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5.2 ÖNERİLER

5.2.2 İleride Yapılabilecek Araştırmalara Yönelik Öneriler

Na fase de Intervenção I, os participantes de ambos os grupos (Experimental e Controle) freqüentaram juntos as sessões do grupo psico-educacional (representado na Figura 1 como A). A diferença no tratamento recebido por cada grupo foi no tipo de visita domiciliar realizada: visita terapêutica domiciliar ou entrevista no domicílio (respectivamente, B e C na Figura 1).

Os cuidadores do Grupo Experimental, portanto, receberam visitas domiciliares nas quais o experimentador os auxiliava a analisar suas dificuldades específicas de cuidado com o idoso, à luz dos conceitos e temas discutidos nas reuniões do grupo psico-educacional. Assim, em cada visita feita aos cuidadores desse grupo, eram trabalhadas questões relacionadas ao tema da última reunião do grupo. Nessa situação, era possível trabalhar a fundo as idiossincrasias que o tema trazia em cada contexto de cuidados, ajudando-os a “pôr em prática” algumas das sugestões de estratégias apresentadas no grupo psico-educacional.

No caso dos participantes do Grupo Controle, foram também realizadas visitas domiciliares, mas apenas para proporcionar a eles o mesmo tempo de atenção por parte do experimentador e, assim, garantir que possíveis diferenças nos dados obtidos em cada grupo fossem realmente fruto do suporte diferenciado dado ao Grupo Experimental. Nessas visitas do Grupo Controle, era realizada apenas uma entrevista geral – Roteiro de Entrevista Estruturada – já descrita anteriormente.

Em ambos os grupos, as visitas domiciliares eram realizadas em paralelo às reuniões do grupo psico-educacional. A variável independente que está sendo considerada, portanto, é o suporte individualizado para operacionalizar conceitos abordados no grupo, recebido apenas pelos cuidadores do Grupo Experimental.

Esquematicamente, a divisão dos participantes da Turma 1 e Turma 2 de acordo com a variável independente ficou definida como demonstrado na Tabela 6:

Tabela 6 – Divisão dos cuidadores nos grupos Controle e Experimental nas duas

turmas de participantes

No total, cinco cuidadores participaram do Grupo Experimental e quatro do Grupo Controle. Grupos Controle Experimental C1 E1 C2 E2 1 C3 E3 E4 Turma 2 C4 E5

I.II.II.I - Funcionamento das visitas

Tanto as visitas terapêuticas do GE quanto as entrevistas do GC eram realizadas no domicílio dos cuidadores. Era explicada ao cuidador a importância de aquelas visitas serem ininterruptas – na medida do possível – e particulares, ou seja, só com a presença do pesquisador e do próprio cuidador. Era feito um agendamento prévio (por telefone), em um horário considerado “mais tranqüilo” pelo cuidador. Isso significa que eram privilegiados aqueles horários em que havia menor probabilidade de ocorrência de eventos adversos (horário próximo ao preparo de refeições, visitas rotineiras de parentes ou amigos, etc.). A conversa ocorria no cômodo onde o cuidador se sentia mais confortável e onde era possível conversar com mais privacidade – sem que outras pessoas ouvissem. Os ambientes mais comuns foram a sala de estar e a copa/sala de jantar da casa.

I.II.II.II - Visitas terapêuticas domiciliares

As visitas terapêuticas consistiam em uma conversa direcionada entre o pesquisador (Psicólogo) e o cuidador, estritamente relacionada ao tema tratado na sessão anterior do grupo psico-educacional. Foi realizado um mínimo de três visitas, cada uma com duração de 2 horas, a cada um dos cuidadores. Portanto, várias visitas foram reagendadas de última hora ou “não aproveitadas”, a depender de problemas de saúde que surgiram por parte do cuidador, o idoso, ou outro familiar; tarefas de maior importância para o funcionamento da casa; ou outros anseios dos participantes que impediram trabalhar com o conteúdo previsto. Os temas tratados foram: Estresse, Habilidades Sociais e Mudanças/Depressão.

Estas visitas tinham características clínicas, sob o enfoque da terapia cognitivo- comportamental. Terapeuta e cuidador discutiram e analisaram conjuntamente os tópicos referentes ao tema tratado no grupo terapêutico e o foco era esclarecer e reforçar os conceitos apresentados nas sessões do grupo e ajudar o cuidador a pensar em como operacionalizar as sugestões de estratégias para obter melhorias no seu papel de cuidador. Este foco era norteado, principalmente, pelas características específicas da relação entre o cuidador e o idoso, dentro do contexto social no qual estavam inseridos. Para tanto, o pesquisador seguia um roteiro (Roteiros Semi-estruturados de

Operacionalização, descrito na pág. 14) que foi desenvolvido com o intuito de

uniformizar, na medida do possível, as visitas feitas a todos os cuidadores do grupo. Estes roteiros podem ser vistos nos Apêndices 5, 6 e 7.

I.II.II.III - As Entrevistas no Domicílio

Como já foi dito, as entrevistas feitas no domicílio dos cuidadores do Grupo Controle foram realizadas tendo como objetivo minimizar os possíveis efeitos da atenção dada aos cuidadores do Grupo Experimental (seis horas de visitas terapêuticas domiciliares). Por isso, foram realizadas também três visitas, com duração de duas horas cada, aos domicílios dos cuidadores do Grupo Controle. No entanto, não houve a tentativa de operacionalizar os conteúdos dos temas passados nas sessões em grupo psico-educacional. Também ocorreram imprevistos e reagendamentos neste grupo, pelos mesmos motivos que apareceram em relação ao Grupo Experimental.

Hipotetisava-se que a variável “tempo de atenção” poderia ser relevante no desempenho e empenho dos cuidadores no cuidado com o idoso. Pois, a presença do pesquisador poderia assumir conotações de monitoramento do desempenho do cuidador.

O que ocorreu nestas visitas foi o preenchimento, por meio de perguntas feitas pelo pesquisador ao cuidador, do Roteiro de Entrevista Estruturada, que foi descrito no item “Instrumentos”.

Benzer Belgeler