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TÜRKİYE’NİN EN UZUN SU TÜNELİNDE (GEREDE SİSTEMİ) YOĞUN SU GELİŞLERİ VE İLERLEMEYE ETKİLERİ

İLERLEMEYE ETKİLERİ

Comprometimento político, em tese, é característica própria do Estado, mas também do ser humano em particular, uma vez que, enquanto ser social é consequentemente, ser político. Pois desde cedo, é orientado a desenvolver aptidões dentre as quais, a de responsabilidade. E a partir das relações sociais consegue (re)produzir e/ou construir conhecimentos. Os quais se encontram entrelaçados a instituições que (re)produzem relações de poder.

Entretanto, por ser social, o que significa viver em sociedade, cada sujeito está submetido à coercitividade, à exterioridade e à generalidade, características próprias da sociedade. De acordo com Pérsio Santos Oliveira (2002), as leis, a língua, os sistemas monetário, político, educacional e outros fenômenos do mesmo tipo, são fatos sociais. Assim, em virtude das características dos fatos sociais, podemos estudá-los objetivamente, e embora sejam exteriores, eles são introjetados pelo indivíduo por meio da coercitividade. Portanto, os fatos sociais originam e normatizam as instituições e as relações sociais.

Oficialmente o não cumprimento dos deveres tem como efeito a utilização de sanções para que a ordem social estabelecida seja resguardada. Nessa complexidade que envolve fatores definidores de qualidade da educação, mediante as intensas transformações e contradições da rede global, a verticalidade que integra as relações externas com as relações internas afeta direta e/ou indiretamente as ações individuais e coletivas que determinam as principais características de cada instituição social.

Muitos especialistas consideram que a crise existencial das famílias, efeito preponderantemente de alterações culturais e de transformações socioeconômicas, tem contribuído de forma significativa para a existência de desestruturações e conflitos sociais, especialmente os que ocorrem no interior das escolas, em virtude das novas relações culturais

estabelecidas entre pais e filhos e, que se estendem entre família e escola. Uma vez que, a vida em sociedade se constitui por redes conectadas formando sistemas.

O ritmo e intensidade da globalização em sua amplitude impõem a reorganização do espaço, refazendo-se o sentido de pertencimento e consequentemente os esforços dos indivíduos para sua inclusão social:

Mudam, assim, a natureza e o modo de fazer política. Estar em rede tornou- se o primeiro mandamento, porque fazer política passou a significar construir um grande arco de alianças para se organizar em rede. Diz ocupar um lugar no espaço. A corrida para incluir um lugar na rede a um só tempo hoje aproxima e afasta os homens. Acirra as disputas pelo domínio dos lugares e entre os lugares (MOREIRA, 2012, p. 175).

Assim, a construção dessas alianças tem sido tema frequente em discursos e discussões de sujeitos sociais representantes de governos e do campo da educação. Os quais têm traçado metas para atender as exigências estruturais e conjunturais. Objetivando atender estes fins, determinam a aceleração da formação de uma racionalidade para o mercado. Comprometendo, dessa forma, a real função da escola: sua formação educativa. Mesmo diante dos novos mecanismos de aceitação social, as escolas apresentam-se heterogêneas quanto suas estruturas, organização e funcionamento.

Por outro lado, a escolarização integral, também é meta estabelecida e, no discurso sobre educação ratifica-se a:

[...] boa qualidade (com escola equipadas com laboratórios, bibliotecas, computadores para uso de alunos e professores, videotecas, programas obrigatórios de estudos do meio, docentes bem formados e bem remunerados, que reciclam- se constantemente, etc.) tornou-se o segredo do sucesso ou não de uma sociedade que procura acompanhar a revolução técnico-científica (VESENTINI, 1992. p. 216-217).

O autor supracitado relata os anseios daqueles que acreditam, dentre os quais o próprio, nessa estrutura organizacional como fator determinante para a conquista do desenvolvimento tecnológico nos moldes da terceira fase da Revolução Industrial. E ainda, afirma que “mais importante que ‘macetes’ ou informações é aprender a aprender, é saber se virar sozinho, saber pensar por conta própria, tomar decisões, ter criatividade, raciocínio lógico e senso crítico bem dosado”(VESENTINI, 1992, p. 216).

Concordamos com suas afirmações, contudo sabemos que a generalização do quadro dessas escolas acaba por mascarar seus reais aspectos físicos, humanos e teórico-

metodológicos/científico-pedagógicos e, consequentemente, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Todavia, nos processos de (re)organização e/ou (re)estruturação, bem como, no exercício das relações de poderes, sempre há possibilidades de reverter ou modificar situações diversas. Dessa forma, há de fato escolas atendendo aos requisitos instituídos, principalmente, aos avaliativos. Porém, aquela corrida, já mencionada anteriormente, para incluir sujeitos e lugares ao sistema de redes, muitas vezes, faz com que se recorra às formas paliativas de profissionalização e de inclusão social.

