Arquivo particular: Renato Casimiro e Daniel Walker.
O referido professor é testemunha da história dos salesianos em Juazeiro do Norte desde a chegada até os dias atuais. Comenta o professor Luiz Magalhães que, depois que os salesianos se instalaram no Círculo Operário, conseguiram de José Rocha Magalhães (Rochinha) uma casa grande situada na rua São José, onde funcionaram todas as séries iniciais do curso primário. Afirma que existiam alunos ricos e pobres sempre na escola noturna; e que, da mesma forma, aconteceu no Colégio Salesiano depois de 1942; os alunos pobres que estudavam no curso diurno dependiam da caridade dos padres. “Só entravam ricos da carta do ABC ao 4º ano”.
No início eu era aluno particular e fazia curso à noite [preparatório para ser professor] e ao mesmo tempo ensinava no 1º ano as disciplinas: Português, Matemática e Geografia. Na época tinha os padres Antonio Agra, João Damasceno
Penha, Paulo Monetta, Egídio Bourtignon que era professor de música. Eu ajudava na parte administrativa e, também, na organização e venda de imóveis. Depois de trinta anos, me aposentei, mas continuei como encarregado da biblioteca por mais 24 anos. Nunca explorei a mensalidade [salário] eles pagavam como queriam. Mais prá frente houve greve, houve muita expulsão, mas eu não participei. (Entrevista: LUIZ MAGALHÃES, Juazeiro do Norte, 2009).
Apesar da grande aceitação, houve, também, aqueles que eram contra a presença daqueles padres, segundo afirma, em entrevista, Cícera Viana da Silva, ex-professora do Colégio, e Filomena39, uma cooperadora da comunidade salesiana, ensejando, assim, momentos de tensão como os que relatamos a seguir:
[...] A chegada dos salesianos aqui no Juazeiro, não foi aceita por muitas pessoas, houve uma acentuada rejeição. Diziam: estes não são os Padres salesianos que meu ‘Padim Ciço’ falava, quando chegar os verdadeiros salesianos (uns diziam) serão de pé descalço (outros diziam) serão de sandália (chinelo) e outros afirmavam serão de batina branca.
Mesmo com essas tensões, parecem ter sido bem recebidos pelo povo, o que iria facilitar acomodação segura às novas situações que enfrentariam naquele momento. Observa- se, também, que a maioria dos padres era de brasileiros. Para o padre Agra, mesmo sendo nordestino, não conseguiu evitar o choque cultural neste encontro. Assim, foi sendo composto o quadro inicial de padres salesianos: padre Antonio de Almeida Agra e padre Davino Ferreira; em 1940, chegou o clérigo Saraiva para auxiliar nos trabalhos.
O primeiro contato que esses padres tiveram com questões relativas à cultura local refere-se a uma notícia que se espalhou sobre Cristo-Rei. Padre Agra escreve na Crônica da Casa, de abril de 1939, que todos querem que os salesianos digam que Cristo-Rei não é Deus. Há uma dificuldade por parte de alguns em aceitar a divindade de Cristo Rei. Essa confusão entre os salesianos e membros considerados mais fanáticos da cidade estendeu-se até o ano de 1943, quando padre Antônio Agra celebrou missa na Capela do Perpétuo Socorro. Após a saída, o padre diretor encontrou João Marcolino e seu batalhão:
[...] João Marcolino, cheio de si, zombeteiro e arrogante galga os degraus da estátua do Padre Cícero e inicia o seu discurso atacando violentamente os padres salesianos. Mas, um grupo de romeiros decididos e corajosos entôa o hino a Cristo Rei. Quanto mais blasfemava o chefe herético, mais retumbava o côro dos romeiros fiéis e sinceros. Não poude o chefeto continuar a discussão e engrossava o aparte, aumentaram as vaias aos capôdes contra a comitiva de herege. A intervenção do
39 Entrevista realizada em 2011 com Cícera Viana da Silva, professora primária no período de 1964-1975, e
Filomena, uma cooperadora salesiana na mesma data, sobre o seu trabalho junto com os padres. Elas ainda residem em Juazeiro do Norte, nas proximidades do Colégio Salesiano.
