Figura 5 - A. M. Mackay: Pioneer Missionary of the Church Missionary Society to Uganda – (http://www.wdl.org/en/item/7774/)
Os missionários percebendo que sua presença em Uganda estava em perigo constante e que aquelas ações que tinham como base o envio de mensagens aos convertidos clandestinos espalhados pelo país acentuaram a perseguição do chefe local Mwanga na segunda metade de 1886 começaram a pedir ajuda e proteção a esses evangelizados para deixarem o país ou ao menos se afastarem evitando maiores desastres.
Depois de muitos insultos Mwanga acaba cedendo às pressões e permitindo que Mr. Ashe, então principal companheiro de Mackay em campo de missão, partisse, porém, insistiu na manutenção de Mackay não por considerá-lo útil, mas por enxergar através dele a possibilidade de conhecer e garantir alguém que pudesse resguardar a estabilidade numa possível vingança dos homens brancos funcionando como refém. Mackay era, naquele momento de total instabilidade, a única possibilidade de se assegurar a manutenção dos trabalhos da CMS mas também na relativa importância para evitar um massacre caso os europeus resolvessem armar uma guerra contra o monarca, era a “moeda de troca” fundamental para que Mwanga continuasse com seu projeto de perseguição.
Mullins tenta passar a ideia da capacidade importância de Mackay e de como sua presença era impar naquele território, onde mesmo diante de inúmeros massacres, ele como herói e ícone da instituição conseguira manter, ainda que de forma reduzida, o processo de evangelização sem para isso precisar utilizar métodos cruéis como fazia seu opositor Mwanga. Mackay estava acima das disputas, era para a missão e seus membros a peça
fundamental, mas também era para o soberano nativo uma possibilidade de amenizar represálias.
De agosto de 1886 até julho de 1887 Mackay esteve sozinho como chefe de missão em Uganda, durante este período se dedicou a manter a atividade missionária traduzindo as escrituras sagradas cristãs (Bíblia), auxiliou aqueles fieis que permaneceram na região central do reino no combate a perseguição assegurando-lhes a vida e empenhou-se com suas estratégias diplomáticas buscando um apaziguamento na postura do monarca, e, obteve relativo sucesso dentro das possibilidades que o momento permitia, auxiliando na redução dos massacres que até então estavam ocorrendo.
Em meio a este ambiente de tensão que havia um fato deve ser destacado, foi concluída a tradução do Evangelho Segundo São Mateus, feito com a ajuda de bagandas convertidos que naquele momento eram fundamentais para a manutenção das ações missionárias. O importante nesta citação dentro dos relatos é que os cristianizados estavam ativamente participando, juntamente com o líder da CMS, dos trabalhos propostos para os missionários. Além disso, percebe-se que boa parte desses convertidos já sabiam ler e escrever em inglês e, mais do que isso, tinham adquirido a habilidade de traduzir da língua inglesa para a local. Esse fato é mostrado pelo autor como forma de enaltecer e caracterizar como “vantajosa” a presença da CMS em Uganda por ter apresentado resultados concretos de “avanços” dos ideais da instituição para a população já que um grande número de locais estava alfabetizado e convertido ao cristianismo protestante.
A fúria do rei durante o final de 1886 e início de 1887 foi gradativamente amenizada e possibilitou que alguns dos cristãos locais recém-convertidos saíssem da clandestinidade e voltassem a se reunir com Mackay. Sobre este período uma importante carta escrita por Mackay em janeiro de 1887 traz algumas características a respeito da postura do missionário e sua visão enquanto única liderança remanescente no território.
Por uma porção de meses eu estava vivenciando reuniões todas as noites em uma casa regular com diversas pessoas estranhas, as latas de petróleo que chegaram no tempo certo permitiu que eu instalasse uma espécie de iluminação e a biblioteca se tornou uma escola noturna. Tarde, tarde e cada vez mais tarde nós saíamos de lá e eu frequentemente estava mais do que exausto – lendo, ensinando, remediando...”.
