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İletişim Becerileri Konusunda Ergenlerle Yapılan

Belgede (Yüksek Lisans Tezi) (sayfa 44-54)

1.3. Alt Amaçlar

2.1.2. İletişim Becerilerine İlişkin Araştırmalar

2.1.2.1. İletişim Becerileri Konusunda Ergenlerle Yapılan

A VIII Conferência Nacional de Saúde, ocorrida em março de 1996, Brasília, promovida pelo Ministério da Saúde, contou com a participação de diversos setores organizados da sociedade. É considerada um marco histórico para as reformas que foram e estão sendo processadas no setor nas duas últimas décadas (AROUCA,1988; FLEURY,1988).

Os principais temas debatidos nesta conferência foram: saúde como direito de cidadania, reformulação do Sistema Nacional de Saúde e o financiamento do Setor. Esta diferiu das demais pela participação de setores organizados da sociedade, com destaque para a valiosa participação de usuários, bem como pela quantidade de pré-conferências estaduais e municipais realizadas.

Naquele momento havia um consenso, entre os participantes, que para o setor saúde no Brasil não era suficiente uma mera reforma administrativa e financeira mas sim uma mudança em todo arcabouço jurídico institucional vigente, que contemplasse a “ampliação do conceito de saúde segundo os preceitos da reforma sanitária “ (PUGIN,1996).

O Relatório gerado pela VIII Conferência Nacional de Saúde, BRASIL (1986), foi referência para os constituintes dedicados à elaboração da Carta de 1988 bem como para os militantes do “movimento sanitário brasileiro” (AROUCA,1991).

Entre a Oitava Conferência de 1986 e a Constituição de 1988 dois fatos marcantes ocorreram: a criação, em dez de julho de 1987, do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde - CONASEMS e a criação do Sistema Unificado Descentralizado de Saúde - SUDS, com o decreto presidencial de vinte de julho de 1987.

O SUDS representou naquele momento um rearranjo institucional objetivando prioritariamente a universalização do atendimento com a redefinição dos princípios de integração , integralidade, hierarquização, regionalização do sistema de saúde , e controle social. A sua implantação se deu através de convênios firmados entre o Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social e as Secretarias Estaduais de Saúde e foi importante na reforma administrativa do setor, introduzindo elementos racionalizadores e tendo também conseqüências políticas, como o desmonte da máquina previdenciária e a alteração da correlação de forças até então vigente (MÜLLER NETO,1991).

Com a criação do CONASEMS entrou em cena um novo ator social na luta pela criação do Sistema Único de Saúde bem como pela descentralização das ações e serviços de saúde. Segundo, GOULART ( 1996):

O CONASEMS integra, então, a recém - criada Plenária das Entidades de Saúde, junto a representações sindicais, de trabalhadores de saúde , de usuários, portadores de deficiências e outros grupos. Tal articulação passa a ser uma das características marcantes do movimento, qual seja sua interação com outros segmentos sociais.

Estes movimentos culminaram por garantir na Constituição de 1988 a saúde como um direito social universal a ser garantido pelo Estado. É criado então o Sistema Único de Saúde, que representou um importante ponto de inflexão na evolução institucional do Brasil e determinou praticamente uma total “reengenharia institucional”, ao introduzir um novo arcabouço jurídico institucional no campo das políticas públicas em saúde.

Um dos marcos desse processo é o fato da constituição ter adotado “um conjunto de conceitos, princípios e diretrizes extraídos não da pratica corrente e hegemônica, mas propondo uma nova lógica organizacional, baseada na proposta

contra - hegemônica construída ao longo de quase duas décadas pelo chamado “movimento sanitário”.

A Constituição de 1988, ao incorporar a proposta da Reforma Sanitária, cria a Seguridade Social, organizada com base nos seguintes objetivos:

 - universalidade da cobertura e do atendimento;

 - uniformidade e eqüivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;

- seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços; V - irredutibilidade do valor dos benefícios;

V - equidade na forma de participação no custeio; V - diversidade da base de financiamento;

V - caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação da comunidade, em especial de trabalhadores, empresários e aposentados.

Neste sentido, o princípio central da Reforma Sanitária passa a ser garantido pela Constituição Federal (1988), estabelecendo que :

A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações para sua promoção, proteção e recuperação”.

Outro fato importante ressaltado pela constituição é que as ações e serviços de saúde são considerados de relevância pública, cabendo ao poder público sua regulamentação, fiscalização e controle, nos termos da lei, a serem executados diretamente ou através de terceiros, inclusive pessoa física ou jurídica de direito privado. É então, instituído o Sistema Único de Saúde pela Constituição Federal(1988):

As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:

I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo;

II - atendimento integral, com prioridades para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;

III - participação da comunidade.

O Município, na condição de ente da federação tem como competência a prestação de serviços de atendimento à saúde da população, com a cooperação técnica do Estado e da União. Como atribuição Federal predomina normatização e o planejamento, ficando a execução dos serviços como atribuição dos Estados e sobretudo dos Municípios (AQUINO,1991; FLEURY,1994).

É garantido o exercício e participação da iniciativa privada na saúde que além de serem regulamentadas por disposições e princípios gerais de atenção à saúde, podem participar de forma complementar do SUS, segundo suas diretrizes.

É neste momento histórico que os atores do Movimento Sanitário passam a ter um outro desafio, que é a regulamentação da Constituição e a árdua tarefa de “fazer cumprir a Lei”.

Belgede (Yüksek Lisans Tezi) (sayfa 44-54)