professor Egídio que animara os romeiros mandando chamar a polícia [...]. João Marcolino não se entregou e, seguindo para S. Miguel desabafou-se, rompendo com todas as regras da educação, injuriando os Salesianos e ofendendo a memória do Padre Cícero. Intimado pela autoridade mostrou-se grosseirão e atrevido, obrigando o delegado a prendê-lo. O fato causou má impressão na cidade e o João Marcolino acha-se recolhido [...]. (CRÔNICA DA CASA, abr. 1943).
Esse é um momento de enfrentamento com a cultura local. Um homem e seus capangas, defendendo o que ele considerava correto: “o Cristo Rei” é o comunismo – foi isso que ele aprendeu. Aos salesianos ficava o desafio de romper com essa forma de interpretar as questões religiosas e políticas locais, que via no Cristo Rei a representação do comunismo que para eles era o verdadeiro herege. Os salesianos tentaram romper com essa visão e ganharam inimigos. Essa era uma representação da cultura imaterial do lugarejo, contra a qual o padre Cícero também teve que lutar, embora sua estratégia tenha sido bem mais sutil. Certas simbologias fazem parte do tecido social da cidade mediante uma elaboração cultural mítica. A convivência com fanáticos e flagelados, conforme Crônica da Casa (abr. 1943), que “encontram aos montes pela rua”, é o cenário de desafio que esses padres tiveram que enfrentar.
Outro ponto de conflito foi a história do sítio Faustino ou Caldeirão que, naquela época, era conhecido como um foco de fanáticos e bandoleiros, acusado, também, de acobertar jagunços armados. Para outros, era uma República de Comunistas. Na verdade, o Caldeirão era um espaço em constante ebulição, onde se enfrentaram inimigos das duas cidades vizinhas e da Capital, mesmo antes da chegada dos salesianos em Juazeiro do Norte. O fato é que, por ser um homem rude e apresentar uma devoção católica exagerada, o beato José Lourenço, como a maioria dos sertanejos, teve suas atitudes utilizadas para legitimar o extermínio da comunidade.
Pelas leituras feitas sobre a história da Congregação nesta cidade, este foi o pior momento para esses padres. Por isso, consideramos relevante mostrar a versão dos padres salesianos, para este episódio. Antes, porém, queremos lembrar que foi convocada uma reunião na vizinha cidade de Crato, lugar que dedicava um desprezo temível pelos fatos de Juazeiro do Norte. Estavam presentes diversas autoridades – religiosas, civis, judiciárias, militares e do governo. Foi este o primeiro momento histórico em que foram vencedores aqueles que lutavam contra o fanatismo da cidade. Muitas versões foram elaboradas e pretendemos mostrar a versão escrita por um padre salesiano – Antenor de Andrade Silva:
É neste contexto, pelo fato de estar presente naquele grupo, que o Padre Agra é condenado por alguns. Não vejo, no entanto, culpa no diretor dos Salesianos. Sabemos do esforço que ele desenvolveu para convencer José Lourenço a entregar o
sítio Faustino. Não conseguiu. Por outro lado, como religioso, o desejo do seu bispo, Dom Francisco, era para ele uma ordem. Daí seu interesse, sua insistência em tratar pacificamente com José Lourenço, mesmo porque para os salesianos era de toda conveniência resolverem o quanto antes aquela diatribe. Não se pode esquecer que o representante dos herdeiros do padre Cícero estava cercado por todos os lados. Da parte do senhor bispo e seus padres, do próprio superior dos Salesianos, Pe. Guido Barra (INSPETOR), da parte de muitos outros que tinham o José Lourenço como ‘persona non grata’. (SILVA, 1989, p. 49-50).