Em outra carta de seis de março escreve:
“Pela graça e pelo amor do Senhor eu ainda estou nesse corpo... desde que recebi mensagens, tenho consciência de que muito da minha existência aqui
é por conta de suas preces e de todos os filhos de Deus da Europa.”74
(MULLINS, J.D. 1904. op. cit. p.46-47)
O interlocutor sugerido por Mullins é um jovem chefe local que estava em perigo naquele momento e havia escapado com vida de perseguições do rei, era Mika Sematimba, o mesmo que na época visitara a Inglaterra. As cartas de Mackay sugerem que as relações com a Europa eram muito valorizadas e os aliados locais estavam mantendo contatos estreitos com a Inglaterra, inclusive com visitas desses importantes aliados nativos à capital inglesa. A presença de Mackay sozinho e com relativa influência no território, que mesmo diante do medo pôde aumentar o número de conversões e apoio de boa parte da população local, muitas vezes não só pela postura carismática enquanto evangelizador, mas também pelos feitos na modernização75 do reino e arredores como com a construção de 230 milhas de estradas a partir
de suas habilidades como engenheiro fato ressaltado por sua irmã e biógrafa Alexina Mackay. Ele de fato exercia influência não só no âmbito religioso, mas era admirado pelos povos locais, e por isso, talvez tivesse despertado novamente de forma mais agressiva a rivalidade com os comerciantes árabes de religião muçulmana que desde 1878 estavam em constante posição de disputa pela influência sob a população e seu soberano.
Os relatos de Mullins, coerentes com as demais publicações da CMS trazem a ideia de transformar árabes muçulmanos em inimigos do projeto de cristianização da população, uma dualidade, o bem, representando os ingleses anglicanos, contra o mal, os muçulmanos, relacionando muitas vezes a posição persecutória do rei com esses inimigos. A oposição trazida nos relatos ajuda a compreender a maneira como eram heroicizados os membros da CMS, dos quais o mais destacado fora Mackay.
Como esses comerciantes detinham forte influência sobre o rei e suas decisões, aconselharam o soberano a expulsar Mackay do país. Devemos ressaltar que no ano de 1887 ao sul do lago Victória o General e Reverendo Gordon já possuía forte influência sob os locais e apoio do governo da Inglaterra. Quando o rei aceita expulsar Mackay a pedido dos
74 Do original: “For a couple of month after you left I was having a regular houseful of strangers every evening. The tin of petroleum arrived just in time, as by it I could make a respectable light, and the library became a night school. Late, late, often very late, we wound up, and I was often more than exhausted – reading, teaching, drugging…”
In another letter, on March 6th
, he wrote: -
“By the grace of our loving Lord I am still in the body… Since receiving the mail, I have had the consciousness forced upon me that our very existence here is mightily due to the prayers of you and off all the children of God in Europe.” Tradução Própria.
75
HARRISON, Alexina Mackay. A.M. Mackay: missionário pioneiro da Sociedade Missionária da Igreja em
comerciantes árabes locais, prefere consultar Gordon a respeito de um sucessor, indicado pelo general, que pudesse substituir o maior nome da CMS em campo de missão.
O general Gordon chegou à Uganda em agosto de 1888 e ali permaneceu sozinho comandando e conseguindo estabelecer a ordem dos trabalhos da missão até a chegada do novo Reverendo, R. H. Walker. Mackay foi exilado em Usambiro onde pôde continuar desenvolvendo atividades para a CMS juntamente com outros exilados, caso de Mr. Ashe, por exemplo. Aquele seria o último reduto de trabalho do mártir de onde saiu morto em 1890. A chegada de Walker pareceu de início uma retomada da estabilidade já que o próprio rei no ano de 1887 consultara Gordon para substituição de Mackay. Porém, o rei que provavelmente esperou por um reverendo menos influente para poder por em prática uma ação desesperada juntamente com sua corte, enviar para uma das ilhas do lago todos os readers e árabes de Uganda, esse plano foi adjetivado por Mullins como “diabólico”, pois, segundo o autor, só não permitiria que morressem de fome, e, como boa parte dos habitantes de Uganda seguia ou nutria simpatia por um ou outro grupo, logo, o plano vazou e ambos recusaram-se a cair na armadilha para eles preparada.
