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A reacção ao stress prepara o corpo para a acção física. Os sistemas nervosos e hormonais preparam o corpo para a reacção de luta ou fuga que, por definição foram destinados a dar origem à acção física. Consequentemente, a forma mais eficaz para neutralizar a reacção ao stress é através da actividade física.

O papel da actividade física no controle do stress intervém em três níveis, a saber:

Tratamento. A actividade física queima os subprodutos da reacção ao stress que, de

outra forma, poderiam ser prejudiciais. As substâncias não utilizadas, como açúcares e gorduras, contribuem para os processos degenerativos, como as doenças cardiovasculares ou úlceras. Se não forem utilizados para a actividade física, para a qual foram destinados, os produtos da reacção ao stress, como a noradrenalina, tornam-nos muito vulneráveis às emoções nocivas, como o medo e a raiva;

Prevenção. Como já vimos anteriormente, o sistema respiratório e o coração reagem ao

exercício de forma positiva, tornando-se mais fortes e mais eficientes. Todos os sistemas corporais reagem à actividade física de forma similar, fortalecendo a habilidade para enfrentar, com eficácia, as exigências adicionais que surjam. O exercício físico, como medida profilática contra o stress, requer um padrão regular de exercícios. Um período

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curto, como trinta minutos, três vezes por semana, demonstrou ter efeitos benéficos significativos;

Aumento do bem-estar. O exercício físico também oferece benefícios psicológicos,

porque unifica a mente e o corpo através de uma forma natural de expressão. Ele proporciona uma boa válvula de escape para a agressividade e depressão. Além disso, constitui uma distracção sadia para compensar as preocupações do dia-a-dia. Com tudo isto resulta uma sensação de bem-estar e tranquilidade que duram muito mais do que o período do exercício, acentuando os sentimentos positivos em relação à própria pessoa e ao seu meio ambiente. Os problemas do stress são, frequentemente, o resultado da ausência de equilíbrio entre a actividade física e a mental, devido ao sedentarismo, combinado com níveis elevados de stress acumulado.

II.3. Síntese Conclusiva

Após um acidente ou uma doença grave podemos observar três efeitos nos sujeitos totalmente imobilizados: o esqueleto está descalcificado (o cálcio, que dá ao osso a dureza e a solidez diminui, e este fica mais frágil); os músculos apresentam uma diminuição de volume significativa, que é acompanhada por uma redução da força muscular; as articulações perdem a liberdade de movimento, sendo a sua amplitude de movimentos reduzida (CMO, 1992).

Hoje, está bem documentado que o exercício físico permite melhorar a qualidade de vida dos indivíduos de várias formas. No que diz respeito aos benefícios físicos, refira-se:

• O aumento da reserva de esteróides com o seu efeito protector na adaptação ao stress; • O alívio da tensão muscular;

• A redução da dor e estados alterados de consciência percebidos como "estar bem fisicamente, ou estar em forma", relacionados com uma maior produção de neurotransmissores e uma maior libertação de endorfinas (estes factores estão também relacionados com o efeito benéfico que o exercício tem sobre as perturbações do humor/depressão) (CDC, 1996).

No que diz respeito aos benefícios psicológicos, salienta-se: • Uma percepção de "sentir-se bem";

• Uma maior percepção de eficácia e controlo pessoal;

• Um período de actividade que possibilita um tempo de afastamento e de distracção face aos problemas do quotidiano;

• Um reforço social (reconhecimento ou incentivo dos outros, companhia para as actividades e ocupação de tempos livres em grupo).

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Brito (1997) conclui que, o exercício moderado reduz a ansiedade, tem efeitos benéficos sobre as perturbações do humor (depressões), reduz os níveis de stress e provoca melhorias emocionais.

Alguns aspectos da aptidão física podem ser desenvolvidos através da prática desportiva, mas as actividades usualmente recomendadas são marchar, correr, nadar, pedalar e praticar ginástica aeróbica. Nesta tendência, não ocorre o fenómeno cumulativo (retenção), sendo necessária a prática regular de actividades físicas para a manutenção dos níveis desejados. A tendência da aptidão física relacionada à saúde tem sido apontada como uma das maiores inovações recentemente incluídas nos programas de EF (JUNIOR, 1992).

Sob a tónica da importância da EF, apresentámos neste capítulo: o corpo humano como uma "máquina" que necessita de actividade para se manter operacional, pois só assim funciona de forma eficiente; estabelecemos uma relação entre a EF e a Medicina e apresentámos os efeitos benéficos da actividade física; falámos da importância de uma boa alimentação e dos malefícios do tabagismo e alcoolismo, referenciando a actividade física regular, como o agente principal de "combate" a estes males. Como denominador comum nesta abordagem, "salta" à evidência que a actividade física regular concorre para:

• Melhorar a qualidade de vida; • Contribuir para a saúde;

• Diminuir a mortalidade e a morbilidade;

• Constituir uma importante arma de combate ao alcoolismo e ao tabagismo.

Por fim, mostrou-se como a actividade física é de extrema importância para neutralizar a reacção ao stress visto que, na sua essência, é a única que actua decisivamente nos três níveis de abordagem terapêutica para o controle efectivo do stress.

Como corolário deste capítulo podemos afirmar, que “a personalidade se expressa através do corpo, tanto quanto através da mente. A maior parte dos estudos tem privilegiado o homem “mente”, negligenciando o homem “corpo”. Isso é, sem dúvida, um erro, pois somos uma unidade indissolúvel e bipolar” (VIDAL,1997,149).

Para quem se importa com a saúde e tenha ficado sensibilizado com este assunto, como complemento a este trabalho, apresentamos no Apêndice E os Dez Mandamentos do

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Capítulo III

III. EXECUÇÃO PRÁTICA DA EFM

Benzer Belgeler