3. FİBER BRAGG IZGARA (FBG)’NİN TEORİSİ VE DENEYSEL
5.1. İleri Yönlü C-Band EDFA’nın Deneysel Karakterizasyonu
As tabelas 2 e 3 a seguir apresentam os resultados das estimações das funções fronteira estocástica de custo. Inicialmente, as duas primeiras especificações presentes na tabela 2, tratam, apenas, das estimações das funções de custo, sem considerar as variáveis discricionárias que impactam na ineficiência da gestão dos recursos destinados à educação. Na primeira especificação, as variáveis consideradas como produtos na função de custo estão divididas pelo número de alunos matriculados.
A priori, pode-se observar que em todas as especificações presentes na tabela 2, apenas a razão professor por aluno (lnprofalu) não apresentou uma relação estatisticamente significativa com o custo por aluno. A princípio, esperava-se que a referida variável elevasse o custo do setor educacional, tendo em vista que, para haver expansão na oferta de ensino é necessário a ampliação do corpo docente.
Na primeira especificação, incluiu-se o salário médio dos professores do ensino fundamental (lnSalárioMédioProf), considerando essa variável como o preço do insumo ou preço do trabalho dos docentes. A partir do resultado apresentado, pode-se observar que a função custo é crescente no preço do insumo. Neste sentido, como esperado, acréscimos na média salarial dos professores elevará o custo dos municípios na gestão educacional, em específico no ensino fundamental. O referido resultado assemelha-se ao alcançado por Gronberg et al. (2011) para escolas charter do Texas, onde os mesmos constataram que os salários dos professores elevaria os custos das referidas escolas.
Tabela 7- Estimativas da função fronteira estocástica de custo
Especificação 1 Especificação 2 Especificação 3
Constante 9.00*** 4.511 11.10*** (0.000) (0.147) (0.000) lnEsc/aluno 0.218* 0.204** 0.226** (0.055) (0.047) (0.045) lnSala/aluno -1.498*** -1.490*** -1.59*** (0.000) (0.000) (0.000) lnProf/aluno 0.168 0.072 0.058 (0.301) (0.586) (0.725) lnSalárioMédioProf 0.307* (0,072) Determinantes da ineficiência Constante -10.48*** (0.001) Idade 0.009 (0.697) Escolaridade 1.16** (0.031) IDH-Educação 12.87*** (0.006) Conselho Educação 1.45** (0.044) Log likelihood -119.08154 sigma_v 0.471 lnsig2v -1.501631 Número de observações / 139
Fonte: Resultado da Fronteira estocástica de custo. Obs.: Os valores entre parênteses referem-se ao p-valor.
Coeficientes significativos a 10% (*), a 5% (**) e a 1% (***).
Por outro lado, atendendo as expectativas nas especificações 1 e 2, a elevação na relação número de escolas por alunos promove o aumento nos custos com o ensino
fundamental. No entanto, a ampliação do número de salas por aluno interfere negativamente nos custos do ensino fundamental dos municípios, ou seja, o crescimento de 1% do número de sala por aluno, promoveria uma queda de 1.49% nas despesas do setor educacional. Neste sentido, depreende-se a partir do resultado acima, que os municípios em análise, ao ampliar sua oferta de ensino, devem realizar por meio da ampliação dos estabelecimentos escolares já existentes.
Nas especificações 3, 4, 5 e 6 foram inseridas as variáveis que podem interferir sobre a ineficiência na gestão dos recursos do ensino municipal, e que não são variáveis de controle dos gestores públicos municipais. Na terceira especificação considerou-se apenas o número de escolas, de salas e de professores como produtos da função custo. Os resultados dessa estimação mostraram que os municípios que são geridos por prefeitos que possuem cursos superiores, podem reduzir seus níveis de eficiência na gestão dos recursos destinados à educação, apresentando um resultado inesperado, pois, entende-se que o desempenho de um município está associado ao grau de escolaridade do prefeito. Neste sentido, a partir do resultado apresentado, percebe-se que os municípios que são administrados por gestores com nível superior, mesmo sendo administrados por indivíduos mais preparados, com bom nível de conhecimento não alcançaram necessariamente um melhor desempenho na alocação dos recursos da educação. Entretanto, na administração pública a qualificação é um fator importante na tomada de decisões, quanto as políticas públicas, projetos e execução de suas funções a partir do grau de conhecimento atribuído aos gestores públicos.
