendendo todos ao apagamento do sujeito pronominal.

Duarte (1995) tinha sujeito nulo (por um efeito p em seu trabalho. No italiano apresentam maior percentu como também as formas s verifica também no espanho a presença de elementos lev sujeito nulo.

(49) Ma pro possono studiar (50) Avanti pro dovevo fare

(51) [perché pro studia l’ital (52) [alcune volte pro già ch

Gráfico

4.3.4 Estrutura de CP

Neste tópico predomina o sujeito nulo, c português. Esta tendência s do núcleo (conjunções), co 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70%

nha como hipótese que as formas complexa to prosódico: “eu faço”, “vou fazer”), o que não ano, porém, como vemos na tabela 4i, tanto as l ntual de sujeitos nulos, como exemplificado e s simples, como nos exemplos (51) e (52). E nhol. A presença do verbo auxiliar atuaria da m leves, como os elementos a esquerda do verbo

iare con musica 130,18

are, dovevo fare, è ... l’esame ... è più important italiano?] (2,19)

chiaccheriamo su questo assunto] (4,43)

co 4e: Sujeito nulo segundo a forma verbal

co, podemos constatar que o sintagma complem , como em (53) e (54), de forma análoga ao q a se verifica de maneira idêntica quando ocorre como em (55) e (56). Diversamente, um elem

Simples Complexa

66% 61%

xas favoreciam o não foi confirmado s locuções verbais o em (49) e (50), Este resultado se mesma forma que rbo, favorecendo o nte 149,20 lementizador vazio o que acontece no rre preenchimento emento na posição

de especificador do sintagma complementizador (pronomes relativos e interrogativos) mostra tendência praticamente neutra (49%), como em (57) e (58).

(53) pro ho tentato imparare giapponese, pro non riesco imparare giapponese (7,77) (54) pro sono rimasta lì per non fare e è venuta, sono venute due persone, si

aviccinarono e pro guardarono, ah, pro sta ridendo e pro andarono via, e quindi pro penso che sia alla fine è stata divertente (5,49)

(55) pro credo [che ... pro so parlare un pò ...se ... se ... se rimasto in Italia è ... durante 1 mese] pro soltanto so parlare ... pro so comunicare con con gli italiani (7,80)

(56) A volte quando [quando pro dobbiamo fare una ricerca] [o quando pro dobbiamo vedere un libro nuovo] (6,62)

(57) pro ho dei progetti, però dipende, pro non so, dare lezione, una cosa [che pro sto pensando ultimamente], ma mi dà un pò di paura (5,47)

(58) pro dovrei insegnare cose [che loro non insegnano qui]. (5,47)

4.4 DUPLO SUJEITO

Um fator interessante que indica interferência de L1 em LE é o aparecimento, dentro do corpus, do sujeito deslocado à esquerda (DE), ou duplo sujeito, uma ocorrência não atestada no italiano, sendo incompatível com o perfil [+pro-drop]. Ochs & Duranti (1979 apud Duarte 1995), em um estudo sobre construções com duplo sujeito no italiano falado, observam que todos os elementos em DE são complementos coindexados com clíticos, como vemos no exemplo (59).

(59) lui non l’ho mai conosciuto (5,50)

Os autores não atestaram construções de DE com o elemento externo à oração coindexado com o sujeito, o que nós atestamos em nossa amostra.

(60) * perché a volte la madre e il padre, loro pensano della responsabilità che la responsabilità è soltanto del professore (6,68 )

Com a ocorrência de casos como (60), podemos inferir que o informante tem como referência construções típicas do PB, seguindo uma estrutura apontada no francês. Hoje no PB essa estrutura é freqüente e não sofre qualquer restrição quanto ao traço do

elemento em posição de tópico. Um dado interessante é que o exemplo (50) foi produzido por um aluno já formado, Informante 6, o que reforça a hipótese de influência do PB.

