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5.2. Öneriler

5.2.2. İleriki Araştırmalara Yönelik Öneriler

O desafio da pesquisa é a obtenção da validade interna, evitando efeitos espúrios. Como comparar várias relações de fornecimento, sem sofrer a influência de variáveis exógenas que distorcem os resultados? Masten (1994, p.10) destaca a falta de identificação das relações estruturais que suportam as hipóteses, e problemas de seleção do arranjo como críticas aos estudos empíricos da ECT. A pesquisa, em questão, lida justamente com esses problemas. A forma tradicional de abordá-los, controlando a validade interna, é manter as relações estudadas mais homogêneas possíveis em relação ao ambiente institucional e condições de mercado. Nesse sentido, Ulset (1996) recortou apenas transações que envolviam certas condições, no caso, alto grau de tecnologia envolvida, relações entre empresas e institutos privados de pesquisa, com definida delimitação do mercado tratado. Na mesma linha, Arruñada et al. (2000) utilizaram análise transversal nos contratos de franquia entre montadoras e concessionárias de veículos na Espanha, analisando a variação da alocação dos direitos de decisão entre fabricante e revendedor, em função da marca do veículo.

Nessa abordagem, supõem que a decisão dos arranjos e da distribuição dos direitos de decisão e sobre resultado entre fornecedor e cliente são cercados pelos mesmos aspectos

institucionais, por exemplo. A limitação dessa análise situa-se exatamente na dificuldade de explicar o desalinhamento, pela não possibilidade de garantir o mesmo modelo de decisão do agente.

A razão das escolhas de certos arranjos está particularizada nos modelos de decisão presentes nos agentes em cada firma individual. O desalinhamento em relação aos arranjos eficientes, por hipótese está dentro da firma, pois, se todas utilizassem as mesmas diretrizes de decisão, o alinhamento ou desalinhamento em relação à ECT seria unânime, quando controladas as características de uma transação típica.

O desalinhamento surge na inabilidade de adequação da firma ao arranjo eficiente, ou à não consideração dos supostos fatores direcionadores dos arranjos eficientes. Esse arranjo pode ou não mudar ao longo do tempo, pois dentro de um darwinismo econômico, só os arranjos eficientes sobreviveriam ao longo do tempo (WILLIAMSON, 1996).

Ulset (1996), Arrunãda et al. (2000), entre outros, quando analisam arranjos entre várias empresas, perdem a oportunidade de analisar as razões dos desalinhamentos, originados intrafirma, assim como a distribuição dos direitos de decisão sobre esses arranjos entre as várias especialidades na firma.

Outra forma de abordar a questão da validade interna é limitar a análise a uma única unidade de coordenação das escolhas: uma única firma. Considera-se ter essa unidade única maior homogeneidade na análise. Ao invés de uma transação típica por várias firmas contratantes, analisam-se várias transações em uma única firma contratante.

Anderson et al. (2000) utilizaram abordagem distinta dos citados, pela análise da decisão de terceirização, especificamente em uma montadora norte-americana de automóveis. Analisaram 156 decisões de projeto e confecção de ferramentas (gabaritos para estampagem de partes metálicas). Dessa maneira, essas decisões analisadas estavam sujeitas ao mesmo ambiente institucional, limitando o impacto de variáveis não endogenizadas no modelo. Porém a análise limitou-se à relação da decisão de outsourcing na presença de oportunismo,

hold-up e complexidade das peças envolvidas, não sendo tratado o desalinhamento em relação

Assim sendo, para cumprir o objetivo de testar as razões econômicas da escolha dos arranjos, conjuntamente com a sua coordenação pelas áreas especializadas na firma contratante, o ambiente institucional, interno e externo será controlado para as várias transações discutidas, adotando-se o seguinte recorte do universo de pesquisa (Ilustração 8).

Sw $ P/S Ti Az Firma contratante Ddz Sw $ P/S Ti Az Firma contratante Ddz

Ilustração 8 – A firma e suas relações de fornecimento.

A firma contratante possui diversas relações de fornecimento, através das quais adquire os serviços para realizar sua atividade. Certos serviços são realizados em atividades que estão dentro de sua própria estrutura hierárquica, outros são adquiridos em transações tipicamente de mercado. Por fim, outros serviços executados através de arranjos híbridos, muitas vezes através de contratos de longo prazo. Essas últimas, transações (Ti , para i = 1 a n) entre a firma

e um fornecedor (Sw , para w = 1 a m), coordenadas por arranjos híbridos, são o objeto de

estudo. Para cada transação corresponde um fornecedor, o qual pode se repetir (n ≥ m). A firma, através suas áreas especializadas (Az), desenha e coordena tais relações. Cada área

possui um conjunto de direitos de decisão a ela alocado (Ddz).

A comparabilidade das diversas relações justifica tal recorte. Se os arranjos existentes nas firmas decorrem de escolhas dos agentes da firma, segundo certo grau de autonomia, a abordagem é tão mais livre de viés de seleção (YVRANDE-BILLON e SAUSSIER, 2004, p.72) quanto maior a homogeneidade das diretrizes de escolha, por exemplo, condicionadas a um mesmo ambiente institucional interno à firma.

Além disso, a comparabilidade, também, envolve certa similaridade de percepção dos agentes em relação à importância dos atributos relevantes às escolhas de arranjos. Quando se trata das relações do desempenho com o desalinhamento encontrado, se os agentes escolheram determinados arranjos em detrimento de outros, sendo tal escolha importante para o

desempenho econômico, quanto menos precisa for a percepção do agente em relação ao custo decorrente de um erro de escolha de determinado atributo do arranjo, menores serão os efeitos estimados daquele atributo na escolha de um arranjo em particular.

Considera-se, ainda, que as escolhas dos arranjos pelos agentes são limitadas em algum nível pelas definições institucionais da firma, ou restrições de várias ordens. Por exemplo, um procedimento padrão é imposto para contratação de determinado serviço, ou uma rotina deve ser seguida para qualquer acompanhamento de fornecedores, independente das características da transação em si, ou ainda, o agente tem restrições a investimentos compartilhados que poderiam ser solução para reduzir o risco de um fornecedor que investe em ativo altamente dedicado à firma como único cliente potencial.

Além dessas limitações, as escolhas, dentre as várias possíveis, estarão condicionadas ao modelo de decisão utilizado. Pode ser um modelo institucionalizado ou próprio do agente. No segundo caso, a formação (background) do agente impacta na composição do conjunto dos prováveis arranjos a serem escolhidos, pelos atributos ponderados por tal agente.

O uso de uma firma única, no estudo, também privilegia a eliminação de problemas de seleção de escolha em relação à dinamicidade do alinhamento das escolhas. As firmas têm tempos de respostas diversos a eventos externos. Uma mudança institucional pode provocar alterações nas condições econômicas das transações, fato que em algumas firmas produz uma quase imediata alteração no arranjo, enquanto em outras a inércia é maior. Sendo assim, uma análise comparada ampla poderia colocar na mesma análise, arranjos eficientes (já alinhados com a nova condição) e arranjos não alinhados (pela inércia organizacional).

Considerando tais aspectos influenciando na escolha, o que inclui a dinamicidade do arranjo, optou-se pelo estudo de várias transações em uma única firma.

Benzer Belgeler