5. SONUÇ VE ÖNERİLER
5.2. Öneriler
5.2.2. İlerde Yapılabilecek Araştırmalara Yönelik Öneriler
Nesta seção conceituam-se as técnicas de análise de dados empregadas e os procedimentos para desenvolver a pesquisa.
3.2.1 Estatística Descritiva
Hoffmann (2006) destaca que o método científico, quando aplicado para solução de um problema, tende a gerar grande massa de dados que, muitas vezes se tornam de difícil interpretação, não só pela quantidade mas também pelo grau de complexidade. Neste contexto, para que os dados revelassem informações não perceptíveis em uma avaliação mais geral, foi necessário utilizar alguma técnica para condensá-los ou resumi-los.
Morenttin e Bussab (2010) definem a Estatística Descritiva como a parte da Estatística que desenvolve e disponibiliza métodos para resumo e apresentação de dados estatísticos com o objetivo de facilitar a compreensão e a utilização das informações contidas na massa de dados.
Anderson et al. (2007) defendem que a finalidade da Estatística Descritiva é utilizar tabelas, gráficos, diagramas de distribuição de frequência e medidas descritivas para examinar o formato geral dos dados, identificar a ocorrência de valores atípicos, constatar os valores típicos que indicam o centro da distribuição e verificar o grau de variação na massa de dados.
Martins e Domingues (2011) alertam que o método descritivo possui uma entrada, os dados, e uma saída, um gráfico ou saída descritiva. Portanto, para que a saída seja fidedigna, é preciso que os dados da entrada sejam confiáveis.
Crespo (2009) indica como formas de apresentação principal dos dados as séries estatísticas, as tabelas e os gráficos. O autor destaca ainda as distribuições de frequências e gráficos, que podem ser utilizadas através de tabelas de classificação simples ou cruzada, ferramentas úteis para verificar a periodicidade com que os dados se repetem, o que auxilia na análise da evolução de determinado dado em uma série histórica.
Magalhães e Lima (2009) indicam como medidas descritivas as de localização ou tendência central, as separatrizes, as de variação ou dispersão, as de formato e as descritivas para dados agrupados em classes. A principal função das medidas descritivas é reduzir a um pequeno grupo de valores o conjunto de dados observados, a respeito do qual deve fornecer toda informação relevante.
A Estatística Descritiva é, pois, uma ferramenta muito útil aos propósitos desta pesquisa, pois pode auxiliar na análise dos dados de transferência de tecnologia obtidos no
Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e perceber seu comportamento ao longo do tempo, tanto antes quanto depois da promulgação da Lei da Inovação.
3.2.2 Análise de Conteúdo
É uma técnica de pesquisa que surgiu no fim do século passado. Suas características e abordagens, entretanto, foram desenvolvidas, especialmente, ao longo dos últimos cinquenta anos. Apesar de ter sido utilizada em uma fase de grande produtividade pela pesquisa quantitativa, orientada pelo paradigma positivista, valorizando e priorizando a objetividade e a quantificação, esta metodologia de análise de dados pode ser utilizada com outro enfoque, que se integra cada vez mais com as pesquisas qualitativas, sistematizando informações inicialmente dispersas.
Bardin (1977) define a análise de conteúdo como um conjunto de técnicas de análise das comunicações que visa a obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (qualitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) dessas mensagens.
Olabuenaga e Ispizúa (1989) definem a análise de conteúdo como uma técnica de ler e interpretar o conteúdo de toda classe de documentos, que, analisados adequadamente, abrem as portas ao conhecimento de aspectos e fenômenos da vida social inacessível de outro modo.
Portanto a análise de conteúdo constitui uma metodologia de pesquisa usada para descrever e interpretar determinado conteúdo. Ela, conduzindo a descrições sistemáticas, qualitativas ou quantitativas, ajuda a reinterpretar as mensagens e a ampliar a compreensão de seus significados num nível que vai além de uma leitura comum. Além disso, faz parte de uma busca teórica e prática de significado especial no campo das investigações sociais. Constitui, portanto, bem mais do que uma simples técnica de análise de dados, por representar uma abordagem metodológica com características e possibilidades próprias.
Na evolução, a análise de conteúdo tem oscilado entre o rigor da suposta objetividade dos números e a fecundidade sempre questionada da subjetividade. Entretanto, ao longo do tempo, têm sido cada vez mais valorizadas as abordagens qualitativas, sendo a indução e a intuição estratégias para atingir níveis de compreensão mais aprofundados dos fenômenos que se propõe investigar.
Em qualquer das abordagens, a análise de conteúdo fornece informações complementares ao leitor crítico. Como método de investigação, compreende procedimentos especiais para o processamento de dados científicos. É uma ferramenta sempre renovada em
função dos problemas cada vez mais diversificados que se propõe investigar. Pode-se considerá-la como um instrumento marcado por grande variedade de formas e adaptável a diversas situações de pesquisa.
A matéria-prima da análise de conteúdo pode constituir-se de qualquer material oriundo da comunicação verbal ou não verbal, como cartas, cartazes, jornais, revistas, informes, livros, relatos autobiográficos, discos, gravações, entrevistas, diários pessoais, filmes, fotografias, vídeos. Contudo os dados advindos dessas fontes diversificadas chegam ao investigador em estado bruto, devendo, pois, ser processados para facilitar o trabalho de compreensão, interpretação e inferência que se propõe à análise de conteúdo.
Krippendorf (1990) destaca que sempre é possível investigar os textos com múltiplas perspectivas. Assim, em qualquer mensagem escrita, pode-se computar letras, palavras e orações, categorizar frases, descrever a estrutura lógica de expressões, verificar associações, denotações, conotações ou formular interpretações psiquiátricas, sociológicas ou políticas.
Em face dessas possibilidades, a análise de conteúdo é influenciada pela percepção do pesquisador em relação aos dados analisados, o que torna improvável a leitura neutra. A questão de múltiplos significados de uma mensagem está relacionada também ao contexto em que a comunicação acontece.
A compreensão dos fundamentos da análise de conteúdo é importante para o analista conseguir obter o resultado máximo. Portanto compreender a história desta metodologia e entender os tipos de materiais que possibilita analisar, estando ciente de que uma mensagem pode levar a múltiplas interpretações e de que uma análise de conteúdo pode atingir uma multiplicidade de objetivos, auxilia o trabalho.