Nota-se que o rei procurou não aderir às imposições dos grupos não nativos, a resistência à opressão, as influências culturais e a defesa do domínio sob seu território foi pretendida com esta postura de isolamento, porém, sem sucesso. Iniciou-se um complô contra o rei gerando uma serie de consequências, denominadas pelos membros da CMS posteriormente como “Revolução Sangrenta” que não somente destronou Mwanga como também destituiu as missões francesas católicas e a da CMS inglesa e protestante, já que fora liderada pelos muçulmanos e estabeleceu um governo centrado em eliminar toda possível influência cristã em Uganda.
A notícia da tomada de poder por parte dos árabes chegou a Inglaterra e causou grande alvoroço. Segundo Mullins, cerca de 5.000 cópias de panfletos foram distribuídos na capital inglesa pelo Editorial Department at the Salisbury Square, a população da época na Europa estava a par e seguia atenta a todas as novidades segundo o relato do autor.
Quando os grupos descobriram as intenções de Mwanga, organizaram-se com armamentos para confrontar as tropas reais, porém, por caminhos diferentes. Os árabes ainda traziam consigo, um outro filho de M’tesa, Kiwewa, como rei que assumiria pouco tempo depois o trono influenciado totalmente pelos muçulmanos. Mwanga fugiu com sua esposa e pajens em uma canoa rumo a Magu, nas margens de Speke Gulf onde fora capturado e mantido como prisioneiro pelos viajantes árabes. Enquanto isso, os insurgentes se distribuíram departamentos de chefia por todas as partes contra os líderes de todas as partes,
um derramamento de sangue sem precedentes, liberdade de adoração foi proclamada e os postos de missão se encheram da população local em busca de refúgio. Utilizando do artificio metafórico o autor os compara a um “enxame de abelhas”.
Os árabes e nativos muçulmanos em 1889 assumem o controle do governo de Uganda e resolvem por em prática um plano: distanciar os cristãos que durante o levante atuaram como aliados. O principal motivo da rivalidade foi o interesse dos cristãos da CMS em estabelecer uma monarquia chefiada por uma mulher, aos moldes ingleses que estavam vivendo sob o comando da poderosa Rainha Victória, fato que poderia estabelecer maior proximidade entre Uganda e Inglaterra. O autor vai culpar a falta de apoio popular pela ausência de expectativa para a ilustração de Victória que naquela época nutria grande fama.
Seis meses depois do primeiro conflito em outubro, os cristãos foram atacados de surpresa. Naquele momento refugiaram-se em Nkole. A vitória dos muçulmanos se deu sob todos os cristãos, estações francesas e inglesas foram atacadas. Gordon e Walker, então líderes locais da CMS, fugiram do cerco armado pelos muçulmanos e encontraram nos antigos inimigos franceses a ajuda para poderem se alimentar e se protegerem do frio. Essa passagem nos leva a crer que num período de crise povos europeus eram os mais próximos ideologicamente, tanto que os líderes da missão irão partilhar um abrigo com M. Lavinhac e Lourdel, dois padres católicos franceses. As antigas disputas foram naquele ano superadas, eram cristãos e europeus, possuíam mais afinidades do que disparidades. Talvez o momento de maior distanciamento das ideias da cultura e religião europeia com a população local dentro do trabalho da missão.
Para fugirem da perseguição do governo muçulmano o barco Eleanor foi morada tanto de franceses católicos quanto de nativos convertidos aos quais o autor refere-se como almas. Essa passagem no relato reforça a superação dos desafetos com os franceses no momento onde a influência europeia esteve ameaçada pelo governo dos muçulmanos.
