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VALOR ESTIMADO EM R$ ECONOMIA EM R$ % Abril à Dezembro / 2003 62.000.999,85 80.134.177,59 18.133.177,74 22,63 Janeiro à Dezembro / 2004 248.282.325,66 294.570.933,59 46.288.607,93 15,71 Janeiro à Dezembro / 2005 413.797.006,57 476.180.938,99 62.383.932,42 13,10 Totais Acumulados 724.880.332,08 850.886.050,17 126.805.718,09 14,90

4 – Considerações Finais

A Licitação é um procedimento administrativo através do qual a Administração seleciona, por meio de habilitação de proponentes e julgamento objetivo de propostas, candidatos que com ela estão aptos a celebrar contratos ou a tornarem-se permissionários de serviços públicos ou do uso de bens públicos. Entenda-se o procedimento administrativo como a seqüência concatenada de vários atos administrativos.

A lei de licitações, n.º 8666/93 estabelece as noções gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, locações, de observância obrigatória pela Administração Pública Direta, Indireta ou Fundacional de quaisquer dos Poderes da União, estendendo a sua aplicação a qualquer dos Poderes dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e ainda a fundos especiais e demais entidades controladas, direta ou indiretamente, pelas pessoas mencionadas.

A licitação possui certos princípios jurídicos que se encontram referidos em vários dispositivos da lei de Licitação n.º 8.666/93, por serem de observância obrigatória, são eles: Princípio da Legalidade, Princípio da Moralidade Administrativa, Princípio da Igualdade, Princípio da Publicidade, Princípio do Procedimento Formal, Princípio da Universalidade, Princípio da Vinculação ao instrumento convocatório, Princípio da Realidade e da Razoabilidade, Princípio do Julgamento Objetivo, Princípio da Economicidade. Alguns destes postulados coincidem com os norteadores da Administração Pública, quer estejam implícitos ou explícitos, ao passo que outros são peculiares ao procedimento licitatório.

Assim como os princípios a Licitação tem suas modalidades, como a de Concorrência, Tomada de Preços, Convite, Concurso, Leilão e agora o Pregão.

A Licitação assim como o Pregão está dividida em duas fases, a interna e a externa. A fase interna inicia-se com um plano de estruturação administrativa e financeira da Administração. Já na fase externa, a licitação será processada e julgada com observância no procedimento de abertura dos envelopes contendo a documentação relativa à habilitação dos licitantes, e sua apreciação.

Após a verificação dos pontos principais da Licitação, podemos entrar na questão da nova modalidade de licitação, que é o pregão, que como aquela, tem seus princípios regidos pelo art. 37 da CF, assim como dos princípios correlatos da celeridade, finalidade, razoabilidade, proporcionalidade, competitividade, justo preço, seletividade e comparação objetiva das propostas.

Desta forma, o “pregão” justifica-se pelas características da simplicidade e modicidade de custos, podendo contribuir positivamente para a aplicação do principio da eficiência.

A aplicação subsidiária das normas da Lei n.º 8.666/93, se dá por força do princípio da especialidade.

Importa destacar como características básicas dessa nova modalidade de licitação as diferenças entre esta e as demais modalidades licitatórias.

São duas as diferenças importantes, quais sejam: Primeiro, a inversão das fases, vez que inicialmente julgam-se as propostas de preços, para somente após se apreciar a habilitação, restrita apenas à análise da documentação do licitante vencedor. Assim, previamente à apreciação das propostas de preço analisa-se documento de declaração do próprio licitante pelo qual afirma, sob as penas da lei, preencher as condições de habilitação, o que não pressupõe estar habilitado a fornecer o bem ou serviço pretendido, fato que somente ao depois será apreciado.

A segunda grande diferença, diz respeito ao procedimento da definição do vencedor do certame. Até então, nas demais modalidades, as propostas eram previamente definidas pelos licitantes, entregues em envelopes lacrados, para julgamento, no pregão há essa fase de entrega das propostas de preços, as quais, contudo, não contém os valores definitivos, são apenas valores que podem – ou não – pré-qualificar os licitantes para a fase de lances, onde os preços serão novamente apresentados, porém mediante manifestações verbais, em sessão pública.