Desta forma, parece-nos que o padre Antenor visava a alertar para uma reflexão contextualizada no tempo e no espaço social em que o fato se desenvolveu, ou seja, embora não lhe coubesse a decisão, o padre Antonio Agra foi considerado personagem central, responsável pelo massacre.
Ainda no ano de 1939, iniciaram-se as negociações para criação do Colégio Salesiano São João Bosco. Uma obra tão valiosa, como a dos salesianos, não poderia ficar restrita à educação da juventude pobre, com cursos primários e profissionalizantes. Além disso, a cidade não tinha escola para formar a juventude que desejava dar prosseguimento aos estudos e possibilitar o ingresso em faculdades. Esta escola seria a primeira a formar, especialmente os homens, que eram considerados os verdadeiros responsáveis pela elevação da sociedade juazeirense em todos os aspectos. Outras questões merecem atenção, porém:
O pessoal de responsabilidade de Juazeiro em grande número apresenta ao Padre Agra um memorial com mais de 200 assinaturas pleiteando um colégio equiparado. Houve troca de discurso. Concretizada a idéia ficou acertado de uma comissão de ir a Recife pleitear a licença e levar a oferta de 50:00 contos para o empreendimento. (CRÔNICA DA CASA, abr. 1939).
Esta ação da comunidade tornou-se a mais importante, quando, no mês seguinte, uma comissão composta do mons. Joviniano Barreto, dr. Juvêncio Santana, cel. Antonio Pita e padre Agra foi ao Recife tratar da criação de um colégio secundário para Juazeiro do Norte, levando a quantia de 60 contos para iniciar a obra. Estando no Recife, o padre Guido Barra atendeu ao pedido. Logo após o acontecimento, a notícia foi transmitida pela rádio Clube de Pernambuco e acolhida com festa pelo povo da cidade.
A ação seguinte foi a escolha de um local para iniciar a construção do Colégio. Essa escolha foi feita pelos padres em colaboração com alguns homens de projeção da cidade, como eles chamam. A praça de São Francisco foi a primeira a ser pensada, mas não se concretizou (CRÔNICA DA CASA, maio, 1939). No mesmo mês, entraram em sua residência. Queixaram-se, também, da falta de uma igreja para realizar as suas funções.
Nossa situação em Juazeiro ainda é precária. Só estaremos bem e desafogados podendo concretizar algum trabalho com o povo quando ao menos tivermos uma
Igreja. O ideal seria o campo ser unicamente dos salesianos. Estamos um pouco constrangidos. (CRÔNICA DA CASA, maio 1939).
Dando continuidade às demonstrações de aceitação a essas manifestações que foram aos poucos institucionalizando a obra salesiana na cidade, o ecônomo inspetorial e o diretor do Instituto Pedagógico de Jaboatão, o padre Antônio Della Via visitaram o Colégio por volta de 1940. Consta que foram bem recebidos pelos “romeiros e pelas autoridades mais eminentes do lugar”. Denominado dessa forma, tem-se o perfil da sociedade reconhecida pelos padres que já estavam conscientes da separação social que existia entre esses atores.
Eles transformaram, também, o carnaval em uma atividade educacional religiosa. O carnaval era uma atividade festiva da cidade incorporada na vida social por Floro Bartolomeu em 1925. Os salesianos aproveitaram a ocasião para reunir a juventude da cidade e afastá-los dessa festa profana:
O carnaval ocorreu muito alegre no oratório festivo; como nos outros domingos, a missa foi muito concorrida. À tarde, após o catecismo, houve inúmeros brinquedos. [...] Nossos alunos fizeram um pouco de adoração a S.S., na capela do orfanato, onde o santíssimo ficou exposto de 8 às 11 da manhã. À tarde interessantes brinquedos atraíram as crianças e o povo ao campo do futuro colégio. (CRÔNICA DA CASA, fev. 1941).
