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Esta etapa é responsável pela interação do usuário com o sistema, e é através dela que o usuário fará seu cadastro e poderá enviar as imagens mamográficas ou regiões de interesse para serem processadas.

A página principal (Figura 6.4) é composta por um menu, contendo links para a página de acesso ao envio de imagens através da opção “Login”, para a página de cadastro (“Cadastro”) e para o ImageJ, software que pode ser utilizado para fazer recortes das regiões de interesse, caso o usuário queira enviar apenas a RI para o processamento. Para dar início ao processo, é necessário que todo usuário preencha um cadastro e crie uma senha através do formulário apresentado na Figura 6.5. Uma outra opção do menu é a que remete o usuário a uma página de informações sobre como pode ser feita a submissão das imagens e por último, o link “Contato”, que dá a possibilidade do usuário tirar suas dúvidas através do e-mail indicado.

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Figura 6.4. Página principal onde se encontram os links para o cadastro de usuário (opção “Cadastro”), para a página de acesso ao envio das imagens (opção “login”), para o ImageJ, software disponível para o usuário que desejar fazer recortes de suas mamografias para enviar apenas regiões de interesse, para uma

página onde irão constar todas as informações de como é o funcionamento da ferramenta e para os possíveis contatos.

Figura 6.5. Nesta página há um formulário a ser preenchido com informações de nome, e-mail, telefone, cidade, estado, profissão, instituição em que trabalha, além da escolha de um usuário e senha para acesso à

página que permite o envio de mamografias digitalizadas/digitais ou regiões de interesse para o processamento.

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Após o cadastramento, o usuário terá a possibilidade de escolher qual ação ele deseja: enviar mamografias, enviar RIs ou verificar os resultados das imagens já enviadas (Figura 6.6).

Figura 6.6. Nesta página o usuário poderá escolher qual opção ele deseja: enviar mamografias, enviar RIs ou verificar os resultados do processamento das imagens já enviadas.

Caso o usuário deseje enviar mamografias, o preenchimento das informações referentes à paciente, ao digitalizador, caso a imagem tenha sido digitalizada, à aquisição da imagem e a indicação da quantidade de mamografias a serem enviados deverão ser informadas (Figura 6.7). Como cada exame mamográfico produz geralmente quatro imagens (Crânio Caudal da Mama Direita (CCD), Crânio Caudal da Mama Esquerda (CCE), Médio Lateral da Mama Direita (MLD) e Médio Lateral da Mama Esquerda (MLE)) este é o número máximo permitido por vez.

Em seguida, o usuário é remetido à página que permite anexar as imagens escolhidas para a submissão (Figura 6.8) e assim, se ele desejar continuar, basta dar início ao processo de preenchimento das informações das mamografias novamente.

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Figura 6.7. Nesta página há um formulário a ser preenchido com informações referentes à paciente (idade, existência ou não de caso de câncer na família, indicação de menopausa), o tipo de mamgorama (digital ou

digitalizado), quantidade de mamografias a serem enviadas, e caso a mamografia seja digitalizada, algumas informações como o modelo do scanner, a resolução de contraste e resolução espacial.

Figura 6.8. É através desta página que o usuário fará o upload das mamografias para serem processadas. Este exemplo apresentado ocorrerá quando o usuário escolher o envio de 4 mamografias.

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O upload só será finalizado com sucesso se o formato da imagem anexada for um dos permitidos para o processamento. Para definir os formatos que seriam aceitos pelo sistema, primeiramente um estudo foi realizado a fim de se verificar o comportamento dos mais comumente utilizados: BMP, TIFF, JPEG e padrão DICOM, conforme descrito nas seções 3.2.1.1, 3.2.1.2, 3.2.1.3 e 3.2.2 respectivamente. Através desta análise, ficou definido que o sistema só aceitaria o formato TIFF e o padrão DICOM.

A escolha pelo TIFF se deu em virtude da diversidade de técnicas de compactação que suportam o alto valor de níveis de cores permitidos. Essa característica o torna um dos mais eficientes formatos utilizados em diversos tipos de aplicação, como transmissão de satélites, processamento de imagens médicas, vídeos, entre outras, além de trabalhar em várias plataformas (algumas estações de trabalho UNIX, PCs e Macintosh). Uma outra facilidade é o fato de ser muito bem documentado e com isso a implementação de rotinas para a manipulação de imagens armazenadas neste formato se torna mais fácil.