4.5 COMENTÁRIOS

Após a análise dos dados e valores encontrados para cada grupo de fatores, podemos começar a responder as questões levantadas no capítulo 3. Foi possível verificar a influência de L1 nos estágios iniciais, porém esta não diminui de acordo com o aumento da proficiência, conforme imaginávamos na hipótese, levando-nos a crer que há fatores sociais externos ao grau instrucional que são decisivos para a escolha da estratégia preferencial de realização do sujeito.

Esta influência se tornou passível de verificação em fenômenos característicos do PB, mas totalmente alheios ao Italiano, como o duplo sujeito e o preenchimento do sujeito com traço de animacidade [-animado].

Em relação às pessoas gramaticais, não confirmamos o esperado para 1ª pessoa, com 61% de tendência ao sujeito nulo, porém para a 2ª e 3ª do singular observamos o preenchimento preferencial do sujeito, principalmente na 3ª pessoa, cujo índice é o maior (44% e 38%).

Podemos então identificar a influência da língua materna nos fatores acima, porém não podemos ignorar, entretanto, que existiram fatores em que os alunos se aproximaram do comportamento esperado para uma língua de sujeito nulo, sem contudo atingir os percentuais de um falante nativo, tais como os elementos entre o sujeito e o verbo, a forma verbal, o padrão sintático, tipos de discurso, a desinência verbal, e a função sintática, mostrando que a gramática da LE foi absorvida, embora não em sua totalidade.

CONCLUSÃO

Neste trabalho, tivemos como objetivo analisar a realização do sujeito pronominal durante o processo de aprendizagem do Italiano como Língua Estrangeira na fala de estudantes brasileiros, aprendizes de italiano, em situação artificial, ou seja, em sala de aula.

Esta dissertação foi dividida em quatro capítulos. Iniciamos nosso trabalho introduzindo os pontos de partida e os passos da pesquisa. No capítulo 1 vimos os pressupostos teóricos que guiaram nossa análise: a Lingüística Contrastiva (LC), que analisa diferenças entre língua materna e língua alvo (estrangeira), a noção da Lingüística Aplicada com suas divisões. No capítulo 2, tecemos considerações sobrea realização do sujeito pronominal tanto no português brasileiro, L1 dos informantes, quanto no italiano (LE), à luz do arcabouço teórico da TPP (Teoria de Princípios e Parâmetros). Unimos as contribuições advindas da LC às da TPP nessa pesquisa, porque existe uma inegável relação entre elas. As duas teorias, apesar de suas particularidades, propõem a comparação entre línguas e se centram no contraste das diferenças entre LM e LE do aprendiz, procurando meios de facilitar a aprendizagem destes itens por meio de exposição e prática. No capítulo 3, descrevemos a metodologia empregada no estudo e apresentamos as hipóteses que nortearam a pesquisa. No capítulo 4 analisamos os resultados obtidos.

Segundo nossa hipótese, esperávamos que os alunos sofressem maior influência de L1 nos estágios iniciais, preenchendo mais estruturas de sujeito em comparação com um italiano, e que esse preenchimento tenderia a diminuir com o avanço da fluência na língua alvo. Porém, não observamos tão decisiva influência do grau de instrução quanto imaginávamos, tendo os resultados apontado para fatores individuais que não puderam

ser identificados, uma vez que tínhamos um falante para cada nível. Determiná-los exigiria uma análise mais aprofundada, a ser realizada posteriormente.

No resultado geral percebemos que o sujeito é preferencialmente omitido (57%), mas esta predominância se mostrou muito menor que os cerca de 70% esperados para os mais fluentes, padrão para uma língua de sujeito nulo. Esses dados nos mostram que o aluno não segue integralmente a estrutura do PB (com cerca de 29% de sujeitos nulos), nem a do italiano (com predomínio de sujeitos nulos em todos os contextos), criando uma interlíngua que se situa em ponto intermediário entre as duas.