O critério de utilização do pregão é qualitativo e não quantitativo, o pregão se presta à aquisição de bens e serviços declarados pela administração como comuns, assim considerados aqueles de uso e necessidades corriqueiras, contínuos, disponíveis no mercado, não personalizados.

Para promover a realização do pregão, nos termos do artigo 7º do Decreto 3.555/00, compete à autoridade competente, de acordo com as atribuições previstas no regimento ou estatuto do órgão ou da entidade, designar o pregoeiro e sua respectiva equipe de apoio, determinar a abertura da licitação, decidir dos recursos contra atos do pregoeiro e homologar o resultado da licitação, bem como promover a celebração do contrato.

O pregoeiro substitui as comissões de licitação previstas na Lei n.º 8.666/93, sendo requisito para realizar tal função ser servidor que tenha realizado capacitação específica para exercer a função, suas atribuições estão previstas no art. 9º do Decreto n.º 3.555/00.

Ao Pregão são destinadas duas formas de realização: a presencial e a eletrônica. Vislumbra-se no pregão, a realização de duas fases procedimentais: a fase preparatória (interna), onde se analisa os requisitos necessários para a realização da licitação e a fase externa, com a participação dos candidatos interessados, culminando com a adjudicação do objeto ao vencedor. A fase

externa é iniciada com a convocação dos interessados, efetuada através de publicação de aviso no Diário Oficial da União, facultativamente por meios eletrônicos e, conforme o vulto da licitação, em jornal de grande circulação, conforme art. 4º, I da MP nº 2.108/00.

Classificados para a etapa de lances, aqueles classificados oferecerão lances e o autor da proposta de valor mais baixo e os autores das ofertas com preços até 10% superiores àquele poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, melhorando a oferta.

Com efeito, o Pregão nada mais é do que um Leilão às avessas. Ganha quem fizer a menor proposta.

Nesta modalidade de licitação, os documentos dos licitantes ficam à disposição da Administração até o momento da contratação, pois poderão ser necessários os documentos do segundo colocado, caso haja inabilitação ou desistência do primeiro.

Declarado, ao final, o vencedor, devidamente habilitado, narradas todas as ocorrências em ata, abre-se a possibilidade, única em todo o procedimento, a interposição de recurso, devendo, para tanto, o licitante que desejar fazê-lo manifestar-se em sessão imediata e motivadamente, sendo-lhe concedido prazo para ofertar as razões fundamentadas do recurso em 03 (três) dias.

O pregão é sem dúvida um avanço no instituto das licitações. Vimos ao longo do trabalho que a principal intenção desta nova modalidade é dinamizar, agilizar e desburocratizar o certame licitatório para aquisições de bens e serviços comuns pela Administração Pública. É óbvio que nem tudo é perfeito, a idéia é passível de algumas alterações, que após a publicação da Lei 10.520, já foram concertadas, como o fato de restringir tal modalidade apenas na esfera federal.

A migração para o Pregão nas suas duas formas de realizações (Presencial e Eletrônica) é a principal e talvez a maior mudança operada no âmbito das licitações em todas as esferas da Administração Pública, requerendo dos usuários maior dedicação, conhecimento e comprometimento com a “coisa pública”, implicando não só na mudança de procedimentos, como também de postura desses profissionais com a assimilação de um novo paradigma de negociação com maior responsabilidade para compras e contratações governamentais abrangidas pelo Pregão.

Os números expressos neste trabalho e os resultados até então obtidos pela Administração Pública, ratificam a importância do uso dessa nova forma de licitação que, acima de tudo, possibilita às Unidades de Gestão de Logística e de Serviços Gerais da Administração Pública promover suas aquisições, amparadas no rigor da lei, com maior rapidez, segurança, transparência e economicidade.

Benzer Belgeler