Consta no Jornal Juaonline40 que o primeiro carnaval em Juazeiro do Norte foi ideia de Floro Bartolomeu, em fevereiro de 1925. Na época, ele era deputado federal. Veio do Rio de Janeiro e trouxe as primeiras fantasias para formar os blocos que deveriam desfilar pelas ruas da cidade. Três blocos foram formados: Bloco das Bananas, sob a liderança de Albertina Brasileiro; Bloco das Mexicanas, liderado por Ivoni, Bellkiss e Ayta Suliano de Albuquerque; e o Bloco dos Cavadores, liderado por Walmique Gomes, Vicente, Dão Leite, Vicente Roque de Menezes e José Matias. Além do desfile em que foram utilizados dois dos dez automóveis que existiam na cidade, à noite, Floro Bartolomeu promoveu um baile de máscaras para as famílias caririenses em sua residência. As mulheres se vestiram de Colombina e Floro se vestiu de Pierrô. Foi o primeiro carnaval do interior cearense (JUAONLINE, 21 ago. 2007, n. 17).
A obra salesiana foi se avolumando e tomando conta de muitos espaços sociais. Nesta mesma proporção, os padres foram conquistando o povo da cidade e constituindo locais mais propícios para a realização do seu trabalho.
40 Jornal eletrônico para divulgação de Juazeiro do Norte, fundado em 2005. Editor: Daniel Walker. Diretor de
Os padres salesianos também foram crescendo em número. Havia, então, padres procedentes de Manaus, o salesiano Egídio Bourtignon, e do Recife o padre José Calazans de Figueiredo, uma vez que o número de alunos também foi aumentando, contando com 140 estudantes no período noturno, mas o padre Calazans não permaneceu em Juazeiro do Norte, partiu para Recife no mesmo ano. O padre diretor levou ao Crato o padre Calazans, a fim de apresentá-lo ao bispo.
A capela do prédio novo que estava em construção. A celebração da primeira missa na capela do novo prédio aconteceu no dia 1º de janeiro de 1941, celebrada pelo padre Antonio de Almeida Agra.
A abertura das aulas diurnas ocorreu em 24 de março de 1941. Aqui aparece de forma solene: “Às 8hs da manhã, na sala principal do Instituto, o padre Agra reúne os alunos, em número de 20, para dar-lhes alguns avisos. Haverá somente o curso primário. O primeiro aluno a matricular-se foi Robinson Xavier de Oliveira”. (CRÔNICA DA CASA, mar. 1941). Jackson Matos foi o primeiro representante da escola diurna, e Gonçalo representante da escola noturna. Seu sobrenome não aparece no documento pesquisado e, também, nas listas com nomes de alunos que pesquisamos, até o momento.
E seguiu a rotina do Instituto, com aulas noturnas e diurnas, missas com a participação dos alunos, inclusive, cantando em Latim. Eram constantes as manifestações de bom relacionamento com o bispo do Crato, mediante a participação deste nas funções religiosas da catedral, em Crato. Em contrapartida, houve também intensa participação do bispo nas ações do oratório e das missas. Revela-se um cotidiano dinâmico que instituiu a obra salesiana na cidade. Os salesianos continuaram recebendo visitas e hospedando padres e amigos, como é o caso do sr. Ananias Arruda, que visitou o Colégio em diferentes momentos.
A escola de canto dirigida por um professor europeu, chamado Egídio, era um elemento importante nessa conquista, assim como sessão literária e música, com uma programação variada, são também levadas a sério.
A escola de canto era motivo de orgulho e “ficou gravado na minha memória. Ele gostava de cantar, sua voz era forte. Eu ainda garota admirava o seu porte diferente do nosso”. São lembranças de Cícera Viana da Silva, afilhada de Amália Xavier de Oliveira, que, mais tarde, se tornou importante no quadro de professores do Colégio.
De acordo com a Crônica da Casa (nov. 1941),
Viaja para Cajazeiras o Rvmo. Pe. Antonio Agra, professor Egídio, clérigo Saraiva e a escola de canto para as grandes solenidades de inauguração do Santuário da Virgem Auxiliadora. Permanecem em Cajazeiras dois dias 7 e 8. O orfeão de Juazeiro exibiu-se magnificamente no santuário, no almoço e no teatro.