Após uma serie de acidentes no percurso de busca por refúgio e a quebra da embarcação tiveram que nadar para alcançarem a terra onde cinco, todos nativos, dos trinta e nove fugitivos perderam suas vidas. A jornada dos dois missionários chefes da CMS em Uganda, Gordon e Walker teve como ponto de chegada a estação missionaria de Usambiro, um lugar seguro e onde puderam se reagrupar e organizar uma contraofensiva a partir das ideias de Mackay. A organização parte de Mackay, porém, a maior parte dos cristãos protestantes seguidores da CMS que haviam conseguido se refugiar não estavam próximos a ele, eram cerca de mil, abrigados em Nkole, onde Mika Sematimba, líder local (a quem uma
das cartas de Mackay fora endereçada), aliado dos ingleses tendo inclusive visitado a Inglaterra, os resguardava em segurança e integridade.
Em Uganda, Kiwewa foi deposto pelos muçulmanos quando tentou impor-se sob os mesmos, sendo substituído por outro filho de M’tesa, Kilema, e dezena de chefes que nutriam simpatia pelos feitos cristãos também foram assassinados. Para retornar a Uganda, Mackay deu início à construção de uma moderna embarcação, maior e mais veloz, segundo os relatos, o missionário tinha a ambição de fazer algo indestrutível para navegar pelo Victória Nyanza.
A produção literária, as traduções e aulas não cessaram em nenhum momento e Mackay continuou a frente do projeto da CMS. Os avanços e o aumento do número de cristãos desse período foram registrados pelo viajante H. M. Stanley que se encontrou com Mackay em Usambiro no período em um livro publicado por ele mesmo na Europa chamado
In Darkest Africa e apresentado como relato pelo mesmo na sede da CMS na Inglaterra. Nota-
se um grande aumento no número de publicações a respeito da CMS não somente na África, mas na Inglaterra, a população inglesa passa cada vez mais a se interessar no desenvolvimento da missão e o período de crise intensifica ainda mais esse interesse.
Enquanto a revolução estabelecia os interesses dos muçulmanos em Uganda, Mwanga preparou sua retomada, porém, inusitadamente buscou alianças com os antigos inimigos cristãos para se reestabelecer. Cristãos essencialmente membros da CMS que após uma serie de reuniões e consultas a Mackay resolveram unir-se a Mwanga para juntar forças na deposição de Kilema e seus aliados muçulmanos.
Os protestantes e as forças do rei foram coordenados por Apolo Kagwa (ou Katikiro), além de uma serie de membros da missão atuantes como professores sob o comando de Mr. Gordon e Mr. Walker. Vemos neste episódio uma superação das desigualdades ideológicas, da perseguição de Mwanga e sua corte em busca de uma retomada da influência e do trabalho missionário interrompido com a queda do rei, ou seja, era melhor ter Mwanga aliado do que os muçulmanos que não permitiam em hipótese alguma o desenvolvimento da evangelização. Ainda em 1889 protestantes e os soldados do rei recuperaram o trono e o andamento da missão.
Enquanto Mwanga estava se organizando para retomada do poder na ilha de Bulingugwe, onde se estabeleceu após conseguir fugir do domínio muçulmano, foi assessorado por um inglês membro da Companhia Imperial Britânica no Oriente Africano, Mr. Jackson. Esta Companhia no ano de 1889 já controlava rotas comerciais entre Inglaterra e o Leste da África. Outros importantes membros desta mesma instituição passaram a atuar na região em apoio à filantropia, como Willian Mackinnon e Douglas Mackenzie, nesta
perspectiva incentivaram o desenvolvimento das missões e o fim do trabalho escravo, além de fazerem propaganda para a coroa britânica por onde passassem.
Mr. Jackson deu a Mwanga uma bandeira da Companhia e garantiu-lhe proteção para a retomada do trono, o que Mullins afirma ser uma atitude muito importante por parte dos ingleses. Neste período forças europeias estavam disputando a partilha do território africano e asiático, dentre as principais potencias estavam Alemanha e Inglaterra, as instáveis relações entre franceses, alemães e ingleses que durante o período de perseguição e de dominação muçulmana estiveram abafadas foram retomadas, os primeiros que tinham como base a aversão ao protestantismo, mesmo sendo inimigos dos alemães, preferiram se aliar a eles fazendo oposição aos ingleses.