Já o padrão DICOM, tem sido utilizado pela maioria dos equipamentos que geram imagens digitais para diagnóstico. Com o advento dos mamógrafos digitais que geram suas imagens de forma direta e as armazenam neste padrão, a possibilidade do envio de mamografias neste formato se tornou indispensável.

Os demais formatos não foram inseridos devido às desvantagens apresentadas quando comparados aos escolhidos. O BMP, por exemplo, é um formato de propriedade da

Microsoft Corporation e só é interpretado pelas plataformas PC e Macintosh. Ele permite o

armazenamento de imagens coloridas com até 24 bpp, ou seja, apenas 8 bits para cada uma das cores primárias (R, G e B). No entanto, as imagens mamográficas a serem processadas são produzidas em níveis de cinza. O JPEG também segue o padrão bitmap de representação, assim como o BMP, e também permite o armazenamento de imagens coloridas com até 24 bits, o que o limita a 8 bits para cada cor primária. Oferece a maior taxa de compressão

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existente, no entanto, a maioria com perdas. Visto que as imagens que serão enviadas passarão por um processamento para a detecção de estruturas que podem ser menores ou iguais a 0,5mm, como é o caso das microcalcificações, padrões gerados por técnicas de compressão com perdas jamais podem ser utilizados.

Caso o usuário deseje enviar RIs, as informações referentes ao tipo da mamografia de que as RIs foram extraídas (digital ou digitalizada), ao modelo do scaner e à aquisição da imagem, caso seja digitalizada, e a indicação da quantidade de regiões a serem enviadas deverão ser fornecidas (Figura 6.9). Cinco é a quantidade máxima de regiões permitidas para o envio de uma só vez.

Em seguida, o usuário é remetido à página que permite anexar as imagens escolhidas para a submissão (Figura 6.10) e assim, se ele desejar continuar, basta dar início ao processo de preenchimento das informações das RIs novamente.

Assim como para o envio de mamografias, o upload das RIs só será finalizado com sucesso caso o formato seja o pré-estabelecido, que neste caso será o TIFF, já que para RIs, mesmo que tenham sido extraídas de uma mamografia armazenada no padrão DICOM, após sua abertura e a realização dos recortes, elas deverão ser gravadas como TIFF.

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Figura 6.9. Nesta página há um formulário a ser preenchido com informações referentes à aquisição da imagem.

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Com o sucesso do upload das mamografias, é gerado um protocolo, através do qual o usuário terá a possibilidade de verificar os resultados apresentados pelo processamento. O mesmo processo acontece quando RIs são enviadas.

Através do upload, as imagens são enviadas para pastas que foram criadas no servidor (isto dependerá também do tipo da mamografia, pois os processos são diferentes para imagens digitais e digitalizadas).

6.2.1. A disponibilização do ImageJ

Para dar a possibilidade ao usuário de fazer os recortes das RIs de forma mais ágil e simples, o software ImageJ foi disponibilizado através do link ImageJ na página inicial do

site.

O ImageJ é um software para processamento de imagens desenvolvido em Java e de domínio público, inspirado pela NIH Image (National Institutes of Health) para a Macintosh. Com ele é possível visualizar, editar, analisar, processar e salvar imagens em 8 bits, 16 bits e 32 bits. Ele lê vários formatos como, TIFF, GIF, JPEG, BMP, DICOM, FITS e “raw”. Para sua utilização, sempre que o usuário escolhe pela opção “ImageJ” do menu na página principal do site, é feita uma verificação se já existe instalada uma virtual machine no computador em que ele estiver abrindo o site; caso ainda não exista, ela automaticamente é instalada e a janela do software é carregada (Figura 6.12). A instalação de uma virtual

machine é necessária para que a execução do ImageJ aconteça com a utilização do Java

WebStart.

Apesar das várias funções disponíveis, a sua disponibilização neste site tem como objetivo fornecer uma ferramenta que possibilite ao usuário fazer recortes das regiões de interesse de uma mamografia que queira enviar para o processamento. Isso é possível através da escolha da opção “File” no menu e em seguida “Open”. A seguir é só escolher o

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“Rectangular selections”, conforme mostra a Figura 6.11 e em seguida salvar a região recortada através de “File / Save As / Tiff”.

Figura 6.11. Janela do ImageJ.