A influência da língua materna pôde ser verificada em muitos casos. É interessante comentar sobre o único grupo de fatores ligado à 3ª pessoa, que mostra o traço de animacidade, pois encontramos ocorrências de preenchimento de sujeitos [- animados], indicando uma transferência, já que a gramática internalizada do falante do italiano não representa foneticamente os sujeitos com o traço [-animado]; porém seu uso cresce cada vez mais no PB, à medida que este se torna uma língua de sujeito preenchido, como mostra Duarte (2005; 2003).

Embora os índices percentuais de sujeitos nulos não se aproximem dos da língua alvo, encontramos índices mais altos de sujeitos nulos (a) em estruturas com sujeitos correferenciais (padrões A e B), (b) em estruturas com ausência de elementos entre sujeito e verbo, (c) em estruturas com formais verbais simples ou complexas, (d) em estrutura de sintagma complementizador (CP vazio e núcleo preenchido), (e) em orações cujos sujeitos pronominais são de 1ª pessoa do singular ou de alguma das pessoas do plural, (f) em discursos dos tipos argumentativo, descritivo, dialogo e procedimento, (g) em orações principais, coordenadas e completivas.

Conforme o esperado, os resultados para as condições de referência de antecedente com oração interveniente e em outra função mostraram percentuais favoráveis ao sujeito nulo, corroborando com Calabrese (1986). Confirmamos os

resultados de Barbosa, Duarte e Kato (2005), em que o antecedente na mesma função na subordinada ou matriz e o antecedente em oração imediatamente adjacente favorecem a omissão, como ocorre com o PB e com o espanhol. Casos de 1ª menção são considerados neutros, por não apresentar variação percentual entre as categorias preenchida e vazia do sujeito (50%).

Segundo os resultados de Duarte (1995), elementos entre o verbo e o sujeito parecem ter um efeito prosódico, intercambiando-se com o sujeito expresso, motivo pelo qual a presença de negação, advérbios aspectuais, adjuntos adverbiais e clíticos nessa posição favoreceriam o sujeito nulo. De modo análogo, em nossa análise a presença de qualquer um desses elementos tem um percentual predominantemente nulo. Os resultados referentes para as pessoas gramaticais revelaram um grande percentual nas pessoas do plural e na 1ª do singular. Vale ressaltar que a maior tendência ao apagamento foi encontrada na 3ª pessoa singular, teoricamente mais preenchida, para quebrar a ambigüidade, e vimos também o aparecimento da 2ª pessoa plural (voi), embora em pequena quantidade. Percebemos ainda que a maior parte de dados com a ocorrência do pronome tu se deu de forma indeterminada.

Ao analisarmos a produção oral dos alunos percebemos que o estágio final da aprendizagem não é a língua alvo, mas sim uma língua intermediária, que apresenta o léxico da língua italiana, inclusive algumas construções cristalizadas, mas com estruturas características da língua materna. Talvez isso se dê pelo contexto artificial em que se dá o ensino em sala de aula, podendo alcançar resultados distintos em contexto de imersão.

A partir do momento que reconhecemos que o conhecimento em LM facilita a assimilação da LE, poderemos reconhecer que a relação entre os idiomas é benéfica. Mas, como podemos fazer isso? Se mostrarmos aos alunos como se dá a realização pronominal no PB, em comparação com a maneira como isso ocorre em italiano,

podemos contribuir para facilitar a aprendizagem do italiano. Ou seja, aproveitamos um conhecimento que o aluno já possui em LM e não se dá conta para explicar o funcionamento de LE.

Se o professor não for bem informado e não souber trabalhar aspectos sintáticos da L1, entre tantos outros, a passagem dessa interlíngua para o italiano que se pretende ensinar pode ser mais difícil. Intensificar registros orais autênticos e propor ao aluno atividades das quais ele possa refletir na própria produção e identificar os problemas procurando ele mesmo soluções para possíveis erros ou transferências são algumas sugestões que seriam válidas para melhorar a questão da realização do sujeito pronominal.