Naquele ano, a presença da Companhia Britânica que garantiu a retomada do poder a Mwanga era a instituição inglesa mais importante na expansão imperialista na África, aquela que tomara a frente para o enfrentamento inglês ante os demais países que almejavam estabelecer influência na região foi também a que garantiu a retomada dos trabalhos missionários da CMS, já que uma das bases da filantropia desta instituição era o incentivo ao trabalho missionário.
No início do ano seguinte, em 8 de fevereiro de 1890, a missão da CMS iniciada com a partida de seus primeiros membros no ano de 1876, portanto mais de uma década depois, noticiava a perda do último dos sobreviventes do grupo original, Mackay, acometido de febre em decorrência de malária, morre em meio a seus trabalhos em Usambiro. O autor menciona um depoimento de Stanley descrevendo sua impressão do seu encontro com Mackay. Trata-o por um homem gentil, de baixa estatura, barba e cabelos marrons. (MULLINS, J.D. 1904. op. cit. p.60)
Devemos salientar que no auge do texto, onde a morte da principal personagem do livro é trabalhada, o missionário condutor e detentor da personificação das ideias da CMS é mostrado a partir da evidência de suas características físicas no momento do encontro com o viajante inglês Stanley, muito próximo de uma imagem messiânica de barba e cabelos longos, diferente dos retratos do mesmo mais que associavam pela vestimenta e aparência com a vida na Europa. Após a descrição física, as atuações de Mackay durante seus catorze anos a frente da missão em Uganda, são mostradas enaltecendo sua indispensável contribuição não somente na angariação de fiéis, mas também nas demais áreas em que atuou desenvolvendo suas habilidades enquanto engenheiro.
Sua versátil e mecânica genialidade, seus poderes linguísticos, seu zelo evangelístico, seu apego e constância a seus propósitos, sua liderança sábia
tinha feito com que sua influência pudesse ser sentida em toda a região do Lago. Com todos os seus trabalhos – que foram além do que qualquer outro homem poderia realizar - ele ainda reiterou seu apego pelos livros... Mackay tinha milhares de livros em sua sala de jantar, quarto, na Igreja, em todos os lugares. Seus artigos para as revistas da Church Missionary Society e outros lugares mostravam que não era somente um missionário estadista atento com os diversos problemas da África, mas conseguiu se manter a par de todos os assuntos da casa de missão.
O espírito devoto deste homem já fora mostrado nesse discurso, nenhum desabafo de momento, realmente esse espírito queimou em seu peito até o
fim de sua vida.”76 (MULLINS, J.D. 1904. op. cit. p. 60-61)
Na última mensagem pública de Mackay, escrita somente cinco semanas antes de sua morte, mas publicada somente em junho de 1890 pelo C.M Gleaner (periódico consultado e explorado inclusive por Mullins para elaboração de seu livro) com suas perspectivas para Uganda:
Vocês, filhos da Inglaterra, aqui é um campo para as suas energias... Vocês, homens de Deus que resolveram dedicar suas vidas para a cura das almas dos homens, aqui é o campo adequado para você. Não é para ganhar números para a Igreja, mas para ganhar homens para o Salvador ... Deus é Espírito, quem acredita e o coloca acima de qualquer outra coisa deve passar a diante e ensinar as pessoas a adorá-lo
em espírito e verdade”77 (MULLINS, J.D. 1904. op. cit. p. 60-61)
Sendo assim, notamos que a última mensagem pública de Mackay muito se aproxima daquela que o levou a fazer parte da primeira missão em Uganda, no entanto, em outro contexto. Em 1890 a missão já estava praticamente consolidada, ainda que com períodos de instabilidade política, o espaço da CMS estava crescendo após a entrada da Companhia
Imperial Britânica no Oriente Africano no apoio da retomada de Mwanga ao trono e dos
incentivos filantrópicos de seus membros à intensificação dos trabalhos das missões. Apesar