Observou-se ainda, que os municípios que possuem conselhos municipais de educação não elevarão a eficiência na gestão dos recursos destinados ao ensino fundamental. O referido resultado não atende as expectativas, uma vez que os conselhos municipais de educação exercem papel de articuladores e mediadores das demandas educacionais junto aos gestores municipais, e desempenham funções normativas, consultivas, mobilizadoras e fiscalizadoras, isto é, os conselhos participam da formulação, implementação e monitoramento das políticas públicas educacionais dos municípios. Os resultados alcançados fronteira de custo, sugerem que os conselhos municipais de educação podem não está desempenhando seu papel e suas funções de forma satisfatória ou de acordo com a legislação que rege o funcionamento dos mesmos, refletindo de forma negativa sobre o desempenho dos municípios em análise. Os resultados quanto a escolaridade do prefeito e
os conselhos de educação, vão de encontro aos resultados alcançados por Mariano e Almeida (2012) para os municípios do Rio Grande do Norte.
Observou-se ainda, que o crescimento do IDH-Educação não provoca aumentos na eficiência dos recursos na educação, não atendendo a expectativa quanto a este resultado, tendo em vista que uma população com maior nível de educação e instrução teria, pelo menos em tese, material humano com maior capacidade de monitorar as ações dos gestores municipais. Dessa forma, os munícipes teriam condições mais favoráveis de compreender os assuntos relacionados a gestão da política educacional, bem como dos recursos, refletindo de forma positiva no desempenho dos municípios.
As especificações 4 e 5 da função custo são semelhantes as especificações 1 e 2, acrescentando-se apenas, as variáveis discricionárias que se relacionam com a eficiência da gestão dos recursos da educação municipal. Depreende-se dos resultados, que apenas as variáveis: escolaridade do prefeito e o nível de IDH-Educação mostraram-se significativas na explicação dos níveis de eficiência na gestão dos recursos da educação municipal. Entretanto, os resultados não atende as expectativas, pois ambas as variáveis impactam negativamente o nível de eficiência dos municípios no custo com a educação. Neste contexto, evidencia-se a partir desse resultado, que municípios administrados por gestores mais qualificados, e que têm uma população possuidora de um elevado nível de educação, necessariamente não apresentaram melhores desempenhos na alocação dos recursos.
Na especificação 5, além das variáveis escolaridade do prefeito e o nível de IDH- Educação, a existência de conselhos municipais de educação também não contribui para aumentar a eficiência na gestão dos recursos educacionais, resultado semelhante ao obtido na primeira especificação.
Tabela 8 - Estimativas da função fronteira estocástica de custo
Especificação 4 Especificação 5 Especificação 6
Constante 9.731*** 11.359*** 13.69*** (0.000) (0.000) (0.000) LnEsc/aluno 0.216* 0.220* 0.148* (0.058) (0.059) (0.057) LnSala/aluno -1.63*** -1.58*** -0.20 (0.000) (0.000) (0.171) LnProf/aluno 0.133 0.054 (0.469) (0.746) LnSaláriMedProf 0.197 (0.287) LnAlun/SalProf 0.723*** (0.000) Determinantes da Ineficiência Constante -12.39* -10.74** -5.36** (0.08) (0.002) (0.005) Idade 0.007 0.008 -0.01 (0.82) (0.735) (0.378) Escolaridade 1.31* 1.210** 0.738** (0.09) (0.031) (0.038) IDH-Educação 15.11* 13.231** 6.81** (0.08) (0.007) (0.035) Conselho Educação 1.80 1.493* 0.740* (0.22) (0.050) (0.053) Log likelihood -119.081 -119.04569 -53.060 lnsig2v -1.501 -1.485 -2.837 sigma_v 0.471 -10.74 0.241 Numero de observação 139 139 139
Fonte: Resultado da Fronteira estocástica de custo. Obs.: Os valores entre parênteses referem-se ao p-valor.
A especificação 6, inclui entre as variáveis da função custo, o salário dos professores, sendo esta variável mensurada com uma razão entre o número de matrículas e o custo médio dos docentes. Como previsto, o custo com os professores pressiona os custos com educação dos municípios em analise, tendo em vista que o corpo docente constitui-se no principal insumo do setor educacional. Os resultados da estimação desse modelo ainda demonstraram que, além da variável citada, o número de escolas por número de matrículas contribuiu para elevar os custos na educação municipal. Os resultados da função de ineficiência nessa especificação, também mostram que os municípios que têm como características: prefeitos com curso superior, elevado IDH-Educação e existência de conselhos municipais de educação, não apresentaram crescimento nos níveis de eficiência na gestão dos recursos do ensino fundamental, indo de encontro as expectativas quanto aos resultados mencionados.