Por fim, podemos observar que mesmo em aprendizes considerados avançados encontramos problemas de vocabulário e estruturas que nos remetem a deficiências de leitura; uma grande parcela dos estudantes tem dificuldades ao redigir ou se expressar oralmente, talvez por tratarmos a aprendizagem de língua estrangeira como a de língua materna. O aprendizado de L1 já se inicia com o domínio do código oral, e na escola aprendemos somente a gramática, tendo mesmo as leituras um escopo gramatical, uma vez que o aluno se encontra imerso; porém na aprendizagem de LE, o aluno não domina o código oral, não está imerso na língua, com poucas horas de estudo e em sala de aula se dá maior atenção à competência gramatical, deixando de lado as competências sociolingüísticas e discursivas. Esta situação poderia ser minimizada intensificando-se qualitativamente e quantitativamente o input ao qual o aluno é exposto.

Em resumo, foi possível verificar que há inegável influência de L1, mostrada no aparecimento de diversos contextos e construções característicos do PB. Entretanto, mesmo não tendo confirmado nossa hipótese quanto ao nível de instrução, não podemos ignorar a proximidade entre a interlíngua dos estudantes e a gramática da língua alvo, mesmo em contexto artificial de aprendizagem.

Sem termos a pretensão de imaginar que os resultados desta pesquisa, limitados a uma amostra de oito entrevistas, venham a refletir exatamente o comportamento do sujeito pronominal no discurso oral, acreditamos que eles nos trouxeram evidências da influência de L1 no desempenho dos estudantes e da importância de conhecer as características da língua nativa do aluno e compará-la com a língua que ele está aprendendo. Esperamos que esta pesquisa sirva de incentivo e de base para novos estudos, e também para professores preocupados com sua prática e interessados em desenvolver um trabalho de intervenção mais efetivo.

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ANEXO

Informante 1 Sexo: Masculino Idade: 23

Nível: 2º período – Básico

Tempo de convivência com a língua: 1 ano Contato com a língua: somente na faculdade

Recorrência ao Português: às vezes, quando tem dúvidas no Italiano

Informante 2 Sexo: Feminino Idade: 20

Nível: 3º período – Intermediário

Tempo de convivência com a língua: pouco mais de 1 ano

Contato com a língua: faz curso na ACIB e assiste a alguns filmes Recorrência ao Português: evita, tenta chegar à resposta no italiano Informante 3

Sexo: Feminino Idade: 22

Nível: 4º período – Intermediário

Tempo de convivência com a língua: 2 anos

Contato com a língua: fez cursos na ACIB e IIC, assiste a filmes e utiliza internet Recorrência ao Português: às vezes

Informante 4 Sexo: Feminino Idade: 25

Nível: 6º período – Intermediário

Tempo de convivência com a língua: cerca de 3 anos Contato com a língua: lê jornais e ouve música

Informante 5 Sexo: Feminino Idade: 21

Nível: 7º período – Avançado

Tempo de convivência com a língua: desde pequena, pois é de família italiana Contato com a língua: ouve música antiga, estuda, lê livros e é estagiária no IIC Recorrência ao Português: não recorre, pois sabe não ser correto e tenta evitar

Informante 6 Sexo: Feminino Idade: 23

Nível: Licenciatura (Prática de Ensino) – Avançado Tempo de convivência com a língua: 4 anos

Contato com a língua: ouve música, assiste TV e dá aulas no CLAC Recorrência ao Português: algumas vezes

Informante 7 Sexo: Feminino Idade: 28

Nível: Pós-Graduação – Especialização – Pós-Avançado Tempo de convivência com a língua: 5 anos

Contato com a língua: quase não tem contato, esporadicamente ouve música e estuda. Já deu aulas.

Benzer Belgeler