3. FAALİYETLERE İLİŞKİN BİLGİ VE DEĞERLENDİRMELER
3.2. PERFORMANS BİLGİLERİ
3.2.6. İletişim ve Tanıtım Faaliyetleri
No plano das Declarações de Direitos internacionais, os direitos sociais, dentre eles o direito ao trabalho digno, foram primeiramente mencionados na DUDHC (1789) e reafirmados na DUDH11 (1948), a qual modifica conceitualmente a universalidade abstrata e metafísica dos franceses em uma universalidade caracterizada pela sua concretude, positividade e eficácia, permitindo o fortalecimento dos direitos individuais a partir da
11 Artigo 22. Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.
Artigo 23. 1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. (...) 3. Todo ser humano que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. (...)
Artigo 24. Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive à limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas.
Artigo 25. 1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle. 2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.
Artigo 26. 1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. 2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. 3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Artigo 27. 1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios. 2. Todo ser humano tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor. Excerto da Declaração Universal dos Direitos Humanos retirado do site da UNESCO, acessado em 24/04/2016.
30 implementação e da concretização dos direitos da igualdade e da fraternidade, conforme aduz Paulo Bonavides (2012, p.591).
Aliás, a Declaração de Direitos de 1948 abre caminho para que os direitos sociais12, que, constitucionais desde as suas primeiras manifestações e gradualmente inseridos nos ordenamentos jurídicos nacionais, fossem acreditados, protegidos e assegurados aos seus titulares como DH tanto quanto os direitos individuais já o eram desde a época das Revoluções burguesas.
Posteriormente, os Pactos Internacionais de 1966, de Direitos Civis e Político (PIDCP) e de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), aprofundaram o disposto na Declaração Universal de 1948, pormenorizando tanto os direitos sociais como os individuais no âmbito do sistema de proteção aos DH das Nações Unidas.
Esses Pactos atestam a inter-relação e a interdependência entre os direitos de primeira e de segunda geração, características que foram insinuadas em 1948 e expressamente afirmadas em 1993 na Convenção de Direitos Humanos de Viena; tanto são assim que o Pacto dos direitos individuais traz direitos de extrema importância, por exemplo, para os direitos social-trabalhistas, como a proibição ao trabalho forçado e à liberdade de associação (em especial, a sindical).
Por seu turno, o PIDESC pactua no sistema de DH das Nações Unidas serem direitos do homem a educação, o trabalho, a saúde, a assistência e a previdência social, sem os quais não conseguiria exercer o direito ao voto, à liberdade de pensamento e de crença, sem os quais tampouco se teria condições de garantir igualdade material entre os indivíduos.
Este Pacto, especificamente, exige para a sua implementação que o Estado realize atividades, que o Estado aja: isto é, exige que o Estado crie programas de ação governamental e de políticas públicas coordenadas entre si, que fiscalize continuamente a implementação de tais políticas públicas, garantindo a efetividade dos direitos sociais, pois dado o caráter interdependente dos DH, a não realização de um direito (social, no caso) comprometeria a realização e a efetividade de todos os outros (COMPARATO, 2008, p. 338).
Quanto aos direitos humanos sociais trabalhistas, deve-se ressaltar que o PIDESC insere no sistema normativo da ONU – artigos 6º ao 9º – direitos que já eram e são até objeto de inúmeras Convenções e Recomendações da Organização Internacional do Trabalho13, a saber:
12
Direito à saúde, educação (instrução), assistência e previdência sociais.
13 Nesse sentido, conforme assinala Süssekind (2000, p. 417), é interessante notar que o nível de proteção oferecido pelas normas da OIT muitas vezes supera o oferecido pelo Pacto e pelo próprio sistema de DH das
31 a) O direito ao trabalho livremente escolhido ou aceito e as medidas
apropriadas para salvaguardá-lo (artigo 6º);
b) O direito ao gozo de condições de trabalho justas e favoráveis, que lhes proporcione remuneração e jornada de trabalho adequadas, meio- ambientes de trabalho seguros e higiênicos, existência decente para eles e suas famílias, oportunidades justas de ascensão na carreira, descanso, lazer e férias periódicas remuneradas (artigo 7º);
c) O direito de greve e de se associar em sindicatos (artigo 8º); d) O direito à seguridade e previdência sociais (artigo 9º).
A importância do PIDESC é sentida ainda quando disciplina, tal qual a DUDH (1948), o direito ao trabalho digno em si, reconhecendo que todo individuo tem direito ao
trabalho digno, a um trabalho livremente escolhido, que deve ser executado em condições “justas e favoráveis” e por meio do qual possa o trabalhador sustentar a si e a sua família com dignidade.
Anexo a esse direito ao trabalho per si, têm-se direitos acessórios como a uma remuneração justa (“satisfatória” segundo a DUDH) e equitativa (“[...] uma remuneração igual por um trabalho de igual valor, sem qualquer distinção [...]” conforme o Pacto), bem como o direito à proteção contra o desemprego ou quaisquer outras condições que coloquem o trabalhador e sua família em posição de vulnerabilidade social.
Corroborando o sistema normativo de direitos humanos das Nações Unidas explanado acima, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), desde a sua criação em 1919, estabeleceu um sistema de normas e de padrões mínimos e uma agenda que promove os direitos trabalhistas a nível nacional e internacional. É sobre a estrutura dessa organização e do direito internacional do trabalho criado por ela que versará o próximo capítulo.
Nações Unidas em razão da composição tripartite de seu órgão produtor de normas e do alto grau de especialização técnica da Organização do Trabalho.
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3 DOS DIREITOS HUMANOS DOS TRABALHADORES DOS
CRUZEIROS MARÍTIMOS
Neste capítulo, inicia-se o estudo do microssistema de direitos humanos dos trabalhadores de navios cruzeiros turísticos, os quais também serão denominados por meio das expressões “gente do mar” 14e “tripulantes”.