Segundo Beisiegel (2006), o crescimento da rede de escolas no Brasil, bem como sua qualidade deve ser entendido, considerando-se um amplo contexto:

[...] não somente ao que está ocorrendo no campo da educação e na sociedade brasileira do presente, mas a tudo que aconteceu em todas as esferas da vida social, na família, na educação, na política, durante a passagem de uma sociedade tradicional, economicamente semicolonial, para uma sociedade moderna, urbana, industrializada. [...] O “processo de democratização do ensino” – ou da busca de extensão de um maior número de anos de escolaridade ao maior número de cidadãos inegavelmente produziu uma situação escolar que pode ser caracterizada, de modo geral, como uma situação de crise. E essa crise é multifária. O crescimento da rede de escolas, em todos os níveis – no ensino comum, no ensino médio e mesmo no superior, a complexidade resultante desse crescimento, da multiplicação e da diversificação dos quadros e das tarefas, produziu o fenômeno da burocratização das atividades e trouxe também, como consequência inevitável, a crescente ritualização dos serviços (BEISIEGEL, 2006, p. 111-112).

O referido autor inicialmente faz referência às transformações históricas na escala produtiva, onde essencialmente, para atender as exigências do processo de mundialização da economia, o Brasil é impulsionado a passar de uma sociedade tradicional e rural para uma sociedade urbana e industrial, introduzindo novos padrões culturais. Essas transformações originaram um enorme contingente de massas populares urbanas que necessitavam sobreviver em meio aos aspectos de variadas crises econômicas, políticas e culturais. E, para inserirem-se no mercado de trabalho e na nova vida social precisavam passar pelo processo de escolarização. Assim, tornara-se inevitável a promoção de transformações políticas e educacionais em consequência das pressões nacionais e internacionais para atender as demandas socioeconômicas. Como consequência desse processo de democratização do ensino, intensificam-se as adversidades dos sujeitos educacionais, a burocracia e a complexidade dos serviços das instituições de ensino e de órgãos governamentais relacionados às mesmas. Que somadas a dificuldades técnicas e a contradições éticas

intensificam os desafios de superação dessa crise, a qual Beisiegel (2006) afirma ser multifária.

Portanto, é importante que cada instituição social, desde a mais elementar a mais complexa, analise a estrutura e funcionamento do sistema educacional em toda sua dimensão, o que significa apreender fatores que interferem sobre a qualidade da educação. Fatores estes relacionados à estrutura, organização e funcionamento de todas as instituições sociais ao longo da nossa história, pois de forma direta ou indireta incidem sobre os resultados da educação nacional. Assim, os aspectos negativos, não recairão exclusivamente sobre o professor, sobre a escola e sobre as instituições de ensino superior.

Pois, entendemos que além de comportar as demandas com a criação de mais vagas, especificamente, é necessário estruturar todas as instituições de nível básico e superior com todo o aparato físico e humano indispensáveis à formação educacional. Se o ensino básico funciona bem, o universitário será ainda melhor. Mas para que o ensino básico se desenvolva há necessidade de, além de todo aparato técnico e pedagógico, dentre outros elementos, também, da efetiva participação da família, que para tanto, precisaria está melhor estruturada materialmente e eticamente.

As especificidades e interdependência entre as instituições sociais, imbricadas no sistema de redes, geralmente, não são visíveis ou percebidas à primeira vista, por isso, há enorme importância em aprofundar as análises já realizadas e investir nas que ainda não se concretizaram, para se compreender e saber de fato, onde estão e quais são as raízes das dificuldades enfrentadas ao longo do processo de qualificação da educação. Podendo assim, instigar o comprometimento político e todo o conjunto de condutas/posturas éticas indispensáveis à boa organização e funcionamento de qualquer instituição. A Geografia, à medida que trata do Estado e de suas relações com o meio, em suas abordagens, associadas a gama de pressupostos básicos da reconstrução do saber geográfico, pode contribuir para a criticidade, a leitura e interpretação de cada situação do mundo real.

Pensamos, portanto, que não é suficiente apenas conhecer os problemas que interferem sobre o aprendizado e a construção da cidadania, além de ter tais conhecimentos necessários, é imprescindível que haja interesse político de ambas as partes, família/escola; escola/academia; academia/Estado e de todas as partes, visto que o conjunto dessas instituições é indissociável e que, as relações informais e formais cotidianas revelam as práticas sociais dos diferentes grupos, os quais sonham, vivem, produz/reproduz e lutam, fazendo a vida caminhar e se reestruturar.

Benzer Belgeler