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3.4. Verilerin Analizi

4.1.2. İkinci Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorumlar

O Orógeno Araçuaí pode ser dividido em compartimentos tectônicos e grandes estruturas (Fig. 3.4), individualizados por seus distintos estilos estruturais, orientação espacial, história deformacional e cinemática (Alkmim et al. 2006, 2007). São eles os seguintes:

 Cinturão de cavalgamentos Serra do Espinhaço Meridional

Situado na borda leste do Cráton do São Francisco, corresponde a um sistema falhas de empurrão, reversas e dobras de orientação NS, cuja vergência é dirigida para a zona cratônica. Envolve o embasamento de rochas arqueanas e paleoproterozoicas e rochas metassedimentares do Supergrupo Espinhaço e os grupos Macaúbas e Bambuí.

 Zona de cisalhamento Chapada Acauã

Trata-se de uma zona de cisalhamento com largura variável entre 15 e 35 km, caracterizada por um trem de dobras vergentes para leste, cuja superfície envoltória mergulha no mesmo sentido. A orientação espacial e sentido do cisalhamento implicam em uma natureza distensional para a estrutura. Marshak et al. (2006) interpretam-na como uma manifestação do colapso gravitacional do Orógeno Araçuaí que abateu o bloco constituído por rochas do Grupo Macaúbas e Formação Salinas, colocando lado a lado as rochas mais jovens do orógeno e o seu núcleo cristalino. Para noroeste da cidade de Salinas, a continuidade desta zona de cisalhamento é apenas inferida.

 Corredor Transpressivo de Minas Novas

Caracterizado por Pedrosa-Soares (1995), constitui uma larga zona de deformação transcorrente destral de orientação geral NE-SW, desenvolvida sobre rochas do Grupo Macaúbas e Formação Salinas.

Costa, F.G.D. Controles tectônicos na sedimentação e empilhamento estratigráfico da Formação Salinas ...

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A geometria observada é de flor positiva com vergências opostas em cada bloco da zona de cisalhamento e foliação verticalizada no centro. Cortado pela Zona de cisalhamento Chapada Acauã em sua terminação SW, perde expressão gradualmente em sua outra extremidade.

Figura 3.4- Compartimentos tectônicos e grandes estruturas do Orógeno Araçuaí (Alkmim et al. 2017). SE-

Cinturão de Cavalgamentos Serra do Espinhaço Meridional; CASZ – Zona de cisalhamento Chapada Acauã; S – Zona de dobramentos de Salinas, MN – Corredor transpressivo de Minas Novas; RP – Saliência do Rio Pardo e

IZ zona de interação com o Aulacógeno do Paramirim; GB – Bloco de Guanhães; DS – Zona de cisalhamento

Dom Silvério; I – Zona de cisalhamento Itapebi.

 Saliência do Rio Pardo e a zona de interação com o Aulacógeno do Paramirim

A inflexão de direção NE da terminação norte do Cinturão de cavalgamentos da Serra do Espinhaço descreve a Saliência do Rio Pardo como um arco de convexidade orientada para NNW, que envolve as rochas do Supergrupo Espinhaço e do Grupo Macaúbas (Cruz & Alkmim 2006, Alkmim et

al. 2006, 2007). A Saliência bordeja o compartimento do Cráton do São Francisco denominado

Aulacógeno do Paramirim. Instalado na porção norte e orientado segundo o trend NNW-SSE,

Fase precoce Fase principal 18o 20o 16o 14o 44o 42o 40o 42o 100 km Sentido de cisalhamento Fase tardia ZC´s transcorrentes ZC´s norrais ZC´s de empurrão e reversas Vitória Grandes estruruturas e compartimentos SB GB SE MN SE RP IZ I S DS SE Núcleo cristalino CRÁTON S.FRANCISCO CRÁTON S.FRANCISCO ZC’s normais

Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 77, 165p.

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corresponde a um sistema de riftes superpostos e parcialmente invertidos de idade paleo a neoproterozoica (Cruz & Alkmim 2006). O estágio de inversão tectônica neoproterozoico imprimiu estruturas no aulacógeno compatíveis com as observadas na Saliência do Rio Pardo e estas são interpretadas como resposta aos movimentos dirigidos para norte seguido por compressão geral orientada WSW-ENE relacionada à edificação do Orógeno Araçuaí (Cruz & Alkmim 2006, Alkmim et

al. 2007).

 Zona de cisalhamento Itapebi

Situada na porção nordeste do Orógeno Araçuaí, a Zona de cisalhamento Itapebi conecta-se à Saliência do Rio Pardo em sua terminação leste e se caracteriza com um sistema transpressivo destral. Estruturas do tipo S-C sugerem uma reativação normal-sinistral tardia da zona de cisalhamento.

 Bloco de Guanhães

Localizado a sudeste do Cinturão de cavalgamentos Serra do Espinhaço, o bloco de Guanhães corresponde a um alto estrutural com 250 km de comprimento e 140 km de largura que expõe o embasamento do orógeno e do Cráton do São Francisco. Apenas as unidades mais jovens e distais do Grupo Macaúbas fazem contato a norte com o bloco, constituindo um indício da presença deste alto à época do rifte Macaúbas (Alkmim et al. 2006, 2007).

As suas bordas oeste e leste apresentam-se envolvidas em duas zonas marcadas por falhas reversas e de empurrão de direção geral NS. A porção central do bloco é delimitada por zonas de cisalhamento de direção preferencial NS e as rochas nesta porção do bloco possuem paragênese mineral típica de níveis crustais profundos com metamorfismo na fácies anfibolito e migmatização. Tais zonas de cisalhamento apresentam movimentação reversa mais antiga à normal-normal destral mais nova, esta última interpretada como outra evidência do colapso gravitacional do Orógeno (Alkmim et al. 2007, Peres et al. 2004).

 Zona de cisalhamento Dom Silvério e estruturas associadas

A zona de cisalhamento Dom Silvério possui orientação geral N-S e se estende por cerca de 100 km de comprimento, com movimentação sinistral caracterizada em levantamentos de campo (Peres et

al. 2004). Sua terminação norte se dá a partir da sua inflexão para NNE-SSW de encontro à zona de

cisalhamento destral Abre Campo (Peres et al. 2004, Alkmim et al. 2007).  Zona de cisalhamento Abre Campo

A Zona de cisalhamento Abre Campo marca o limite oeste do núcleo cristalino do Orógeno Araçuaí. Esta estrutura pode representar uma sutura paleoproterozoica, reativada como tal no Neoproterozoico e que separa rochas metamórficas da fácies anfibolito arqueanas do Complexo Mantiqueira e rochas metamórficas da fácies granulito paleoproterozoicas do Complexo Juiz de Fora

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(Alkmim et al. 2006). As sequências metavulcanossedimentares que ocorrem a leste da Zona de cisalhamento de Abre Campo não possuem correspondentes em outros domínios do orógeno, pois os seus constituintes mostram influência do Arco magmático do Rio Doce (Alkmim et al. 2007, Pedrosa- Soares et al. 2007).