2. ÇALIŞMA ALANININ FİZİKİ COĞRAFYA ÖZELLİKLERİ
2.2. İklim Özellikleri
concepção de localização industrial que desafia a sabedoria convencional sobre o modo como as organizações, privadas e públicas, devem ser estruturadas para contribuir para o sucesso competitivo das empresas de uma região e como os governos podem promover o desenvolvimento econômico em geral e, em particular, o regional. Dessa forma, o cluster é, também, uma metáfora poderosa usada, constantemente, para orientar, em várias partes do mundo, a política de planejamento industrial e regional (BERGMAN, FESER, 2005).
A crescente importância atribuída ao estudo dos clusters está associada às mudanças nas teorias de desenvolvimento regional, ocorridas ao longo dos últimos quarenta anos, decorrentes das crises que se iniciaram no princípio dos anos 1970. Elas marcaram o fim da predominância das políticas macroeconômicas keynesianas e o declínio do paradigma técnico-econômico de produção em massa, também denominado de fordista (DINIZ; CROCCO, 2006).
As políticas de intervenção predominantes até os anos 1970 eram do tipo
top-down, com imposição externa e baseadas, principalmente, na promoção de
atividades industriais que tivessem potencial de alavancar outras atividades associadas à sua cadeia produtiva. As políticas descentralizadas, do tipo bottom-up, com referência na valorização da produtividade endógena e enfoque na competitividade, substituem, paulatinamente, as formas anteriores de intervenção. Conforme Jessop (1997), as primeiras estão estruturadas sob as regras do keynesianismo (keynesian welfare social policy role) e as mais recentes se desenrolaram na direção do que se pode chamar de influência schumpeteriana (schumpeterian workfare role).
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Os diferentes conceitos e termos associados serão analisados ao longo desse capítulo. Ao se tratar, genericamente, o conceito, será usado o termo ‘cluster’ que, embora de origem inglesa, tem sido usado com bastante freqüência na literatura em português sobre o tema. Uma de suas possíveis traduções – ‘aglomerado’ – raramente é empregada como um termo isolado. A denominação mais usada nos programas de política regional em ação no país – ‘arranjo produtivo local’ – evidencia, excessivamente, o aspecto geográfico, numa acepção estreita de suas fronteiras e área de influência, tornando-se por demais restritivo para a atividade da indústria de construção, alvo dessa pesquisa.
As políticas do tipo bottom-up incorporam, ainda, nas análises, os aspectos institucionais, tais como o capital social e a cultura, por exemplo, para a compreensão da dinâmica regional e a valorização da capacitação local para a promoção do seu próprio desenvolvimento. Ampliam-se, dessa forma, os interesses pelas redes de empresas e seu papel nesse processo de geração de inovação (DINIZ; CROCCO, 2006). Muitos estudos enfatizam os aspectos da inovação (COOKE, 2001), enquanto outros tratam os clusters, desde que reúnam determinadas condições, como sistemas regionais de inovação (COOKE, 2001; CASSIOLATO, LASTRES, 1999; OECD, 2005; DINIZ, SANTOS, CROCCO, 2006).
As novas abordagens têm como referência os principais casos de sucesso na economia industrial, destacando-se o Vale do Silício, na Califórnia, EUA, e os denominados novos distritos industriais da ‘Terceira Itália’, em especial a região da Emília-Romagna. Resumidamente, essas regiões italianas, que estavam à margem do desenvolvimento do país até o final dos anos 60, registraram, na década de 70, um rápido crescimento econômico. Os resultados retratam um modelo bem- sucedido de desenvolvimento industrial no qual a proximidade de fornecedores de matérias-primas e de equipamentos, e de produtores de componentes e de bens finais, aliada a uma combinação de intensa rivalidade e cooperação entre as empresas, respondem pelo seu sucesso econômico (HUMPHREY, SCHMITZ, 1995).51
Ao longo do crescente interesse pelo tema surgem, ou ressurgem, denominações que, muitas vezes, diferem entre si apenas por terem sido desenvolvidas com objetivos específicos. Noutros casos, as diferenças de nomenclatura são acompanhadas por distintas composições em termos de organizações presentes na análise, assim como de diferentes abrangências geográficas. De qualquer forma, não existe um consenso em torno de uma denominação (BERGMAN; FESER, 2005).
Outros aspectos relevantes que afetam os diferentes enfoques analíticos estão relacionados aos mecanismos de cooperação existentes e ao
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Apesar da importância atribuída aos estudos sobre a Terceira Itália, não se pode esquecer a importância do trabalho de Porter (1989, 1998, 1999, 1999a), especialmente nos EUA. Ele foi um dos pioneiros na análise de como os clusters afetam o desenvolvimento das firmas, contribuindo, segundo Bergman e Feser (2005), para atrair a atenção das empresas interessadas em compreender as vantagens inerentes à sua localização.
desenvolvimento de diferentes redes de interesse no interior do cluster. Dessa forma, as pesquisas atêm-se, alternativamente, aos aspectos econômicos e comerciais de cooperação entre as organizações, ou enfatizam elementos como os laços sociais existentes entre as pessoas que os integram. De qualquer forma, as redes existentes, entre empresas ou entre os indivíduos, são elementos fundamentais para o desempenho dos negócios desenvolvidos no interior do cluster e são parte do seu capital social, outro conceito importante e bastante utilizado nas análises sobre o tema. As redes são estruturas que permitem aos seus integrantes terem acesso a recursos, como a informação, e utilizá-los para o sucesso pessoal ou dos negócios.
Os tópicos desenvolvidos neste capítulo têm a preocupação de: aprofundar a discussão em torno do conceito de cluster, dos aspectos referentes à sua delimitação e funcionamento (seção 5.2); analisar os conceitos de governança e sua importância para a compreensão da estrutura do cluster (seção 5.3); observar os aspectos referentes à confiança e à cooperação presentes no capital social e seus papéis no funcionamento do cluster (seção 5.4) e descrever o conceito de cluster
vis-à-vis o conceito de sistema regional de inovação (seção 5.5).