Com a doença do padre Agra, o padre Paulo, professor Egídio e o clérigo Antonio Saraiva passaram a residir temporariamente na casa da “beata Mocinha” e, quando o diretor apresentou melhoras, o médico recomendou que ele fosse para o sítio do prefeito, onde repousou por algumas semanas. Esse contato estreito com figuras “proeminentes” da cidade, ou seja, a beata, grande companheira do padre Cícero, e o prefeito da cidade, são indicativos do poder e do bom relacionamento que os salesianos conquistaram diante da população, fato que só contribui para o desenvolvimento do Colégio.
O Colégio estava cada vez maior, tendo encerrado o ano de 1941 com uma matrícula de 152 alunos do curso diurno e 300 no período noturno, de acordo com a Crônica da Casa (nov. 1941). Era composto por um corpo administrativo formado por padres salesianos, que, entre os anos de 1939 e 1941, se apresentou da seguinte forma: padre Antonio de Almeida Agra e o padre Davino, 1939; chegou o clérigo Antonio Saraiva, em 1940; juntam-se ao grupo o padre Paulo Monette, o leigo Egídio Bortignon e o padre João Damasceno, em 1941.
De acordo com Cícera Viana da Silva, o padre João Damasceno era evangelizador e “médico popular” e afirma que ele,
[...]erasimpleserevestido de virtudes que atraia a população para as suas pregações. Era um corre-corre daquelas senhoras quando sabiam que ELE estava aqui em Juazeiro. Tinha atenção para cada pessoa que dele se aproximava, sempre com um sorriso acolhedor. Embora em tenra idade memorizasse seu sorriso e modo de falar comaspessoas.(Entrevista:CÍCERAVIANA DA SILVA, Juazeiro do Norte, 2011).
As crônicas evidenciam a forma como os padres viam esse lugar, longínquo e desolador, embora em termos sociais, divisavam as diferenças como uma separação entre esses personagens a quem chamavam de romeiros e autoridades, sendo algumas, até, “mais eminentes”. Enquanto a população local fazia demonstrações de total aceitação da obra salesiana, o que era evidenciado pelas missas “concorridas” e sessões de inauguração, os festivais oferecidos pelos oratorianos que tanto encantavam o povo do lugar, de acordo com as crônicas em vários trechos, é dito que o “povo vibrava calorosamente” e os visitantes, bem como pelos fartos banquetes oferecidos ao padre Agra quando regressava de viagem longa, como para o Rio de Janeiro, por exemplo.
4.2.1 Escolas profissionais
As escolas profissionais, aquelas destinadas a ensinar as artes e ofícios manuais, começaram a ser pensadas neste mesmo ano. É tanto que o diretor do Colégio foi a Fortaleza
para tratar do assunto com as autoridades competentes. Esta preocupação com o ensino profissionalizante vinha do padre Cícero que, superando a ideia, vigente em sua época, que considerava desonroso o trabalho manual e dava ênfase à educação literária e retórica das elites, de forma diferente, ele via no aprendizado profissional uma esperança para as famílias pobres alcançarem ascensão social com a formação de seus filhos aos serem transformados em peritos em uma arte ou ofício.
De acordo com o Almanaque do Cariri (1949), a escola profissional ofertava cursos de marcenaria, fundição e mecânica geral; e a fábrica de relógio, tendo naquele momento já distribuído pelo Brasil mais de cinquenta máquinas acompanhadas dos respectivos sinos. Na Crônica da Casa, há um registro da exportação do primeiro relógio: foi para São João do Arraial (vendido por 12,500 CR) ao padre José Teixeira, em outubro de 1941. Na foto abaixo, temos o fundador dessa fábrica, Pelúsio Correia de Macêdo, que passou a ser de propriedade dos salesianos: